Margot foi a escolhida para estampar a capa da última edição do ano da revista americana Harper’s Bazaar. Na entrevista, ela fala sobre seus próximos projetos e sua nova cachorrinha, Bella. Confira:

Houve dias em que Margot Robbie entrava no trailer de maquiagem no set do filme Mary Queen of Scots e os colegas de elenco não conseguiam olhar para ela. ”Eu dizia, ‘Hey, como foi seu fim de semana?’” diz a atriz de 28 anos, com sua melhor imitação do seu sotaque australiano exagerado. ”Mas eles nem chegavam perto de mim. Foi muito alienante. E eu me senti muito sozinha. Foi uma experiência social interessante.”

Sua transformação para a Rainha Elizabeth I, que foi marcada pela varíola quando jovem, durava três horas e meia de maquiagem e penteado todo dia. ”Eles começavam enrolando minha cabeça,” diz Robbie. ”Passavam gel e prendiam meu cabelo. Então, faziam uma careca.” Havia diferentes perucas para estágios diferentes da história e de sua doença, uma que era muito rala, e cicatrizes de próteses aplicadas em seu rosto. ”Surpreendentemente, a parte rápida era a maquiagem branca,” ela diz. ”E o blush pesado, sobrancelhas, lábios.”

Uma transformação assim não é pouca coisa, considerando que a atriz conseguiu sua estreia nas telonas interpretando uma personagem descrita como ”a loira mais gostosa do mundo” no drama de 2013 de Martin Scorsese, O Lobo de Wall Street. Mas Robbie, que atualmente serve como rosto para a Chanel, se recusou no começo a ser estereotipada por sua beleza. ”Quando eu estava tentando fazer meu nome como atriz, papéis criativos para mulheres eram limitados,” ela diz sobre sua decisão de formar sua própria produtora, LuckyChap Entertainment, em 2014. ”Eu não queria mais pegar outro roteiro onde eu era a esposa ou a namorada – apenas um catalisador para a história de um homem. Não era inspirador.”

Curiosamente, Mary Queen of Scots não é a primeira vez que Robbie aceitou um papel onde ela precisava parecer feia na tela. Além disso, quem pode esquecer a franja cacheada, lápis de olho marcado, e aparelho dental que ela usou para interpretar a patinadora Tonya Harding em I, Tonya? ”Margot é uma atriz muito, muito boa que leva seu trabalho incrivelmente a sério,” diz a co-estrela Saoirse Ronan, que interpreta a Rainha Mary no filme. ”Eu acho que a aparência não é um fator. Mesmo quando ela está em um papel glamuroso, ela tem essa presença brilhante e forte, e parte disso é porque ela é uma pessoa muito sincera e autêntica. Ela é muito aberta. O que você vê é a realidade.”

Sem medo de se libertar de sua beleza e mergulhar de cabeça em personagens complexos claramente compensou Robbie, que foi indicada ao Oscar por seu papel em I, Tonya (que foi produzido pela LuckyChap). E agora ela tem uma dúzia de projetos em vários estágios de desenvolvimento, incluindo um suspense chamado Dreamland (também produzido por sua empresa), um spin off de Suicide Squad onde ela irá liderar um elenco de super heroínas, e um número de projetos femininos para a televisão. ”Quando criamos nossa empresa, era uma ideia nova, mas em resposta à conversa do movimento #MeToo, isso era tudo o que estavam falando. As pessoas ficaram tipo, ‘Por que não fazemos filmes para mulheres? Uh, que revelação, não é?’”

A sala de espera da LuckyChap, o que é quase um bangalô escondido no lote da Warner Bros., é iluminada de rosa pela placa em neon que leva o nome da empresa. No dia da nossa entrevista, Robbie aparece de uma das salas de trás vestida em jeans de cintura alta, uma blusa listrada de botões e plataformas da Mansur Gavriel. Ela está sorrindo, sorrindo mesmo, irradiando alegria de seu corpo inteiro. Ela anda pelo corredor como se estivesse escondida ou rindo de um segredo. ”Eu sou a Margot,” ela diz, estendendo o braço para apertar minha mão. ”Quer ver um cachorrinho?”

