Margot Robbie irá produzir o novo drama baseado em fatos reais, Firefighters, por meio da LuckyChap Entertainment. Saiba mais sobre o projeto:

LuckyChap Entertainment e Automatik juntaram-se com a Good Films para produzir Firefighters, baseado no artigo ‘As Mulheres Encarceradas que Lutam nos Incêndios na Califórnia‘ de Jaime Lowe para o The New York Times. O roteiro será escrito por Carly Wray, a escritora/produtora de Westworld e Mad Men que recentemente foi escolhida para escrever um dos spinoffs de Game of Thrones. Good Films irá financiar. As equipes tiraram o artigo da gaveta após um leilão competitivo.

Brian Kavanaugh-Jones, Fred Berger e Rian Cahill irão produzir para a Automatik, e Margot Robbie, Josey McNamara e Tom Ackerley irão produzir para a LuckyChap Entertainment, com Scott Budnick produzindo por meio da Good Films. Lowe será produtora executiva.

O filme é baseado em uma história real de uma dúzia de prisioneiras enquanto elas mudam da vida na prisão para um acampamento de incêndio. Com apenas três semanas de treinamento, a equipe diversa deve permanecer unida não somente para lutar com o fogo devastador, mas também com seus demônios pessoais e um sistema que insiste em deixá-las invisíveis. É uma tarefa que elas concordaram, e são pagas somente $2 por hora para arriscarem suas vidas.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Durante uma entrevista, Margot Robbie e Simon Pegg, ao lado do diretor Vaughn Stein, falaram sobre Terminal e as semelhanças do filme com o conto Alice no País das Maravilhas. Confira:

Não se engane: Margot Robbie é a dona do show na tela e por trás das cenas do novo suspense Terminal, onde ela interpreta uma mulher fatal vingativa com um objetivo com assassinos contratados e personagens obscuros ambientados em um filme noir com muito neon.

“Ela é uma garçonete estranha com uma fascinação mórbida por morte,” a atriz e produtora Robbie conta para o L.A. Weekly sobre sua personagem Annie, que possui muitas cartas nas mangas. “Como ela diz no filme, ela tem um desejo pela escuridão e depravação. Ela fica muito feliz com esses prazeres sádicos.”

O primeiro filme do diretor e roteirista Vaughn Stein faz menções à Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, com um toque de Sin City. As co-estrelas Simon Pegg, Mike Myers, Dexter Fletcher e Max Irons são jogadores presos na teia sinistra de Annie.

A indicação de Robbie como Melhor Atriz no Oscar por Eu, Tonya foi a chave para trazer a história de Stein para a vida. Com sua produtora LuckyChap Entertainment, ela trabalhou para desenvolver o roteiro, conseguir financiamento, juntar a equipe ideal, caçar locações e escalar o elenco para conseguir um tom específico. “E então nós fomos para a luta,” ela disse. Com certeza, a atriz australiana tem direito de estar orgulhosa de seu último projeto, tendo em vista os desafios do financiamento para filmes independentes.

“Vaughn tinha tantas boas ideias,” ela lembra de sua primeira lida em Terminal. “Eu comecei a fazer muitas perguntas, mas eu não esperava que ele tivesse uma resposta sobre as motivações e histórias passadas, e ele tinha respostas incríveis. E eu fiquei tipo, ‘Bom, vamos colocar isso no roteiro, é tão bom!’”

Como Stein diz sobre a versão do filme sobre a fábula, “Eu realmente queria converter o conto de fadas urbano, e eu acho que Alice no País das Maravilhas foi um jeito elegante de fazer isso, nós realmente colocamos isso no DNA do filme,” ele conta para o L.A. Weekly. “A iconografia de Alice é tão universal, todos conhecem e todos reconhecem o Chapeleiro Maluco, a Lagarta fumante, essas coisas estão na consciência de todos.”

Repleto de “easter eggs” – desde as placas até o figurino, diálogo e cinco músicas originais de Alice no País das Maravilhas escritas para o filme por Newton Faulkner – o truque para assistir Terminal é tentar determinar quem reflete quem do clássico de Carroll, já que a maioria dos personagens não é o que parece – incluindo Annie. “Isso encaixa muito bem no ambiente,” Stein diz. “O conto tem um senso de hipnose e elementos caleidoscópicos, então fez sentido juntar em Terminal.”

Pegg como o professor de escola doente, Bill, também teve um extravio, já que nenhum personagem é santo em Terminal. “Você cai na armadilha de amar Bill e pensar que ele é um cara legal,” Robbie diz, “e tem esse nível de conforto, eu acho, com o público quando o Simon está na tela. E então, puxam o tapete desse jeito e você se sente ainda mais enganada.”

“O roteiro era muito habilidoso e parecia teatro,” Pegg diz ao L.A. Weekly. Como seus últimos projetos – Star Trek e Missão Impossível – precisavam de emoção forte e muita fisicalidade, ele aplaude Terminal por sua sutileza e reviravoltas. “Não foi somente exposição. Eu não estava correndo por aí, detonando bombas ou salvando o universo. Eu realmente amei a ideia de interpretar algo que estava em contraste com qualquer outra coisa que eu fiz. Talvez ele começa sendo o personagem que você costuma me ver interpretar, mas ele se torna o contrário.”

O impressionante olho de Robbie para o elenco também tirou Mike Myers da carpintaria para interpretar um zelador misterioso e manco que pode ou não ter a chave para o enredo como labirinto de Terminal. Qual foi o truque para conseguir Myers para o filme? “Bananas,” Pegg brinca. “Deixamos do lado de fora do apartamento dele em Nova York.”

“E uma trilha que levava até Budapeste,” Robbie responde com uma risada.

Apesar de sua experiência recente fantasiado como Tommy Maitland, o apresentador do programa de TV The Gong Show, Myers não aparecia em um filme desde Bastardos Inglórios, de 2009. A possibilidade de conseguir o antigo comediante de Austin Powers para o filme parecia impossível. “Estávamos tentando achar alguém único, alguém completamente fora da caixinha,” Stein lembra. Robbie adiciona, “Continuávamos a dizer que queríamos um ator personagem, alguém que incorporaria o papel fisicamente. E, como muitas coisas do filme, pensamos, ‘Por que não tentar? Dá uma chance.’”

Robbie credita totalmente Stein quanto ao acordo com Myers porque o diretor-roteirista tem “jeito com as palavras, um jeito de explicar sua visão e construir um mundo em frente dos seus olhos que você apenas quer entrar.” Stein disse que assim que Myers estava a bordo, sua devoção para o seu papel foi intensa, desenvolvendo uma história completa para seu personagem. “Ele estava impecavelmente preparado no set, e ele pressiona o máximo todos ao seu redor para serem o melhor que podem. É incrível estar com ele.”

A missão da LuckyChap, que Robbie fundou em 2014 com seus parceiros Tom Ackerley e Josey McNamara, é a dedicação “para apoiar talentos femininos e histórias, enquanto damos plataforma para uma nova geração de cineastas explorarem seu trabalho.”

Nessa veia, Pegg, por sua parte, percebe que Terminal está contribuindo para o movimento #MeToo e #TimesUp. “É um filme oportuno nesse sentido de que é um filme meio ‘Time’s Up’,” Pegg diz. “É sobre uma mulher se vingando de toda a masculinidade tóxica que a afetou durante sua vida. E se Alice no País das Maravilhas é sobre uma mulher sendo aterrorizada por uma sociedade perversa, esse filme é sobre uma mulher aterrorizando uma sociedade perversa e conseguindo vingança. Parece meio, ‘Wow, isso está realmente no momento certo.’” Apesar de Terminal ter sido escrito em 2015 e filmado em Budapeste no verão de 2016, Pegg opina, “Poderia ter sido escrito ano passado como uma reação para tudo o que aconteceu na sociedade recentemente.”

Com a carreira avançando rapidamente graças a sua performance como a vilã Harley Quinn em Esquadrão Suicida e sua interpretação aclamada sobre a patinadora Tonya Harding em Eu, Tonya, Robbie demonstrou que ela não ficará satisfeita em apenas esperar para projetos bons caírem no seu colo – mesmo que seu telefone esteja explodindo esses dias. Caindo na toca do coelho com a LuckyChap, ela está se movendo agressivamente com uma grade de projetos no filme e na televisão. Guiando o retorno de Quinn em Birds of Prey com Kathy Yan contratada para dirigir – assim como múltiplos outros projetos da Harley Quinn – Robbie também está interpretando papéis que incluem a Rainha Elizabeth em Mary Queen of Scots de Josie Rourke, a trapezista Lillian Leitzel em Queen of the Air, uma releitura da Maid Marian na lenda de Robin Hood em Marian, uma ladra de bancos fugitiva no suspense Dreamland e muitos outros.

Explicando sua estratégia, Robbie disse com honestidade, “Eu acho que a ideia é esperar que alguém diga que fará o seu projeto. E então, na LuckyChap, nós ficamos ‘Se isso não acontecer, por que não fazemos nós mesmos?’”

Após os resultados de Terminal, a trajetória da estrela é clara: É a sua vez nas telas e fora delas.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie juntou-se ao diretor Vaughn Stein e seu colega de elenco Simon Pegg para falar sobre seu novo filme, Terminal, com o site Collider. Confira a entrevista dos três abaixo:

Algo um pouco divertido para começar. Qual a personagem femme fatale favorita de vocês?

SIMON PEGG: Joan Crawford provavelmente, em Alma em Suplício, só porque eu estudei esse filme em Bristol.
VAUGH STEIN: Boa referência e apresentada sutilmente também. [Risos]
MARGOT ROBBIE: Oh, essa é uma boa pergunta. Jesus, eu não sei.
STEIN: Você poderia ser a sua favorita.
ROBBIE: Não, isso é tão vergonhoso. “Eu mesma, eu estava incrível.” Não.
STEIN: Sobre quem nós falamos? Helena Bonham-Carter em Clube da Luta.
ROBBIE: Sim! Sim, nós falamos dela. Helena Bonham-Carter em quase tudo. Minhas femme fatales não são como as clássicas dos filmes noir, são tipo Patricia Arquette em Amor à Queima Roupa. Coisas assim, essas são minhas versões de femme fatale.

Isso era algo que você estava tentando recriar em Terminal ou você estava procurando uma energia diferente?

ROBBIE: Não especificamente nesse filme, apesar de que eu frequentemente amo trazer alguns momentos para personagens diferentes.

Margot, você filmou isso antes de I, Tonya, certo?

ROBBIE: Sim, filmamos dois anos atrás? Foi em 2016?
PEGG: 16, sim.
STEIN: Porque estamos cinco dias do aniversário de dois anos do primeiro dia. Eu percebi isso porque você tinha uma foto no seu telefone.
ROBBIE: Sim, sim, sim, meu Deus.
PEGG: Então estávamos ensaiando.
ROBBIE: Estávamos ensaiando. Provavelmente estávamos bebendo em um parque em Budapeste dois anos atrás [Risos]. Porque o futebol estava em alta, lembra? E tudo na cidade estava louco e o tempo estava maravilhoso.
PEGG: Estava maravilhoso.
STEIN: Então nós filmamos de noite no escuro. [Risos].
ROBBIE: Sim, sim, então nós íamos para os lugares mais escuros, enquanto isso estava um clima ótimo lá fora.

E essa foi a sua primeira vez produzindo, Margot, e a primeira vez do Vaughn dirigindo um longa metragem, então como foi essa aventura juntos?

ROBBIE: Foi incrível, estávamos fazendo isso com amigos, e era a melhor parte. Não estávamos sendo controlados por ninguém ou nada, porque o filme não se encaixa na categoria que a maioria dos filmes se encaixam. Não tínhamos que dar satisfação para um estúdio, então era um ambiente criativo estimulante, porque todos podíamos fazer o que queríamos, mas com uma limitação de recursos, com certeza.
STEIN: Foi incrivelmente colaborativo, não foi?
ROBBIE: Foi muito divertido, todos ficavam, “Eu tenho uma ideia”, e ficávamos “Legal, pode fazer. Por que não?”
STEIN: Elenco incrível. Equipe incrível que abraçou a loucura desde o primeiro dia e Budapeste foi um lugar incrível para filmar, e achamos essas locações maravilhosas que foram lindamente arrumadas por Richard, o designer, e fotografadas por Chris. Todos realmente entraram na paleta de Terminal, queríamos desenhar a partir de todos os tipos de inspiração, gêneros e períodos, ter essas pessoas para dizer “pode fazer” e então passar essas ideias como minhas. [Risos] Foi ótimo, eu gostei de tudo.
PEGG: Isso é o que acontece quando você faz um filme assim com pouco orçamento, todos estão nessa juntos. Você trabalha muito e rapidamente, você não pode deixar nada para depois, não é como se fossemos consertar depois nas refilmagens. Nós temos 27 dias, ou algo assim, para terminar tudo. Então, todo mundo se compromete. Foi ótimo ver a Margot ser produtora, também, porque ela estava no set quando ela não estava filmando, o que foi muito legal porque algumas pessoas têm esse título no nome, mas não estão realmente lá. Mas ela estava com a mão na massa. A equipe da LuckyChap é muito conexa e focada. Eles são um grupo impressionante de jovens.
ROBBIE: Nós éramos jovens.

Praticamente idosos agora. [Risos]

ROBBIE: Sim, quando eu tinha 25 anos era uma época diferente, realmente.
STEIN: Foi antes do Oscar. Ela era muito mais relacionável. [Risos]
ROBBIE: Eu mudei.

Você parece afeiçoada com isso, na verdade. Produzir é algo que você faz com muita paixão.

ROBBIE: Eu amo.

Quais foram as lições que você levou dessa primeira experiência que você conseguiu aplicar em outros filmes depois?

ROBBIE: Meu Deus, muitas. Bom, nós aprendemos tudo nesse filme, foi a primeira coisa que eu produzi então eu aprendi tudo e foi incrivelmente difícil, mas desde então fez tudo parecer mais fácil. [Risos] Bom, nós sabemos onde estávamos nos enfiando. Produção é um grande trabalho e ao ser um diretor de primeira viagem, você também tem que produzir e o Simon também é produtor, então nós todos entendemos o que precisa para ter essa responsabilidade e é uma grande responsabilidade. Mas você não faz a não ser que você ame. Não vale a pena fazer se você não amar, sério, leva muito tempo e esforço para algo que você não está imensamente apaixonado. Mas, quando você está fazendo algo que você é imensamente apaixonado, você não liga para as horas, ou isso ou aquilo, e se você está fazendo com seus amigos, velhos e novos, não é nem um trabalho.
STEIN: É verdade. E a Marg é tão participativa em tudo. Desde grandes decisões, orçamento e financiamento, ela foi incrível e disposta a discutir os dias comigo, o jeito em que podíamos aumentar o tempo e dinheiro que tínhamos, disposta a correr com a bandeja de chá às quatro da manhã porque íamos filmar. Ela é incrível.
PEGG: É ideal, na verdade, quando você combina o processo de fazer um filme com isso. Quando seu ator principal também é seu produtor, seu diretor também tendo que ser um produtor de certo modo, isso significa que tudo está tão concentrado e certo que não tem como ficar bagunçado. Não tem o que gastar, o que você vê acontecer em grandes filmes. Você fica tipo, “Quanto você está gastando?” Enquanto você está sentado fazendo nada. Então, mesmo que seja difícil, também ótimo.
ROBBIE: E é legal ter uma equipe pequena também, porque você tem poucos gastos. A) Porque as pessoas fazem várias coisas ao mesmo tempo, ocupam diferentes posições em uma só e B) é pequeno o bastante para que a comunicação seja dinâmica porque tem poucas pessoas para se comunicar. Então, você meio que está com um grupo em um grande set de filmagens – e eu amo grandes sets de filmagens, não me entenda errado, não existe nada mais legal do que ver o que você pode fazer com muito dinheiro – com cenários, pirotecnia, todas essas coisas. É incrível, tem um guindaste no set todo dia. Isso é incrível, não me entenda mal. Lembra como ficamos animados no dia que o guindaste chegou? [Risos].
STEIN: O dia que ele chegou!
PEGG: É dia de tecnologia!
ROBBIE: E então ficamos tipo, “Sim, colocamos todo o nosso dinheiro nesse momento. Essa é a nossa chance.”
PEGG: Você esquece que você está acostumado a ver isso no canto enquanto faz nada durante semanas.
ROBBIE: Sim, você só está lá.
PEGG: Apenas um dia.
ROBBIE: E então você sabe o quanto custa para ter aquele guindaste no set e no dia que ele está lá, você fica “Oh!” E a cena que você está filmando, todos ficam, “Oh, é linda,” como se fosse um bebê recém-nascido.
PEGG: O guindaste é melhor.
ROBBIE: Sim, é mesmo, ele agradece.
STEIN: Margot andou para frente e para trás 18 vezes usando salto alto em escadas enormes.
ROBBIE: No escuro.
STEIN: E achamos que seria engraçado não gritar “corta” algumas vezes.
ROBBIE: [Risos] Sim.
STEIN: Porque aparentemente esse tipo de coisa é muito engraçada às quatro da manhã.
ROBBIE: Eu estava longe para a última cena do filme e todos ficavam no monitor tipo, “Sim, conseguimos. Então, semana que vem…” Enquanto isso, eu estava andando e pensava “Acho que eu tenho que continuar.” [Risos]

Você está brincando com vários gêneros diferentes. É noir, conto de fadas, mais puxado para o terror em alguns pontos. Como foi a abordagem para juntar todos em um tom?

STEIN: É uma boa pergunta. Queríamos ter um resultado em termos de estética e paleta e a cinematografia com as visualizações. E éramos muito reverentes ao gênero, todos amamos filmes, nós amamos tocar nos filmes que nos inspirou e deixamos nossos sentimentos transparecerem.
ROBBIE: Meu Deus, eu vou roubar isso. Reverentes ao gênero. Porra, isso foi incrível.
STEIN: [Risos] Algumas vezes eu solto o verbo.
PEGG: Você consegue dizer que ele é novo nisso.
ROBBIE: Ele não está nem um pouco saturado.
STEIN: Estou feliz de estar aqui.
ROBBIE: Reverentes ao gênero.
STEIN: Então, eu acho que isso ajudou a combinar tudo, apenas ter um senso forte de estilo. Nós queríamos misturar os gêneros e queríamos ir do noir para a ficção científica para comédia para terror.
ROBBIE: Eu acho que a resposta em comum para a maioria das perguntas que nos fizeram durante esse processo é “Por que não?” Sabe? Se alguém estivesse com dúvida, tipo “Deveríamos fazer isso ou aquilo?” Bom, por que não? “Deveríamos fazer algo tão violento?” Por que não? É uma atitude que você tem quando ninguém está dizendo o que fazer, então você tenta.
PEGG: É muito libertador, porque quando você está em estúdio será tipo…
ROBBIE: Sim. “Não, isso não funciona. Não, quatro quadrantes.” São só parâmetros.
PEGG: Você pode ser mais corajoso, eu acho.
ROBBIE: Sim.

[SPOILERS DE TERMINAL NAS PRÓXIMAS PERGUNTAS! Se você ainda não assistiu ao filme, tenha cuidado em continuar.]

Para Margot e Simon, estou curioso sobre encontrar o nível certo de química entre relacionamentos como o de Bill e Annie, porque obviamente existe muita coisa por baixo dos panos que não vimos até o último ato.

PEGG: Ensaios, nós ensaiamos.
ROBBIE: Sim, nós ensaiamos. E nós conversamos sobre isso e ajuda saber que existe uma história de fundo tão completa. Tão completa que está motivando as conversas que estão acontecendo, então isso ajuda a te ancorar em alguma coisa, é claro.
PEGG: Foi divertido saber onde estávamos indo com a história.
ROBBIE: Sim.
PEGG: E gostei de interpretar a amizade enquanto estávamos caminhando, porque queremos que o público pense que isso é legal, eles são amigos. Mas quando a verdade é revelada, é um verdadeiro choque. E foi estar no lugar com a Margot, conhece-la, estar com Vaughn e Margot nos ensaios, fazer as cenas tantas vezes e conversar sobre elas. Margot era ótima em localizar coisas que talvez não faziam sentido e ajustar, isso foi uma preparação e foi muito legal porque nem sempre temos isso.
ROBBIE: E quando você lê o roteiro, você ama o diálogo de Bill e Annie. E você nunca consegue fazer uma cena de nove páginas com um diálogo entre duas pessoas em um filme. Nunca. Você precisa estar fazendo uma peça de teatro se você quer fazer isso, então foi ótimo para a gente, estávamos sentados fazendo uma cena de nove página onde só falávamos e isso foi muito divertido. Mas quando você lê no roteiro, e claro que isso é graças a escrita de Vaughn, era divertido ler, então nós tínhamos que entregar desse jeito. Seria divertido de atuar e de ler. Então, não estávamos tentando reduzir a coisa toda nesse objetivo obscuro e horrível do final, foi difícil não se divertir no momento e queríamos que o público se divertisse também, porque nos divertimos fazendo e claro, tem uma reviravolta muito ruim no final. Mas isso acaba sendo ainda mais legal porque ela estava apenas brincando com a comida por um tempo.
PEGG: Totalmente. E quando eu li, eu senti a mesma coisa, que era divertido e pensar que era como essa pequena peça de teatro, é algo que você pode tirar Bill e Annie e colocar em uma pequena sala de teatro. Sem hora do lanche. [Risos] Sem uma refeição pesada. [Risos] Mass quando eu li e comecei a perceber o que estava acontecendo, quem eu estava interpretando e quem era o Bill, eu fiquei desapontado, tipo “Aww”. Eu gosto dos dois, eles são simpáticos e se dão bem.
ROBBIE: Eu lembro que quando eu estava lendo com a minha professora de atuação, assim como faço toda vez que me preparo para um papel, eu trabalho com uma professora e ela lê todos os roteiros que existem em Hollywood, ela ficou tipo, “Bill e Annie, adoro eles. Quero sentar com eles em um quarto.” Eu fiquei tipo, que bom que você se sente assim porque eu também me senti quando eu li e eu acho que vai ser muito legal atuar e, espero, que seja divertido para o público.

E para você, Margot, você tem a posição única de interpretar duas personagens, mas secretamente. Esse é um desafio interessante.
ROBBIE: Isso é loucura. Chamamos assim na empresa, loucura. Foi realmente confuso, voltamos várias vezes.
PEGG: “Quem sou eu agora?”
STEIN: É a prova de o quão brilhante Margot é. Quando as pessoas têm a chance de rever, são duas performances completamente diferentes. Nós costumávamos nos referir a elas como “Annie Venenosa” e “Annie Fofa”, e havia uma característica de serpente na Bonnie que a Margot nem piscava. Foi inacreditável na edição, assistíamos tipo “Quando ela vai piscar?” [Risos] E Annie era todas as coisas para todos os homens, nós falamos sobre ter um guarda roupa infantil para ela ter todos esses visuais e essa qualidade inconsistente onde ela podia se transformar em qualquer coisa que precisasse para pegar os homens que ela precisava.
ROBBIE: Ela tem uma felicidade bem infantil de se fantasiar, é tudo um teatro, era hora da brincadeira para ela e era divertido. Enquanto Bonnie era mais do tipo sociopata e está constantemente tentando levar Annie para esse lado com ela, e você pode Annie ficar tipo “Eu gosto dele, eu acho” com o personagem do Max, enquanto a Bonnie diz “Nós não gostamos de ninguém.” Ela está sempre revidando, o que foi divertido de montar na minha cabeça, essas conversas de irmã, sobre o que elas falam, qual a luta das duas, o que elas discutem, o que elas dizem uma para a outra quando querem magoar quando elas são boas em se juntar e magoar todos os outros. Mas o que elas fazem com elas mesmas? Isso me deu mais espaço.
PEGG: Eu amo que a decisão que você tomou foi que as pessoas só irão perceber quando virem o filme pela segunda vez. Isso é absolutamente brilhante, porque não vão perceber assistindo uma só vez.
ROBBIE: Não, e esse é o truque. Constantemente ficar tipo, “Não alerte eles sobre isso, mas alerte o bastante para que seja satisfatório quando você for ver.” É uma coisa complicada porque é muito difícil encontrar esse equilíbrio. Você não quer que as pessoas fiquem, “Espera, são gêmeas? Isso não faz sentido.” Mas você também não quer que fiquem, “Sim, eu esperava isso depois dos dez minutos.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie conversou com a revista NYLON sobre como foi o seu processo de pesquisa para viver Annie em Terminal e como ela e seus amigos da LuckyChap fizeram o filme. Confira:

Eu nunca conduzi uma entrevista por baixo de uma mesa antes, mas o alarme de incêndio disparou no escritório da NYLON – bem na hora que Margot Robbie e eu estávamos trocando cordialidades no telefone. De primeira, eu ignorei. Apesar de tudo, eu consegui me apertar na sua agenda cheia de jornalistas, eu morreria se não conseguisse alguma coisa. Robbie, no entanto, está (certamente) preocupada. “Tem certeza que você não precisa ir?” Ela pergunta, um tom verdadeiramente preocupado aparecendo em sua acolhedora voz, “Parece que está ficando sério.”

“Está tudo bem. Eu acho que está tudo bem,” eu digo. “Se as pessoas começarem a correr e começar a ficar muito escuro, eu vou.” Uma pausa antes de Robbie começar a rir com nervoso. “Escuro,” ela repete. “Que coincidência. Com o filme, digo.”

Tudo bem que, Robbie está longe e o único perigo real que ela está talvez seja o fim do tempo do escape room que fizeram para promover seu novo filme, Terminal, um suspense noir com muitas luzes neon. Mas eu estou determinada a manter a calma. Apesar de tudo, Robbie – com suas inúmeras interpretações de personagens complexas na tela, de Tonya Harding à Harley Quinn – é nada senão legal. E sua personagem em seu mais recente filme, Terminal, não é uma exceção. Annie é uma garçonete com um alter ego letal, e no papel, Robbie se opõe, fala suavemente e ronrona até recuperar sua agência e, no processo, inverte completamente o roteiro sobre a dinâmica do poder reinante – chocando atores experientes como Simon Pegg e Mike Myers com um pouco mais do que uma sobrancelha levantada. “Annie está manipulado os homens dando a eles exatamente o que eles querem. Ela está se arrumando e brincando com o que os olhos masculinos estão procurando, inicialmente,” ela explica, antes de respirar fundo. “Mas, no final, quando o momento é realmente dela… ela já está cheia de brincar de gato e rato. Ela está no controle.”

Faz sentido que Robbie consiga incorporar esse papel tão facilmente, sendo que ela é a força motora por trás de Terminal. Ela não somente carregou o filme sozinha com sua performance notável, mas seu toque criativo está em toda a produção. “Tudo isso foi tão legal porque não tínhamos regras a seguir,” você pode praticamente ouvi-la sorrir – aquele sorriso do Gato de Cheshire que ela é muito conhecida por fazer – no telefone. “Nós tínhamos ideias loucas, então ficamos tipo ‘Vamos fazer isso.’ Quero dizer, foda-se, por que não?”

Apesar de tudo, para Robbie, Terminal foi um projeto apaixonado, pavimentado por imagens da internet e referências dos clássicos trazido à vida por uma equipe de amigos apaixonados finalmente produzindo seu primeiro filme juntos oficialmente pela LuckyChap Entertainment.

“Nós filmamos dois anos atrás, então a empresa estava começando, estávamos realmente juntos e aprendendo enquanto avançávamos,” Robbie ri. “Nós só nos juntamos para fazer algo estranho e diferente, e juntamos todas as coisas que não fazem um filme comercial – como o diálogo bem pesado com temas neo-noir, um senso humor muito britânico – quando tudo o que as pessoas querem é ação.”

Ao invés disso, o que recebemos foi Terminal, um lindo filme cheio de neon que explora o lado negro do urbano Sin City, de Frank Miller, e temas fortemente inspirados de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.

“Alguns dizem que para sobreviver aqui, você precisa ser maluco como um chapeleiro,” a personagem Annie, de Robbie, diz em referência ao (francamente) mundo fodido que ela e o diretor e roteirista Vaugh Stein criaram. “O que, por sorte, eu sou.” É uma fala sinistra que ela recita novamente no telefone, antes de um jingle maníaco, feito mais para um carrossel quebrado do que para uma sala de imprensa, começar a tocar no fundo de onde Robbie está – fazendo nós duas tremer. Eu escrevo em minhas notas “Assustador DEMAIS,” adicionando às listas de circunstâncias externas bizarras que parecem estar assombrando nossa interação. Em baixo disso, eu escrevo brincando, “Margot = Seguida pelo mal?”

Ainda existe uma parte de mim que se pergunta como Robbie não deixa o lado obscuro de algumas de suas melhores personagens a seguirem para a vida real. Talvez seja algo sobre o trabalho emocional que separa seus traumas e os traumas da sua personagem. Tendo dito isso, compartimentar não parece ser um problema para Robbie se o jeito que ela fala sobre seu processo de pesquisa para Annie indica algo.

“Foi muito louco. Eu obviamente pesquisei serial killers e psicopatas, mas eu também queria incorporar esse tom infantil. Então, eu tentei olhar tudo com aquele olhar maravilhado, mesmo que as coisas que animam a Annie sejam extremamente obscuras e depravadas,” Robbie diz animada. “Mas eu pesquisei muito, e essa ideia de se fantasia – isso é um pouco mórbido – é relacionado como algum trauma de infância afeta as pessoas. Quem tem experiência com traumas de infância tem o amadurecimento emocional muito atrofiado. Annie nasceu dessa ideia. Ela nunca passou dessa idade. Ela está se fantasiando.”

No entanto, nem tudo sobre fazer Terminal foi desgraça e melancolia. Para Robbie, a melhor parte do processo foi o jeito que ela pôde se envolver como todos os aspectos da criação, especialmente tendo como isso a permitiu ter um nível de controle normalmente não concedido a ela – apesar de ser uma das atrizes mais procuradas hoje em dia. “Como atriz, você chega, faz sua parte, mas realmente não é o seu projeto. Enquanto nesse filme, todos nós sentimos que era nosso e que tínhamos responsabilidade,” ela suspira. “É gratificante. Eu nunca vou esquecer o momento em que fizemos a nossa última cena do filme, e nós abraçamos um ao outro e ficamos tipo ‘Wow, nós conseguimos. Nós fizemos um filme. Temos 25 anos e fizemos um filme de verdade. Sozinhos.’”

E agora que ela está no comando da LuckyChap e todos os seus projetos (incluindo uma série de drama focada nas mulheres de Shakespeare), também chegou a sua vez de outro modo. Como uma jogadora conhecida em Hollywood, Robbie sente que ela pode usar sua plataforma (multimilionária) para ajudar outros talentos femininos. “Estamos trabalhando com muitas mulheres diretoras, de primeira viagem também, e muitas mulheres roteiristas, em uma variedade de filmes,” ela diz com animação sobre a LuckyChap. “Temos pequenos filmes independentes, alguns de $6 milhões, mas também temos grandes projetos de ficção científica – tipo um filme de $80 milhões – mas com muitas mulheres incríveis e talentosas.”

Tendo dito isso, ela é cuidadosa ao enfatizar que não é um movimento desigual, explicando que enquanto “estamos trabalhando com ótimos cineastas homens, o foco é nas mulheres, roteiristas, diretoras e histórias.” Ela pausa para respirar. “Um grande elemento feminino é o denominador comum nos nossos projetos. É tudo o que queremos.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil