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03.12.17
Margot Robbie compete pelo ouro ao interpretar patinadora desacreditada

Margot é a capa da revista do site de variedades Deadline desta semana e em uma longa entrevista ela compartilha seus pensamentos sobre Tonya Harding, seu novo filme sobre a patinadora I, Tonya e mais! Confira:

Tem sido uma ascensão vertiginosa para Margot Robbie, desde a novela australiana Neighbours até Hollywood, com papéis na série de TV Pan Am e no filme de Martin Scorsese O Lobo de Wall Street. Mas ela verdadeiramente se anuncia como atriz com talento, e uma chance de medalha nesta temporada de premiações, com I, Tonya. No filme dirigido por Craig Gillespie, Robbie dispara como a patinadora olímpica marcada pelo escândalo, Tonya Harding. Ela transforma a figura histórica difamada pelos tablóides em uma anti heroína injustiçada, que mandou dedo do meio para os juízes quando eles ignoraram suas habilidades físicas superiores e se opuseram a ter Harding como a imagem de seu esporte.

Pressionada quando criança por sua mãe tão miserável com elogios quanto generosa com tapas de mão aberta (interpretada hilariamente por Allison Janney), a história de Harding pertencia anteriormente aos cães de caça de fofoca dos tablóides. Apesar de ganhar o campeonato americano em 1991 quando ela se tornou a primeira mulher a ter sucesso no salto triplo, o lugar de Harding na história do esporte é uma desgraça por conta de sua possível cumplicidade na tentativa desastrada de seu ex-marido abusivo Jeff Gillooly (interpretado por Sebastian Stan) de estropiar sua elegante rival Nancy Kerrigan antes das Olimpíadas de Inverno de 1994. Harding foi banida do esporte para sempre pela Associação Americana de Patinação, após ser declarada culpada por não impedir o ataque em Kerrigan.

Apesar da série de papéis que seguiram Lobo – tal como sua vez como Harley Quinn, o ponto brilhante de Esquadrão Suicida, que ela irá reprisar nas sequências – I, Tonya é o primeiro filme a se apoiar somente nos ombros de Robbie. Ela mergulha na interpretação de uma mulher sem glamour, pobre e desafiante, que costurava suas próprias roupas e aplicava sua própria maquiagem (cruelmente) para o esporte em que acreditava. E Robbie captura a intensidade assustadora – e a tragédia – da personagem que interpreta. É esse tipo de entendimento de personagem que instigou Quentin Tarantino a perseguir Robbie para o papel de Sharon Tate em seu próximo filme, e isso a coloca diretamente nas conversas sobre o Oscar esse ano.

O ouro pode ter escapado de Tonya Harding no gelo, mas ela pode ter mais uma chance na noite do Oscar.

I, Tonya segue a tradição de comédias de humor negro como Fargo e Um Sonho Sem Limites, com momentos como o que experienciamos em Fargo, que provoca risadas quando Steve Buscemi está se alimentando por meio de um cortador de madeira, e então mais tarde você se pergunta se há algo seriamente errado com você. Tonya Harding, sua mãe, seu marido e seu comportamento nos dão momentos absurdamente divertidos, justaposto a imagens da patinadora sendo agredida por aqueles próximos dela. Como o salto triplo, há um grande grau de dificuldade nisso.
É definitivamente obscuro. Allison Janney consegue colocar bem. Ela diz, “É como rir na Igreja quando você sabe que não deveria, e então você pensa, ‘Que tipo de pessoa eu sou para achar isso engraçado?” O filme tem esses momentos.

Esse filme lança de uma vez por todas a sua produtora LuckyChap. Como você se envolveu nesse nível?
O roteiro de Steven Rogers ainda não tinha ido para a Black List quando me enviaram, e Craig Gillespie não estava comprometido como diretor. Estava disponível e nós lemos rapidamente, por volta da mesma época que o produtor Bryan Unkeless. Nós tentamos conseguir uma reunião com Steven e ele disse que Bryan tinha acabado de embarcar na ideia. Isso foi ótimo porque nós sempre co-produzimos, nós somos uma empresa jovem e não somos grande o bastante ainda para produzir algo sozinhos. Então eu sentei com Steven e Bryan e mostrei para ele porque eu deveria, A, interpretar Tonya Harding, e B, produzir também. Essa conversa foi incrível e então falamos sobre como vimos o roteiro e os desafios potenciais porque há muitos.

Quais foram os maiores?
Era muito incomum. Não havia uma estrutura tradicional. Eu fiquei tipo, “Qual é o tema? Precisamos andar na rota ou encontrar outras? E quem pode andar?” Poucos diretores podem fazer isso, o tom é muito específico. Você tem o documentário engraçado, a comédia de humor negro, eventos da vida real e pessoas da vida real. Há problemas legais com pessoas que estão vivas. Você tem um evento que as pessoas se lembram e possuem sentimentos muito fortes sobre. Todos já decidiram como eles se sentem sobre essa pessoa. Você quer mudar a mente das pessoas, e se fizer, como você quer que seja? O orçamento é de filme independente, é de época, e inclui Jogos Olímpicos. Todas essas coisas somam em algo muito caro. E com algo tão fora do comum, você nunca vai tirar muito dinheiro dos financiadores para fazer o filme. Isso tudo, e as cenas de patinação, e o fato de que ela envelhece, começando aos 15 anos até os 44.

E 44 com muita bagagem. Você acabou de fazer 27?
Sim. E você pode contratar atrizes diferentes para fazer as idades diferentes, mas as pessoas vão investir a emoção na pessoas que elas veem na tela, então você realmente só quer escolher uma atriz para interpretá-la, o tanto quanto possível. Então essas foram as complicações lógicas. Mas o roteiro também lida com violência doméstica. Como você lida com isso apropriadamente? Na minha opinião, se você não lida com isso apropriadamente, você não está fazendo justiça a situação.

O que você quer dizer com “lidar”?
Suavizar o problema não é lidar com ele corretamente. Mas usar isso como roteiro para entretenimento pode ser ruim e também não é apropriado. Então, houveram preocupações, e áreas que precisávamos ter certeza que estávamos fazendo certo. Mas a vantagem era que o céu era o limite. Era muito bom. Esses personagens são incríveis, tão cheios de erros, e ainda assim você cria empatia por eles de um jeito estranho, e você pode se ver neles algumas vezes. Era uma oportunidade real de surpreender as pessoas, o que para mim tem sido o maior dos elogios, quando alguém chega para mim e fala, “Eu estou tão surpresa de ter sentido isto. Estou chocada que eu amei.” Todos ficam dizendo, “Eu pensei que eu não ia gostar e eu amei.” Essa possibilidade é o que eu vi no roteiro, a vantagem de surpreender as pessoas assim. As pessoas não viram um filme assim antes, e eu pensei que se conseguíssemos fazer isso, seria original. E então procuramos um diretor que lidaria com essas coisas sensíveis corretamente. A busca foi longa e não sei se teríamos prosseguido sem o Craig. Eu lembro de dizer, “Se não acharmos o diretor certo para isso, nós não deveríamos fazer.”

Ele dirigiu um filme independente completamente original chamado A Garota Ideal. Por que ele?
O que o destacou foi que ele falava sobre os personagens com zero julgamento. Todos os outros pareciam julgar. Você podia dizer quando as pessoas falavam sobre os personagens que eles pensavam que eram estúpidos, um lixo. Eles pensaram que eles eram engraçados, claro, mas estavam julgando. Craig não os via desse jeito, ele realmente queria sentir empatia por eles, queria entendê-los. Ele trouxe muitas soluções técnicas. Com esse roteiro em particular, ter o tom e alcançá-lo era muito importante. O tom pode ser tão intangível que é uma conversa que pode dar voltas e todo mundo pode dizer, “Bom, eu acho que deveria ser assim.” É muito difícil articular como você executaria isso. Ele realmente tinha soluções quando nós perguntávamos. “Ok, nesse momento eu cortaria para uma tomada longa. Eu não daria deixa para a música influenciar o público no que sentir. Eu os faria desconfortáveis aqui, pela quantidade de batidas, até que essa fala aconteça.” Ele entrou com soluções concretas para esse enigma que estávamos tendo dificuldade. E também, ele trabalhou por muito tempo no mundo comercial.

Por que isso foi importante?
Uma de nossas maiores preocupações foi que iríamos filmar muito em pouco tempo e com pouco dinheiro. Isso é difícil de conseguir, mas ele trabalhou tanto tempo no espaço comercial que sabíamos que ele iria conseguir filmar bem rápido para que ele pudesse ganhar tempo com as partes realmente importantes. Eu o perguntei quais partes ele considerava as mais importantes, e do jeito que ele falou na nossa primeira reunião foi exatamente o que tivemos no set. Ele conseguia filmar tanta coisa em um dia e eu nunca me senti apressada como atriz. Nós estávamos literalmente correndo de um rinque de patinação para o outro para conseguir a próxima tomada. Mas ainda assim, eu nunca me senti apressada, porque os momentos que realmente importavam, nós passamos muito tempo fazendo. Os momentos de cada personagem e a chave de cada relacionamento. Eu nunca senti que não deixamos pedra sobre pedra quanto a isso. E nós terminamos a tempo.

Muitos de nós lembram da rivalidade Tonya Harding – Nancy Kerrigan vividamente. Era uma novela, se desenvolvendo a cada dia. Eu lembro de Harding como uma caipira cafona, a vilã nesse drama. Ao assistir I, Tonya, me surpreendi com a simpatia que senti por essa menina e suas dificuldades. Qual foi a chave para interpretá-la como uma personagem simpática, sem comprometer sua resistência?
Essa é a coisa. Nós nunca quisemos que ela fosse a vítima. Ela definitivamente é a vítima do julgamento de todos. Ela é vítima de abuso. Mas nós não quisemos que ela se sentisse como vítima e nem como vilã. Quisemos que ela fosse uma pessoa. Desse jeito, todo mundo pode se relacionar com ela, porque no final do dia, bom ou ruim, nós somos apenas pessoas. Eu acho que o que aconteceu com aqueles áudios de seis segundos e manchetes chamativas – e a caricatura literal desenhada dela – foi que todos esqueceram que ela era uma pessoa no final de tudo. Todos julgaram tão rapidamente sem perceber que também estavam destruindo a vida dela. Craig foi uma das primeiras pessoas a dizer, “Nós precisamos vê-la batendo no Jeff também.” Ela conseguiu devolver. Literalmente, ela conseguiu devolver também. Ela é uma pessoa resistente.
Nós filmamos um final diferente para o filme. O final verdadeiro é que agora ela está em um bom casamento com um marido adorável, ela tem um filho, que ela adora mais do que qualquer coisa no mundo. Nós filmamos um final que refletia o verdadeiro final da história. E eu acho que não pareceu certo ou satisfatório, chegamos a conclusão de que ela é uma pessoa resistente. O que filmamos ao invés disso foi uma sequência de boxe porque ela se tornou uma celebridade boxeadora e depois se tornou uma boxeadora amadora.

Por que esse foi melhor?
A mensagem que queríamos que ficasse no final era, você pode derrubá-la, mas ela vai se levantar novamente. Não importa quantas vezes você a derrube, ela vai se levantar, seja a vida, sua família, seu marido, sua mãe, a mídia, quem quer que seja, ela vai se levantar. Esse é o motivo pelo qual queríamos simbolicamente vê-la caindo e se levantando novamente, o que é a última imagem do filme.

Seja como a esposa troféu Naomi LaPaglia em O Lobo de Wall Street ou Harley Quinn em Esquadrão Suicida, você precisa encontrar qualidades nos personagens que você interpreta que os conecta com você, seja com pessoas que você cresceu ou família? O que você achar mais relacionável com Tonya Harding?
Eu tive a mesma dificuldade quando estava interpretando minha personagem em O Lobo de Wall Street porque no roteiro ela era sempre uma personagem irremediável que parecia uma golpista. Demorei para entender pelo o que ela lutava e o que a motivava a conseguir o que ela queria. No roteiro, parecia que ela só queria dinheiro, e isso não é algo que vale a pena lutar. Então eu mergulhei na personagem e comecei a construí-la e percebi que, ela é uma mãe. Ela tem filhos e seu marido é viciado em drogas. Seus filhos estão em perigo. Então ela está lutando por eles.
Aquele grande momento no final, onde nós acabamos reescrevendo toda a sequência, veio quando eu pedi pelo divórcio. Para mim, tudo o que ela fez antes das crianças, foi tipo, “Foda-se. Eu vou pegar o que eu quero. Se a vida me der limões, eu vou fazer uma limonada de qualquer jeito, e por que não? Os caras estão fazendo isso, por que não posso? Claro que não tenho dinheiro, mas eu sei o que eu tenho, e eu vou conseguir com isso.” Esse foi um bom incentivo por um tempo. Mas quando se tratava das crianças, eu realmente tinha algo para lutar. Era proteger seus filhos.
Com Tonya, havia tanta coisa que eu conseguia entender sobre ela. Eu já estive em cenários com outros personagens onde eu senti, “Eu não sei o que eu gosto sobre essa personagem.” E então eu encontrei. Com Tonya, eu foquei no fato de que ela era atleta e deslocada. Eu achei isso muito fácil de entender. Eu amo assistir filmes de gângsters, onde eles são essencialmente variações de deslocados chegando ao topo. Há algo lá que você consegue entender. Ela realmente era uma atleta, uma patinadora incrível que não estava tendo reconhecimento por causa de todas essas regras ridículas que na opinião dela, não deveriam importar. Eu concordo com isso. O fato de que ela não conseguia nota, mesmo sendo a única a ao menos tentar o salto triplo, só porque ela não tinha uma roupa de cinco mil dólares, era ridículo.
Eu entendo sua ambição. Eu acho que posso entender seu relacionamento com o Jeff em alguns aspectos, porque Sebastian o deu muitas faces. Ele não era apenas um vilão, um cara ruim. Eles se divertiam juntos também. Eles estavam apaixonados. Ela estava constantemente procurando por validação e ele foi o primeiro a dar isso para ela de um certo modo. Novamente, esse ciclo inteiro de abuso prejudica as coisas, porque em um ponto você realmente quer que ela se afaste dele. E o juíz da patinação diz a ela que ela precisa ficar com ele.

Ela foi criada com abuso, uma mão pesada e falta de aprovação, um ciclo que começou com sua mãe, que entregou o bastão para Gillooly. Há evidências de que crianças que foram abusadas procuram uma versão de seu abusador em relacionamentos.
Eu já li isso também. Uma das características para essa personagem – não a verdadeira Tonya e sim a personagem que eu interpretei – era que eu queria que ela estivesse sempre procurando por aprovação porque ela nunca conseguiu. Sempre que eu estava sentada, eu queria estar inclinada para frente, o que era a pose em que eu ficava quando estava esperando pelas notas. Sempre procurando por aprovação, da minha mãe, do Jeff, do mundo, da mídia, de qualquer pessoa. Apenas desejando por amor.

Você disse que não sabia quem era Tonya Harding quando você leu o roteiro. Como não ter esse pré conceito sobre ela te ajudou?
Eu sou tão grata que eu não sabia nada sobre isso. Porque quando eu entrei nisso, Tonya era um prato limpo. Eu sei que ela não vai ser para a maioria das pessoas porque parece que todo mundo lembra. Eu fico muito feliz que não sabia sobre os eventos ou as pessoas. Eu nunca tinha escutados os nomes e não sabia sobre o mundo da patinação em geral.

Você não assistiu as Olimpíadas de Inverno na Austrália?
Não. A patinação não. Eu já assisti aqui e quando estava lá, mas não era algo que eu acompanhava de perto.

Para o resto de nós, Nancy Kerrigan era elegante e glamourosa, e a única que deveríamos ter pena quando ela foi atacada. Tonya era grossa, e o filme mostra o motivo, já que ela costurava a própria roupa e fazia uma maquiagem que só a deixava mais grossa ainda. Eu entrevistei Charlize Theron quando ela terminou Monster. Mesmo antes do Oscar, foi fácil ver que interpretar uma serial killer vítima de abuso foi libertador para ela, uma chance de mostrar que ela era mais do que beleza. Ela disse que naquela idade havia muitas mulheres que como ela davam tudo como atrizes ou sumiam enquanto alguém mais nova e mais bonita conseguia os papéis. Ela sabia que Monster era importante para a vida longa. Qual foi a oportunidade que você viu em poder entrar em uma personagem sem glamour e com imperfeições? O olhar em seu rosto algumas vezes era muito intenso. Após interpretar mulheres glamourosas em Pan Am e O Lobo de Wall Street, o quanto de oportunidade você viu em ficar sem glamour?
Eu sei o que você quer dizer. Não é o primeiro papel que eu interpretei onde não precisei parecer glamourosa e também não é de longe o papel mais sem glamour que já interpretei. Eu entendo o que você quer dizer, mas para esse filme, eu não senti como, “Preciso de um papel sem glamour e riscar isso da minha lista.” Eu já tinha feito isso antes, eu acho, mas eu sinto que muitas pessoas possam ver esse.
Esse filme realmente não foi sobre a oportunidade de ter meu momento Monster, apesar de muitas pessoas falarem isso. Eles ficam tipo, “Esse é o seu momento Monster.” E eu fico, “Oh, eu não vejo desse jeito. Deveria ficar ofendida ou lisonjeada?” Eu já interpretei papéis sem glamour antes. Em Suíte Francesa, eu estou com um cabelo afro castanho, meus dentes foram pintados de amarelo, e a minha pele estava toda manchada e eu estava usando avental durante o filme inteiro. Isso não é glamour. Em Os Últimos na Terra, eu tinha cabelo escuro, e colocaram muitas sardas no meu rosto, e eu tinha uma pele bem ruim na época, o que era perfeito porque ela era adolescente com sujeira por baixo das unhas, roupas largas e esse tipo de coisa.
Eu fiz Os Últimos na Terra um pouco depois de O Lobo de Wall Street. Então, pareceu mais importante fazê-lo porque eu não estava estabilizada ainda e eu tinha feito O Lobo de Wall Street e todo mundo estava com aquilo na cabeça. Então os papéis que as pessoas me ofereciam era mais velhos, glamourosos, e todas essas coisas. Então, eu fiquei tipo, “Ok, preciso ajustar a ideia que as pessoas possuem de mim porque eu sou mais nova do que o papel que eu estava interpretando.” No começo de Lobo ela tinha 22 anos e eu tinha 22 na época. Então obviamente eu interpreto até ela ter filhos. Em Os Últimos na Terra tive a chance de não ser glamourosa por completo. Esse foi um roteiro que eu corri atrás por um ano e meio, realmente para trabalhar com Craig Zobel. Isso tudo terminou bem.

Eu não queria soar superficial. Para mim, assistir Monster me fez perceber o quanto Theron estava disposta a se comprometer, e houve essa descoberta com você interpretando Harding e me fazendo me importar com ela.
É um grande passo para mim. É o primeiro filme em que eu interpretei um papel principal, o papel principal em um filme onde o nome dele também é o nome da minha personagem. Eu nunca fiz isso antes. Eu era Jane em Tarzan, e eu não estava em O Lobo de Wall Street, era o Leo. Esse foi um grande passo para a minha carreira. Esse foi o primeiro filme que eu realmente senti todo o peso nos meus ombros.

Que valor você conseguiu tirar de conhecer Harding enquanto você estava se aproximando da personagem?
Não havia nada específico. Eu não a conheci até uma semana antes de começarmos a filmar. Até lá, eu já tinha feito toda a minha preparação, por seis meses, e todos os treinos de patinação. Eu tinha tomado todas as minhas decisões sobre como eu iria interpretá-la, fiz todas as anotações no roteiro, fiz toda a obra na personagem, minha linha do tempo, minhas pesquisas. Eu trabalhei com meu professor de atuação e meu coreógrafo, e eu a assisti de perto. Eu acho que assisti cem vezes cada vídeo dela que existe. Eu a escutava para dialeto e eu sabia exatamente como eu ia interpretar cada cena, antes de conhecê-la. Eu queria ter certeza de que eu tinha feito todas as essas decisões antes porque eu não queria conhecê-la e sentir a obrigação de suavizar qualquer coisa. Quando eu a conheci, eu não alterei o jeito que eu a estava interpretando. Não houve uma coisa nela que me fez mudar o jeito que eu estava a interpretando. Eu já tinha decidido.

Então por que conhecê-la?
Eu apenas queria conhecê-la, apenas como pessoa, e por respeito porque eu estava contando sua história. Eu queria dizer para ela, “Eu estou interpretando uma personagem. Para mim há uma distinção clara entre você e a personagem Tonya, e eu queria que você soubesse disso. Então, quando você assistir ao filme, espero que seja mais fácil.”

Qual foi a reação dela ao filme?
Eu estava nervosa quando ela viu o filme em Toronto, mas eu estava nervosa para qualquer pessoa assistir. Isso foi antes de Toronto. Poucas pessoas tinham visto e eu estava com medo de saber até se acharam um bom filme, mas especialmente preocupada com ela. Eu não sabia que tipo de experiência emocional poderia ser para ela ver o pontos mais altos e os pontos mais baixos de sua vida em um filme de duas horas.
A parte onde eu digo “chupa o meu pau” para os jurados? Ela achou isso hilário, e disse, “Deus, eu queria ter dito isso na época.” Eu acho que foi emocionante para ela assistir. Ela disse que riu e chorou e obviamente algumas partes ela não concordou, porque em certos momentos nós contamos a história da perspectiva de outros personagens.

Ela discordou da recriação do ataque em Kerrigan ou a representação da violência doméstica?
Ela disse que tudo estava certo. Ela sentiu que sua mãe estava certa. Os relacionamentos foram muito verdadeiros para ela. A cena onde sou cúmplice de saber sobre as cartas [mandadas para ameaçar Kerrigan, antes do ataque]? Ela não concorda com essa porque ela mantém até os dias atuais que ela não sabia nada sobre isso. Na versão do Jeff, ela sabia sobre as cartas. Em algumas partes do filme estamos vendo a versão do Jeff sobre os eventos e nesse caso eu tenho que interpretar uma personagem que sabe sobre as cartas. Ela não concorda com isso. Nesses momentos, ela disse, “Eu não sabia sobre as cartas.” E eu fiquei tipo, “Eu sei, mas não vamos falar sobre isso de novo. Estávamos fazendo o ponto de vista do Jeff.”

Ela não pediu para você mudar nada?
Não, ela entendeu. Nós deixamos bem claro desde o começo que nós não estávamos fazendo um documentário da vida dela. Isso já existe. Isso é um filme, você precisa ficar com isso na mente. E ela foi ótima.

Qual foi o propósito de todo o treinamento de patinação? Esses atletas treinam desde criança e é um pouco perigoso.
Eu queria que parecesse natural para mim e não era natural para mim. Foi algo que eu realmente tive que dar duro. Eu acho que a parte mais difícil foi vender que o lugar mais confortável do mundo para mim era no gelo, quando eu, como Margot, acho o lugar menos confortável porque eu tenho pavor de não ser boa o bastante e de que vou me machucar e arruinar a agenda de 31 dias de filmagens.

Como você superou isso?
Uma amiga minha é atleta. Ela é ciclista. Eu perguntei a ela sobre como as pessoas se preparam psicologicamente para eventos de competição. Eu estava com tanto medo de cair, me machucar e arruinar o filme. Ela me ajudou com esse tipo de coisa, me dando palavras positivas, tirando os pensamentos negativos, e visando o que você vai fazer antes de fazer. Todas essas coisas que ciclistas profissionais ou atletas precisam fazer. Isso ajudou muito. E além disso, eu treinei bastante. E uma vez que você cai feio e percebe que não vai quebrar um osso todas as vezes que isso acontecer, fica mais fácil e você fica confiante. A patinação no gelo foi bem difícil.

Eu vi o filme na premiere de Toronto, que estava cheia de compradores. O quanto você se sentiu como Harding, esperando a nota dos jurados após uma apresentação?
Essa é uma perfeita analogia. Eu era a Tonya esperando, sentada inclinada para frente apertando as mãos, esperando pela minha nota. Eu estava apavorada. Eu nunca estive tão nervosa para um filme ser visto em toda a minha vida. Eu nunca tinha carregado o peso de um filme antes e um em que eu produzi também. Não havia mais ninguém para culpar se não fosse recebido bem, seria minha culpa. Provavelmente foi ainda melhor quando foi bem recebido. Foi o melhor sentimento do mundo.

O público amou. Os distribuidores lutaram por ele e o negócio foi fechado com a 30WEST e Neon. Você conseguiu dizer para eles que aquele era o corte final e que eles tinham que estrear antes do fim do ano para a temporada das premiações?
A reviravolta foi rápida, e nós não tínhamos tempo de abrir o filme e reeditar de qualquer jeito, e se as pessoas quisessem fazer isso, não ia funcionar. Felizmente havia um distribuidor que concordou com o que queríamos e foi capaz de entregar isso.

Você tem a oportunidade de expandir no cinema a tempo das Olimpíadas de Inverno.
Outro motivo pelo qual nós estávamos empurrando para o final do ano. Nós não vamos conseguir um tempo tão perfeito assim novamente. Olha, nós sabíamos que juntar todo o marketing e os planos de distribuição em pouco tempo é insano, mas tudo nesse filme foi desse jeito. Nós debatemos isso. Deveríamos esperar até a próxima rodada de festivais? Eu lembro de dizer para todos, “A beleza desses personagens e dessa história, a beleza desse filme, é que tudo é bruto. É assim que somos. Nós somos desconexos, imperfeitos e brutos. E se nós tivermos oito meses para fazer uma campanha perfeita e limpa, não vai ser fiel ao filme de nenhuma forma. Queremos fazer isso do jeito certo, mas quanto menos tempo tivermos para pensar no nosso plano de marketing, é menos provável que vamos arruinar tudo por pensar demais. Eu digo para abraçarmos o desconexo, o fato de que somos brutos, e deixar nossa campanha de marketing refletir isso.”

Eu cubro a Comic-Con de San Diego. A maioria das mulheres, e muitos homens, se vestem ou de Mulher Maravilha ou de Harley Quinn, sua personagem em Esquadrão Suicida, e quem você irá interpretar em uma sequência e em um spin off com o Coringa do Jared Leto, e outros possíveis filmes. Você acertou algo com essa personagem. Por que ela tem tantos seguidores se ela é tão louca? Não quero que isso soe como um insulto.
Não, ela é louca. Ela é louca e ela é formada em loucura, o que a torna mais insana ainda. Eu não sei o que é e eu estou tentando entender o que ela tem que as pessoas amam tanto há um anos. Eu já entrei em vários fóruns de fãs para tentar encontrar uma resposta para essa pergunta e as pessoas parecem realmente fixadas em o quanto ela ama o Coringa. Ele é abusivo e está sempre tentando matá-la, mas ela o ama incondicionalmente. É um relacionamento super destrutivo, mas as pessoas amam que ela o ame tanto. Eles a amam por ela amar tanto a ele. E mais, ela é super inteligente e engraçada e todas essas ótimas qualidades, mas ela é uma bagunça. Eu acho que é por isso que a amam tanto. Ela é uma linda bagunça. Eu acho que é por isso que as pessoas gostam de personagens com tantos erros. Ela é cheia de erros e as pessoas gostam disso.

Uma linda bagunça não seria uma descrição ruim para a Tonya.
Sim, totalmente. Mas todo mundo é bagunçado. Eu não quero interpretar uma personagem que não seja. É mais divertido interpretar personagens assim.

Fonte | Tradução & Adaptação: Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
30.11.17
Margot Robbie diz que ‘Marcados para Morrer’ foi o motivo pelo qual fez ‘Esquadrão Suicida’

Em recente entrevista para o projeto Actors on Actors da Variety, Margot contou ao Jake Gyllenhaal que um dos motivos pelo qual ela assinou para fazer Esquadrão Suicida foi ter gostado muito do filme do diretor DAvid Ayer que tem Jake como estrela principal. Confira:

Jake Gyllenhaal comparou seu personagem louco em Okja, Dr. Johnny, com a vilã popular de Margot Robbie em Esquadrão Suicida, Harley Quinn.

“Você consegue imaginar se o Dr. Johnny conhecesse a Harley Quinn?” ele perguntou. “Eu sinto que usamos os mesmos shorts, talvez.”

“Você roubou o meu figurino? Eu sabia que isso ia acontecer, arrume o seu próprio figurino,” Robbie brincou.

Quando Robbie perguntou a Gyllenhaal se ele se via como um ator personagem, Gyllenhaal disse que a reação polarizada do público com o seu personagem é “exatamente onde quero estar.”

“Eu me lembro de andar por Nova York com o figurino, porque estávamos filmando na Coréia e eu estava usando o figurino louco, e eu lembro de sair e todo mundo ficou tipo, ‘Você sabe que tem paparazzi lá fora’,” ele disse. “Eu fiquei tipo, ‘É assim que eu sempre quis aparecer para os fotógrafos.’ Parece que você quer fazer escolhas ousadas que te enlouquecem e que também enlouquecem os outros.”

Robbie comentou que ela irá reprisar o papel da namorada louca do Coringa no ano que vem e disse que ela ama o papel e os outros personagem porque “cada personagem que eu interpreto, eu não me sinto como eu mesma e esse é o motivo pelo qual gosto de fazer isso.”

“É tão estranho quando as pessoas querem saber sobre você porque você fica, espera, meu trabalho é não ser eu mesma. Eu? Não sei, eu sou entediante. Mas, tipo, esses personagens são incríveis, pergunte sobre eles,” ela disse. “Harley é uma dessas personagens loucas e as pessoas parecem gostar muito dela, então espero que eu continue a interpretando.”

Robbie também apontou que eles compartilham uma conexão já que os dois atores trabalharam com o diretor David Ayer e disse para Gyllenhaal que Marcados para Morrer, que Ayer dirigiu e Gyllenhaal estrelou, é um dos seus filmes favoritos.

“A razão pela qual assinei para Esquadrão Suicida foi porque eu amei tanto Marcados para Morrer que eu vi quatro vezes no cinema,” ela disse.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
30.11.17
Margot Robbie e Jake Gyllenhaal sobre separar a vida profissional da vida pessoal

Margot Robbie e Jake Gyllenhaal participaram do projeto do site Variety, Actors on Actors, onde atores entrevistam um ao outro em cada episódio. Os dois atores interpretam pessoas reais em suas biografias I, Tonya, sobre a patinadora Tonya Harding, e Stronger, sobre o sobrevivente da explosão na Maratona de Boston, Jeff Bauman. Abaixo, confira o vídeo da entrevista completa, que em breve será legendado pela nossa equipe, e um trecho traduzido da conversa dos atores:

Margot Robbie: Você está nessa indústria há mais tempo do que eu. Seu primeiro emprego foi com 11 anos?

Jake Gyllenhaal: Onze.

Robbie: Se tornar ator foi uma escolha consciente? Se ninguém da sua família estivesse na indústria, você acha que você teria a mesma escolha? Ou você já se perguntou o que você estaria fazendo se não fosse ator?

Gyllenhaal: Absolutamente. Você se pergunta isso algumas vezes. Mas eu acho que é essa benção louca que é realmente sobre sorte, e isso me faz ser muito grato. Mas eu estive nessa indústria durante toda a minha vida, eu acho que muitos aspectos dela são como família. Eu acho que nós todos entramos nesse espaço de um jeito ou de outro para encontrar famílias diferentes. É interessante pensar sobre esses dois personagens [a patinadora olímpica Tonya Harding e o sobrevivente da explosão na Maratona de Boston Jeff Bauman]: Eles foram jogados nos holofotes de um jeito particular – para a sua personagem, por causa da escolha dela, mas também pelo evento que aconteceu.

Robbie: Algo que Tonya me perguntou quando nos conhecemos, ela disse, “Como você está lidando com a fama?” E na verdade, foi muito gentil da parte dela perguntar. Porque para ser honesta, a situação dela foi horrível, e aconteceu quando ela era muito jovem, e eu acho que o que fez a maior diferença do mundo foi que ela não tinha ninguém para se apoiar. E eu tenho, eu tenho muita sorte. Eu não comecei a trabalhar profissionalmente até terminar o ensino médio. Eu tinha um livro da minha infância até me tornar adulta – da minha vida fora dos filmes e a minha vida dentro.

Gyllenhaal: Você sempre foi muito clara sobre isso. A separação desses dois itens.

Robbie: É agridoce viver fora da Austrália, porque eu sinto falta de todo mundo, mas o fato deles estarem de fora disso me ajuda a manter minha vida e meu trabalho separados – mesmo que eles estejam intrinsecamente ligados, porque tudo o que eu quero fazer é trabalhar o tempo todo. Mas me tornar famosa na idade da Tonya sem apoio nenhum e sem essa separação, eu acho que teria sido incrivelmente difícil.

Gyllenhaal: Isso é verdade. Eu aprendi com o Jeff que ele não pediu por essas coisas, ele não pediu pela atenção e para se tornar isso tudo, mas ele lentamente evoluiu em conseguir segurar essa ideia para as pessoas.

RobbieGyllenhaal: Obrigado. Isso é muito gentil da sua parte. Eu acho que os filmes trazem alegria. E isso é o que eu sinto que o Jeff me mostrou, em seu espírito, quando você é tocado por ele, ou está ao seu redor, ou se ele estivesse aqui, você se sentiria muito feliz por estar vivo. E ele também tem um ótimo senso de humor e faz todos os meus problemas insignificantes serem problemas insignificantes. Eu acho que ele sempre coloca isso em perspectiva para mim.

Robbie: Eu acho que há similaridades no que passamos e que nós dois interpretamos pessoas reais em uma situação que não aconteceu há muito tempo atrás. E obviamente há uma responsabilidade a mais quando você interpreta uma pessoa real que ainda está viva. Como foi interpretar Jeff, e interpretar uma pessoa real, e essa história em geral?

Gyllenhaal: Foi uma responsabilidade enorme. Eu senti uma pressão maior do que nunca em termos de interpretar um personagem porque, como você disse, você sabe que quer fazer a justiça que a situação merece. Você passou tempo com a Tonya?

Robbie: Não do jeito que você possa ter passado com o Jeff. Eu queria manter um pouco de distância. Eu sabia que se eu a conhecesse e gostasse dela, eu nunca interpretaria essa personagem propriamente. Eu iria mascarar seus erros e justificar as coisas ruins que ela pode ter falado ou feito em uma situação. E eu não queria fazer isso. Então existe a personagem da Tonya e a pessoa a qual história estou contando, e há a responsabilidade de fazer justiça à essa história. É uma coisa estranha tentar fazer entretenimento disso. E entretenimento nem sempre significa engraçado ou feliz.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
30.11.17
Margot Robbie diz que conhecer Tonya Harding foi adorável

Margot Robbie conversou brevemente com a Variety ontem à noite durante a premiere de I, Tonya em Nova York e comentou sobre seu encontro com Tonya Harding. Confira:

Já fazem quase 24 anos desde a “pancada que foi ouvida ao redor do mundo,” mas a vilã da patinação Tonya Harding e sua rival, Nancy Kerrigan, estão de volta nos holofotes graças a estreia de I, Tonya.

Margot Robbie, que estrela como Harding, e o resto do elenco estavam na premiere para a biografia em Nova York na terça-feira.

O novo filme destaca a vida de Harding antes e depois do famoso ataque em 1994 na patinadora Kerrigan, planejado pelo ex-marido de Harding, Jeff Gillooly, e seu guarda costas Shawn Eckardt, e supostamente Harding – algo que a antiga patinadora olímpica ainda nega apesar de Gillooly manter que ela sabia sobre o ataque.

Robbie, que era nova demais para lembrar do incidente, contou para a Variety que ela não sabia que a história era real até fazer o filme. Apesar disso, no final das filmagens, Robbie descreveu conhecer Harding pessoalmente como “surreal.” Ela adicionou, “Eu mando mensagens para ela e coisas assim desde que deixamos Portland.”

“Ela foi adorável e entendeu que eu precisava habitar a personagem,” Robbie continuou. “Eu não estava tentando imitá-la e eu queria incorporar seu espírito. No final, há uma diferença, para mim, entre ela e a personagem.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Margot Robbie Brasil

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29.11.17
Vogue Magazine acompanha a premiere de I, Tonya em Nova York

A revista Vogue acompanhou a premiere e after party de I, Tonya em Nova York e conversou com a Margot sobre o filme durante o evento. Confira:

No filme I, Tonya, Margot Robbie interpreta a patinadora Tonya Harding que, famosamente, se envolveu no ataque a sua competidora Nancy Kerrigan. A história, um dos primeiros escândalos de verdade nas notícias diárias, explodiu, fazendo de Harding uma vilã indisputável.

Robbie interpretou personagens familiares em filmes biográficos anteriormente. Recentemente, ela estrelou como Daphne Milne, esposa do autor AA Milne, em Goodbye Christopher Robin. Mas Tonya não era apenas uma personagem que todos conheciam, ela era uma personagem que todos pensavam que conheciam. “É um responsabilidade maior toda vez que você interpreta uma personagem da vida real, e uma que está muito viva e muito conhecida pelo público geral. Especialmente alguém que o público geral já tem seu julgamento. Contar essa história de um jeito que eles podem não estar esperando é um desafio divertido,” ela disse para a Vogue na premiere do filme, apresentada pela Calvin Klein, Neon e 30 West. Vestida com um sobretudo e macacão de renda da Calvin Klein, a atriz se juntou ao colega de elenco Sebastian Stan, e também a Nicky Hilton Rothschild e a modelo Constance Jablonski, no Village East Cinema para dar o pontapé para a estreia do filme em dezembro.

Após o término do filme, fomos para a after party no terraço do Bowery Hotel. Recebendo os convidados do lado de fora estava um Pontiac Firebird rosa choque de I, Tonya fazendo muitos momentos no Instagram. Dentro, os convidados comiam pancetta com pimenta verde e cebola, mais batata frita recheada. E, graças a boa música e grande multidão, a festa foi até tarde da noite.

Fonte | Tradução e Adaptação: Margot Robbie Brasil

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29.11.17
Margot Robbie tem alguns conselhos para quando você precisa ir ao banheiro enquanto patina

Margot conversou brevemente com a W Magazine na premiere de I, Tonya em Nova York na noite de ontem e compartilhou alguns conselhos sobre quando você precisa ir ao banheiro e está de collant. Confira:

Na biografia sobre patinação no gelo I, Tonya, Margot Robbie interpreta Tonya Harding, a antiga patinadora olímpica no meio de um escândalo com a concorrente Nancy Kerrigan. Para se preparar para o papel, Robbie aprendeu a patinar, colocando os collants não tão sofisticados similares aos que Harding usou na vida real. Com todo o esforço físico que Robbie experimentou enquanto treinava como uma atleta olímpica, vieram algumas armadilhas: as dificuldades de precisar fazer xixi enquanto usa um collant.

Na premiere do filme em Nova York na terça feira, apresentada pela Calvin Klein, Neon e 30 West, Margot Robbie disse que pode ser super irritante treinar e patinar naqueles collants restritivos, especialmente quando você precisa fazer xixi. Quando você está no gelo e tem tempo limitado para conseguir ir no banheiro e voltar, tentar remover um collant e colocar de volta rapidamente pode causar uma grande bagunça. Seu conselho para alguém que se encontra na situação? Não tire os patins. “Nunca tente tirar os patins! Quando você colocá-los, apenas fique com eles, e trabalhe no resto,” ela disse.

Talvez essa seja uma lição que Robbie aprendeu diretamente de Tonya Harding. Em uma cena do filme, a jovem Tonya treina sem intervalos no gelo enquanto sua mãe LaVona assiste da arquibancada. Ela patina até sua mãe para informá-la que ela precisa ir ao banheiro, mas LaVona diz que ela precisa continuar patinando. Tonya então patina tanto que ela acaba se aliviando no gelo. Seus patins permanecem em seus pés, o que mais uma campeã em treinamento pode fazer?

A impressionante perfomance de Robbie como Tonya Harding prova que suas habilidades na patinação e conselho sobre collants podem ajudar qualquer um que quer aproveitar um esporte de inverno ou dois. Ela até comparou seus problemas da patinação artista com um outro passatempo de inverno. “É tipo quando você vai esquiar e tem milhões de roupas para tirar, mas você fica com os patins,” ela disse. Quando você precisa ir, você precisa ir.

Fonte | Tradução e Adaptação: Margot Robbie Brasil

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29.11.17
Margot Robbie compartilha o conselho sobre malhação que recebeu de Tonya Harding

Margot conversou com o ET Canada na premiere de I, Tonya em Nova York e compartilhou qual o conselho que recebeu de Tonya Harding para ajudá-la a construir seu físico para o filme. Confira:

Acontece que, interpretar uma das atletas mais controvérsias do mundo não é uma tarefa fácil! Margot Robbie conversou com o ET na premiere de seu muito antecipado filme I, Tonya, onde ela foi sincera sobre calçar os patins de Tonya Harding.

“É assustador interpretar uma pessoa real, especialmente quando essa pessoa ainda está bem viva,” Robbie, de 27 anos, disse ao ET. “Todo mundo possui uma memória do que eles acham que aconteceu, e é divertido e interessante mostrar um lado diferente da história e talvez um lado de Tonya que as pessoas não esperavam ver.”

Para ajudar a ganhar forma para o papel, Robbie falou com a verdadeira Harding, que lhe deu o principal conselho.

“Eu fiquei tipo, ‘Eu estou trabalhando nas minhas pernas. Estou tentando ficar mais forte nas pernas.’ E ela, ‘Esqueça isso, se preocupe com a força do seu abdômen.’ E eu falei que ia fazer mais abdominais.” Robbie lembra, adicionando que ela fazia pelo menos 100 abdominais por dia.

Eles foram recompensados já que o papel foi muito físico dentro e fora do gelo.

“Foi incrível ter um parceiro como Sebastian [Stan], alguém que você confia completamente,” ela disse. “O mesmo com Allison [Janney]. Tivemos muitas cenas físicas e Craig [Gillespie], nosso diretor, criou um ambiente seguro no set.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

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28.11.17
Margot Robbie fala sobre seu Dia de Ação de Graças com o Extra

Durante o tapete vermelho do Gotham Awards na noite passada, Margot concedeu entrevistas para diversos sites e o Extra quis saber mais sobre seu Dia de Ação de Graças e por que ela não usa aliança nos dias de semana:

Na noite de segunda feira, a atriz Margot Robbie estava brilhando em um vestido preto Saint Laurent no tapete vermelho do Gotham Awards.

A linda australiana falou com AJ Calloway, do Extra, no evento, onde ela explicou comentários recentes sobre sua aliança. Ela revelou para a Vogue Australia que ela só usa o anel durando os fins de semana. Ela disse ao AJ, “Todo mundo está surtando com isso. Quando estou trabalhando, não posso usar um anel de casamento com o figurino. Se seu personagem não é casado, vai ser muito estranho se você tiver uma aliança no dedo. Não há nada além disso, apenas não posso usar com o figurino.”

A estrela de I, Tonya revelou que ela teve folga no Dia de Ação de Graças, mas o feriado não foi como planejado! Robbie explicou, “Eu tentei cozinhar batata doce mas eu deixei pegar fogo. O que me pegou foram os mashmallows. Foi tipo um bolo de aniversário com querosene.”

“Eu sou australiana. Não temos Dia de Ação de Graças,” a atriz de 27 anos explicou.

Margot está aprendendo, no entanto, após colocar seus marshmallows para assar. Ela comentou, “Vocês se referem a assar como grelhar, e grelhar para mim parece ferver, o que pode ser assar, então eu pensei que estava tudo bem.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Margot Robbie Brasil

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28.11.17
Margot Robbie está trabalhando em seu próprio filme da Harley Quinn

Margot Robbie revelou para o Metro US que ela está trabalhando em seu próprio projeto para a vilã mais amada da DC. No entanto, a atriz também revelou que não sabe qual filme será o próximo para Harley. Confira:

I, Tonya marca o primeiro filme de Margot Robbie como produtora, um papel que ela também interpretou em Terminal, Bad Monkeys, Marian e Dreamland

Robbie agora revelou que ela planeja meter os dentes no DCEU como produtora, também. Na verdade, durante minha conversa com Robbie, a atriz australiana de 27 anos revelou que ela está trabalhando em um filme da Harley Quinn por algum tempo. Infelizmente, no entanto, Robbie ainda não sabe qual o próximo filme que Harley irá estrelar.

“Eu tenho trabalhado em algo por um tempo. Se esse será o próximo filme a ser produzido, ou se será Esquadrão Suicida 2, eu não sei. A resposta honesta é que não sabemos. Tudo o que eu sei é que o estúdio e eu estamos trabalhando muito para encontrar qualquer maneira de trazer a Harley para as telas novamente.”

Durante minha conversa com Robbie ela também falou sobre seu desejo de um dia escrever e dirigir. Quando perguntei como ela começou a produzir, Robbie comentou, “Eu sabia que eu queria fazer parte do processo de um filme de outros jeitos. Eu sabia que eu queria escrever ou dirigir, ou os dois, mais tarde.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

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19.11.17
Margot Robbie é capa e recheio da edição de dezembro da Vogue Australia

A última capa do ano da revista Vogue Australia foi anunciada e não é ninguém mais ninguém menos do que nossa australiana favorita! Durante a entrevista, Margot Robbie fala sobre feminismo, sua vida de casada, sobre sua produtora, LuckyChap, e planos para o futuro. Confira abaixo as fotos e a tradução:

Margot Robbie abre a porta de uma enorme mansão no estilo fazenda em Albuquerque, Novo México, a qual está decorada com abóboras de Halloween em tamanhos variados e hilaridade. “Oi, eu sou a Margot!” ela fala com um grande sorriso. De repente, um pequeno e desarrumado cachorro do tamanho de uma pena de espanador dá um pulo, rodando em círculos, e o sorriso de Robbie se torna em uma carranca de pânico: “Oh, cuidado, ele pode fazer xixi em você!” O cachorro, chamado Boo Radley, pula e fica em pé com tanto estilo que você esquece que ele é um animal de quatro patas.

É um momento cômico semelhante a uma cena de uma comédia do Woody Allen que se transforma em Entourage: a atriz – vestida em jeans escuros, uma blusa listrada vermelha e azul e chinelo branco de hotel – e seu cão animado que recebeu o nome de um dos personagens mais famosos da literatura, me recebendo no meio do deserto. O resto dos residentes da casa, que entram e saem durante as próximas duas horas, fazem o elenco de apoio: Josey McNamara, o amigo e sócio que aparece de outro cômodo no meio da entrevista, Sophia Kerr, a melhor amiga de infância que também é assistente e aparece atrás da escada, e Tom Ackerley, o marido lindo e calado que vaga entre a cozinha e a academia. Mas isso é a vida real de Robbie, esses são seus amigos verdadeiros, e isso é mais do que um filme.

Robbie, de 27 anos, incorpora tudo que você quer em uma atriz principal: ela é engraçada e determinada, uma mulher fatal com aparência de morrer e uma habilidade para negócios brilhante. Ela fala sobre feminismo e sobre ser um exemplo para as mulheres tão facilmente quanto discute suas modas favoritas enquanto simultaneamente faz contas para o orçamento de um filme como uma contadora experiente. Seu termo favorito “100 por cento” aparece facilmente na conversa como “tipo”; e seu rosto se ilumina ao ver seu marido como quando ela fala sobre seu amor absoluto por fazer filmes. Família e amigos são obviamente sua primeira paixão, com filmes chegando muito perto no segundo lugar.

Já fazem 10 anos desde que Robbie entrou em nossas telas de TV em Neighbours antes de dar o grande salto para Hollywood com uma chance de roubar a cena e mudar a vida em O Lobo de Wall Street em 2013. Desde então, o seu repertório de filmes tem ido de filmes independentes (Suíte Francesa, Os Últimos na Terra) para comédias (Golpe Duplo, Uma Reporter em Apuros) para blockbusters (A Lenda de Tarzan, Esquadrão Suicida). Nos próximos meses, ela vai aparecer nos dramas de época Mary, Queen of Scots (onde ela interpreta a Rainha Elizabeth I, com entrada na raiz do cabelo e pele cicatrizada) e Goodbye Christopher Robin, onde ela interpreta a esposa socialite de A.A Milne, autor de O Ursinho Pooh, com completa desenvoltura britânica. E enquanto sua estrela continua a crescer, Robbie, que não é de sentar e observar os benefícios do sucesso em Hollywood, agora está se aventurando mais e assumindo um novo papel: produtora e presidente auto nomeada de sua própria empresa. Ela está controlando seu próprio destino por trás das câmeras, onde ela quer ser um modelo feminino por exemplo, encarregada de produzir conteúdo para mulheres.

“Eu já trabalho com muitas roteiristas que são brilhantes, e eu quero trabalhar com diretoras,” ela diz. “Eu realmente quero trabalhar com atrizes da minha idade. Eu estou tentando muito pegar alguns projetos e colocar um elenco de jovens mulheres, porque essa é a minha vida, meu grupo de garotas, somos uma gangue e andamos juntas e eu fico tipo: “Por que isso não é refletido no cinema?” Ela adiciona com uma confiança madura de muitos anos aprimorando as máquinas de Hollywood que a impulsionou a assumir a produção. “Eu sinto que já estive na indústria há tempo o bastante para assistir outras pessoas tomarem essas decisões. Eu já tenho experiência o bastante para ter mais do que uma opinião tipo: “Na verdade, eu não teria feito assim” ou “Eu acho que eles deveriam ter feito algo diferente.” Agora eu posso ser uma das pessoas que dizem: “Hey, talvez a gente devesse fazer um pouco diferente.” É legal ter essa oportunidade. É muito satisfatório criar algo, fazer parte disso e tomar o controle da minha carreira.”

Albuquerque é um dos últimos lugares que você esperaria encontrar uma das maiores jovens estrelas da Austrália construindo seu próprio império. Mas é aqui, nas planícies do deserto de maior altitude, que Robbie estabeleceu um escritório de curto prazo enquanto sua produtora, LuckyChap, faz um filme por perto. A ideia da LuckyChap nasceu em 2013 em uma casa que Robbie compartilhava em Londres com a comitiva mencionada acima: Kerr, McNamara e o então namorado Ackerley, os dois últimos sendo assistentes de direção que Robbie conheceu no set europeu de Suíte Francesa. Esse ano eles oficialmente se mudaram para Los Angeles, onde os recém casados Robbie e Ackerley finalmente se mudaram para uma casa própria e a equipe abriu oficialmente um escritório no estúdio da Warner Bros. em janeiro. Mas nesse dia de outubro, a equipe da LuckyChap alugaram temporariamente essa mansão da Airbnb na área de High Desert aos pés das montanhas de Albuquerque, bem acima da cidade, enquanto eles filmam Dreamland, o terceiro filme a ser produzido com sua bandeira. Eles também estão preparando o lançamento de I, Tonya, uma comédia obscura sobre Tonya Harding, a ex-patinadora acusada de organizar um ataque em sua rival Nancy Kerrigan em 1994. O filme, uma bizarra história real que delicadamente aborda violência doméstica e comédia, recebeu ótimas críticas depois da exibição no Festival de Toronto e já existem burburinhos de Oscar para a performance impressionante de Robbie como a anti-heroína Harding.

Aqui, Robbie está focada nos negócios enquanto aproveita a privacidade longe dos paparazzi que esse santuário no deserto oferece a ela. Entre estrelar e produzir Dreamland, ela está participando de reuniões para seus próximos projetos – antes da nossa entrevista ela estava em uma reunião de roteiro, um dia depois ela iria se encontrar com um diretor australiano que voou para Los Angeles apenas para discutir um projeto especial. Durante o fim de semana, Robbie voa ao redor do mundo para promover I, Tonya antes de retornar para seu pequeno refúgio em uma estrada com muito vento cercada de árvores que estão repletas de cores de outono e vista panorâmica.

“É deslumbrante aqui. Eu fui caminhar essa manhã tentando cansar o Boo,” Robbie diz olhando para a janela enquanto coloca a chaleira no fogo. Como se fosse uma sugestão, o cão reaparece nos meus pés, fazendo aquela pose estranha sob duas patas novamente. “É como andar em um set de velho oeste. Aparentemente, aqui é o ar mais limpo da América. Eu acho que estamos a 5,000 pés acima do nível do mar. E a equipe é incrível. É muito bonito, temos muita sorte.”

Ackerley entra na cozinha voltando da academia e Robbie brinca com ele sobre ser a segunda vez que ele malha no dia, antes de fazer uma xícara de chá para ele. O vínculo entre os dois, que casaram em uma cerimônia íntima em Byron Bay em dezembro do ano passado, é óbvio. Eles discutem brevemente sobre os roteiros que eles leram e os planos para a noite – eles serão anfitriões de uma exibição de I, Tonya para o elenco e equipe de Dreamland. Ackerley então dá um rápido beijo em sua esposa e desaparece na casa e Robbie, sempre a anfitriã (ela faz uma ótima xícara de chá, aperfeiçoada por anos vivendo em Londres), me oferece algo para comer e lê o conteúdo da geladeira: melancia, frango, bolas japonesas de goji. Ela escolhe melancia.

Nós vamos para a sala de estar, onde Robbie senta no meio de um enorme sofá, com as pernas cruzadas e agora descalça (Boo roubou seu chinelo para mastigar), enquanto sua conversa vaga entre casamento, feminismo, ser um exemplo, ela começa a cera lírica sobre LuckyChap. Ela aponta que, enquanto ela está feliz de usar seu poder como estrela para começar a empresa, é um grupo democrático de quatro membros – logo serão seis. Eles também irão incluir projetos para a televisão em sua agenda.

“Eu não posso estrelar em todos os projetos da LuckyChap, mas para começar, foi assim que conseguimos nossa tração, e assim avançaremos para a maioria dos projetos que eu não estou,” ela diz. “O objetivo seria ter uma produtora estabilizada com trabalhos variados e esperançosamente boas críticas e prestígio conectado ao nome, mas a empresa seria sua própria entidade, não seria “a empresa da Margot Robbie” porque não é. A empresa é de todo mundo e nós gostaríamos de nos afastar disso.”

Eu pergunto se é uma ajuda ou obstáculo trabalhar com seus melhores amigos, e Robbie balança os ombros.

“Muitas pessoas nos avisaram contra começar uma empresa com nossos amigos, e eu fiquei muito desapontada com a quantidade de pessoas que nos disseram que era uma má ideia,” ela diz. “Mas eu acho que somos uma exceção à regra porque ainda somos melhores amigos e amamos trabalhar juntos. É perfeito, porque o trabalho nunca parece trabalho para mim. Eu estou sempre com meus melhores amigos, confio neles implicitamente, nós nos conhecemos muitos bem, sabemos as forças e fraquezas de cada um e como separar os projetos entre nós para que possamos ser produtivos e eficientes o máximo possível e tem sido ótimo até agora.”

A fama de Robbie cresceu rapidamente desde O Lobo de Wall Street a lançou para os holofotes e Esquadrão Suicida a colocou mais por dentro do espírito dos blockbusters (a fantasia de Harley Quinn foi a mais popular do Halloween do ano passado, até entre os amigos de Robbie, e a ajuda quando a imigração não a reconhece). Ela também é o rosto do perfume Deep Euphoria da Calvin Klein, e a atenção em seu casamento surpresa com Ackerley foi intensa. O casal celebrou o grande dia rodeado de 50 amigos e familiares. Sua postagem icônica no Instagram anunciando as núpcias, com seu dedo anelar levantado para a câmera, viralizou. “É louco,” ela diz. “Eu vi muitas pessoas no Instagram anunciar o noivado desse jeito. É engraçado e muito bizarro.”

Eu a pergunto se estar casada mudou algo, especialmente agora que eles estão trabalhando mais juntos, e Robbie olha para seu anel de diamante. “Essa é a coisa, nós éramos melhores amigos e colegas de quarto antes e agora ainda somos melhores amigos e colegas de quarto, então nada mudou. Apesar do fato de que eu posso usar isso nos fins de semana. Eu obviamente não posso usar durante a semana quando estou trabalhando, não quero perdê-lo no set.”

Enquanto a fama traz convites para o Oscar e para o Met Gala, o tempo livre de Robbie é passado com os mais queridos e próximos. Os fins de semana em casa são aproveitado visitando a feira, fazendo churrasco ou “limpando cocô de cachorro,” de acordo com Kerr. Ela continua em contato com seus amigos de escola em Gold Coast, e até viajou para Filipinas com a equipe da LuckyChap no ano passado. “Ela ainda tem todos os amigos de antes da fama,” diz Kerr. “Ela faz FaceTime com sua mãe, irmãos e sobrinho [que moram em Gold Coast] toda semana. Ela participa de grupos de mensagem onde zoamos uns aos outros… ela não recebe tratamento especial!”

Robbie diz que ela sente muita falta da sua família e está muito interessada em voltar e fazer um filme na Austrália para passar mais tempo com eles e apoiar a indústria local: “Desde que começamos a empresa, eu fiquei tipo: ‘Precisamos trabalhar com jovens diretores, de primeira viagem e segunda, homem ou mulher; precisamos trabalhar com mulheres roteiristas, diretoras e atrizes, obviamente, e australianos sempre que possível. E vamos filmar algo na Austrália!” Esse é meu sonho.”

Estar no centro de um negócio traz muita pressão, ela admite, mas estar rodeada com os seus melhores amigos a mantém no chão. “É difícil, eu tenho certeza que muitas pessoas lendo isso possuem seu próprio negócio e é muito difícil. Ter um negócio é estressante e consome o tempo, mas é incrivelmente recompensador,” ela diz. “Obviamente muitas vezes eu tenho um surto e falo que não posso continuar. E você perde muitas coisas, tipo você raramente tem feriados, você perde o casamento de todo mundo, o aniversário de todo mundo. Eu ainda não fui pra casa esse ano, não vi meus melhores amigos, meu sobrinho. Então existe esse lado onde dói sacrificar essas coisas, mas também é muito satisfatório criar algo e ser parte disso. É louco pensar que já fazem 10 anos desde Neighbours. É louco porque o tempo voou, mas ao mesmo tempo, muita coisa aconteceu. Eu estou emocionada com onde estou na minha carreira. Eu absolutamente não tenho arrependimentos, todas as experiências foram incríveis, em questão de criação de personalidade e molde de carreira.”