Ela bate em outra porta, que é aberta imediatamente por seu marido assistente de direção/produtor e um dos co-fundadores da LuckyChap, Tom Ackerley, um britânico alto e lindo que está segurando um filhote de pitbull com terrier que eles estão tomando conta. Seus colegas são todos amigos de longa data de quando ela morava em Londres, onde ela e Tom compartilhavam uma casa com um grupo de assistentes trabalhando em filmes.

”Vamos chamá-la de Bella,” Robbie diz, fazendo carinho na cabeça da cadelinha. ”Absolutamente não vamos ficar com ela, não é, Tom? Não podemos ter um filhote. Estamos muito ocupados para um filhote, né, Tom?”

De pé no corredor, cara a cara com Robbie, é difícil conciliar essa versão da atriz – essa amante de cachorros sorridente e relaxada – com a personagem obscura e complicada que assisti na tela um dia antes. Sobre sua metamorfose, Robbie diz, ”Normalmente alguém diz, ‘Não, mantenha as meninas bonitas!’ Mas Josie Rourke, a diretora, estava decidida a explorar como a aparência da Rainha Elizabeth afetou seus relacionamentos, e todos tiveram coragem de fazer.”

Robbie e Ronan compartilham apenas uma cena em Mary Queen of Scots, mas é especial. As atrizes não tiveram contato até a filmagem, então a reação chocante de se verem desse jeito – Mary implorando por sua vida, Elizabeth em um declínio íngreme – foi visceral. A história sobre as duas monarcas do século 16 é uma briga e uma história de amor de família. Com experiências parecidas – as primas eram ambas controladas por homens da corte, forçadas a irem para guerra, e com dificuldade de manter seu gênero sem serem vistas como fracas – que deveriam juntá-las, mas infelizmente as afasta. ”Eu acho que Mary e Elizabeth poderiam ter sentado e resolvido isso enquanto tomavam café,” Robbie diz com uma risada. ”Mas todos esses homens estavam se metendo no caminho.”

Depois, Robbie irá interpretar Sharon Tate em Once Upon a Time in Hollywood de Quentin Tarantino, previsto para o próximo verão, com Brad Pitt e Leonardo DiCaprio. Ela também está se preparando para um drama produzido por Charlize Theron sobre Roger Ailes e Fox News. Com sua agenda cheia, Robbie não tem muito tempo para socializar atualmente, mas não está reclamando. ”Eu estou trabalhando sem parar por 10 anos, mas ainda fico animada toda vez que entro em um set. Nós vivemos e respiramos o trabalho aqui em Los Angeles. Eu fico com a minha cabeça abaixada!” Espero que ela se lembre de olhar para cima em algumas ocasiões, somente para nos mostrar o quão bonito é uma mulher no poder.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

A diretora Cathy Yan, escolhida para dirigir Birds of Prey, falou pela primeira vez sobre o filme e como conseguiu o projeto em um evento em Los Angeles. Confira:

Durante o US-China Entertainment Summit no Skirball Cultural Center em Los Angeles, os presentes puderam, pela primeira vez, ouvir Cathy Yan falar sobre seu grande projeto como diretora para um estúdio, Birds of Prey, da Warner Bros.

Ao conseguir o trabalho, Yan se tornou a primeira diretora asiática a dirigir um filme de super herói, e a terceira mulher a juntar-se ao clube da DC após a diretora de Mulher Maravilha, Patty Jenkins, e Ava DuVernay, de The New Gods.

Questionada pela moderadora e produtora Janet Yang como ela conseguiu o projeto e venceu vários outros diretores, Yan explicou, “Eu fiz meu dever de casa.”

“Eu não diria que foi fácil, mas foi indolor e direto. Eu imediatamente amei o roteiro e pareceu algo que eu pudesse fazer, parecia minha própria voz,” disse Yan.

“Eu não consegui parar de ler o roteiro, tinha tanto humor negro nele, o que está presente em muitos trabalhos meus, e há temas sobre empoderamento feminino que são tão fortes e relacionáveis. Então eu entrei, não com confiança, mas com um sentimento de que eu pertencia àquela sala, que de alguma forma mágica em termos de tempo e sorte, essa oportunidade estava aberta para mim e eu definitivamente iria aproveitar.”

“Isso saiu de mim,” disse Yan sobre sua reunião com a Warner Bros. “Eu nunca tinha feito nenhuma dessas coisas e eu pedi exemplos para os meus agentes para conseguir ter uma ideia. Eu montei uma apresentação e também montei um vídeo curto. Mas eu diria que não foi muito como os outros vídeos que fazem referência a outros filmes e não se parece em nada com o seu. Eu acho esses tipos inúteis. Mas eu criei a minha própria versão do que, em termos de tema e tom, transmitia o que seria o meu filme.”

Questionada se teria elementos orientais em Birds of Prey, Yan respondeu, “Sim e não. O tom do filme é similar ao dos meus. Há uma personagem metade asiática e nossa roteirista (Christina Hodson) é metade chinesa, e ela está colocando algumas coisas.”

Fora da conferência, o Deadline confirmou que a personagem em questão é Cassandra Cain, que nos quadrinhos é uma artista marcial muda que é conhecida como Orphan. Ela se torna protegida de Barbara Gordon e, finalmente, Cassandra Cain herda o traje da Batgirl.

Yan também disse para o público que após trabalhar em filmes independentes como Dead Pigs, em Shanghai, que deu a ela o prêmio especial do júri no Sundance Film Festival no ano passado, ela está ansiosa para trabalhar com grandes departamentos de produção que um estúdio como Warner Bros. fornece para um filme como Birds of Prey.

Yan também confirmou no palco o que já tinha sido dito, Birds of Prey terá classificação para maiores. Margot Robbie reprisa seu papel como Harley Quinn, Mary Elizabeth Winstead interpretará a Caçadora, Jurnee Smollett-Bell interpretará a Canário Negro e Rosie Perez será Renee Montoya.

Birds of Prey estreia no dia 7 de fevereiro de 2020.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie e Saoirse Ronan falaram brevemente com a revista EW sobre seu novo filme, Mary Queen of Scots, e revelaram que as duas só se viram uma vez enquanto estavam filmando. Confira:

A primeira vez que Saoirse Ronan e Margot Robbie se encontraram no set de Mary Queen of Scots, elas terminaram no chão, chorando nos braços uma da outra.

Era o primeiro dia de Ronan como a realeza do título, e o último de Robbie como sua prima e rival, Elizabeth I. As duas atrizes foram separadas nos ensaios e produção até esse momento; Robbie filmou na Inglaterra, Ronan na Escócia, e a pedido delas, elas nunca se encontraram enquanto estavam em personagem antes da única cena juntas. “Nós realmente, realmente não queríamos ver uma a outra,” disse Ronan. “Eu amo a Margot e eu queria ficar com ela, mas queríamos que o encontro fosse essa coisa especial.”

Ainda assim, quando chegou a hora de encenar o confronto das rainhas, bom… “Nós estávamos chorando como idiotas,” Ronan conta para EW. “Ficamos nos abraçando por muito tempo, não queríamos soltar. Ficamos tipo,” ela abaixa sua voz para demonstrar o soluço, “Huohooouuughh.” Ela ri. “Eu nunca passei por nada parecido.”

Mas então, sua personagem da vida real também nunca passou por isso. Historiadores acreditam que a Rainha da Escócia e a Rainha Virgem nunca se encontraram, mas a diretora anteriormente de teatro, Josie Rourke foi inspirada pela peça do século 19 de Friedrich Schiller, Mary Stuart, onde Mary e Elizabeth ficam frente a frente no palco. “O conceito inteiro do filme para mim girava ao redor desse encontro,” Rourke diz sobre o drama histórico. “Nós realmente queríamos ter a nossa versão dessa famosa cena, com essas duas mulheres olhando uma para outro e sendo confrontadas por suas escolhas – suas escolhas pessoais e políticas. É um momento que é profundamente pessoal.”

