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04.02.18
Margot Robbie é entrevistada para o jornal The Guardian

Margot concedeu uma entrevista muito sincera para o jornal britânica The Guardian já que a divulgação de I, Tonya está para começar por lá. Na entrevista ela fala sobre seus primeiros trabalhos, seu relacionamento com seu marido, o movimento #MeToo e mais, confira:

Nostálgica, balançando a cabeça para ela mesma, Margot Robbie anda pelo bar deserto em Londres com um jeito de um soldado retornando para o local após uma batalha difícil. Alguns anos atrás, quando a carreira da atriz australiana estava começando, quando ela era uma formanda de Neighbours que tinha acabado de ser escalada para o novo filme de Martin Scorsese, The Wolf of Wall Street, Robbie vivia na vizinhança. A atriz de 27 anos era parte de um grupo de amigos que se apertavam em uma casa alugada em Clapham, que era feita para metade das pessoas, para economizar. Durante a noite, para esticar as pernas e ficarem bêbados, o grupo vinha até esse bar.

“A melhor época,” diz Robbie, lembrando de conversas, com piadas, sobre relacionamentos e decisões de negócios, enquanto se curavam de ressacas. O bar é diferente às 10 da manhã, na luz do dia, preparado para o brunch. Mas, ela lembra, havia um bom sofá no andar de cima, depois da mesa de pebolim, perto da lareira… “Aqui,” Robbie diz, satisfeita, se acomodando.

Robbie deixou Londres há um ano, por volta da época em que se casou com Tom Ackerley e se mudou para Los Angeles. Ela viajou de volta para uma exibição de seu novo filme, I, Tonya, antes da estreia no Reino Unido. Em algumas horas, ela estará em um cinema elegante, sentada no escuro avaliando cada reação do público. Robbie estrela nessa comédia-biografia obscura e de orçamento baixo sobre a teimosa patinadora artística americana, Tonya Harding, e também produziu o filme. Isso significa estar mais por dentro do jogo. Isso significa “email diários, dizer qual porcentagem estamos ou não estamos em cada cidade, quais demográficos estão respondendo de qual jeito, o que as críticas estão dizendo.” Robbie se joga de volta no sofá. “Muito angustiante e muito emocionante. Eu nunca estive envolvida nessa parte antes.”

Ela tira as camadas: um sobretudo emprestado de uma amiga, um cachecol que ela tirou do pescoço do marido. Apenas 36 horas atrás, Robbie estava na Austrália, visitando sua mãe; sua roupa fragmentada foi montada hoje pela manhã após a atriz abrir sua mala e perceber que ela voou para a Europa no meio do inverno sem lembrar de colocar roupas de frio. Bronzeada, com o cabelo ensolarado de Oz, ela é de longe a pessoa de aparência mais saudável do bar. Os garçons que transportam os pratos do brunch apertam o passo; o cara que traz sua xícara de chá fica nervoso arrumando os açúcares; o único cachorro no lugar procura por ela. Somente uma pequena energia pouco perceptível sugere que Robbie está tentando superar um jetlag grave, após passar por todo e qualquer lugar do mundo, tentando dar ao seu filme a melhor chance do sucesso.

“Não me dê azar!” Ela diz, quando aponto que as indicações recentes são promissoras. Mas realmente foram. No Oscar em março, Robbie estará na corrida pelo prêmio de Melhor Atriz contra fortes armas: Meryl Streep e Frances McDormand. Os jurados do Golden Globes gostaram o bastante de I, Tonya para dar indicações ao filme em três categorias principais e um prêmio para Allison Janney, em um papel coadjuvante como a mãe de Harding, LaVona. Com o diretor, Craig Gillespie, e roteirista, Steven Rogers, Robbie conseguiu o truque muito delicado de apresentar um assunto que é ridículo e compreensivo; uma vítima que não somos encorajados a simpatizar e um culpado que não gostamos muito de condenar. A própria Harding, agora vivendo em feliz anonimato, abençoou o filme finalizado.

I, Tonya tem um sucesso especial quando lida com a contradição central da vida de Harding. Ela é famosa por um único ato de violência – um ataque, em janeiro de 1994, na rival Nancy Kerrigan, que foi organizado por seu ex-marido, Jeff Gillooly. O resultado foi hospitalizar Kerrigan e as chances de Harding no esporte. O crime, rapidamente exposto, alcançou as notícias do mundo inteiro e tornou Harding em uma piada fácil e notável. O que nunca foi bem entendido era a violência que era sua própria vida. Harding era espancada por sua mãe abusiva e Gillooly quando eram casados. A nova biografia cristaliza essa ironia essencial com piadas desafiadoras e de roubarem o show entregues diretamente para a câmera por Robbie. “Bateram na Nancy uma vez,” ela fala arrastado, incorporando o humor seco de Harding, “e o mundo inteiro surta.”

O roteiro de Rogers para I, Tonya deu voltas pela indústria por um tempo até que Robbie e alguns colegas conseguiram os direitos. A violência doméstica estava fortemente presente desde o começo, a interpretação algumas vezes no limite entre seriedade e bobeira. Será que Robbie ficou em dúvida sobre esse humor em particular? “Oh, desde o começo, desde o primeiro segundo que eu li o roteiro,” disse ela. “Eu fiquei preocupada sobre como íamos lidar com a violência doméstica e como íamos alcançar um tom tão específico.”

Apesar de não ter conhecido Harding até algumas semanas antes das filmagens, o instinto de Robbie sentiu que deixar a violência de fora da trama seria como uma censura, “um desserviço para Tonya e para qualquer pessoa que sofreu de violência doméstica.” Ao mesmo tempo, eles deveriam estar fazendo uma comédia. Gillespie “apareceu com a ideia de quebrar a quarta parede nesses momentos – olhar para a câmera. E isso fez sentido para mim, porque a Tonya está se desconectando emocionalmente do que acontece com ela nesses momentos. Você pode ver que a personagem aceitou a violência, é “apenas como a vida é”, como ela coloca. É um ciclo repetitivo, tão normal para ela que ela pode falar sobre isso com naturalidade.” Fazer parte de decisões tão arriscadas sobre tom significava ter um risco maior na parte artística, por isso Robbie queria produzir. “Não somente para ser o rosto do filme sem poder, bom, falar sobre como foi escrito. Ou reescrito. Ou sobre o orçamento. Sobre as marcações. Para quem foi vendido. Ou como.”

Não é coincidência que essa é a primeira vez em uma carreira de cinco ou seis anos que Robbie está no papel principal. Ela esteve em filmes de super heróis (Esquadrão Suicida em 2016) e filmes dignos de Oscar (uma participação como ela mesma em A Grande Aposta) e alguns papéis coadjuvantes fascinantes estão por vir, como Elizabeth I em Mary Queen of Scots de Josie Rourke.

Mas essa é foi a primeira vez que ela ligou para casa e disse: “Mãe, eu sou a personagem principal.” Anteriormente, Robbie diz com sinceridade, ela estava hesitante. “É um grande passo, interpretar um personagem principal, um passo que eu fiquei hesitante em fazer. Todo o peso do filme está nos seus ombros. E se não funcionar? É muito mais difícil para você conseguir um papel principal novamente, especialmente se você é mulher.”

Robbie se inclina para frente e junta seus dedos, um gesto característico. “Eu sinto que os homens têm mais chances de serem principais em um filme e fracassar. Se você é mulher e o filme fracassa? Boa sorte para conseguir outro.”

A terceira de quatro irmãos, Robbie cresceu em uma cidade australiana chamada Gold Coast, a um trem do sul de Brisbane. Sua mãe é uma fisioterapeuta, seu pai trabalhava em fazenda; eles se separaram quando Robbie era mais nova, um evento que moldou grande parte de sua personalidade adulta, ela diz, apesar de não querer entrar em detalhes. Robbie era esportiva, competitiva, atuava nas peças da escola, tinha nota alta especialmente em estudos legais. Ela tinha 17 anos quando se formou e “todo mundo dizia que eu deveria ir para a faculdade estudar Direito.”

Mas ela notou, durante a infância, que quando sua mãe falava sobre sua juventude ela não falava sobre as coisas emocionantes – as aventuras, as viagens, nunca os estudos. “Eu decidi que eu não queria gastar um dinheiro que eu não tinha em uma profissão que eu não queria exercer só para pagar as contas pelo resto da minha vida. Pra que viver por essa regra invisível?”

Ao invés disso, ela foi para o sul de Melbourne e trabalhou por meio período em um Subway. Seus planos eram conseguir emprego na atuação, ou viajar, e no final ela conseguiu os dois, encaixando uma viagem pela Europa no meio de dois anos e 327 episódios como personagem regular em Neighbours. Quando seu contrato chegou ao fim, uma renovação foi oferecida, mas ela escolheu entrar em um avião novamente, dessa vez para os Estados Unidos. Ela foi escalada para uma nova série de TV sobre aeromoças em 1960, chamada Pan Am.

Alguns atores começam em Rada ou Julliard, outros seguem o exemplo de Brando ou Day-Lewis, mas Robbie estudou na escola de Ramsay Street e foi lá que ela aprendeu uma técnica profissional que sempre a ajudou: vamos chamar de método sem trailer. “Em Neighbours ninguém tinha trailer,” ela disse, “você senta com todo mundo.” Karl e Susan, as estrelas, os assistentes, todos eles ficavam juntos em uma grande sala durante os intervalos. “Você compartilhava a cozinha. Ficávamos juntos.”

Quando Robbie conseguiu seu trabalho em Pan Am, que foi exibido por poucos meses antes de seu cancelamento em 2012, ela achou “solitário. Você deveria estar segregado em departamentos diferentes, o que era estranho. Eu lembro de ficar batendo na porta das pessoas perguntando se eles queriam sair.” Ela gostava do canto informal onde os chefes, maquiadores e assistentes passavam o tempo. “Eu não sei, eu era da idade deles. Eles pareciam amigos da minha cidade.”

Após o cancelamento da série, Robbie, desapontada mas sem desistir, fez uns testes para entrar em grandes filmes. “Eu chegava pensando: ‘Espera, para de olhar para os seus papéis, olhe para mim, eu vou te surpreender pra caralho.'”

Scorsese a escalou para O Lobo de Wall Street, como a esposa de Leonardo DiCaprio, e o diretor ficou impressionado que ela teve a coragem de dar um tapa em DiCaprio, durante a leitura. Ela estava no filme de Richard Curtis, Questão de Tempo, e em uma adaptação cheia de estrelas de Suíte Francesa, filmada na Bélgica. Os trabalhos alcançaram um novo nível, e assim também o salário de Robbie, mas ela continuava se encontrando no círculo de cadeiras onde a equipe estava. Em Suíte Francesa, a equipe de assistentes de direção eram em sua maioria de Londres. “Nós ficamos muito amigos. Você passa muito tempo com a equipe – quer dizer, se você quiser.”

O sotaque australiano ficou com ela, assim como sua apreciação australiana por um bom apelido. O novo grupo não desapontou. “Eu era chamada de Maggie, Margz, Mags, Maggles…” Suíte Francesa acabou sendo um filme fácil de esquecer, mas as noites bêbadas foram memoráveis, e uma forte amizade se formou com o grupo. Promessas de manterem contato foram feitas, e um pouco depois, em janeiro de 2014, quando Robbie estava passando por Londres para a premiere de O Lobo de Wall Street, o grupo se reuniu. A Paramount tinha a hospedado em um hotel luxuoso. Todos fizeram as malas.

“Nós ficamos tipo: ‘Não seria legal se todos nós morássemos juntos?’ Alguém disse: ‘Mas você não mora em Londres,’ e eu disse: ‘Eu não moro em lugar nenhum. Eu me mudo.’ Três dias depois nós assinamos um aluguel em Clapham. Eu nem tinha visto o lugar, eu tinha que voar para o Golden Globes [onde O Lobo de Wall Street tinha sido indicado duas vezes] três horas depois de tomarmos essa decisão.”

“Obviamente assistentes de direção tem um salário de merda. Então a gente teve que, ah,” Robbie ri, “enfiar muitas pessoas em um lugar pequeno.” Cinco ADs, uma estrela de cinema em ascensão, uma antiga amiga da Austrália, Sophia Kerr, que agora trabalha como assistente de Robbie. Eram sete, todos juntos em uma casa de três quartos. Robbie tinha um trabalho em Londres por um ano, um remake com muito CGI de A Lenda de Tarzan que foi lançado em 2016. Ao mesmo tempo, um dos colegas de casa, Tom Ackerley, estava trabalhando em uma sequência de Missão Impossível.

No começo do relacionamento deles, Robbie lembra: “Nós mantivemos em segredo porque a gente não estava levando a sério. ‘Oh, deixa pra lá, somos só amigos, só amigos.’ E então… todo mundo descobriu.”

Foi estranho que dois dos sete eram um casal?

Robbie solta um longo: “Ummm”. Ela está pensando o quanto ela quer se comprometer. “Foi dramático. Eu não vou entrar em detalhes, mas jogaram a merda no ventilador. Nossa casa se tornou o The Jerry Springer Show por um momento. Mas depois a poeira abaixou e tudo ficou bem.”

A amizade do grupo sobreviveu? “Todo mundo ficou tipo: ‘Não! Isso vai acabar com o nosso grupo!’ Mas nada aconteceu. Ficou tudo bem.”

Robbie e Ackerley casaram em dezembro de 2016, na praia na Austrália, por volta da mesma época que ela começou a treinar para I, Tonya. Uma ótima foto do evento foi postada no Instagram, a antítese de uma sessão de fotos para a OK! Magazine: os recém casados se beijavam apaixonadamente na areia enquanto a noiva apontava seu dedo anelar para a câmera. A sugestão de profanidade (Foda-se, estamos casados!) se encaixa muito bem na personalidade de Robbie. Durante a conversa, ela xinga tão frequentemente quanto um fã de esporte com raiva. “É de trabalhar em sets de filmagens, meu Deus. Eu tento controlar. Minha mãe fica muito irritada.” Ela favorece o lado turbulento da vida, algo que ela coloca a culpa em “crescer em uma casa barulhenta, muito barulhenta. É uma das razões pela qual eu vivi com colegas de quarto – o silêncio é ensurdecedor para mim, eu odeio muito.”

Na verdade, ela diz, quando ela e Ackerley casaram, “foi um de nossos colegas de quarto que nos disse: ‘Vocês casaram. Vão viver sozinhos agora.’ E isso honestamente não tinha passado por nossa mente. Ficamos tipo: ‘Hm? O que? Só nós dois? Isso vai ser estranho.’ E na primeira vez que ficamos em uma casa, só nós dois, foi estranho. Legal, mas sentimos falta de ter muitas pessoas por perto.”

Ackerley é co-fundador da produtora de Robbie. Assim como Kerr, amiga de infância, e outro membro do grupo de Clapham, Josey McNamara. Todos são co-produtores em I, Tonya. Eles nomearam a produtora de LuckyChap, que eu pensei que tivesse um significado secreto. “Ha! Não, estávamos apenas bêbados. Estávamos aqui quando criamos o nome e ninguém lembra o motivo. Eu acho que estávamos falando sobre Charlie Chaplin…” Até fundarem a LuckyChap, a carreira de Robbie em Hollywood raramente a obrigava a estar em Hollywood. “E eu ainda não fiz um filme lá.” Como produtores, Robbie e seus co-fundadores na LuckyChap decidiram que precisavam estar mais perto dos motores da máquina. Eles se mudaram em massa para Los Angeles em novembro de 2016, bem antes da eleição presidencial. Isso deve ter sido…

“Interessante?” Robbie interrompe. “Cinco dias antes do Trump se tornar presidente? Sim. Foi uma época interessante de me mudar para os Estados Unidos.”

Em sua indústria em particular, nós sabemos agora, as convulsões maiores ainda estão para acontecer. O escândalo de Harvey Weinstein estourou em 2018, e naquelas primeiras semanas muitas atrizes falaram em protesto com as políticas primitivas de assédio sexual em Hollywood. Algumas contaram histórias pessoais sobre o assunto, outras ofereceram um apoio geral.

“Toda conversa é uma conversa produtiva,” diz Robbie, que favorece o apoio geral. “Porque quando essa conversa acontece, sempre vem uma próxima.”

Houve um momento em que ela viu o que estava acontecendo e se perguntou: eu irei contribuir? “É complicado,” ela diz. “É essa coisa onde… Quem sou eu para falar sobre isso? Quem quer me ouvir?”

Como ela lidou com essa complicação foi interessante. Em outubro, imediatamente após Weinstein, Robbie foi solicitada para discursar em um evento celebrando as mulheres no cinema. Esse foi um começo tumultuoso para o movimento #MeToo e a tendência no momento estava fortemente focada em celebridades – no culpado e nas vítimas de assédio sexual que conhecemos bem os nomes e rostos. Antes de sentar para escrever seu discurso sobre “mulheres do cinema”, Robbie se virou para aquelas outras mulheres do cinema que tinham sido ignoradas até agora: as contra regras, as substitutas e assistentes, os empregados de um degrau inferior que ela ficava sentada no círculo por horas no set, com quem ela viveu.

“Eu fui no nosso grupo no WhatsApp, com as minhas meninas de Londres, que são todas parte da equipe.” Ela perguntou para elas: Pelo o que vocês passaram? O que você quer dizer que ainda não foi dito? “Meu celular ficou louco. Elas estavam com raiva. Eu estava surpresa com o quanto elas estavam com raiva. Eu fiquei comovida com tudo o que elas sentiam e que estava sendo guardado.” Juntas em seus celulares, essas mulheres escreveram o discurso de Robbie, e quando ela entregou no evento, ela falou na primeira pessoa do plural em nome do grupo de conversa.

“Ser uma mulher em Hollywood significa que você provavelmente terá que lutar em situações degradantes,” Robbie disse naquela noite. “Lutar pelo direito de ganhar um vida, pelo direito de ser ouvida, até pelo direito de estar segura… Estar na sombra de grandes árvores, constantemente nos lembrando que nós só crescemos na luz dos sol que elas nos permitem. Quando você tira Hollywood,” o discurso concluiu, “nós somos apenas mulheres. Todas enfrentando a falta de igualdade que ser mulher nos traz.”

No sofá do bar, Robbie se encolhe. O discurso veio e foi, sumindo pelas investidas de notícias sensacionalistas. Mas ela tem orgulho dele. “Não pareceu falso, ao falar, porque eu sabia que eu estava falando por elas. Isso foi mais importante, na minha opinião.” Ela pode ver que há uma fome por pessoas como ela, atrizes conhecidas na indústria, para oferecer opiniões sobre o passado e o presente – e para dizer que tudo vai ser melhor após a reviravolta de 2017. “Mas, olha, quem sou eu para dizer? Eu não faço ideia. Tudo o que eu posso falar é sobre o que vejo no meu ponto de vista.”

Do seu ponto de vista, até agora, tem sido um caso de pequenos milagres. Robbie dá um exemplo. Durante uma conferência recentemente, para discutir um filme que ela estava desenvolvendo, Robbie e uma amiga, uma roteirista eram, “as duas únicas mulheres na ligação. E nós realmente tínhamos que nos destacar para lutar por algo específico nesse projeto. Depois de um tempo, nós mandamos uma mensagem para a outra, para perguntar: ‘Hey, eu fui muito agressiva lá? Eu soei como uma vaca?’ Nós mandamos a mesma mensagem ao mesmo tempo.”

Robbie arregalou os olhos. “Foda-seeeeeee. Você acha que qualquer um dos homens naquela ligação mandou uma mensagem para o outro, depois, para perguntar se eles soaram como uma vaca? Por expor uma opinião? Não. Nenhum deles pensou duas vezes sobre o que falaram. Você tem esses momentos de epifania e esse foi um deles. E não é só na nossa indústria, é em todas.”

Ela coloca novamente seu sobretudo emprestado e se enrola no cachecol. Um carro está esperando para levar Robbie para a exibição de I, Tonya. Nossa conversa lembrou a ela um pouco do filme, quando Harding comenta sobre essa desatualização das mulheres competitivas na patinação artística, em seus tutus e collants, “essa visão antiga de como uma mulher deve ser.” A resposta da patinadora é ir até a mesa dos jurados para encará-los diretamente e mostrar o dedo do meio para eles.

Em um momento incrível, Robbie diz, “E, infelizmente, é muito relevante, não é?”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
31.01.18
Margot Robbie defende como I, Tonya representa a violência doméstica

Margot Robbie conversou com o The New York Times durante a divulgação de I, Tonya em novembro e a atriz defendeu a quebra da quarta parede durante as cenas de violência e explicou por que acharam o método necessário. Confira:

Margot Robbie adorou o roteiro de I, Tonya, a loucura, o filme sobre a patinadora Tonya Harding e o ataque na rival Nancy Kerrigan em 1944.

Mas a atriz temeu que ninguém iria deixá-la interpretar o papel principal, pelo menos por que a Srta. Robbie é australiana. “Eu sempre tenho uma síndrome de impostora com qualquer uma das minhas personagens,” ela me disse em uma entrevista em Nova York em novembro. Srta Robbie acabou servindo como produtora para o filme e, é claro, fazendo uma performance que deu a ela uma indicação ao Oscar, a sua primeira, em Melhor Atriz.

Srta Robbie também compartilhou seus pensamentos no escândalo de 94 e as críticas sobre a representação do filme com a violência doméstica.

Acho que não tinha muito gelo onde você cresceu.
Definitivamente sem gelo. Eu não patinei no gelo na infância. Quando eu me mudei para a América, eu entrei em um time de hockey no gelo, porque eu amava The Mighty Ducks quando eu era pequena e eu sempre quis jogar hockey no gelo.

Você foi do zero para hockey?
Resumindo, eu estava só correndo no gelo de patins. Mas eu tinha muita proteção. Eu não sabia como parar ou algo assim, então eu saltava em outro jogador, ou na barreira, ou no gelo para parar. Esse era meu conhecimento em patinação no gelo até aparecer o filme e os treinos começarem. E isso foi quando eu coloquei meus patins, que eu descobri que são muito diferentes dos patins de hockey.

Você fez dança ou ginástica na infância?
Eu fiz ballet dos 5 aos 15. Isso ajudou bastante, na verdade. A parte assustadora foi a parte do gelo. Eu tinha que parecer como uma patinadora talentosa. A primeira vez que eu fui dar um chute alto no gelo, eu caí para trás e fiquei sem fôlego. Felizmente, nós tínhamos uma coreógrafa incrível, Sarah Kawahara. Ela era coreógrafa da Nancy [Kerrigan] anos atrás. Eu ficava me desculpando, “Sinto muito que você está presa comigo,” tipo, “Isso deve ser muito frustrante.”

Você tinha ouvido falar da Tonya Harding na época?
Eu tinha quatro anos, então eu perdi totalmente. Mas uma vez que eu mergulhei na história, fiquei fascinada. Eu meio que entendi por que todos estavam tão encantados por isso o tempo todo. Sempre houve um apetite para o escândalo, mas esse foi um evento que atingiu o topo e se formou esse fenômeno global. Colocaram uma mulher contra a outra, categorizaram pessoas em pequenas entrevistas e manchetes chamativas. Eu acho que teria sido particularmente traumatizante passar por isso vindo da onde ela veio, sem ter um sistema de apoio ou recursos financeiros para se proteger.

Ela era a vilã.
Não foi justo com a Nancy também. Ela foi pintada como a rainha puritana do gelo. Ela veio de uma família simples. No final do dia, as duas eram atletas. Todos comentavam sobre suas aparências. Não, não é sobre suas aparências. Elas são atletas, não são modelos.

Mas isso importava no mundo da patinação.
Isso importava, e uma grande parte da nossa história é que a Tonya não se encaixava. Ela não era a imagem que o mundo da patinação queria como o rosto da patinação artística americana. Ela estava sempre buscando validação, sempre buscando afeição e amor, seja da sua mãe, seu marido, da mídia, do público, da associação de patinação, outros patinadores, quem quer que seja. É trágico que ela não conseguiu.

Você passou muito tempo com ela?
Eu a conheci duas semanas antes de começarmos a filmar. Eu enrolei até esse ponto. Eu queria fazer toda a preparação para a personagem antes de conhecê-la. Há tantos vídeos dela. Eu provavelmente não fiz nada além de assistir vídeos de entrevistas dela por seis meses. Eu coloquei no meu iPod, e eu ia dormir escutando a voz dela.

Foi estranho conhecê-la?
Não, ela foi muito compreensiva. Craig Gillespie, o diretor, e eu queríamos dizer, “É estranho que estamos fazendo um filme meio que da sua vida, mas meio que não é.” Não é uma biografia tradicional, e não é um documentário, isso é um filme. Eu queria dizer para ela, “Eu espero que você entenda que estou interpretando uma personagem. E na minha mente você e a personagem são totalmente diferentes.” Ela foi ótima. Se eu estivesse na posição dela, eu teria surtado. Ela disse, “Eu entendo que vocês precisam fazer o que precisam fazer.” Ela estava mais preocupada com os treinos e se eu precisava de ajuda. Ela foi muito gentil e compreensiva.

Uma crítica foi que a violência foi minimizada, de um jeito meio Tarantino, quase deixando isso leve.
Eu sou uma grande fã do Tarantino e eu já ouvi ele descrever sua violência como violência sensacionalista. Isso não é o que fizemos. Craig teve a brilhante ideia de quebrar a quarta parede nesses momentos específico para que você possa vê-la se desconectar emocionalmente do que estava acontecendo fisicamente com ela na época. Algo que me marcou quando eu estava assistindo aos vídeos foi o documentário feito sobre ela quando ela tinha 15 anos. Ela é muito sincera, vulnerável e insegura. Ela está olhando para a câmera dizendo, “Minha mãe é alcoólatra, e ela me bate e me espanca.” A pior coisa sobre um relacionamento abusivo é o ciclo vicioso. E você vê ela voltar para o marido o tempo todo. Nós queríamos enfatizar que isso é um ciclo e é uma rotina para ela, porque é o que aconteceu durante toda a sua vida. Ela pode se desconectar emocionalmente naquele momento e falar com o público, completamente com naturalidade.

Você pode dizer qual a sua teoria sobre o que realmente aconteceu?
No meio do projeto nós paramos com esse debate. O ponto é que todos temos nossa própria verdade. E verdade e realidade não andam necessariamente de mãos dadas. As pessoas dizem para elas mesmas que algo aconteceu de um certo modo para que elas possam viver com isso. Eu me importei muito mais com sua criação e sua vida, e em minha opinião, o quanto ela foi tratada de forma injusta. Não importa o que você acredita que aconteceu, eu não acho que ela tenha merecido a punição que ela recebeu.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
31.01.18
Margot Robbie sobre sua indicação ao Oscar: “Ainda estou assimilando.”

Margot Robbie foi entrevistada pelo WWD durante o tapete vermelho do G’Day USA Gala, onde foi homenageada no sábado, e foi questionada sobre como está se sentindo agora que é indicada ao Oscar e sobre o que vem depois em sua carreira, confira:

“Ainda estou assimilando,” Margot Robbie disse, quando foi questionada sobre sua recente indicação ao Oscar. A estrela de I, Tonya passou pelo tapete vermelho do G’Day USA Gala na noite de sábado, quando ela recebeu uma homenagem da comunidade australiana de entretenimento.

“É definitivamente uma das melhores semanas da minha vida,” Robbie disse, adicionando que ela ficou sabendo da notícia após a premiere australiana do filme. “Eu ainda estava acordada quando descobri. Já tinha sido uma noite muito surreal com todos os meus amigos e família vendo o filme. Já estava parecendo a melhor noite de todas e então as indicações foram reveladas.” Robbie disse que ser indicada ao Oscar é algo que ela sonhava quando era pequena, “mas nunca me atrevi a pensar que iria acontecer, então está sendo surreal.”

Quanto ao que está por vir, Robbie compartilhou, “Há alguns projetos que eu estou trabalhando fora da minha produtora e muitos projetos dentro da produtora que estou desenvolvendo. Alguns que irei estrelar, outros irei produzir.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
29.01.18
Vídeos: Margot Robbie participa do programa da Ellen Degeneres

Margot Robbie esteve presente no programa da Ellen Degeneres para promover I, Tonya e contou uma história hilária sobre como conheceu a apresentadora durante sua lua de mel e participou de um jogo ao lado do ator Chris Hemsworth para saber quem é o melhor australiano. Confira:

postado por Mari na categoria Entrevistas
16.01.18
Margot Robbie revela ter passado por fase emo em nova entrevista

Margot Robbie conversou com a W Magazine sobre I, Tonya e suas “primeiras vezes” em uma nova entrevista descontraída para a revista. Confira abaixo:

Como aconteceu o seu papel de produtora em I, Tonya?
Eu e meus amigos começamos uma produtora em 2013 mas realmente só começou a funcionar em 2014. Estávamos no set produzindo no início de 2016. Deve ter sido no começo do ano passado quando começamos a filmar nosso primeiro filme como produtores. E então I, Tonya foi no começo desse ano e agora estamos filmando nosso terceiro filme, chamado Dreamland. Eu nem sempre pensei sobre produzir. Eu sabia que eventualmente eu iria querer fuçar em outros departamentos ou outras áreas do cinema, roteiro ou direção, talvez. Eu nunca pensei em ser produtora porque eu não entendia realmente o que um produtor faz, e agora que eu estou fazendo, eu percebi que você pode ficar no lado dos negócios, o que eu realmente gosto. Eu gosto de orçamentos e coisas assim. Mas também há muito desenvolvimento criativo. Digo, você desenvolve um roteiro de uma ideia ou um artigo ou uma adaptação de um livro, qualquer coisa. Há dois anos de desenvolvimento e muito trabalho que você faz no lado criativo. Eu me interesso todos os aspectos do cinema, e produzir significa que eu estou envolvida em tudo. Então eu amo. Eu somente nunca tinha entendido completamente o quanto um produtor faz.

Você foi mais crítica com você mesma como atriz quando você também era produtora no set?
Eu sou sempre crítica comigo, com certeza. E eu sou perfeccionista. Mas é ótimo. Todos que trabalham comigo são parecidos, e nós não deixamos nada sem explicação. Nós realmente exploramos cada opção antes de fazer alguma decisão. E eu gosto de trabalhar assim, então é ótimo que meus colegas de trabalho são do mesmo jeito.

Agora algumas perguntas divertidas. Qual foi sua véspera de ano novo favorita?
Oh, eu tive algumas boas. Alguns anos atrás, eu fiz meus amigos participarem de uma noite de mistério de assassinato, e todos nós fomos para a cara de um amigo em Sussex, e estávamos fantasiados. Éramos um grupo de 20 pessoas. Eu era o inspetor, então todas as meninas estavam arrumadas, mas eu estava de bigode. Eu fiz todo mundo fazer um sotaque e todos entraram no personagem. Ninguém era ator e muitos realmente entraram no personagem e fizeram os sotaques mais perfeitos do mundo. Eu fiquei tipo, “Eu levei anos para fazer um sotaque americano, e você é britânico e está fazendo um sotaque americano perfeito.”

Qual o melhor conselho que a sua mãe te deu?
Eu não consigo pensar em nada específico. Ela é o tipo de mulher que ensina com exemplo. Ela nunca sentou comigo e disse, “É assim que você vive.” Mas vê-la viver com tanta graça e compaixão me faz querer ser uma pessoa melhor, porque ela é tipo uma santa.

Ela te encorajou a ser atriz?
Não. Minha família tem absolutamente nenhuma conexão com a indústria do entretenimento, então ninguém percebeu que isso era uma carreira. Quando eu comecei a atuar, todo mundo ficou, “Isso é divertido, mas quando você vai conseguir um emprego de verdade e realmente trabalhar? E isso continuou por anos. Digo, eu estava em uma série de TV na América e eles ainda ficavam, “Você vai entrar para a faculdade, conseguir um diploma e se juntar ao mundo real? Eu falava, “Isso não é um hobby. Eu posso me sustentar com isso, eu espero, acho, talvez.” Agora outras pessoas da minha família querem entrar na indústria, também. Um dos meus irmãos se tornou um dublê certificado. Ele estava trabalhando em Aquaman, que estava filmando em Gold Coast, onde minha família mora. E meu irmão mais novo também quer ser ator. Ele está subindo devagar. Minha irmã, por outro lado, é uma contadora, e ela acha que eu sou uma idiota por querer ser atriz. Ela fica tipo, “Ugh, isso parece horrível. Por que você faz isso?”

Qual foi o seu primeiro emprego?
Eu trabalhei em um restaurante que era do namorado da minha mãe. Eu trabalhava na cozinha, e então eu consegui ficar atrás do bar, servindo, esse tipo de coisa. Eu tinha 13 anos, muito nova para estar trabalhando atrás do bar, então as pessoas ficavam, “Você tem idade suficiente para me servir uma bebida?” E eu ficava, “Você quer a bebida ou não?” E eles diziam, “Okay”.

Como foi o seu primeiro encontro?
Meu primeiro encontro de verdade foi no cinema. Eu vi Hitch – O Conselheiro Amoroso e eu contei para o Will [Smith] quando trabalhamos juntos. Eu fiquei, “Uau! Isso foi quando eu fui no meu primeiro encontro.” E ele, “Deus, você me faz me sentir velho. Não diga isso.”

Qual foi o seu primeiro álbum?
Foi do Blink-182. E então eu desenvolvi um gosto por heavy metal, e por uns dois anos eu tive cabelo preto e só cortava com gilete, e eu só usava coisas com caveira ou minhas blusas de banda. Eu passei por uma fase emo.

Qual foi a sua primeira roupa no tapete vermelho?
Eu acho que foi na versão australiana do Emmy, o Logies, o que foi muito divertido. Muitos australianos em um lugar só com bebida de graça. Um amigo de Gold Coast fez a roupa para mim. Era preto com laranja, e era curto na frente, então era como um corte de cabelo mullet em forma de vestido. Eu fui criticada por usar, mas eu amei, então não liguei. E eu tinha 17 anos. Eu pensei, “Eu tenho o resto da minha vida para usar vestidos entediantes e sérios.”

Qual era o seu filme favorito na infância?
O Quinto Elemento. E A Louca! Louca História de Robin Hood, o que provavelmente era inapropriado porque eu tinha seis anos, e esse era o meu filme favorito. Ele tem muitas piadas de adultos e muitas insinuações sexuais. Eu tive problemas na escola porque eu tinha que escrever tipo, “Se você fizer uma poção, o que você colocaria nela?” Então eu escrevi tudo o que a bruxa do filme usa para fazer a poção. Uma das coisas era “testículo de salamandra,” e me chamaram na frente da classe e perguntaram por que eu colocaria testículos na minha poção. Eu não fazia ideia do que testículos eram porque eu tinha seis ou sete anos. A professora ficou tipo, “Por que você escreveu isso?” e eu respondi, “É o que eu quero colocar na minha poção.” Fiquei encrencada.

Você tem queda por alguma celebridade?
Eu tenho a maior paixonite por Saoirse Ronan. Nós acabamos de trabalhar juntas, e eu a amo muito. E eu conheci Angelina Jolie em um evento outro dia, e eu estava assustada de estar tão perto dela. Ela é deslumbrante. Não só esteticamente, ela tem uma presença forte. Eu comecei a suar e me atrapalhei com as palavras, foi uma péssima apresentação. Eu só queria dizer para ela que ela é uma inspiração e coisas assim, mas eu acho que só fiquei respirando nela e sendo estranha. Muitas quedas, acho. Muitas paixonites por mulheres.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
16.01.18
ELLE Magazine: Margot Robbie tem problemas com limites e somos gratos por isso.

Margot Robbie é a capa e recheio da edição de fevereiro da revista ELLE e abaixo você confere a entrevista feita por sua companheira de cena em I, Tonya, Allison Janney:

ALLISON JANNEY: Margot, eu acabei de ver seu visual como Rainha Elizabeth no Google. Meu queixo caiu.
MARGOT ROBBIE: É lindo, não é?
AJ: Você é uma estrela do rock. Você se sente intimidada ao interpretar um personagem real?
MR: Existem tantas interpretações da Rainha Elizabeth, então de alguns modos eu me senti intimidada. Mas eu também me senti livre pelo fato de que ela está morta há centenas de anos. Interpretar Tonya, que está muito viva e bem documentada, pode ser mais intimidante. A personagem que estou interpretando agora é ficção, mas eu também me sinto intimidada para contá-la do jeito certo.
AJ: E que personagem é essa?
MR: É o nosso terceiro filme da LuckyChap, estamos filmando em Albuquerque, Novo México, e é um filme independente – tipo, muito pequeno. Eu estou interpretando uma criminosa em 1930, na época da tempestade de areia do Texas.
AJ: Eu estou totalmente impressionada que você atua e produz, isso seria demais para mim.
MR: Não! Você seria uma ótima produtora! Eu amo tanto atuar porque eu amo filmes. No momento que eu entrei em um set pela primeira vez, eu fiquei fascinada pelo departamento de cada um, perguntando milhões de coisas: O que é isso? O que é aquilo? Eu amo o processo como um todo, e eu eventualmente percebi que produtores fazem esse desenvolvimento criativo. Eu não gosto de ficar sentada por, tipo, sete horas em reuniões com empresas de financiamento, mas fazer orçamento e ser econômica – para mim, isso é emocionante.
AJ: Em I, Tonya você precisou aprender a patinar em três meses. Eu estou impressionada com as suas cenas no gelo. Onde você encontrou essa confiança?
MR: Eu cresci andando de patins, e quando eu cheguei na América, eu participei de um time de hockey no gelo por uma temporada até começar a trabalhar novamente. Você patinou, não foi?
AJ: Sim, eu queria ser uma patinadora artística olímpica, mas eu era alta demais. É um esporte muito acrobático, pelo amor de Deus. Você precisa ser compacta e feroz. Você é feroz, e muito destemida.
MR: Claramente, eu não tenho limites.
AJ: Você já interpretou uma aeromoça, uma estelionatária, uma jornalista de guerra, uma criminosa, uma patinadora e agora uma rainha. Se você pudesse ser um desses por um dia, quem você escolheria?
MR: Uma jornalista de guerra. Esse mundo é fascinante, e eu sinto que não explorei o bastante.
AJ: Tipo uma Christiane Amanpour.
MR: Meu Deus, sim. Ela é incrível.
AJ: Você tem um mentor?
MR: Não, mas eu tenho muitas pessoas que procuro para conselhos. Eu peço conselhos para todo mundo, o tempo todo. É seguro afirmar que cada pessoa que você conhece sabe de algo que você não sabe.
AJ: O que você está vestindo agora?
MR: Agora? Oh, Allison! [Risos] Estou usando um macacão da Alice McCall, descalça. Estou com um prendedor de cabelo de Tonya. Eu peguei vários do set!
AJ: Você está trazendo a moda dos prendedores de cabelo de volta?
MR: Meu objetivo na vida. Trazer a moda dos prendedores de cabelo de volta.
AJ: Eu estou usando calça de moletom e uma camisa escrita “C’est la vie” com um casaco de moletom meio para fora do meu corpo. O que leva para a minha próxima pergunta: o luxo e glamour. Você é ridiculamente linda – isso é um fato. Mas as roupas e maquiagem, você gosta dessa parte?
MR: É legal fazer isso esporadicamente. A ideia errada é que estamos sempre em lugares chiques usando vestidos glamurosos. Um set de filmagem é apenas um lugar glorificado e em 98% do tempo eu estou correndo na sujeira. Mas 2% do tempo eu posso me arrumar e colocar um vestido da Dior ou qualquer coisa, é realmente divertido. Você gosta?
AJ: Em moderação, pode ser incrível. Mas eu fico constrangida no tapete vermelho. Tipo, eu estou segurando meu estômago?
MR: O tapete vermelho é assustador. Há apenas gritos. Eu tenho que cantar uma música na minha cabeça para me acalmar. Mas é legal ter um evento para um projeto que você passou meses ou anos da sua vida trabalhando. É especial.
AJ: Diane Keaton é a razão pela qual me tornei atriz. Assistí-la era tipo, “É assim que eu me sinto!” Você teve algum momento assim, onde alguém te inspirou?
MR: Eu sempre amei assistir atrizes que apenas não ligam para a aparência ou o que elas estão fazendo. Juliette Lewis é uma dessas mulheres. Eu acabei de assistir Assassinos por Natureza.
AJ: Eu presumo que você esteja assistindo filmes de duplas criminosas para pesquisar para o seu papel. Você assistiu Bonnie e Clyde?
MR: Sim, é muito bom. Mas também é difícil assistir esses filmes antigos agora. Os comentários misóginos fazem meu sangue ferver.
AJ: Falando nisso, como você está se sentindo com o que está acontecendo na nossa indústria? Alguém já tentou abusar do poder com você de um jeito que você queira falar?
MR: Não na atuação. Eu nunca tive uma situação de teste do sofá. Mas no mundo real? Sim. Alguém me perguntou isso outro dia: “Como é ser uma mulher na indústria do cinema com tudo o que está acontecendo?” Eu fiquei tipo, “Como é ser uma mulher no mundo?” Coisas piores já aconteceram comigo em situações do dia a dia.
AJ: Esse trabalho vem com altos e baixos. Quais são os maiores altos e baixos da sua carreira?
MR: O alto foi quando eu fiz Pan Am. Todo mundo ficou tipo, “Você é louca de ir para a América! Você nunca vai conseguir!” Mas eu consegui. Quando eu era mais nova, eu sempre via as pessoas ganharem presentes da Tiffany & Co. na caixinha azul. E eu sempre pensei, “Será que alguém vai me dar uma caixinha azul algum dia?” Então quando eu fui para Nova York pela primeira vez, conseguindo entrar na indústria, eu ganhei meu primeiro salário e fui direto para a Tiffany’s na Quinta Avenida, e comprei um pequeno pingente de avião que fica na minha pulseira. Foi a coisa mais barata da loja, mas veio em uma caixinha azul.
AJ: Amei!
MR: Foi o melhor sentimento do mundo. Eu ganhei a minha caixinha azul, e eu que comprei.
AJ: Agora eu quero que você compre um pingente de patins de gelo.
MR: Oh meu Deus, eu nem pensei nisso! Aposto que eles tem um!
AJ: Então, Margot: Você consegue patinar. Escutei que você tem habilidades no trapézio. Qual a próxima coisa que você adoraria aprender a fazer?
MR: Recentemente eu comprei bastões de fogo, porque eu quero ficar boa nisso.
AJ: Você está falando sério?
MR Sim! Quando eu estava fazendo mochilão nas Filipinas, muitas pessoas faziam isso na praia, e era muito legal. Eu fiquei com vontade de fazer também! Mas além dos esportes, eu quero aprender a tocar banjo e fazer geleia.
AJ: Bom, eu faço geleia com você, Margot Robbie, mas bastões de fogo… Você está sozinha nessa.

Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
09.01.18
Margot Robbie é capa da edição de fevereiro da ELLE Magazine

Margot Robbie é a escolhida para a capa de fevereiro da revista americana ELLE. Entrevistada por Allison Janney e fotografada por Alexi Lubomirski, a atriz foi posou na praia de Malibu em novembro. Confira as fotos e a prévia da entrevista:

Sobre o medo de interpretar uma pessoa real: “Interpretar Tonya Harding, que está muito viva e bem documentada, pode ser mais intimidante.”

Sobre dirigir: “Eu ainda amo atuar. Mas eu passei os últimos 10 anos em um set de filme, e eu percebi que se eu vou colocar meu coração e alma em um filme, eu quero ser uma das vozes que tomam decisões.”

Sobre o primeiro destaque de sua carreira: “Quando eu cheguei em Nova York pela primeira vez, eu recebi o meu primeiro salário, fui direto para a Tiffany’s na Quinta Avenida, e comprei um pingente de avião que fica na minha pulseira. Foi o melhor sentimento do mundo. Eu consegui a minha primeira caixinha azul, e eu consegui por mim mesma.”

Sobre qual habilidade ela quer aprender: “Eu recentemente comprei varas de fogo, porque eu quero ficar muito boa nisso. Quando eu estava fazendo mochilão nas Filipinas, estavam girando a vara de fogo na praia, e era tão legal. Eu fiquei tipo, “Wow, eu quero fazer isso!””

postado por Mari na categoria Entrevistas
05.01.18
Margot Robbie sobre reviver o abuso sofrido por Tonya Harding e seu medo de stalkers

Margot é capa da revista The Hollywood Reporter ao lado de Tonya Harding e além de um entrevista conjunta, a atriz concedeu uma entrevista individual em sua casa e falou sobre sua carreira, revelou ter recebido ameaças de morte por fãs de quadrinhos e mais. Confira:

Antes de Margot Robbie chegar em Hollywood, um agente na Austrália a aconselhou a se preparar para uma pergunta que seria feita quando ela chegasse.

“O que você quer da sua carreira?

Robbie, na época com 20 anos e estrelando uma novela local, levou o conselho a sério. Ela começou a rabiscar páginas e páginas anotando o que se tornaria sua resposta em apenas três palavras: “Qualidade, versatilidade e longevidade.” Consiga os dois primeiros, ela pensou, e o terceiro virá.

Nem meia década depois, Robbie explodiu em Hollywood com sua performance revelação como a ardente esposa de Jordan Belfort de Leonardo DiCaprio no sucesso de bilheteria O Lobo de Wall Street de 2013. Ela pegou o que poderia ter sido um papel facilmente esquecido – descrito no roteiro de Terence Winter como a “loira mais gostosa do mundo” – e o tornou memorável. Prontamente, ela foi inundada de propostas para interpretar a “esposa gostosa” ou “namorada gostosa” de outros atores. Lisonjeada pela atenção repentina, tais personagens inessenciais não se encaixavam nos planos de carreira dela, então ela recusou quase todos. “Você lia um roteiro e se retirasse elas, nada seria afetado,” ela diz agora, entre goles de chá no pátio nos fundos de sua casa em Los Angeles. “Se você tirar essa carta e o castelo de cartas não desmoronar, isso não é emocionante para mim.”

Ao invés disso, Robbie começou a construir um currículo que misturava filmes de grandes estúdios com filmes independentes. Ela conseguiu papéis como uma ladra, uma jornalista de guerra e uma fazendeira seguidora da Bíblia. Logo, a indústria já tinha dado a ela o título de estrela do cinema, entregando franquias enormes, algumas que funcionaram (Esquadrão Suicida) e outras que não (A Lenda de Tarzan). Novamente, Robbie estava lisonjeada e cuidadosa. “Eu não quero brilhar rápido e então sumir,” ela explica. Para ter esse poder duradouro que ela estava procurando, ela sabia que precisava ir além das propostas e começar a dirigir suas próprias narrativas.

I, Tonya, o conto cômico sobre os altos e baixos da patinadora Tonya Harding em volta do ataque em sua rival Nancy Kerrigan em 1994, é a primeira investida de Robbie, desenvolvida com o banner da LuckyChap Entertainment, que ela fundou em 2014 ao lado do marido de um ano, Tom Ackerley, e alguns amigos próximos. A produtora já possui um segundo filme no gatilho e um portfólio de pelo menos uma dúzia de projetos em desenvolvimento. Mas nas recentes semanas, quase toda a atenção de Robbie está sendo para I, Tonya, onde a atriz de 27 anos estrela como a famosa ex atleta. Desde que o filme começou a rodar nos cinemas no começo de dezembro – onde arrecadou fortes 66 mil dólares por tela no fim de semana de estréia – Robbie e sua mãe nas telas, Allison Janney, conseguiram indicações ao Golden Globe e Screen Actors Guild Awards e possuem um sério burburinho para o Oscar.

Enquanto o público ainda está se atualizando nas ambições de Robbie, o diretor de I, Tonya, Craig Gillespie, admira sua motivação, elogia sua habilidade de estrelar, produzir, falar com um novo sotaque e aprender a patinar simultaneamente como ela fez ao interpretar Harding. E sua parceira de cena de 58 anos, Janney, que rouba várias cenas como a mãe do inferno, brinca que ela ainda fazendo peças “longe da Broadway” na idade de Robbie. “Eu só pensava em Katharine Hepburn quando eu olhava para ela,” diz Janney. “Katharine montou Núpcias de Escândalo porque ela não estava conseguindo os papéis que queria, e foi o que a Margot fez. Ela ia ser estereotipada como essa coisa linda e jovem, e ela queria encontrar papéis interessantes para ela e para outras mulheres, então ela tomou as rédeas e formou essa produtora.”

Certamente, lançar a LuckyChap foi o jeito de Robbie de garantir que ela tivesse uma mão no processo criativo de ambos os projetos individuais e a missão maior de acertar a balança de gênero da indústria. O fato de que ela começou esse caminho em uma idade tão jovem, no entanto, não parece fora do comum para ela. “Eu passei os últimos 10 anos da minha vida em sets, e depois de um tempo, é tipo, ‘Eu quero ter minha palavra quando eu leio um roteiro que eu amo, como I, Tonya. Eu não quero esperar a chance de ir para a direção que eu acredito que deveria ir,” ela diz, enquanto seu pequeno cachorro, Boo Radley, investiga o par de tênis Puma que a estrela chutou para o lado na manhã quente de domingo em dezembro. “Algumas vezes, eu não quero deixar na mão de outras pessoas, e isso não quer dizer que eu quero estar na frente de todas as decisões porque eu não sei o bastante para estar na frente de todas as decisões, mas eu quero fazer parte da conversa.”

Criada como a terceira filha de quatro por sua mãe solteira fisioterapeuta em Gold Coast, Austrália, Robbie começou a pensar grande para si mesma cedo.

Ela tinha muitos amigos na escola cujo famílias eram consideravelmente melhores, o que, ela acredita, “foi o melhor cenário para criar ambição.” Isso deu a ela um olhar mais próximo das portas que o sucesso financeiro pode abrir, assim como sua própria educação ilustrou como a falta de meio pode mantê-las fechadas. “Quebrar um prato ou derramar leite era grande coisa na nossa casa. Era tipo, ‘Bom, agora não temos leite para a semana,’ e isso colocava muita tensão em todos,” ela diz. “Enquanto isso, se você quebrasse um prato na casa de um amigo, era tipo, ‘Não se preocupe, vamos comprar um novo.’ Era alegre e calmo, e eu pensei, ‘Oh, eu quero ter certeza de que terei isso.'”

Então Robbie começou a trabalhar, mostrando instintos empresariais que poderiam ocasionalmente preocupar a família. Ela admite timidamente vender os brinquedos do irmão mais novo na estrada ou cobrar familiares para assistir seus shows de mágica e então cobrava mais se eles quisessem saber como ela fez os truques. Aos 14 anos, ela estava ganhando salário cuidando de um bar. (“Com certeza não era legal,” ela ri agora.) Uma série de trabalhos vieram depois, geralmente mais de um de uma vez: faxineira, atendente de loja de surf e fazendo sanduíche no Subway. “Margot sempre foi trabalhadora,” diz sua amiga de infância e atual assistente, Sophia Kerr, outra fundadora da LuckyChap.

Aos 17, Robbie se mudou para Melbourne e, após sondar diretores de elenco com ligações, ela conseguiu um papel como uma adolescente bissexual na popular novela australiana Neighbours. Durante a sua segunda temporada, ela já estava pensando alto sobre o que viria depois. “Eu quero ir para L.A.,” ela disse para uma revista estudantil, “e ser uma grande atriz por lá.” Enquanto isso, ela guardou seu dinheiro e trabalhou com uma professora de dialeto para aprimorar seu sotaque americano. Após seu terceiro ano na série, seu plano era de vir para os Estados Unidos e garantir um representante na época de pilotos. Isso aconteceu sem empecilhos. Ela desembarcou em Los Angeles no fim de 2010, assinou com a Management 360 e, quase imediatamente, conseguiu um papel na série então promissora da ABC, Pan Am. A série acabou falhando em decolar com o público, mas isso abriu as portas para outras oportunidades, incluindo seu papel em O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese.

Até então, “qualidade, versatilidade e longevidade” tinha se tornado o mantra da carreira de Robbie e, após Lobo, ela dizia com a frequência que ela começava a, como ela coloca, “correr atrás de papéis que as pessoas não queriam me dar.” Entre eles: essa menina da fazenda de 19 anos no filme independente Os Últimos da Terra. Robbie tinha sido dispensada do papel porque ela não tinha o valor de bilheteria necessário para conseguir financiamento para um filme independente. Mas antes das filmagens começarem, Amanda Seyfried deixou o projeto, e Robbie, com Lobo prestes a estrear, fez uma segunda abordagem. Ainda assim, os financiadores estavam nervosos. Ela garantiu para eles que assim que Lobo estreasse, seu nome teria peso e que, em todo caso, ela era mais como a menina da fazenda do que a esposa promíscua de Lobo. “Eu sabia que eu precisava ajustar a percepção das pessoas sobre mim logo,” ela diz, “porque caso contrário, eu só iria receber esse único papel.”

Robbie foi similarmente persistente com outros papéis: aquela ladra ao lado de Will Smith no suspense de 2015 Golpe Duplo, a jornalista de guerra com Tina Fey na comédia dramática de 2016 Uma Repórter em Apuros e, logo, será a Rainha Elizabeth I, ao lado de Saoirse Ronan, no drama história da Focus Features, Mary Queen of Scots. Robbie buscou o papel de Harding usando seu chapéu de produtora, abordando o roteirista Steven Rogers em nome da LuckyChap. Ela tinha apenas 3 anos na época do escândalo de 1994, então ela inicialmente confundiu o roteiro – o resultado de longas entrevistas com Harding e seu ex-marido abusivo, Jeff Gillooly – com uma obra de ficção. “Foi uma personagem que definitivamente me assustou,” ela diz sobre a atração, como produtora e estrela. “E eu não conseguia entender por qual razão ela estava fazendo o que fazia e dizendo as coisas que dizia, mas eu queria entender – e sempre que isso acontece em um roteiro, é um personagem que eu quero interpretar.” O papel também exigia que ela se transformasse em uma atleta durona que carecia do físico e classe das outras estrelas do esporte, o que só tornou o trabalho ainda mais atraente. Robbie, que já teve experiências no rinque jogando hóquei no gelo, começou um treino exaustivo que a colocava no gelo cinco dias por semana. (Dublês fizeram cada salto menos o triplo, que foi trabalho do CGI.)

A interpretação de Harding com todos os defeitos feita por Robbie pode surpreender os espectadores que a conhecem por seus anúncios sensuais para a Calvin Klein ou pelo blockbuster de 2016 Esquadrão Suicida, onde ela interpretou a supervilã Harley Quinn. Apesar do filme da DC Comics ter sido queimado pelos críticos, arrecadou mais de 750 milhões de dólares na bilheteria mundial, e a personagem de Robbie provou sua estreia, com a Rolling Stone sugerindo que sua performance é “a única coisa que esse desastre do Universo DC tem de bom.” O diretor e roteirista do filme, David Ayer continua a falar com carinho sobre o comprometimento de Robbie com o papel, lembrando das acrobacias que ela fazia voluntariamente por conta própria e o jeito qual ela, com Smith, se tornou a cola do elenco cheio de estrela. “Ela nunca, nunca reclama, nem mesmo às 4 da manhã quando você está derramando água congelada dos Grandes Lagos nela e ela está usando a roupa da Harley Quinn, encharcada até a alma e tremendo,” ele diz. “Você grita ‘ação,’ e ela para de tremer e abre um sorriso, e então ‘corta,’ e ela volta a tremer. Eu nunca vi alguém com esse nível de disciplina física e emocional.” Pelo menos dois projetos focados na Harley estão em desenvolvimento na Warner Bros.

O status de celebridade que veio ao se juntar ao Universo DC, no entanto, é algo que Robbie ainda está entendendo. Ela tem pensado bastante sobre o lado ruim da fama nos últimos anos e se pergunta se talvez alguém nas agências de talento ou em outro lugar durante o processo deveria dizer para um ator antes de assinar um projeto como Esquadrão Suicida, “Você está prestes a estar em um filme de quadrinhos; agora aqui está a pior das hipóteses do quão grande e assustador isso pode se tornar.” Robbie, que já teve que lidar com stalkers e ameaças de morte, agora é forçada a gastar tempo e dinheiro com segurança pessoal. “Existem essas coisas que você aprende ao longo do caminho, tipo, quando você recebe essas ameaças, é inteligente ter uma equipe de segurança para fazer uma checagem em quem mandou para ver se existe um histórico de violência porque você precisa saber se vai precisar de segurança para ir em certos eventos,” ela explica. “E toda vez que você faz essa checagem, isso irá te custar 2 mil dólares, então considere isso quando você for entrar nesses projetos.”

Robbie fica mais fervorosa enquanto continua. “E tipo, ok, é uma carreira diferente. Porque então você precisa sempre fazer um trabalho que vai suportar financeiramente esse tipo de estilo de vida. Você não pode fazer filmes independentes pelo resto da sua vida porque esse filme lá atrás mudou tudo e agora você precisa gastar com segurança.” Ela pausa para juntar seus pensamentos, e então adiciona, “Eu só gostaria que alguém tivesse me explicado muitas dessas coisas no começo. Eu não iria ressentir a minha posição porque eu saberia onde estaria me envolvendo.”

Alguns dias depois, na manhã do dia 11 de dezembro, Robbie e seu marido juntaram-se aos seus parceiros da LuckyChap, Josey McNamara e outros em sua casa. As notícias das indicações ao Golden Globe começaram a entrar: O nome de Robbie e Janney foram lidos primeiro, e então I, Tonya, todos conseguindo grandes indicações em um ponto crucial durante uma temporada de premiações de olhos bem abertos. O grupo, ainda em seus pijamas, abriram uma garrafa de Dom Perignon que sobrou do casamento de Robbie e Ackerley e começaram a servir o champagne.

Robbie conheceu Ackerley apenas quatro anos e meio antes, quando ele e McNamara foram diretores assistentes no set europeu de Suíte Francesa. Robbie tinha um papel coadjuvante no filme de época, e juntos os novos amigos decidiram abrir uma empresa algum dia, o que aconteceu no próximo ano. Pensar que três anos depois seu primeiro filme seria reconhecido com três indicações ao Golden Globe era demais para engolir. “Nós sabemos que geralmente não é assim que acontece,” diz Kerr com uma risada. “Por isso que continuamos nos perguntando se a partir daqui é ladeira abaixo.”

Ladeira ou não, a produtora já conseguiu contratos com as unidades de filme e TV da Warner Bros., com séries vendidas para a Hulu e NBC. E aquele segundo filme – Terminal, um suspense noir filmado antes de I, Tonya – está previsto para estrear dia 19 de janeiro. Desde então, o objetivo é continuar a contar histórias de mulheres e dar chance para diretores de primeira e segunda viagem. Robbie precisa estrelar no grupo inicial dos projetos para o cinema para garantir que eles saiam do papel, mas ela insiste que irá continuar atuando nos filmes de outras pessoas, também, identificando Quentin Tarantino e Wes Anderson como cineastas que ela está desesperada para trabalhar. (Na época, Robbie estava envolvida no rumor de que estaria no filme do Tarantino sobre os assassinatos da família Manson, o qual ela só podia dizer, com um grande sorriso: “Não é oficial… mas eu mataria para trabalhar com ele.”)

Ela está igualmente ansiosa para trabalhar com outras atrizes, e elogia abertamente seus ídolos, incluindo Cate Blanchett e Angelina Jolie, com quem ela criou laços recentemente em premiações. “Eu provavelmente dei a impressão de apenas uma pessoa que estava suando e respirando alto,” diz Robbie, que em adição a atuar e produzir, alimenta ambições de escrever e, como Jolie, dirigir. Vale a pena notar que o círculo de amizades de Robbie não inclui muitas Blanchetts e Jolies. Ao invés disso, seu grupo de amigos é pesado com trabalhadores abaixo da linha – diretores assistentes como seu marido, dublês e cenógrafos. Kerr, que estava em cada set com Robbie desde A Lenda de Tarzan, diz que “Margot não anda em bando com os outros A-listers porque, para ser honesta, acho que ela não se considera isso.”

Foi do seu círculo de amizades que Robbie tirou a ideia e inspiração para um discurso feito no evento Women in Hollywood da revista ELLE em outubro, apenas dias depois das acusações contra Harvey Weinstein se tornaram públicas. Em formato de carta, o discurso começou com “Querida Hollywood,” e concluiu, “Sinceramente, o clube das garotas.” No desenvolvimento, “Ser uma mulher em Hollywood significa que você provavelmente terá que lutar contra situações degradantes e papéis sexistas serão oferecidos por homens que pensam que isso é tudo que querem nos ver interpretar.” Agora, dois meses depois, Robbie está menos inclinada a se envolver no assunto, ainda se recuperando de uma conferência de imprensa recente onde ela diz que foi questionada, de cara, se ela já tinha sido molestada. “Eu fiquei chocada com a indiferença que esse homem perguntou, como se fosse uma pergunta casual,” ela diz, “e isso faz parte do problema, também.” Se o jornalista tivesse perguntado com mais sensibilidade, ela teria respondido desse jeito:“Ninguém nunca abusou do poder comigo nessa indústria, mas eu sou uma mulher e eu já vi e lidei com isso um milhão de vezes nesse mundo.”

Se Robbie quer falar sobre isso ou não, ela provavelmente terá mais oportunidades no tópico sobre abuso nas próximas semanas. Isso é, apesar de tudo, um grande tema em I, Tonya. Na premiere do filme em Los Angeles no começo de dezembro, Robbie apareceu com a própria Harding ao seu lado. As duas se conheceram brevemente em um almoço antes das filmagens começarem, e assistir ao filme juntas pela primeira vez com um público foi algo que as duas descrevem como surreal. No dia seguinte, durante um momento mais calmo entre a estrela e a mulher que ela passou meses interpretando, Robbie reconheceu que ela achou “emocionalmente traumático me colocar no lugar de alguém em um relacionamento abusivo.”

Para Harding, que foi banida do esporte em 1994 – e, salva por um breve e embaraçoso momento como boxeadora profissional, quase não ouvimos mais sobre ela – I, Tonya oferece o tipo de conclusão que ela queria por muito tempo. E apesar do filme permitir cada um de seus personagens contar sua própria versão do famoso incidente, a performance poderosa de Robbie tem o potencial para restaurar a humanidade de Harding aos olhos do público, o que é um grande presente para a antiga patinadora – e a melhor indicação até agora de que Margot Robbie estará por perto por um bom e longo tempo. “Qualidade, versatilidade e longevidade,” ela sorri, recitando seu mantra uma última vez.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
04.01.18
Margot Robbie e Tonya Harding são capa e recheio da revista do site The Hollywood Reporter

Estamos chegando perto do grande dia do Golden Globes e o The Hollywood Reporter lançou sua edição especial do evento com Margot Robbie e Tonya Harding na capa da revista. As duas participam de uma entrevista onde Tonya fala sobre sua vida atual e o filme. Confira:

Margot Robbie esperou até o começo das filmagens para que ela e o diretor Craig Gillespie fossem até Portland para almoçar com a mulher que ela estava prestes a interpretar. Seu segundo encontro aconteceu quase um ano depois, quando Tonya Harding se juntou a Robbie no tapete vermelho da premiere de I, Tonya em Hollywood. No dia seguinte, 6 de dezembro, Robbie sentou com Harding, 47, para uma conversa sobre a vida atual da patinadora com seu atual marido, Joe, um especialista em aquecedor e ar condicionado, e seu filho de 6 anos, Gordon, assim como os altos e baixos dos seus dias no gelo.

Enquanto Robbie trocava de papel entre entrevistadora e entrevistada, Harding falou abertamente sobre seu relacionamento tenso com seu ex Jeff Gillooly, que passou seis meses na prisão após a agressão em Nancy Kerrigan em 1994, e sua mãe, com quem ela não mantém contato desde o começo de 2000. Em um momento da conversa de uma hora, a qual a antiga competidora revelou que ela está de volta aos treinamentos (ela irá patinar em uma exibição no Rockefeller Center no fim de janeiro), Harding agradeceu Robbie com lágrimas nos olhos não somente por contar sua história, mas por também dar uma conclusão.

MARGOT ROBBIE: Quando Steven Rogers, roteirista de I, Tonya, falou com você sobre o projeto, você ficou chocada? Hesitante?
TONYA HARDING:
Eu fiquei grata que ele veio até nós primeiramente, mas eu não ia fazer. Eu fiquei tipo, “Eu não quero passar por isso de novo. Eu já passei pelo suficiente, e eu tenho meu filho agora.” Michael Rosenberg, meu agente, me convenceu a fazer isso como uma possível conclusão. Eu fiquei tão nervosa para assistir, mas quando eu vi, eu não estava assistindo um filme sobre mim. Eu estava assistindo a Margot, e então eu fiquei, “Oh meu Deus. Isso é sobre mim.”

Vocês duas se conheceram em um almoço antes das filmagens. Quais foram suas primeiras impressões?
ROBBIE: Eu não sei se você lembra, mas eu estava falando sobre como a parte da patinação era muito difícil, e você disse, “Você está com seus patins? Nós podemos ir até esse rinque, eu posso treinar você.” E também, você perguntou como era lidar com a fama em uma idade tão jovem, o que eu achei muito gentil. Eu fiquei tipo, “Eu não acredito que ela está preocupada comigo.”
HARDING: Quando eu a vi, eu fiquei tipo, “Oh meu Deus, ela é tão bonita. Obrigada, Deus!” (Risos) E eu não esperava que você fosse tão gentil e acessível comigo porque eu aguentei muito desrespeito durante minha vida. Eu não desejo nem que meu pior inimigo passe por qualquer coisa que eu passei.

Margot, o que você estava esperando conseguir nesse encontro?
ROBBIE
: A principal coisa sobre encontrá-la era para que eu pudesse dizer, “Eu estou interpretando uma personagem, não é você. A personagem e a Tonya da vida real, na minha mente, são totalmente diferentes,” e eu queria que ela soubesse disso para que eu pudesse ter mais liberdade no set para realmente abordar essa personagem.

Você tem uma fala favorita no filme?
HARDING
: É claro. Aquela que eu não posso repetir.
ROBBIE: É quando estou gritando com os jurados?
HARDING: Sim.
ROBBIE: Eu não ligo de repetir. Eu digo, “Chupa o meu p*u,” para os jurados, e é uma das poucas coisas que você não disse na vida real.
HARDING: Eu queria ter dito isso.

Como foi ver pessoas da sua vida serem interpretadas por Allison Janney ou Sebastian Stan?
HARDING: A primeira vez que eu vi Sebastian gritar no filme, isso me levou completamente de volta para as vezes que isso aconteceu, e aconteceu muitas vezes. Mas Allison Janney, uau, ela não poderia ter feito melhor a minha mãe. E foi hilário. A única coisa que a minha mãe não fazia era fumar no gelo.
ROBBIE: Sim, era a fala favorita do Steven no roteiro. Diane [treinadora de Harding] dizendo, “Você não pode fumar no gelo,” e a mãe dela dizendo, “Bom, vou fumar silenciosamente.”
ROBBIE: Uma das coisas que eu acho que nenhum de nós percebeu foi o quão difícil é fazer o triple axel.
HARDING: Eu fui a primeira americana a conseguir. Vocês não tem isso no filme, mas um jurado no campeonato de 1991 me deu 6.0. Todas as notas tinham sido 5.9, mas eu consegui um 6.0 e foi como eu ganhei. Eles colocaram todos os jurados em uma sala, e esse jurado teve que explicar por que ele me deu o primeiro lugar ao invés de Kristi Yamaguchi, que caiu e perdeu outro salto, então isso mostrou a preferência. E eu tinha feito tudo do jeito deles. Eu usei o vestido bonito, coloquei a música para eles, e então eu me divertir no final.
ROBBIE: Eu ficava pensando, é uma pena que todas suas conquistas atléticas tenham sido ofuscadas pelo o que aconteceu em 1994.
HARDING: Bom, tudo mudou em 1991. [A partir de 1992, Harding nunca mais conseguiu fazer um triple axel em competição.] Eu descobri isso depois, mas quando eu me separei do Jeff, eu tinha todas as minhas coisas e minha casa e no fim de outubro, meu apartamento tinha sido invadido.
ROBBIE: Você foi roubada?
HARDING: Tudo dentro do meu apartamento tinha sido destruído, havia buracos de faca nos meus sofás e na minha cama d’água. E a cama era em cima, então estava tudo inundado.
ROBBIE: Você suspeita do Jeff?
HARDING: Oh, foi o Jeff.
ROBBIE: Isso mostra o quão tumultuoso era esse relacionamento. Eu achei emocionalmente traumático me colocar no lugar de alguém que está em um relacionamento abusivo.
HARDING: É uma coisa que acontece todos os dias.
ROBBIE: E você quase se acostuma.
HARDING: Me disseram que eu era gorda, feia e que nunca chegaria em lugar nenhum.

Tonya, o que você queria fazer se patinar não fosse uma opção?
HARDING: Eu queria cavalgar ou guarda-parque.
ROBBIE: E agora? Você tem um trabalho?
HARDING: Estou olhando pra ele. Você é meu trabalho. E eu sou mãe. [Por meio de um porta-voz de Harding, ela recebeu uma taxa mais uma porcentagem dos lucros do filme por seu direito de vida. Ela também faz paisagismo e constroi decks.]

Você ainda patina?
HARDING
: Toda semana. Temos um rinque há 50 minutos da minha casa. Me faz me sentir viva. Se eu não estivesse com dor na maior parte do tempo em que estou patinando, eu passaria mais tempo lá. Mas eu vou voltar a fazer meus saltos triplos. Eu sei que quando eu conseguir fazer, eu vou ficar, “Oh sim, é esse o sentimento.”
ROBBIE: Como é um dia normal agora?
HARDING: Eu acordo às 7 da manhã e acordo meu filho às 7:30. Ele gosta de achocolatado, e ele ama panquecas, mas eu não sei fazer panquecas.
ROBBIE: Sem julgamentos, eu sou péssima na cozinha. E então você leva ele para a escola?
HARDING: Sim, ou se é um dos dias que eu vou para o rinque, então o Joe o leva para a escola. No verão, eu estou sempre trabalhando no jardim. Eu amo paisagismo, trabalhar nos carros, cortar madeira. Eu gosto de construir coisas, também, e eu ainda estou tirando umas coisas que ficaram em caixas por anos. Eu tirei meus troféus e medalhas, e as pendurei, mas metade foi roubada ou quebrada. Então meu filho sai da escola, e um de nós vai buscá-lo e assistimos desenhos ou jogamos Minecraft ou DinoCraft, e então é jantar e cama.
ROBBIE: Você ainda acompanha o esporte? Você vai assistir as Olimpíadas em fevereiro?
HARDING: De vez em quando. Eu tenho que saber quem vai competir e se vale a pena assistir ou se vai ser a mesma velha política.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
28.12.17
Margot Robbie explica por que preferiu manter I, Tonya fora dos estúdios

Após sua indicação ao Golden Globes, Margot Robbie conversou rapidamente com o site Deadline sobre seu novo filme I, Tonya e por que fez a decisão de manter o filme independente. Confira:

Como uma patinadora artística golpeando pelas Olimpíadas de Inverno, as três indicações ao Golden Globes para I, Tonya em Melhor Comédia, Atriz e Atriz Coadjuvante (Allison Janney) são elogios merecidos para Margot Robbie, que produziu e estrelou no filme sobre a patinadora campeã Tonya Harding.

Enquanto Robbie está esperando para ver qual grande filme entra em produção primeiro para ela, leia-se o projeto ainda sem título de Quentin Tarantino sobre Charles Manson, Esquadrão Suicida 2 ou Gotham Ctiy Sirens, ela foi pega pelo bichinho da produção e está ocupada com sua marca LuckyChap que recentemente vendeu duas séries de TV, está desenvolvendo 13 filmes, e está em pós produção com dois, Terminal e Dreamland.

Quando Robbie leu o roteiro de Steve Rogers para I, Tonya pela primeira vez e determinou para ele o produtor do projeto Bryan Unkeless que ela iria produzir e estrela, ela estava encantada com a história incomum do roteiro, e focou em manter a produção independente. Isso apesar do fato de Robbie ter tido grande sucesso em grandes filmes como Esquadrão Suicida, A Lenda de Tarzan e O Lobo de Wall Street e poderia passar I, Tonya para qualquer grande estúdio.

“Nós acabamos usando menos dinheiro para manter o controle criativo. Eu não acho que esse roteiro como um todo teria sobrevivido ao sistema dos estúdios,” diz Robbie.

“I, Tonya quebrou as regras com sua estrutura informal: era a paródia de um documentário, quebrou a quarta parede com narradores pouco confiáveis,” diz Robbie, que se transformou completamente em Harding com maquiagem exagerada e boca suca. “Quando o sistema dos estúdios tenta agradar as massas, há uma tendência de tentar cortar as partes mais duras. Mas a verdadeira beleza em I, Tonya são as partes duras. São como as pessoas do filmes.”

I, Tonya segue a ascensão de Harding da vida com renda baixa e mãe abusiva para sua glória como campeã de patinação e queda com o planejamento do ataque contra a rival Nancy Kerrigan. Harding foi a primeira mulher a conseguir fazer dois saltos triplos em uma competição, no entanto, a associação de patinação nunca a apreciou por seu comportamento franco e educação pobre. Robbie se preparou para o papel assistindo vídeos de Harding e tendo aulas de patinação. Ela decidiu encontrar Harding somente uma semana antes do início da produção.

“Eu amei a fala no filme: ‘Ela não se encaixa, ela se destaca.’ Isso resumiu sua rebeldia para mim: O que a associação queria que ela fosse, o que a sociedade queria que ela fosse, a vulnerabilidade de querer amor; ela era complicada. Todos os personagens são pessoas inferiores se forçando em uma posição onde eles não são bem vindos. Eu fiquei fascinada com isso,” disse Robbie.

Neon e 30 West adquiriram o filme juntos no Festival de Toronto por 5 milhões de dólares. O filme estreou recentemente em quatro locais em Nova York e Los Angeles com um ótimo total de 61 mil dólares e irá expandir conforme a temporada de premiações e Olimpíadas aquecem no ano novo.

Robbie diz, “É um desses filmes que as pessoas se relacionam de jeitos diferentes, seja porque eles lembram do incidente na época, ou suas frustrações com a sociedade hoje em dia com tudo o que está acontece, desde a privação dos direitos até a mídia e como nós consumimos isso. Há muitos problemas no filme.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

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