Eu entrevistei Robbie pela primeira vez em 2014 quando ela estava promovendo Golpe Duplo, cavalgando no sucesso de Lobo e animada sobre a perspectiva do futuro. Ela ainda está surpresa e animada, mas amadureceu em uma mulher inteligente e determinada a deixar uma marca definitiva e criar seu próprio caminho com suas próprias regras, e se divertir enquanto isso.

“Como um raio de sol” é como sua melhor amiga Kerr a descreve, enquanto o diretor de O Lobo de Wall Street, Martin Scorsese diz que Robbie é “como ninguém mais.”

“Margot tem uma… audácia única que surpreende e desafia e apenas queima como uma marca em cada personagem que ela interpreta. Ela conseguiu seu papel em O Lobo de Wall Street durante nossa primeira reunião – ao dar um tapa forte no rosto de Leonardo DiCaprio, uma improvisação que nos deixou chocados,” Scorsese escreveu em homenagem a Robbie quando ela foi nomeada uma das 100 pessoas mais influentes do ano pela Time no começo do ano. “Margot é deslumbrante em tudo o que ela é e em tudo o que faz, e ela irá nos surpreender para sempre.”

O diretor de I, Tonya, Craig Gillespie, diz que trabalhar com Margot é “o sonho de um diretor.” “Ela vinha para o set tão preparada, com seu dever de casa feito, completa com três tons diferentes do seu sotaque dependendo da idade da personagem,” o diretor australiano diz. “Ela estava completamente preparada, mas ainda assim disposta a improvisar e se arriscar, apenas muito destemida. No topo de tudo, ela tem um comando de seu ofício que ela faz parecer sem esforço. Ela podia ajustar o salto, e adicionar nuances e cores em uma performance. Tivemos um roteiro incrível, mas o talento da Margot para improvisar e reação aos seus parceiros de cena levaram para outro nível.”

“Margot tem uma habilidade rara de interpretar drama e humor simultaneamente. É uma combinação formidável. Ela não se esforça com o humor, seu tempo é perfeito. Ainda assim, ela pode virar a moeda e ser tão vulnerável e simpática. É muito difícil andar na corda bamba: um passo errado e você perde o público, e Margot nunca errou.”

Robbie, que é uma fã ávida de hockey mas nunca patinou antes de I, Tonya, treinou por meses, algumas vezes patinava durante quatro horas por dia no gelo. Quando a produção começou (enquanto era a estrela em quase todas as cenas, “esse foi meu primeiro papel principal de verdade”), Robbie adicionou a tarefa de ser produtora.

“Sua habilidade de multitarefa era impressionante,” diz Gillespie. “Ela tinha um cronograma muito intenso, e ainda assim ela conseguia sair da personagem por um momento, discutir um problema de produção, e então voltar.”

Diz Kerr: “Isso veio tão instintivamente para ela, eu me pergunto frequentemente se ela é melhor como produtora ou atriz. Em I, Tonya ela estava patinando no gelo e entre as cenas ela estava falando sobre o custo das músicas ou comparando preços das próximas locações. Então ela patinava de volta para o gelo e estava de volta como Tonya Harding. A única coisa que mudou é sua carga de trabalho e ela está aguentando como profissional.”

Muito relevante, nós nos encontramos no meio do escândalo de Harvey Weinstein em Hollywood, com acusações diárias sendo feitas enquanto mais mulheres encontram forças para falar e se posicionar sobre assédio sexual. Uma semana antes, Robbie fez um discurso inspirador na premiação Women in Hollywood na forma de uma carta onde ela fala sobre como as mulheres “lutar em situações degradantes e será oferecida papéis sexistas por homens que pensam que isso é tudo o que o público quer nos ver interpretar. Nós somos todas apenas mulheres, todas enfrentando a falta de igualdade que ser mulher nos traz. E, apesar de sermos individualmente únicas e poderosas, nós somos invencíveis quando estamos juntas,” disse ela em seu discurso.

De volta ao sofá de Albuquerque, quando eu trago o discurso a tona, o sorriso de Robbie se torna desafiador: “Para mim, quando eu penso em mulheres, eu acho que a palavra que nos define melhor mas não é usada com a frequência que deveria é ‘resiliente’,” ela diz. “Mulheres são tão resilientes e eu acho que a resposta para essa situação do Weinstein provou isso. Porque é impressionante o quão rápido todo mundo mudou de triste por causa das notícias para como levamos isso adiante? Como podemos avançar? O que podemos fazer de bom quanto a isso? Todos imediatamente mostraram apoio e então automaticamente olharam para o futuro, o que me fez ter mais orgulho ainda de ser mulher.”

“Como na premiação naquela noite, Kathleen Kennedy estava falando sobre arrecadar fundos para possa ter uma rede de apoio se você passar por uma situação dessas e existe dinheiro por trás, recursos, pessoas para apoiar e então uma solução. Não é tipo: “Vamos falar sobre isso,” é como: “Qual é a solução?” e todos naquela noite estavam a bordo da ideia. Penso que também há o fato de que todas continuaram a falar, então isso prova que uma mudança positiva sairá disso. As pessoas já falaram antes e irão continuar no futuro, eu espero. E se elas não estiverem confortáveis para fazer isso, então vamos tornar isso mais fácil. Vamos arrecadar fundos, vamos fazer uma rede de apoio que funciona e para onde as pessoas possam correr. Eu acho que isso seria ideal.”

Eu pergunto se ela se considera feminista, e ela não hesita em sua resposta. “Sim, eu sou. Mas alguns anos atrás eu estaria com um pouco de medo de dizer que sim porque havia tantas conotações negativas, como: “Se você for feminista, você odeia homens.” Eu estou escutando muitos TED Talks ultimamente sobre a nova onda do feminismo e não é sobre odiar homens, e homens também podem ser feministas. Minha definição favorita de o que é uma feminista é “qualquer pessoa que acredita em igualdade de gênero em aspecto social, emocional e financeiro,” e isso significa que o Tom é feminista, eu sou feminista.”

Ela adiciona que ela planeja aproveitar seu título de celebridade para ser um exemplo para jovens meninas, e quer visitar estudantes na sua próxima viagem para a Austrália. “Eu quero dizer para os jovens que o sucesso não está tão longe quanto parece. Eu não conhecia ninguém nesta indústria, isso pode acontecer,” ela diz. “Eu gostaria de fazer algo assim para falar com a geração mais nova. Para dizer: “Você vai precisar trabalhar muito, você vai precisar trabalhar muito mesmo, mas se você realmente quiser isso, você pode fazer acontecer.”

A luz começa a desaparecer assim que o sol se põe na montanha por trás da casa, mudando de amarelo para laranja para vermelho antes de ficar preto. É um pano de fundo deslumbrante enquanto Robbie fala sobre sua paixão por filmes, que começou quando ela era criança em Gold Coast, quando ela sentava nos degraus do cinema em Pacific Fair e assistia aos trailers dos filmes repetidamente, atraída pelo cheiro da pipoca e textura do tapete.

“Eu ainda tenho essa emoção; Eu acho que é a melhor forma de escapismo,” ela diz com um sorriso, seus olhos literalmente brilhando. “Pelo lado da atuação, minha parte favorita é quando eu realmente me perco em uma cena, quando esqueço que estou no set. Isso só aconteceu algumas vezes na minha carreira, onde eu esqueço de verdade que estava no set, que não sou aquela personagem, que não estava naquele tempo ou lugar. Esse é o melhor sentimento do mundo. Melhor do que saltar de paraquedas. É a experiência mais emocionante.”

Eu comento que ela de repente parece uma criança no Natal falando sobre filmes. “Oh, é verdade!”. Estar no set de um filme, ela adiciona, é “100% o melhor lugar para estar. Eu tenho alguns amigos que me visitam no set e eles odeiam e mal podem esperar para ir embora, mas eu amo. O set de um filme é o meu lugar favorito, não há nada melhor. E eu não ligo se eu tenho três falas no filme ou se não estou no papel principal. Não ligo mesmo. Quando você está no set, é a melhor coisa do mundo.”

Questionada sobre sua memória favorita ao fazer um filme, ela fala sobre a tomada final de Terminal, o mais recente filme completo da LuckyChap, que ainda irá ser lançado. “Lembro que na última tomada que fizemos, eles nos deram quatro claquetes no final,” ela diz. “E quando soubemos que tínhamos feito um filme, foi um sentimento incrível. E fizemos juntos, o que foi a melhor parte. Nada disso seria divertido se você faz sozinho. Eu faço com os meus melhores amigos do mundo, é apenas incrível.”

Fonte | Tradução: Equipe Margot Robbie Brasil

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