E profundamente emocional. As lágrimas no set podem ter sido causadas pelas altas expectativas (e animação) de capturar o único momento que as estrelas compartilham na tela, mas Robbie achar que essas lágrimas também significou o quanto elas mergulharam na tragédia da história de suas personagens. (Para Elizabeth: Sua mãe foi decapitada por seu pai. Para Mary: Ela perdeu seu marido antes de completar 18 anos. E as duas eram alvos constantes de grupos religiosos, conspirações políticas e tratados matrimoniais.) “Eu subestimei o quanto suas vidas eram difíceis, e o quanto de dor vinha com esse poder,” Robbie diz. “Era bem mais.”

Baseada na biografia de 2004 de John Guy sobre Mary, o filme segue as monarcas do século 16 durante sete anos quando uma Mary viúva retorna para a Escócia esperando tomar seu trono de Elizabeth. Apesar de Elizabeth – alerta de spoiler de quase 500 anos! – ordenar que Mary seja presa e executada, Robbie nunca pensou nas duas como inimigas. “Elas possuem essa irmandade, esse amor uma pela outra, mas o amor é complicado pelo fato de que a sobrevivência de uma ameaça a outra,” ela explica. “É uma história de amor entre essas duas personagens. Uma história de amor muito, muito complicada.”

Talvez seja por isso que Rourke acha mais fácil explicar seu filme sobre o relacionamento de Mary e Elizabeth em termos de quadrinhos clássicos e fictícios. “Se você está falando sobre Sherlock Holmes e Moriarty, você passa mais tempo com Holmes, e se você está falando sobre o Batman e o Coringa, você tende a ter mais simpatia pelo Batman, mas para empoderar a história, o protagonista fica trancado em um drama psicológico com um personagem que é tanto igual a ele como o oposto,” ela diz. “O que eu realmente queria fazer era um filme onde duas mulheres fazem isso.”

Mas espera – isso significa que Elizabeth é a vilã, similar a um psicopata com maquiagem de palhaço que quer ver o mundo pegar fogo? A maquiagem pesada existe, mas Mary Queen of Scots não é sobre uma rainha vencendo a outra, é mais sobre elas lidando com as circunstâncias – conselheiros manipuladores, cortes dominadas por homens – além de seus controles. “Esse filme é sobre o custo do poder, sobre como é constantemente impossível para mulheres, não importa suas escolhas, conseguirem liderar,” Rourke diz. “É um apelo para pensarmos mais enquanto olhamos para uma parte de nossa história.” Só não esqueça de levar muitos lenços.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie contou em uma entrevista para o Standard que sua pesquisa para sua personagem Annie, em Terminal, a levou para lugares obscuros. Confira:

Margot Robbie disse que pesquisar serial killers para seu último papel a levou para “lugares obscuros”.

A atriz, 28 anos, interpreta uma femme fetale no suspense Terminal. Sobre sua pesquisa, ela contou para o Standard: “Eu pesquisei sobre sociopatas, o que foi sinistro.”

“A preparação para os papéis realmente levam você para esses lugares escuros. Você nem sempre quer colocar tudo na tela, é difícil de assistir. Algumas vezes, isso fica com você, em outras se vai rapidamente.”

O filme segue os assassinos interpretados por Max Irons e Dexter Fletcher, Simon Pegg como um professor, um faxineiro interpretado por Mike Myers, e assassina e garçonete Margot Robbie.

Ela disse, apesar da história obscura, que o elenco brincava e saiam para os parques em Budapeste, quando ela ensinou Myers a “beber de dia”.

A estrela australiana produziu Terminal com sua empresa LuckyChap Entertainment, que ela começou com seu marido Tom Ackerley e amigos em 2014.

Eles também produziram I, Tonya que deu a ela sua indicação ao Oscar.

Ela disse que ama trabalhar atrás das câmeras, mas nunca conseguiria fazer isso permanentemente.

“Eu não conseguiria parar de atuar,” ela disse. “Eu amo e sinto falta quando não estou fazendo isso, então eu acho que eu nunca conseguiria parar, mas eu amo produzir e desenvolver roteiros.”

“Fazer esse filme foi assustador, sempre é. Mesmo com papéis pequenos eu fico com medo, e logo antes eu fico ‘Ai meu Deus, eu não sou boa, eu não vou conseguir’, mas quando você chega lá, você adora.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil