No início da semana, o THR noticiou que Chad Stahelski irá ajudar Cathy Yan nas refilmagens de Birds of Prey e isso causou uma confusão nas redes sociais pelo histórico não muito bom da Warner Bros. de mudar a visão dos diretores. Na tarde de hoje, o mesmo site resolveu fazer um artigo para acalmar o coração (e nervos) dos fãs e resolvemos traduzir. Embora não sejam nossas palavras, é tudo o que gostaríamos de dizer. Boa leitura!

As Aves de Rapina estão aumentando a ação. Semana passada, o The Hollywood Reporter ficou sabendo que a adaptação de Cathy Yan de Aves de Rapina (E a Fantabulosa Emancipação da Harley Quinn) da DC Comics irá receber apoio do diretor da trilogia de John Wick, Chad Stahelski. A empresa de dublês de ação de Stahelski, 87 Eleven, já estava trabalhando no filme desde que a produção começou. Enquanto a fotografia adicional está a caminho, o coordenador de ação e cineasta estará se juntando à equipe em um papel não creditado como diretor de segunda unidade para construir mais cenas de ação para o filme. Enquanto fãs esperam pelo primeiro trailer para finalmente verem Harley Quinn (Margot Robbie, Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Renee Montoya (Rosie Perez) e Cassandra Cain (Ella Jay Basco) em ação, a longa espera pelas cenas devem ser porque a Warner Bros. quer mostrar as elegantes sequências de ação do filme para causar uma boa primeira impressão. Embora tenha havido algumas reservas expressadas nas redes sociais, um aumento nas sequências de ação para um filme de super-heróis de rua para maiores só pode ser coisa boa.

É claro, filmagens novas são geralmente recebidos com preocupação, apesar de ser uma parte normal para a maioria das produções de estúdio. O maior filme do mundo, Avengers:Endgame, teve duas refilmagens agendadas para o outono de 2018 e primavera de 2019 e ninguém piscou um olho. Sem dúvidas, um pouco dessa preocupação se origina de como a Warner Bros. lidou com Esquadrão Suicida (2016) e Liga da Justiça (2017), resultando em cortes muito diferentes do que foi inicialmente comercializado. Mas as coisas mudaram na Warner Bros desde então, e a reestruturação do estúdio levou a algumas transições de poder que está prometendo evitar os tropeços anteriores. Embora haja, talvez, uma certa quantidade de confiança a ser conquistada pelo estúdio quando se trata das propriedades da DC, isto é, como se as visões direcionais de sucesso de Aquaman e Shazam (2019) não fossem o bastante, Aves de Rapina parece estar em mãos capazes e seguras.

O breve teaser anunciando o começo da produção de Aves de Rapina no começo do ano mostrou o estilo de Yan para o filme e algumas das escolhas cosméticas para os personagens. A estética pop-punk, com um toque de neon, não está muito longe do visual dos filmes de John Wick. Embora seja difícil saber exatamente qual o estilo e voz de Yan, seu primeiro filme, Dead Pigs ainda não recebeu distribuição nacional, há pouca dúvida que a fotografia adicional de Stahelski irá resultar em um filme com aparência coesa. O que é fundamental para acalmar alguns dos medos associados com as refilmagens, e com esse filme em particular, é que um diretor de segunda unidade é exatamente o que o título sugere, e não uma arma contratada para refazer ou refilmar o filme de Yan. Nós não temos outra situação Liga da Justiça-Joss Whedon nas nossas mãos aqui, o que parece ser a preocupação principal nas redes sociais. Stahelski tem uma longa história como diretor de segunda unidade em filmes que incluem: Capitão América: Guerra Civil (2016), Jogos Vorazes (2012) e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (2011). E com o filme mais recente de John Wick, Parabellum, o que mostra o melhor trabalho de Stahelski até agora, ele é um visionário quando se trata de construir cenas de ação complicadas e consistentemente envolventes que não economizam uma gota de sangue.

Não é incomum com esses filmes de super-herói para um diretor que nunca focou em uma cena de ação antes precisar de uma ajudinha para socar certos lugares. Até mesmo Christopher Nolan, um diretor tão extraordinário quanto ele provou ser, mostrou dificuldade com as cenas mais rápidas em Batman Begins (2005). Mas com Aves de Rapina, 15 anos afastado do interesse renovado da Warner pela DC Comics, as expectativas do público em termos do que eles esperam e querem ver quando se trata de adaptação de quadrinhos estão mais elevadas do que nunca. Há uma escassez de combate de super-herói, e independentemente de o quão interessante sejam os personagens, há um desejo de deixar o público satisfeito ao trazer uma ação nos estilos do quadrinhos.

A inclusão de Stahelski praticamente garante que Aves de Rapina irá mostrar coisas que nunca vimos antes. John Wick matou um homem com um livro neste mesmo ano – eu apenas imagino o que as Aves de Rapina irão realizar com seus próprios dispositivos.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie é capa da revista Stellar Magazine e falou sobre seu novo filme, Era Uma Vez em Hollywood, e sobre o foco de suas entrevistas geralmente serem sua aparência. Confira:

Então, não vamos fazer uma descrição do que ela está vestindo e nem falar as marcas. E também não haverá discussão de como seu cabelo está arrumado, nenhuma hipérbole sobre como o sol da Califórnia entrando pela janela está refletindo em seus olhos azuis. E é assim que Robbie prefere.

”Na verdade, eu realmente gosto de falar sobre aparência quando é relacionado aos personagens que interpreto,” ela conta. ”Cabelo, maquiagem e figurino são grandes aspectos, e cabeleireiros e maquiadores, assim como figurinistas, possuem um talento que é fascinante de assistir e apreciar. E eu não odeio de vez em quando aparecer em uma revista de beleza para falar sobre meus looks no tapete vermelho. Isso é interessante.”

“Eu só não gosto quando os looks são o foco quando há tantas outras coisas para discutir. Para mim, é uma oportunidade perdida. Algumas vezes eu sento, alguém faz uma pergunta – não necessariamente relacionada aos looks – e eu penso comigo mesma, ‘Eu trabalhei com tantas pessoas interessantes. Você não quer ouvir uma história sobre Martin Scorsese?’ Se eu estivesse no lugar deles, estaria perguntando algo diferente.”
Isso confirma o que muitos colegas e colaboradores de Robbie disseram sobre ela ao longo dos anos: ela é muito questionadora, ansiosa para se envolver e sempre curiosa sobre todos os aspectos do processo do cinema.

Era Uma Vez… Em Hollywood é o nono filme de Tarantino, e permanece um mistério – aqueles que viram na estreia em Cannes em maio foram pedidos para manter as revelações do enredo para si.

É também, provavelmente, a estreia mais aguardada de 2019, se vangloriando como o primeiro filme que junta Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, que interpretam uma estrela decadente de TV e seu dublê de longa data, respectivamente.

E como se passa em Los Angeles durante 1969, nos últimos dias da era de ouro de Hollywood, há uma grande especulação sobre como Tarantino captura o momento.

”Sinto que estou tão animada quanto todo mundo para a estreia,” diz Robbie, lembrando do dia que ela e seus colegas se reuniram para a primeira mesa de leitura. ”Eu não posso nem falar o quão surreal era olhar para o lado e ficar tipo, ‘Oh meu Deus… ali está o Leo. E o Brad. E a Dakota Fanning.’ Tantas pessoas que eu nunca sonhei que conseguiria trabalhar junto, quanto mais em um elenco. Há uma antecipação louca nisso.”

Robbie não lembra da primeira vez em que viu um filme do Tarantino.

”Eu acho que foi,” ela diz. ”Ou talvez não. Cães de Aluguel. Eu só lembro de pensar, ‘Eu sou jovem demais para estar assistindo isso,’ mas ao mesmo tempo estava amando. Eu não entendia o motivo naquela idade. Mas eu nunca parei de amar seus filmes, ele nunca desaponta.”

Isso continuou sendo verdade quando Robbie apareceu para o trabalho. No mês passado, o também australiano Damon Herriman, que aparece no filme como o líder do culto Charles Manson – contou para a Stellar que Tarantino conduzia um set sem ego.

”Não poderia concordar mais,” diz Robbie. ”Não existe hierarquia. Parecia como uma família ou amigos antigos. Não interessa se é um assistente ou supervisor de roteiro que ele trabalha desde o começo, Quentin ri e brinca e fica com todos da mesma forma. Você pode errar e tentar coisas diferentes, e você não vai entrar em problema, o que é muito divertido.”

Uma atmosfera leve foi sem dúvidas crucial dada a angustiante história real da personagem que Robbie interpreta no filme: a antiga atriz Sharon Tate, que estava grávida de oito meses e meio quando ela foi assassinada á facadas por quatro seguidores de Manson em um assassinato em massa em agosto de 1969. Tarantino observou a semelhança entre Tate e sua atriz principal, notando como ”ela transmite a pureza e inocência de Sharon.”

A visão de Robbie é que ”você não pode imitar uma pessoa esteticamente, e eu também não quero imitar uma personalidade. Eu meio que preciso da liberdade de desassociar a pessoa da vida real do personagem para conseguir atuar. Para mim, era mais sobre transmitir seu espírito de um jeito que parecesse real. E de um jeito que vá além da estética.”

Além disso, ela nota com uma risada auto depreciativa: ”Tentar e colocar esse tipo de pressão em si mesma ou no departamento de cabelo e maquiagem provavelmente não é tão útil.”

Robbie e Tarantino garantiram que tinham a aprovação final de Debra Tate, irmã mais nova de Sharon, antes das filmagens. ”Eu passei um tempinho com ela,” diz Robbie. ”Ela foi generosa o bastante de me dar esse tempo. E saber que Quentin teve sua benção fez toda a diferença.”

Se um dos legados de Tate é sua beleza física, outra é que ela permanece implacavelmente ligada à maneira brutal em que sua vida foi terminada. Robbie está interessada em mudar isso.

”Antes disso, toda vez que eu ouvia o nome Sharon Tate, eu imediatamente pensava sobre sua morte,” diz Robbie. ”Eu não pensava sobre sua vida. E então isso se tornou tudo o que eu pensava: como injetar o máximo de vida e pulsação nessa personagem. Eu queria trazer as melhores partes de mim para fora e transmitir todas as características que as pessoas mencionavam quando falavam sobre ela – angelical, generosa, gentil e maravilhosa. Parece tão banal associar uma pessoa que vivia com tanta vida com um final tão abominável e horrível.”

Robbie fez algo similar com a comédia satírica sobre a patinadora americana Tonya Harding em que ela produziu e também estrelou, onde o objetivo era reconsiderar a fama da patinadora na história.

”Exatamente,” ela se entusiasma. ”Sharon tinha muito pela frente. Eu me pergunto geralmente qual papel ela teria feito depois porque ela estava no topo, encontrando sua onda como atriz.”

O potencial não alcançado de Tate está em contraste gritante com tudo o que Robbie conquistou desde que chegou em Hollywood quase uma década atrás.

Na Austrália, ela foi indicada duas vezes ao Logie com 327 episódios de Neighbours em seus créditos, mas em salas de espera de audições cheias de tensão ou escritórios luxuosos de agentes por toda a cidade, ela era ninguém. Antes de sair da novela e do país, Robbie pediu para os produtores matarem Donna Freedman, a personagem que ela interpretava.

”Geralmente quando digo que vou fazer algo, mantenho a decisão e não volto atrás,” admite Robbie. ”Em parte, foi por isso que pedi para matarem a Donna em Neighbours. É difícil e assustador ir para um novo aspecto de sua carreira quando você não sabe o que vai acontecer. Você passa muito tempo pensando, ‘Oh meu Deus, será que eu cometi um erro terrível?’ Eu não queria ter a opção de ouvir minha dúvida e voltar atrás.”

Robbie diz que ela achou as primeiras chamadas de elenco em Los Angeles ”liberadoras… Eu lembro de entrar em salas de testes no começo com tanta coisa para provar e isso me motivava. Eu queria que as pessoas sentassem com postura ereta e parassem de olhar para seus papéis ou celulares e olhassem para mim. Era incrível. Me dava a motivação que eu precisava.”

Em 2011, não muito tempo depois de sair da Austrália, ela conseguiu um papel como uma aeromoça em Panam, sobre aviação nos anos 60 – um papel não muito diferente dos que Tate conseguia. Dois anos depois, ela conseguiu o papel em O Lobo de Wall Street. Era somente seu segundo papel em um filme, mas ela já estava jogando nos times grandes: DiCaprio era seu co-star e parceiro, Scorsese seu diretor.

Ironicamente, ela diz, ”Eu achei muito mais difícil depois que eu fiz Wolf porque todos esperavam um certo nível. Foi aí que eu comecei a me sentir muito nervosa antes das audições: ‘Oh, Deus… E se eu não conseguir ser o que eles querem que eu seja?’ Estranhamente, era mais fácil quando não esperavam nada.”

Após o #MeToo, Robbie diz que ela não tem histórias de terror sobre o teste do sofá para contar, mas que o movimento refletiu no que ela considerava assédio sexual.

”O problema não está resolvido,” ela começa. ”E não vai ser um conserto rápido. É contínuo, e temos um longo caminho pela frente – não só entre os sexos, mas entre raças, classes… tudo. Mas estamos em um lugar muito melhor agora do que 20 ou 50 anos atrás.”

“Você escuta histórias sobre atores trabalhando durante a era de ouro de Hollywood, histórias sobre Marilyn Monroe e você fica horrorizada e com o coração partido. E então você assiste seus filmes e elas estão sendo altamente sexualizadas ou humilhadas de um jeito disfarçado de comédia. Tenho certeza que todos pensaram que era adorável ou engraçado na época, mas algumas vezes eu assisto esses filmes e me sinto extremamente grata que posso ter meu tempo agora.”

Ansiosa para fazer mudanças no sistema, Robbie co-fundou a produtora LuckyChap Entertainment junto de dois amigos em 2014. Um deles, o diretor assistente britânico Tom Ackerley, se tornaria em breve seu parceiro romântico, também. Os dois casaram em Byron Bay no final de 2016.

Juntos, a dupla e seus amigos colocam a maquinaria da empresa para funcionar com o objetivo de contar histórias com personagens femininas fortes. E a extensa lista de produções está fervendo – tudo desde um live-action da Barbie até Aves de Rapina, um spin off de Esquadrão Suicida focado na personagem de Robbie, ou Shakespeare Now, uma série em 10 parte em desenvolvimento na ABC que será baseada em obras famosas do Bard atualizadas e contadas da perspectiva feminina – se encaixa na proposta. Dentro e fora das telas, Robbie quer falar sobre como as mulheres são comentadas, retratadas, tratadas e percebidas.

Além de fugir de discussões sobre sua aparência, Robbie também está tomando uma posição pelas mulheres que são esperadas que compartilhem quando e se elas planejam engravidar. ”Fico com muita raiva que existe esse contrato social,” ela disse para o Radio Times no começo do ano. ”Não presuma.”

Então, a Stellar se pergunta: essas perguntas finalmente pararam?

”Eu não pensei sobre isso,” ela responde. ”Mas acho que você está certa, não me perguntam regularmente.”

E ainda assim ela é a primeira a admitir que – como muitos de nós – é culpada de perguntar para recém casados sobre seus planos reprodutivos. ”Eu honestamente me sinto com uma grande hipócrita,” ela diz.

”Eu sei que eu já disse para amigos: ‘Oh, uau… quando vocês vão pensar sobre a coisa do bebê?’ E eu me pego pensando: Como isso saiu da minha boca? Por que essa é a minha primeira reação? Então, eu não estou apontando dedos. Mas é bom fazer uma auto avaliação.”

Por agora, Robbie preenche o quociente da família retornando para a Austrália sempre que pode. Em maio, ela deu de presente para a irmã mais velha, Anya, uma viagem no The Ghan e uma visita em Uluru, uma experiência que ela diz ser ”muito espetacular.”

Ela também quer filmar uma produção aqui ”assim que for humanamente possível.”

Até lá, como a Queenslander mais famosa na lista A de Hollywood, Robbie está feliz de levantar a bandeira por seu amado estado.. e carrega o peso de algumas piadas.

”Eu vou dizer que eu não sabia que faziam piadas com a gente até que me mudei para Victoria e comecei a ouvir essas piadas. Eu fiquei tipo, ‘O que? A Austrália estava rindo da gente e eu não percebi?’” Ela ri. ”Mas eu tenho muito orgulho de onde eu venho e falo sobre isso infinitamente com todos ao redor do mundo. Toda vez que eu volto, nada mudou. Me sinto a mesma pessoa que eu era quando vivia lá.”

Mesmo assim, o capítulo que começou quando ela se mudou para o exterior agora está chegando ao auge quando Robbie faz parte de um filme com dois dos maiores atores da era, um deles sendo seu primeiro colega no cinema. A natureza tortuosa de tudo isso não está perdida nela.

”Eu lembro de ver o Leo em um evento,” ela conta. ”’Me diz que você está fazendo esse filme e que vamos trabalhar juntos novamente.’ Obviamente tive mais cenas com ele em Wolf, uma grande oportunidade bem cedo de assistir alguém naquele nível e ver como eles fazem. Ajudou muito.”

“Então, eu sinto que completei um círculo completo ao trabalhar com Leo novamente. É um lembrete adorável da jornada que eu tive até agora em Hollywood. E não só ele – muitas pessoas nesse filme me inspiram. Eles são inacreditáveis, e é emocionante. Faz você querer continuar.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Durante o jantar especial de Once Upon a Time in Hollywood em parceria com a Levi’s, a anfitriã Margot Robbie foi entrevistada ao lado de seu colega de elenco Austin Butler para o The Hollywood Reporter. Confira:

Na noite de terça feira, Margot Robbie, Austin Butler e outros membros do elenco de Once Upon a Time in Hollywood realizaram um jantar íntimo em Hollywood para celebrar uma doação da Levi’s (muitas peças da marca foram usadas no figurino do filme) para a instituição de caridade favorita de Margot Robbie, Youngcare. A parceria foi facilitada pela agência RAD (Red Carpet Advocacy), da figurinista do filme, Arianne Philips.

Antes do jantar, Robbie, Butler e Philips sentaram com o The Hollywood Reporter para falarem sobre o papel do jeans no filme, seus momentos favoritos com a Levi’s, explicar todos os pés descalços e mais.

Qual seu momento favorito com a Levi’s?
”Estou gostando muito da minha jaqueta da Levi’s agora. Eu tenho que dizer, meu nome está nas costas e estou me sentindo muito descolada. Esse é meu momento: Agora!” disse Robbie, se referindo à jaqueta personalizada que ela estava usando com “Robbie” escrito na letra inspirada da placa de Hollywood nas costas.

Butler entrou na conversa: ”Esse é seu momento? Awww, isso é muito bom. Todos os anos no Natal, minha mãe me dava um enfeite natalino e ela escrevia a data em cada um. Quando eu tinha provavelmente 3 ou 4 anos de idade, porque acho que era em 94, assim que eu comecei a falar, eu dizia o que eu queria usar. Eu chamava Levi’s de ‘calças com bolso’, então eu disse, ‘Eu quero usar minhas calças com bolso.’ Então minha mãe pegou um par de Levi’s e costurou um pequeno jeans e então cortou a etiqueta e costurou também, e eu ainda tenho isso na minha árvore de Natal.”

”Isso é incrível, uau!” disse Robbie.

Vocês podem falar sobre o papel do jeans no filme?
”Bom, esse é o legal sobre Levi’s,” disse Philips. ”Todos nós crescemos com eles. É parte da nossa cultura. Você pensa sobre 1969 e Levi’s e o jeans foi de roupa de trabalho para moda. Era um nome e uma assinatura da cultura jovem. Existem tantas regras de vestimenta nos anos 60. Você não podia ir para a Disneyland com cabelo longo. E você não podia usar Levi’s no Musso & Frank’s em 1969, você tinha que usar uma jaqueta e uma gravata. Então, quando você vê a família Manson ou Sharon [Tate], qualquer cultura jovem, você os vê usando jeans. É como se você soubesse a qual tribo você pertencia, meio que seu próprio jeito punk rock.”

“Fazendo uma declaração sobre você!” adicionou Robbie.

”Sim, a cultura do contra,” continuou Philips. ”Protestando contra a guerra, liberdade de expressão. Levi’s está realmente na matéria da sociedade. E também é uma empresa californiana de São Francisco. Como figurinista, me pedem sempre para colocar marcas em filmes e eu não trabalho com colocação de produto, sou sempre a favor de contar uma história. Mas a Levi’s é uma das clássicas que ainda estão por perto e estou realmente orgulhosa de que consegui peças vintage nesse filme. Faz sentido porque conta nossa história e para isso que serve o figurino.”

Como o estilo de seu personagem influencia na sua performance?
”Roupas têm um efeito na psique,” disse Butler. ”Até o jeito que as botas ficaram nos meus pés, ao contrário de tênis, me fizeram me sentir de um certo jeito. Na verdade, eu usei essas botas Luchesse no filme. E só o sentimento quando você está andando e você passa por pisos de madeira e você escuta suas botas, realmente ressoa.” [O nativo de Anahein de 27 anos interpreta o personagem Charles “Tex” Watson no filme de Tarantino].

”Laurence Olivier disse que ele sempre começava um personagem dos sapatos para cima!” disse Philips.

”Sim! Uta Hagen disse que vai até às roupas íntimas!” disse Butler, se referindo à falecida atriz e famosa professora de atuação. ”E Luchesse é uma marca do Texas, na verdade!”

”Que apropriado para um texano como você!” gritou Robbie, rindo. ”Bom, eu já disse isso antes, mas eu definitivamente me atraí pelos amarelos. Amarelo é a minha cor feliz e eu queria ser feliz como a Sharon. Então há muitos figurinos nessa paleta.”

Há muitos rumores sobre os pés descalços no filme. Como isso fala com a liberdade daquela época e com a Sharon?
”Sharon aparentemente odiava usar sapatos e ela algumas vezes colocava elásticos em seus tornozelos para parecer que ela estava usando sandálias para conseguir entrar em restaurantes,” disse Robbie. ”Eu também sou assim! Sou uma garota de Gold Coast. Você pode entrar em quase todos os lugares descalça.”

”Muitas filmagens de pé em um filme de Quentin Tarantino,” disse Philips. ”Sapatos e pés descalços são importantes! Eu aprendi isso.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Antes da premiere de Once Upon a Time in Hollywood, Margot Robbie e seus colegas de elenco, Brad Pitt e Leonardo DiCaprio, invadiram o programa do Jimmy Kimmel para convidar a platéia para a grande festa do outro lado da rua. Confira fotos e vídeos: