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Arquivo de 'I Tonya'



12.12.17
Como lojas baratas ajudaram a caracterizar Margot Robbie para I, Tonya

Margot conversou com o Yahoo Entertainment sobre como a equipe de cabelo e maquiagem de I, Tonya criou o visual de Tonya Harding para o filme. Confira:

Não é exatamente no nível de Gary Oldman como Winston Churchill, mas Margot Robbie está ganhando elogios por desaparecer na pele da patinadora Tonya Harding no novo filme I, Tonya.

“Eu trabalhei bastante com minha professora de movimento para alterar meu físico e criar certas maneiras para a personagem de Tonya,” Robbie contou para o Yahoo Entertainment no dia de imprensa do filme em Los Angeles. “Eu também estudei muito. Estudei suas maneiras, sua voz, seu dialeto. Nossos cabeleireiros, maquiadores e estilistas tiveram muito trabalho para replicar todas as roupas de patinação e momentos específicos tirados de fotos de paparazzi e mapearam uma jornada desse jeito.”

Considerando que Harding, cuja carreira acabou em 1994 após sua associação com o famoso ataque na rival Nancy Kerrigan, subiu para a fama da classe baixa de Oregon no começo dos anos 90, a estilista do filme extraiu de uma fonte bem específica para caracterizar Robbia para o papel.

“Nossos cabeleireiros e maquiadores só compravam produtos de lojas baratas,” Robbie explicou. “Tinha que ser algo que Tonya poderia ter comprado na época. Todos realmente se jogaram nessa personagem e ajudaram a criá-la.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
12.12.17
Margot Robbie explica a quebra da quarta parede em cenas de I, Tonya

Margot Robbie falou com o EW sobre as cenas de violência doméstica que seu novo filme I, Tonya apresenta e explicou o uso necessário da quebra da quarta parede nesses momentos. O diretor Craig Gillespie e o roteirista Steven Rogers também participam da entrevista, confira:

Durante uma exibição de I, Tonya no Festival de Toronto em setembro, Margot Robbie, a estrela do filme, ficou desconfortável.

Não foi sua performance ou a de outra pessoa que a fez se contorcer. Foi o jeito que o público reagiu a uma cena entre ela, como a patinadora Tony Harding, e o ex marido de Harding, Jeff Gillooly, interpretado por Sebastian Stan.

“Em um momento particular, bem abusivo, onde Jeff dá um soco no rosto de Tonya, é uma das poucas cenas que ela não quebra a quarta parede para deixar o público saber que ela está bem,” ela lembra. “O público teve uma reação bem vocal sobre essa cena, e eu pensei, ‘Wow, eles não vão perdoar o Jeff de jeito nenhum depois desse momento.’ Mas alguns minutos depois ele teve um momento doce com a Tonya e todo mundo fez, ‘Awwww’, eles pensaram que ele era o cara mais fofo do mundo. E eu pensei, ‘Meu Deus! Vocês perdoaram ele tão rápido!'”

Mas esse é o ponto de I, Tonya, a sátira sobre o reinado curto de Harding no gelo: O filme pode estar pronto para apresentar as perspectivas de Harding, Gillooly, e outras festas envolvidas em sua queda, mas também é um jeito dos espectadores sobre seus próprios pontos de vista.

Pelo menos, é assim que o diretor Craig Gillespie viu. Com 265 cenas para trabalhar, o diretor de Uma Garota Ideal teve que descobrir como contar uma história sem torná-la uma saga de várias partes, e se inspirou em filmes como Um Sonho sem Limites, Os Bons Companheiros, Trapaça e A Grande Aposta – todos que usaram voiceover ou cenas diretas com a câmera. O truque, ele encontrou, era convidar o público a “fazer uma escolha,” ele diz. “Nós temos essa noção de que os personagens estão falando com o público e escutando o que as outras pessoas estão falando nas entrevistas.” É uma estratégia que mostra o quão contraditórias as histórias de Harding e Gillooly continuam sendo.

Ainda assim, apesar de Harding e Gillooly se dirigem a câmera durante as entrevistas, eles também fazem isso durante as cenas – incluindo as que contam a violência doméstica do casal, com Gillooly de Stan batendo em Harding de Robbie algumas vezes antes dela virar para a câmera e contar com que frequência esses incidentes aconteciam. Essa escolha controvérsia, Gillespie diz, foi mais difícil de alcançar. “Quebrar a quarta parede pode tirar você de um filme, então é sempre um risco,” ele admite. “Enquanto eu estava trabalhando nesse filme e tentando descobrir como contar a história, a única situação que eu sabia que seria um desafio era a violência doméstica.”

“Analizando como Tonya iria processar isso, meu sentimento é que crescendo com a violência, ela estava acostumada com isso e ela estava anestesiada,” Gillespie continua. “Era parte de como ela vivia com o abuso em seu casamento. Eu pensei que o jeito de mostrar a violência seria se ela quebrasse a quarta parede enquanto isso acontecia. Mostra o quão imune ela está com o que está acontecendo e o quão desconectada do momento ela está na cena, que ela pode se desligar disso e falar conosco. Eu senti que isso reforçou como seu estado mental estava na época.”

Para sua parte, Robbie, como produtora, falou extensivamente com Gillespie sobre como atingir o tom certo em um filme como esse. Em sua primeira reunião, Robbie pediu a Gillespie para explicar exatamente como ele queria lidar com a violência no filme – e ele explica, em uma conversa de 45 minutos que cobriu inteiramente sua estratégia. “Eu senti que muitas pessoas não podiam articular como eles executariam o tom,” ela diz. “Ele teve a ideia de quebrar a quarta parede, o que foi perfeito. Vê-la desconectada do que está acontecendo no momento e se dirigindo ao público normalmente, eu acho que foi um jeito inteligente de deixar o público perceber que ela estava separada do que estava acontecendo, e mais fácil de lidar.”

Ela adiciona, “Isso também é um vislumbre do ciclo vicioso de como é um relacionamento abusivo, onde isso se torna rotina e você realmente fica anestesiado. De uma perspectiva de fora, as pessoas pensam, ‘Por que alguém ainda fica em um relacionamento abusivo? Por que eles voltam para essa pessoa?’ Mas usando essa estratégia pelo filme, eu acho que mostra como esse ciclo pode continuar.”

E se o público começa a rir em outras coisas algumas cenas depois ou interpretar eventos de modo diferente, então essa reação é pessoal, o roteirista Steven Rogers explica. Ter múltiplas perspectivas “faz você pensar mais, descobrir por si mesmo, tipo, ‘De quem é o ponto de vista agora?'” ele diz. “Todos vão assistir o filme com ideias preconcebidas. Estamos dizendo, ‘Na verdade, essas são pessoas reais. Eles são humanos. Eles não eram apenas piadas.” Portanto, a verdade sobre Tonya Harding está nos olhos do espectador.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
12.12.17
Margot Robbie e Sebastian Stan falam sobre conhecer Tonya Harding e Jeff Gillooly

Margot e seu parceiro de cena em I, Tonya, Sebastian Stan, falaram com o Entertainment Weekly sobre seus encontros com Tonya Harding e Jeff Gillooly. O roteirista Steven Rogers também fala como Tonya recebeu o filme. Confira:

Margot Robbie não quis conhecer Tonya Harding até decidir como ela iria interpretá-la em I, Tonya. Quando ela finalmente decidiu, ela estava lá para apenas uma coisa: ver se a patinadora estava bem, 23 anos depois de Harding ser acusada de ajudar a planejar um ataque na rival Nancy Kerrigan e viu sua carreira ser arruinada como consequência.

“Mais do que tudo, eu só queria checar se ela estava bem,” Robbie diz. “Eu senti que, com todas as filmagens que eu vi online, não pareceu que a história dela teve resolução. Ninguém me garantiu em nenhum desses documentários que ela está bem agora, e depois de passar todo esse tempo tentando ver as coisas do ponto de vista dela, eu tenho sentimentos por ela.”

E acontece que, Harding está mais do que bem, pelo menos de acordo com a atriz. “Conhecê-la foi incrível porque ela evidentemente ama seu marido e seu filho, e vê-la falar deles como se ela tivesse encontrado consolo na vida antiga, me tranquilizou,” ela explica. “Eu me senti muito melhor sabendo que ela encontrou seu lugar agora e se tornou uma boa mãe, o que é claramente importante para ela.”

Mas se Robbie teve um encontro prazeroso com sua personagem na vida real, Sebastian Stan relembra um encontro mais brincalhão e argumentador entre ele e Jeff Gillooly, o ex marido de Harding e o homem que Stan interpreta no filme. “Vou te contar, eu estava fazendo xixi nas calças,” o ator diz, rindo.

Essa reação não era por medo, Stan diz, mas sobre Gillooly o questionar por que ele queria estar em um filme sobre o assunto. “Ele escolheu o restaurante, então nós fomos lá, sentamos, e a primeira coisa que ele disse para mim foi, ‘Então… por que você quer fazer isso? Por que você quer estar nesse filme?'” Stan lembra. “Eu fiquei tipo, ‘Oh! Bom, uhh, você sabe, o roteiro era muito bom e é uma história louca,’ e então eu lembro dele dizer algo tipo, ‘Sim, mas ninguém vai querer assistir isso. Ninguém vai prestar atenção.'” Stan ri novamente. “Eu fiquei tipo, ‘Oh, eu não seeeeeeei!'”

Mesmo assim, Gillooly parece ter aceitado a ideia de uma adaptação cinematográfica de um tempo da sua vida há mais de duas décadas atrás de algum jeito. Ou, pelo menos é assim que Stan vê. “Eu acho que ele viu uma foto minha com o bigode, e ele escreveu para mim e disse algo como, ‘Bom, bigode legal! Você pode trazer isso para a moda, algo que eu nunca poderia ter feito,'” Stan diz. “Foi engraçado.”

E quando o filme ficou completo, o roteirista Steven Rogers diz que Harding foi a uma exibição com seu marido e deu uma crítica positiva o bastante. “Eu estava muito nervoso com ela assistindo,” ele diz. “Ela me mandou email duas vezes desde então, apenas para me agradecer. Ela disse que riu e chorou. Ela disse que algumas coisas ela não gostou, mas eu acho normal.”

“Olha,” ele adiciona. “Eu não poderia assistir um filme de duas horas sobre a minha vida, entende o que eu digo? Tipo, como você faz isso? Como você assiste outra pessoa interpretar o tempo que você estava nesse mundo em duas horas? É uma tarefa impossível.” Mas novamente, tendo sobrevivido a notoriedade, Harding parece acostumada com lidar com tarefas difíceis.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
12.12.17
Allison Janney fala sobre indicação de Margot Robbie ao Golden Globes

Allison Janney foi entrevistada na manhã de hoje pelo LA Times após receber sua indicação ao Golden Globes e foi questionada sobre como foi ser indicada na companhia da Margot, confira:

Como é ser indicada ao lado da Margot?
Eu estou muito orgulhosa dela. Quero dizer, ela é quem eleva o nível desse filme. Dedicação, paixão por esse papel e tudo que ela precisou aprender a fazer: patinar, o sotaque e tudo. Ela deu duro e nos fez elevar nosso nível. Estou realmente muito orgulhosa. E estou muito feliz que o filme foi reconhecido também porque muitas pessoas nos fizeram ser boas.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
12.12.17
Margot Robbie fala sobre indicação ao Golden Globes com o LA Times

Margot foi entrevistada na manhã de hoje pelo jornal LA Times e falou sobre sua indicação ao Golden Globes, assim como de sua parceira de cena Allison Janney, e mais! Confira:

Onde você está?
Estou aqui em Los Angeles, estou em casa.

Você estava acordada esta manhã para assistir as indicações?
Não, eu estava dormindo. Eu acordei para me preparar antes de algumas reuniões nesta manhã e meu celular estava explodindo, eu tinha 70 mensagens. E eu pensei, meu Deus, o mundo acabou? E quando eu abri as mensagens vi que todo mundo estava me dando parabéns.

O que você acha que as pessoas estão respondendo no filme?
Eu não sei, não é uma biografia tradicional, o roteiro e o filme realmente quebram o molde quando se trata do que você espera ver em um filme. E eu acho que as pessoas gostam disto, é mais original e atraente esse jeito.
Tivemos uma resposta extraordinária. Estávamos fazendo um Q&A ontem no Dome, no Arclight, e estava completamente lotado e foi louco perceber que tantas pessoas estavam interessadas no nosso filme.

Considerando seu papel como produtora, não só atriz, isso deve ser bem melhor.
Absolutamente, quando você produz um filme você dedica anos da vida a isso. A ideia de colocar tanto tempo e esforço em algo e ninguém ir ver seria de partir o coração, então ter tantas pessoas não só querendo ver mas respondendo tão positivamente é incrível.

Por que Tonya? O que está conectando a história dela com o público agora?
Há tantos elementos da história, do roteiro e do nosso filme especificamente. É um filme muito interessante, as pessoas se envolvem nele, mas também há uma grande conversa sobre as classes na América, a privação dos direitos, a mídia e como consumimos isso sem questionar. E a ideia do que uma mulher deve ser, o que nos dizem para ser para conseguirmos nos encaixar. Há tantas conversas grandes, tanto que quando estávamos filmando nós não tínhamos percebido o quão atual seria. Agora parece que veio tudo para a nossa mente, tanto quando o filme saiu como com o ponto que a sociedade atingiu esse ano. Eu acho incrivelmente relevante, assustadoramente relevante, na verdade, mas também divertido, que é o que queremos fazer como cineastas, divertir e desafiar o público. Se você consegue fazer os dois em um filme, eu acho que isso é muito especial.

As pessoas falaram sobre como há tantos filmes centrados em mulheres esse ano, com I, Tonya, Lady Bird, Wonder Woman, Molly’s Game e outros. O que isso significa para você? O que você pensa quando vê tantos filmes centrados em mulheres tendo sucesso esse ano?
Eu fico muito animada, obviamente. É engraçado, não estou surpresa, porque eu conheço tantas mulheres brilhantes. Não somente nessa indústria, minhas amigas na Austrália estão fazendo coisas incríveis e provando novamente que mulheres são tão subestimadas e desconsideradas.
Todas estão deixando suas vozes serem ouvidas esse ano, e eu acho isso fantástico. Quando você vê Sofia Coppola ganhar em Cannes, e você vê Mulher Maravilha arrasar na bilheteria, isso dá muita coragem para todos que estão tentando fazer suas vozes serem ouvidas.

I, Tonya é dirigido por um homem, Craig Gillespie, e muitas pessoas hoje estão falando sobre o fato de que nenhuma mulher foi indicada por direção. Então mesmo quando as coisas parecem estar avançando, você ainda esbarra com algum tipo de bloqueio.
Ainda há muito caminho a percorrer e, claro, sempre há coisas que precisamos trabalhar e fazer melhor como sociedade, indústria e indivíduos. Mas eu também acho que precisamos tirar esse tempo para comemorar as conquistas maravilhosas, e hoje é um dia para comemorar.

Deve ser emocionante para você ver Allison Janney indicada também.
É incrível. Desde o primeiro segundo em que li sua personagem, eu pensei que ela ia arrasar, e ela arrasou. Ela realmente fez algo espetacular com essa personagem e trabalhar com ela honestamente foi um dos destaques da minha carreira.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
11.12.17
Margot Robbie e I, Tonya são indicados ao Golden Globes

Na manhã de hoje recebemos a ótima notícia de que Margot foi indicada como Melhor Atriz em Comédia ou Musical e I, Tonya foi indicado como Melhor Filme de Comédia ou Musical no Golden Globes 2018! A atriz Allison Janney, que interpreta a mãe de Margot no filme, também foi indicada na premiação como Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia ou Musical. Parabéns para todos do elenco e equipe!

Melhor Filme de Comédia ou Musical:
The Disaster Artist
Get Out
The Greatest Showman
I, Tonya
Lady Bird

Melhor Atriz em Comédia ou Musical:
Judi Dench, Victoria & Abdul
Helen Mirren, The Leisure Seeker
Margot Robbie, I, Tonya
Saoirse Ronan, Lady Bird
Emma Stone, Battle of the Sexes

Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia ou Musical:
Mary J. Blige, Mudbound
Hong Chau, Downsizing
Allison Janney, I, Tonya
Laurie Metcalf, Lady Bird
Octavia Spencer, The Shape of Water

postado por Mari na categoria Filmes
09.12.17
Margot Robbie e Craig Gillespie conversam sobre I, Tonya com a Rolling Stone

Margot e o diretor de I, Tonya, Craig Gillespie, conversaram sobre o filme com a revista Rolling Stone e falam sobre a violência doméstica sofrida por Tonya, a rivalidade feminina e mais. Confira:

Tonya Harding ainda é mais conhecida como a mulher que talvez, possivelmente, potencialmente teve parte – para constar, ela negou – no incidente onde sua rival na patinação Nancy Kerrigan foi atingida no joelho antes da Olimpíadas de 1994. Margot Robbie sabe disso – a atriz australiana passou meses estudando a triste história da vida de Harding em preparação para a biografia I, Tonya, e ela estava bem ciente da opinião do público sobre a patinadora. Mas quanto mais Robbie cavava, mais ela desenvolvia simpatia pela campeã. Quando foi a hora de finalmente conhecer seu assunto cara a cara, Robbie estava um pouco preocupada sobre como a antiga aficionada dos tablóides estava passando. O que aconteceu deixou ela em choque.

“Ela estava mais preocupada sobre como eu estava passando,” Robbie lembra, sentada em um quarto de hotel em Manhattan no mês passado. “‘Como você está lidando com a fama tão jovem? Como você está lidando com os treinos?’ Eu não esperava isso.”

Na época que Harding tinha 23, ela era a vilã da América, uma sensação por todas as razões erradas e uma piada fácil. Mas I, Tonya, dirigido por Craig Gillespie, reconta sua história como uma comédia de humor negro, uma que desafia a narrativa maldosa que seguiu a patinadora por anos. O filme traça seu começo como patinadora recordista e o tumulto após o incidente empregando uma estrutura estilo Rashomon, onde Tonya e seu antigo marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan) dão suas versões ferozmente contraditórias do que aconteceu. O resultado é engraçado, sim, mas também de partir o coração como representa graficamente o abuso que Harding disse que aguentou nas mãos de Gillooly – que foi culpado no ataque e acusou sua ex mulher – e sua mãe, LaVona Golden (Allison Janney). “Eu queria que as pessoas se sentissem culpadas,” Gillespie diz. “Eu queria que você chegasse para assistir ao filme com um julgamento e então ter essa perspectiva mudada.”

Uma frase na abertura do filme revela que o que está por vir é baseado em entrevistas reais com Harding e Gillooly – graças ao roteirista Steven Rogers, que conseguiu infiltrar a vida dos dois quando estava se aprofundando no projeto como um possível roteiro. Em suas conversas separadas com o par, ele viu que suas perspectivas eram tão diferentes que Rogers simplesmente os deixou falar por si mesmos, se dirigindo diretamente ao público e deixando suas versões incompatíveis dos eventos competindo por tempo de tela. A audácia desse roteiro conseguiu a atenção de Robbie, que estava procurando por projetos liderados por mulheres para produzir com sua produtora LuckyChap Entertainment.

Nesse ponto, a australiana não conhecia a história de Harding, ou que as partes mais ridículas da trama – como o agressor de Kerrigan, Shane Stant, bater em uma porta de vidro trancada – foram tiradas da vida real. “Eu pensei, ‘Wow, esse roteirista tem uma criatividade louca para criar essas coisas bizarras,” Robbie diz. “Eu amo que ele escreveu em um estilo que parece uma paródia de documentário tipo [em aspas] uma história “real.” Ao saber que todos os aspectos mais ultrajantes eram 100 por cento reais, ela achou “incrível e cativante” e imediatamente quis entrar. “Havia muitos elementos assustadores: Pessoas reais que ainda estão vivas, lidar com violência doméstica, um tom muito específico que somente poucos diretores conseguiriam atingir. Então conseguir o cineasta certo foi uma grande parte,” Robbie diz, citando que ela também assinou para produzir: “Eu não estava preparada para deixar essas coisas nas mãos de outras pessoas. Eu fiquei tipo, ‘Desculpa, mas eu preciso ter minha palavra nisso.'”

Interpretar Tonya – que envelhece 29 anos no tempo do filme – precisou múltiplos tipos de transformação física para a atriz de Esquadrão Suicida. Primeiramente, Margot passou por um treinamento rigoroso de patinação com a coreógrafa Sarah Kawahara, que, em uma coincidência bizarra, trabalhou anteriormente com Kerrigan. “Eu senti que eu vivia em um rinque de patinação,” Robbie diz. “Toda vez que meu despertador tocava às cinco da manhã, eu ficava ‘Eu não posso fazer isso de novo hoje, eu ainda estou com machucados de ontem.'” Antes das filmagens, Gillespie coreografou as cenas de performance para que Robbie e as duas patinadoras substitutas pudessem trabalhar. A maioria das coreografias replicadas na tela são baseadas no programa verdadeiro de Harding – como quando ela se torna a primeira americana a fazer um salto triplo em competição durante o campeonato de 1991. Apesar de que, uma das coreografias saíram do sonho do diretor: Um número com Sleeping Bag da banda ZZ Top (uma música que Harding realmente usou) que ele vê como uma mistura de “todas as coisas que são únicas para a Tonya,” peculiaridade que desagradava os jurados conservadores que ela estava contra.

Como a produção independente não podia pagar protéticos extensivos, a equipe de maquiagem usou outros truques para incorporar o espírito de Tonya, como comprar produtos baratos que poderiam ser encontrados naquela época. Robbie falou sobre ajustar sua postura. “Nós lidamos com muitos problemas de classe e escrutínio da mídia,” ela diz. “Eu queria sentir como se o mundo estivesse apoiado nela. Eu queria seus ombros curvados, sua cabeça inclinada. Eu queria que ela sempre estivesse na defensiva – e quando ela estivesse sentada inclinada para frente, esperando por aprovação, como ela estava esperando por sua nota.” E, claro, Robbie estudou muito: “Eu assisti por seis meses cada coisa, cada vídeo de patinação, cada entrevista, cada documentário, eu escutava no meu iPod durante a noite… Eu tinha seu rosto pintado por dentro das minhas pálpebras e sua voz constantemente na minha cabeça.”

O resultado disso é a interpretação de uma mulher que é áspera e confiante enquanto está sendo continuamente tratada com desdém. Robbie diz que a última coisa que ela queria era ser exploradora, mas ela também não queria ocultar que Tonya foi vítima de violência. Na verdade, uma das primeiras perguntas que a atriz fez a Gillespie em sua primeira reunião foi como ele iria lidar com o abuso. “Quando ela me perguntou pela primeira vez, eu disse, ‘Eu acho que não podemos ocultar isso,'” ele diz. “Eu acho que precisa ser brutal porque nos informa quem ela realmente é como pessoa e por que ela fez aquelas escolhas. Então, eu realmente não queria suavizar porque eu senti o quanto sua vida foi difícil, e o jeito que ela vê o mundo é por causa da violência sendo tão central em sua vida. A parte difícil foi, como você muda disso para o humor em uma cena diferente?”

Os relacionamentos perigosos de Tonya com Gillooly e LaVona (interpretada por Janney como um monstro de boca suja e uma chaminé) estão no centro do palco em I, Tonya. Suas interações com Kerrigan, no entanto, foram deixadas de lado – algo que Robbie foi grata e disse ser intencional. “Não há nada que eu odeie mais do que ler um roteiro onde duas mulheres são colocadas contra a outra,” ela diz. “Não há nada que eu odeie mais do que ler um artigo onde eles estão tentando encontrar um escândalo do nada e fazer parecer como se só houvesse espaço para uma mulher no topo – então é melhor elas se odiarem.”

Ela ainda está vendo esse tipo de material já que pouco mudou desde que Kerrigan foi nomeada “Branca de Neve de patins” e Harding uma “rabugenta bruxa do gelo,” por um artigo do Los Angeles Times na época. Mesmo após 20 anos como vilã, Tonya pode estar finalmente sendo reavaliada como uma “mulher independente e forte,” por Gillespie – alguém que rejeitou a tradição e foi punido por isso. Para Robbie, o que quer que você pense de Harding, ela só espera que I, Tonya faça o público olhar através das manchetes de fofoca e ver a patinadora como um ser humano.

“Todo mundo queria resumi-la a essas pequenas entrevistas e manchetes chamativas,” ela diz. “E ainda fazemos isso hoje em dia. Mas não é tão simples assim.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
08.12.17
Margot Robbie conversa sobre I, Tonya com o Huffpost

Durante seus dias em Nova York, Margot conversou com o site Huffpost sobre seu novo filme I, Tonya além de falar de seus papéis passados e futuros e de sua produtora, LuckyChap. Confira:

Quando Margot Robbie leu o roteiro de I, Tonya, ela pensou que era ficção.

“Eu nunca ouvi falar sobre o incidente. Nunca ouvi nenhum desses nomes,” ela contou ao HuffPost durante uma entrevista no Crosby Street Hotel em Nova York no começo do mês. “Foi escrito como uma paródia de documentário. E então eu descobri que era uma história real, completamente real, e eu fiquei chocada e fascinada por isso.”

Como Robbie perdeu a cobertura internacional da patinadora Tonya Harding – que foi acusada de estar envolvida em um ataque contra a patinadora Nancy Kerrigan nas Olimpíadas de Inverno de 1994 – é a dúvida de todos. Mas então, ela tinha 3 anos na época e morava em uma cidade pequena no sul de Queensland, Austrália. Isso explica o motivo do espanto com o enredo do novo filme.

A atriz e produtora está ganhando elogios por sua interpretação de Harding, que foi marcada como vilã após o incidente horrível em Detroit. I, Tonya relata o escândalo com Kerrigan, embora com o objetivo de mostrar ao público quem Harding realmente é e que tipo de vida ela levava durante o auge de sua carreira.

Robbie estava confortável em uma cadeira quando eu entrei em seu quarto de hotel no Crosby semana passada para discutir o filme de Craig Gillespie. Seus grandes olhos azuis me encararam para dizer olá antes de alertar calmamente sua publicista de uma ameaça em movimento.

“Tem um paparazzi tirando fotos lá em baixo,” ela disse, apontando para a janela do quarto que ia do chão ao teto. Eu olhei para fora com o grupo, e, de fato, um paparazzi estava espiando de uma escada do outro lado da rua. Nós fechamos as cortinas e movemos as cadeiras para o outro lado do quarto, onde Robbie não podia ser capturada por longas lentes.

“Meu amigos não andam comigo em aeroportos,” ela disse quando sentamos para nossa conversa. “Você pode enxergá-los de longe. Eu posso estar andando em algum lugar e tem um paparazzi atrás de um árvore, e todo mundo fica, ‘Não, não tem.’ E eu digo, ‘Confia em mim.'”

Robbie aguenta esse tipo de atenção desde que se mudou da Austrália para Nova York após conseguir um papel na série da ABC, Pan Am, em 2011. Ela já era uma celebridade da TV em seu país, estrelando como Donna em Neighbours por três anos, então ela pensou que sabia o que estava esperando por ela na Grande Maçã. Ela estava errada.

“Pan Am foi meu primeiro trabalhos nos Estados Unidos, e foi muito diferente de como operamos a TV na Austrália.” Ela lembra de ficar particularmente chocada com a “segregação entre o elenco e equipe da série” e o fato de que os atores tinham seus próprios trailers.

Em Neighbours, “nós tínhamos uma grande sala verde para os 30 membros do elenco. Ficávamos juntos nessa sala 17 horas por dia, noite e dia, o ano inteiro. Nós fazíamos nosso chá onde a equipe fazia o chá deles. Eu fazia chá para a equipe. Nunca tinha ninguém perguntando, ‘O que posso trazer para você?’ E de repente nos Estados Unidos eu tinha um chefe que fazia omelete e uma cadeira com o meu nome. Eu ficava, ‘Não quero sentar sozinha. Quero sentar com todo mundo!'”

Depois do cancelamento de Pan Am, Robbie foi de teste em teste, até conseguir uma reunião com Martin Scorsese para seu filme de 2013, O Lobo de Wall Street. Ela conseguiu o papel “por dar um tapa no rosto de Leonardo DiCaprio Scorsese contou a Time sobre Robbie, que interpretou a esposa cheia de energia de DiCaprio nas telas. “Foi uma improvisação que deslumbrou todos nós.”

“Eu estava obviamente tentando entrar no mundo dos filmes, e eu nunca fui para um teste achando que eu ia conseguir o papel,” Robbie me disse. “Eu nem gostava da Naomi [Lapaglia] como pessoa quando fiz o teste para a personagem – eu não a entendia. Ela era um pouco bidimensional no roteiro. Ela foi escrita para ser uma interesseira brutal. Quando eu realmente consegui o papel e olhei para essa personagem de verdade como alguém para interpretar e alguém que eu precisava me relacionar, havia muito trabalho a ser feito.”

Na dinâmica de interpretação, mulheres complicadas como Naomi é o forte de Robbie. Tome Harley Quinn como exemplo. Sua interpretação da super vilã de Esquadrão Suicida foi brilhante em um filme chamativo que, bom, fracassou. “Apesar de ter alguns grandes espaços que eu tive que preencher por mim mesma, também havia muito material para olhar, e ela já era bem multifacetada e multidimensional,” ela disse sobre a personagem.

Antes de interpretar Harding em I, Tonya, Robbie escolheu se afundar em filmagens antigas, livros e documentários sobre a atleta de Portland, Oregon, para conseguir achar um novo ângulo em uma história que o público geral pensou que já tinha entendido.

“Eu tive uma quantidade incrível de informação para começar, mas tudo parecia ser visto de um ponto bem específico. O desafio dessa história era tentar virar e ver o outro lado. Eu estava de um lado do espelho vendo tudo o que eu não fazia ideia do que estava do outro lado. Ninguém parecia estar questionando isso.”

Em janeiro de 1994, o ex marido de Harding, Jeff Gillooly (interpretado por Sebastian Stan) conspirou com seu amigo Shawn Eckardt (Paul Walter Hauser), que contratou Derrick Smith e Shane Stant para “eliminar” Kerrigan da competição. Dois dias antes das provas das Olimpíadas, Stant usou um bastão para atingir Kerrigan no joelho fora da pista de patinação. Nos meses seguintes, Gillooly foi acusado de crime organizado e Eckardt, Smith e Stant foram acusados de conspiração para cometer um ataque de segundo grau, e foram presos. Enquanto isso, o juiz de Oregon Donald H. Londer cobrou Harding 160 mil dólares em multas, doações e custos especiais por dificultar a investigação. Ela também recebeu 500 horas de serviço comunitário, foi condenada a três anos de condicional e forçada a se demitir da Associação Americana de Patinação Artística aos 23 anos.

Com isso em mente, I, Tonya vai fundo nos dias pré-escândalo de Harding. A história abrange dos 15 aos 44 anos.

Robbie encontrou Harding uma semana antes das filmagens começarem, e a atriz fez questão de reiterar que a personagem que ela criou não tinha a intenção de imitar ou deteriorá-la. “Ela entendeu muito bem isso,” Robbie disse. Estranhamente, Harding estava mais preocupada com o bem estar da atriz, perguntando sobre seu treinamento e como ela estava lidando com a fama em uma idade tão jovem.

“Ver essa pessoa de repente na minha frente foi bizarro. Foi surreal. Eu passei seis meses me preparando para essa personagem. Eu não fiz nada além de pensar em tonya. Eu assisti cada entrevista, cada documentário cem vezes. Eu escutava ela no meu iPod constantemente. Eu tinha a voz dela na minha cabeça 24 horas por dia.”

Robbie diz que Harding eventualmente deu o selo de aprovação para o filme, mas sua mãe afastada, Lavona, interpretada maravilhosamente por Allison Janney, não deu.

A relação mãe e filha apresentada no filme destaca o abuso que Harding sofreu durante sua vida e carreira nas mãos de LaVona. Quando eu perguntei para Robbie se LaVona já viu ou compartilhou seus pensamentos sobre I, Tonya, Robbie revelou que os produtores não sabiam se a mãe de Harding estava viva até recentemente.

“Nós não conseguimos achá-la e Tonya não sabia se ela ainda estava viva,” a atriz disse, adicionando que a interpretação de LaVona foi baseada nas próprias memórias e experiências de Harding. “Desde então, a mãe de Tonya apareceu na TV recentemente e está fazendo entrevistas e então percebemos que ela está bem viva. Mas, não, eu ainda não a conheci e não tive nenhum contato com ela.”

O filme não é gentil com LaVona ou o jeito que ela tratou sua filha. Não é necessariamente gentil com nenhum dos personagens.

“Nós passamos por vários diretores,” Robbie disse. “Nós colocamos os olhos em Craig por causa de A Garota Ideal e ele realmente alcançou um tom específico nesse filme – essa comédia de humor negro que faz você se importar.”

Para referência, A Garota Ideal segue um jovem homem (Ryan Gosling) que está em um relacionamento fora do comum com uma boneca que ele encontra na internet.

“Ele nunca abordou os personagens no filme como bobos ou tentou fazer piada com eles, mesmo quando eles estavam fazendo algo que, para nós, parecia louco. Isso foi importante,” Robbie adicionou, “que alguém abordou esses personagens como pessoas reais e sem julgar.”

I, Tonya já ganhou elogios dos críticos e a performance de Robbie continuará a ser comemorada durante a temporada de premiações. Quando perguntei o que ela achar de todo o burburinho, a atriz foi tão calma quanto os que vão chegando.

“Eu só quero que as pessoas assistam ao filme e quero saber o que eles acham. Mesmo que não gostem. Se eles entendem o que estamos fazendo, então fico feliz e fico feliz que fizemos isso. Se os faz pensar, se os faz questionar suas atitudes, então é tudo o que importa. Mas, realmente, o resto eu só tento absorver com uma pitada de sal.”

O objetivo principal de Robbie agora é achar, produzir e distribuir filmes sobre mulheres, para mulheres, estrelando mulheres e criados por mulheres. Sua produtora, LuckyChap Entertainment, também foca em promover diretores de primeira e segunda viagem, com homens na equação também.

Seguindo I, Tonya, Robbie está produzindo e estrelando em Terminal e Dreamland, ambos com estreias marcadas para 2018. Ela também está aparecendo ao lado da queridinha das premiações (por quem ela tem “a maior paixonite”) Saoirse Ronan em Mary, Queen of Scots, onde Robbie interpreta a Rainha Elizabeth I.

“Eu estava preocupada com interpretar a Rainha Elizabeth recentemente também, porque, novamente, é uma pessoa real, alguém que todo mundo conhece e já foi interpretada por tantas atrizes. Eu estava apavorada,” ela disse.

Felizmente, alguém deu a ela o conselho que ela precisava: “Supera,” eles disseram. “Isso não é sobre você. Você é um veículo para essa personagem.”

“Isso é o que você tem que fazer,” ela me disse.

Robbie quer compartilhar esse tipo de lição com os novatos tentando fazer seu ninho na indústria. Por meio da LuckyChap, ela está conhecendo atrizes mais novas, sondando quais histórias elas querem contar.

“Você não precisa esperar até estar trabalhando durante 20 anos para fazer um filme você mesma. Eu tenho 27. Faça. Ninguém vai te impedir.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
08.12.17
Margot Robbie sobre como a mídia tornou Tonya Harding uma vilã

Em entrevista com o site Entertainment Weekly, Margot Robbie comentou sobre a visão que o público possui de Tonya Harding baseado no incidente de 1994 com a patinadora Nancy Kerrigan. Confira:

Quando a patinadora Nancy Kerrigan, aposta das Olimpíadas, foi atingida no joelho em um treino em 1994, isso se tornou manchete ao redor do mundo – e todos os olhos rapidamente se viraram para sua rival Tonya Harding, que foi acusada de tramar o ataque com seu ex marido e guarda costas.

Mas Margot Robbie, que interpreta Harding no filme I, Tonya, diz que a reputação da patinadora foi formada pela cobertura frenética da mídia.

“Foi como uma brincadeira de telefone sem fio gigante onde 20 anos depois, as pessoas ainda lembram com absoluta certeza que Harding era a pessoa segurando o taco de baseball no joelho de Nancy Kerrigan,” Robbie disse para o EW em recente entrevista. “As pessoas falam, ‘Oh, eu lembro disso acontecer, eu lembro de vê-la bater em alguém com um taco de baseball,’… Isso não aconteceu! Não mesmo.”

Ela adicionou que Harding “foi tão feita de vilã pela mídia que as pessoas lembram do acontecido de um modo completamente diferente. E eles lembram com absoluta convicção, o que eu achei fascinante.”

Harding foi declarada como culpada por conspirar para esconder o ataque e foi banida da patinação para sempre, apesar de negar que ela teve envolvimento no plano.

A colega de cena de Robbie, Allison Janney, que interpreta a mãe de Harding, disse sobre o filme, “Você deixa o cinema com uma opinião diferente sobre Harding, eu acho. O público ainda vai decidir se ela estava envolvida ou não, mas eu acho que eles saem com mais empatia por ela.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

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07.12.17
Margot Robbie pretende ser uma força em patins como Tonya Harding em I, Tonya

Margot conversou com o USA Today durante os dias de imprensa para I, Tonya e falou sobre o novo filme e, claro, Harley Quinn. Ela também falou mais sobre como sua produtora ajudará mulheres no auge dos escândalos em Hollywood. Confira:

Enquanto Margot Robbie pode não patinar tão bem quanto Tonya Harding, mas as duas possuem uma coisa em comum: jovens meninas que são suas fãs.

Interpretada por Robbie na biografia de humor negro I, Tonya, Harding tem altos e baixos durante sua carreira, mas abre um sorriso enorme quando uma menina se aproxima dizendo que quer ser patinadora que nem ela.

Isso lembra Robbie, 27, da época que Esquadrão Suicida estreou ano passado e uma amiga mandou para ela uma foto de uma menina no metrô de Nova York lendo um dos quadrinhos da Harley Quinn, a colorida anti heroína de Robbie em Esquadrão.

“Os pés dela não estavam nem tocando ao chão, ela era tão pequena,” Robbie relembra. “E (minha amiga) ficou tipo, ‘Hey, cara, olha o que você está fazendo. Você está mudando o mundo ou algo assim.'”

Ela pode não estar mudando ainda, mas Robbie está construindo seu ninho com papéis transformativos como Harley, Tonya e Rainha Elizabeth I (em Mary, Queen of Scots, esperado para novembro de 2018) e sua produtora LuckyChap Entertainment (co-fundada com seu marido Tom Ackerley).

Não que ela se preocupa sobre isso tudo quando ela está usando aparelho como a estranha Tonya de 15 anos de idade ou tendo um colapso nervoso nas Olimpíadas de Inverno de 1994 como a Tonya de 23 anos. “Quando estou no set, eu esqueço que o mundo todo vai ver o que estamos fazendo,” Robbie diz.

A nativa de Gold Coast, na Austrália, estava mais apta a surfar do que patinar durante a infância, e seu treinamento para I, Tonya foi um “um rude despertar,” ela diz. Harding era o rosto da patinação mundial – e um rosto vilão seguido do famoso ataque ao joelho de Nancy Kerrigan – por isso Robbie passou muito tempo no gelo. (Dublês foram usados nas coreografias mais difíceis.)

“O que eu achei viciante foi ser boa o bastante para ser muito rápida, e quando você sabe que o seu corpo é forte para sustentar essa velocidade, você se sente invencível. E eu não estava nem fazendo os saltos triplos,” diz Robbie, que também conversou com Harding como parte do trabalho preparatório. A antiga patinadora mostrou apoio desde o começo, garantindo entrevistas para a atriz e cineastas e até compareceu a premiere em Los Angeles.

O Oscar ama quando uma atriz vive uma figura real com um ponto de vista, e Hollywood já notou, diz Dave Karger, correspondente especial para o IMDb. “É a melhor coisa que ela já fez e o próximo passo para seu triunfo meteórico.”

Um dos queridinhos do Toronto Film Festival em setembro, I, Tonya pode ser a força rebelde durante a temporada de premiações: É um cavalo negro da categoria de Melhor Filme, Allison Janney (como a mãe abusiva de Tonya) é certa na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante e Karger diz que Robbie está “nas conversas” para Melhor Atriz atriz de pesos como Meryl Streep (The Post) e Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri).

Robbie está se divertindo com essa conversa de Oscar. “Eu nunca tive isso antes. Honestamente, eu não sabia que havia tantos eventos nessa época do ano,” ela diz. “Eu estou indo nas coisas o tempo todo, o que é adorável.”

Com sua nova produtora, Robbie está desenvolvendo um filme solo da Harley por si mesma (“Se eu não estiver balançando meu taco de baseball ano que vem, vou ficar devastada”) mas também vê uma oportunidade e responsabilidade em ajudar a fazer diferença em uma cidade coberta de escândalos de assédio sexual.

“É um negócio estranho onde não temos um HR Office – há muitas áreas cinzas e a atuação pode ser uma coisa muito íntima, e não há um perfil específico para qualquer trabalho ou papel,” Robbie diz. “Nós precisamos implementar algum tipo de ordem e sistema e ter certeza que as pessoas são respeitosas e criativas ao mesmo tempo e não tiram vantagem de suas posições de poder.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas