Margot Robbie contou em uma entrevista para o Standard que sua pesquisa para sua personagem Annie, em Terminal, a levou para lugares obscuros. Confira:

Margot Robbie disse que pesquisar serial killers para seu último papel a levou para “lugares obscuros”.

A atriz, 28 anos, interpreta uma femme fetale no suspense Terminal. Sobre sua pesquisa, ela contou para o Standard: “Eu pesquisei sobre sociopatas, o que foi sinistro.”

“A preparação para os papéis realmente levam você para esses lugares escuros. Você nem sempre quer colocar tudo na tela, é difícil de assistir. Algumas vezes, isso fica com você, em outras se vai rapidamente.”

O filme segue os assassinos interpretados por Max Irons e Dexter Fletcher, Simon Pegg como um professor, um faxineiro interpretado por Mike Myers, e assassina e garçonete Margot Robbie.

Ela disse, apesar da história obscura, que o elenco brincava e saiam para os parques em Budapeste, quando ela ensinou Myers a “beber de dia”.

A estrela australiana produziu Terminal com sua empresa LuckyChap Entertainment, que ela começou com seu marido Tom Ackerley e amigos em 2014.

Eles também produziram I, Tonya que deu a ela sua indicação ao Oscar.

Ela disse que ama trabalhar atrás das câmeras, mas nunca conseguiria fazer isso permanentemente.

“Eu não conseguiria parar de atuar,” ela disse. “Eu amo e sinto falta quando não estou fazendo isso, então eu acho que eu nunca conseguiria parar, mas eu amo produzir e desenvolver roteiros.”

“Fazer esse filme foi assustador, sempre é. Mesmo com papéis pequenos eu fico com medo, e logo antes eu fico ‘Ai meu Deus, eu não sou boa, eu não vou conseguir’, mas quando você chega lá, você adora.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie contou em recente entrevista que uma de suas amigas, Rita Ora, a inspirou com uma característica de sua personagem Annie, em Terminal. Confira:

“Uma amiga minha, Rita Ora, possui um sotaque adorável, então eu fiz referência à sua voz,” Margot conta para o Metro.

“Quando você está escolhendo um sotaque, você precisa encontrar alguém que você pode pesquisar muitas entrevistas, ou encontrar alguém que possui um blog ou algo assim, para que você possa ouvi-la falar muito. Há um pouco da Rita nesse filme. Ela tem um sotaque tão bom, eu amo.”

No novo filme de Margot, Terminal, a vemos ao lado de Simon Pegg e Mike Myers no suspense que segue histórias entrelaçadas com consequências assassinas. O filme é incrivelmente estiloso – uma qualidade que parece seguir Margot por sua filmografia desde Esquadrão Suicida para Eu, Tonya e Golpe Duplo.

“Provavelmente sou eu sendo atraída por coisas que eu gosto,” ela admite. “Não foi uma escolha proposital, mas eu acho que é isso que me deixa mais animada. Eu amo filmes estilosos, eu amo os filmes do Wes Anderson que são especificamente estilosos, ou Tarantino ou Scorsese. Quando você assiste a um filme, você sabe qual cineasta o fez porque tem esse elemento. Parece uma escolha corajosa, e eu gosto disso.”

A atriz recentemente esteve focada em produzir e escrever filmes. Sua empresa, LuckyChap Entertainment já produziu o filme com indicação ao Oscar, Eu, Tonya. Mas Margot não tem tempo para os críticos que se queixaram sobre o politicamente correto ter levado a indústria a mudar a favor das mulheres.

“Eu diria que 52% das vendas de bilheteria vem de mulheres, então deveríamos ter 52% do conteúdo voltado para mulheres, se estamos falando estritamente em números. A parte disso, você se relaciona com o que você vê na tela. Não quero dizer que eu não me relaciono com os personagens masculinos que eu assisto nos filmes.”

“Alguns dos meus filmes favoritos são estrelados por homens e eu ainda acho um modo de me relacionar com eles e a amá-los. Eu não vejo motivo para os homens não se identificarem com os filmes estrelados por mulheres, também.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Margot Robbie Brasil

Promovendo a estreia de Terminal na Inglaterra, Margot Robbie é capa da revista Evening Standard. A atriz australiana fala sobre sua carreira, infância e momentos pessoais na entrevista, confira:

Por muito tempo durante sua vida, Margot Robbie foi viciada em medo: a adrenalina elétrica que surge quando ela tem certeza que não consegue fazer algo, mas se força a tentar apesar de tudo. “Eu amo sentir medo, eu amo quando eu penso que dessa vez eu não vou conseguir,” ela diz. É essa compulsão que a fez inesperadamente – na época, uma desconhecida de 23 anos – dar um tapa no rosto de Leonardo DiCaprio durante seu teste para O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese (o tapa deu a ela o emprego).

É essa determinação de forçar um pouco mais que a fez insistir em fazer a maioria das suas cenas de ação quando ela roubou a cena como a psicopata adorável Harley Quinn em Esquadrão Suicida. É essa recusa de ficar nos limites do que esperam de uma “modelo de pasta de dente” (palavras dela) que a fez começar uma produtora com seu marido e dois dos seus melhores amigos quando ela tinha 24 anos, e a produzir e estrelar em I, Tonya. “As pessoas diziam, ‘Isso nunca vai ser feito,’” ela disse sobre o filme sobre a atleta americana, Tonya Harding. “Quando as pessoas dizem isso, me afeta. Então eu fiquei tipo, ‘Vamos dar uma chance.’”

I, Tonya foi um sucesso nas críticas. Allison Janney ganhou um Oscar por sua interpretação como a mãe de Harding e Robbie também foi indicada para um Oscar e um Golden Globe por sua interpretação de Harding. O filme também foi um sucesso financeiramente, custando por volta de 8 milhões de euros para arrecadar 35 milhões. Nada mal para a produtora e atriz principal.

I, Tonya foi o segundo filme produzido por Robbie. O primeiro foi Terminal, que acabou de ser lançado nos cinemas. E é para falar sobre Terminal que estamos aqui, dentro de uma suíte no Soho Hotel em Londres, comendo biscoitos de chocolate e bebendo chá de Darjeeling. Robbie, que acabou de completar 28 anos (ela comemorou seu aniversário na Soho Farmhouse), está usando um traje de seda pêssego e um colar de ouro fino, o qual ela brinca enquanto fala.

“Eu fui atraída pelo quanto o roteiro era estranho e obscuro,” ela explica. Terminal realmente é um filme estranho, uma trama de vingança noir inspirada em filmes como Brazil e Blade Runner. Robbie brilha como a assassina, dançarina de pole dancing e garçonete. Foi dirigido e escrito por Vaugh Stein, antigo assistente de direção e amigo do marido de Robbie, Tom Ackerley, que também era AD quando ela o conheceu no set de Suíte Francesa, em 2013. Penso que foi um ato de amizade que fez Robbie insistir para que Terminal fosse feito.

“Ele [Stein] queria tanto fazer e ninguém dava dinheiro para ele, o que é o caso com muitos talentos criativos. Então, foi muito legal dar a ele a chance de colocar sua visão no mundo. Ao mesmo tempo, nós tivemos a chance de aprender como produzir.” O filme, que também conta com Simon Pegg, foi feito em 27 dias e noites sem dormir em Budapeste. Custou 3 milhões de euros e Robbie diz que isso a “enche de orgulho”.

Robbie cresceu no interior de Gold Coast, na Austrália, com cangurus pulando do lado de fora do seu quarto. Seus dias eram passados na praia, fazendo balanços de corda, mergulhando em piscinas nas montanhas. “Ninguém pensou que eu seria atriz porque, onde eu cresci, isso não era um trabalho possível. Eu nunca conheci ninguém que tivesse feito uma xícara café em um set de filmagens.”

Seus pais se divorciaram quando ela era nova e sua mãe, uma fisioterapeuta, criou Robbie e seus três irmãos sozinha. “Ela é uma santa, ela é incrível. Eu a amo. Ela aguentou e sempre colocou todo mundo em primeiro lugar.”

Foi uma infância caótica, barulhenta e com muita gente. “Nós não éramos crianças fáceis, nós não fomos legais com a mamãe.” Ela, pelo menos, não, que estava determinada a conseguir sua independência desde cedo. “Quando eu tinha cinco anos, eu estava vendo a minha mãe fazer meu sanduíche para a escola e eu ficava dizendo, ‘Não está indo até a borda,’ e ela ficava, ‘Se eu não estou fazendo certo, faz você.’ Então eu comecei a fazer meu próprio lanche quando eu tinha cinco anos. Se eu quisesse algo de um certo jeito, teria que fazer eu mesma. Minha mãe diz que isso me resume. Eu ainda estou tentando recompensá-la.” (Uma das primeiras coisas que Robbie fez assim que sua carreira decolou foi pagar a hipoteca de sua mãe.)

Quando Robbie tinha 17 anos, ela se mudou para Melbourne, e quando ela não estava trabalhando no Subway, ela estava importunando a equipe de produção de Neighbours. Sua persistência deu resultado e em 2008 ela ganhou o papel de Donna Freedman, quem ela interpretou por dois anos e meio, enquanto trabalhava com um coordenador vocal, aperfeiçoando seu sotaque americano para que ela pudesse se mudar para os Estados Unidos. Novamente, a determinação ganhou. O segundo papel de Robbie em Hollywood foi ao lado de DiCaprio em O Lobo de Wall Street.

Robbie diz que ela não se arrepende de nenhum dos papéis que interpretou, mas ela está ficando mais consciente do impacto social das personagens que ela escolhe. “É uma coisa estranha, ter um perfil,” ela diz, ficando quieta pela primeira (e única) vez durante nossa conversa. “É difícil porque eu nunca teria conseguido essa posição se eu estivesse tentando censurar tudo o que eu fizesse. Eu nunca teria feito um impacto nas pessoas se eu interpretasse personagens perfeitas.” Ela possui alguns papéis atraentes vindo por aí: a Rainha Elizabeth I em Mary Queen of Scots de Josie Rourke com Saoirse Ronan, e como Sharon Tate, a atriz que foi assassinada pelos seguidores de Charles Manson em Once Upon a Time in Hollywood de Quentin Tarantino, com Brad Pitt e DiCaprio. Esses são papéis substanciais de alto perfil que exploram o poder e a vulnerabilidade das mulheres “que parece ser a contradição que mais me atrai,” ela diz. E filmes que estão em desenvolvimento incluem Marian, uma versão feminista da história de Robin Hood e Birds of Prey, onde ela estará reprisando seu papel como Harley Quinn, mas dessa vez se unindo às heroínas da DC Comics. “Se eu fosse interpretar a Harley de novo, eu queria que fosse o tipo de filme que eu quisesse ver. Então, é sobre um grupo de garotas.” O filme começará a ser rodado no ano que vem.

Robbie tem falado muito sobre o movimento #MeToo. No ano passado, ela fez um discurso em um evento de Hollywood celebrando as mulheres e filmes; ela se preparou perguntando para suas amigas que fazem parte da equipe de filmes sobre suas experiências na indústria, criando uma narrativa criativa que foi mais poderosa do que a visão de experiência de uma pessoa. “É claro que eu sabia que o problema existia. Eu só não via como um problema que éramos permitidas ter raiva. Porque ninguém falava sobre isso, ninguém dizia que não ia mais aturar. Não era chamado de problema, era chamado de cotidiano. Isso é uma mentalidade terrível. Se aceitarmos coisas como assédio sexual como cotidiano, isso não vai melhorar.”

Essa abordagem coletiva é algo natural para Robbie. “Eu nunca faço nada sozinha. Eu não vejo propósito de fazer alguma coisa se não for com meus amigos. Eu fico louca fazendo as coisas sozinha, meus pensamentos são tão altos que me deixam doida.” No set, ela diz que nunca é encontrada em seu trailer, mas sempre conversando com o elenco e equipe. Ela fez uma forte amizade com a equipe de Suíte Francesa, que um grupo deles decidiram alugar um apartamento em Clapham, apertando sete pessoas em um local de quatro quartos. “Foram os melhores dias da minha vida,” ela diz sobre as noites passadas em bares de Clapham, e os dias em parques com futebol e bebida. Um desses colegas de apartamento era Ackerley, com quem ela casou em 2016 na Austrália, usando o vestido de casamento da sua mãe. “Foi adorável, muito calmo, você nem precisava usar sapatos.”

Sua despedida de solteira na casa de uma amiga na Austrália, no entanto, foi “absolutamente louca.” Tinham pelo menos 45 mulheres, incluindo os amigos de escola de Robbie, os ‘Heckers’. “Somos 16, nos chamamos assim desde a escola.” Seus amigos de Neighbours também foram convidados, assim como seus amigos de Clapham. “Eles são muitos, também, e a combinação foi explosiva.” Robbie é fã de vestidos chiques, sempre forçando outras pessoas a usarem eles em festas, então suas amigas a vestiram com várias perucas e enormes óculos de sol para a surpresa final. “Elas contrataram um stripper temático do Harry Potter para mim. Ele sabia todas as frases de Harry Potter e as insinuações. Eu fiquei muito comovida, foi uma coisa tão atenciosa. Elas me conhecem tão bem.”

Robbie lê os livros de Harry Potter repetidamente desde que ela tinha oito anos de idade. “Agora, eu estou no quinto livro. Eu sei o que está vindo quando eu virar a página. Eu não consigo meditar e isso é o que eu faço para dormir. Vaughn [o diretor de Terminal] me disse que se você tem problemas para dormir, o que eu tenho, você deve ler algo que é familiar para se acalmar. Se eu leio algo novo antes de ir para a cama, meu cérebro fica a mil por hora. Ler Harry Potter me deixa feliz e me acalma. Eu leio por uma ou duas horas toda noite. Meu marido odeia.”

Ela também ama truque de mágica e gastou bastante em uma noite no Magic Castle em Los Angeles, onde ela e Ackerley moram atualmente. “Eles sempre me chamam no palco porque eu sou sempre a que está na platéia gritando. Eu tenho as melhores reações.”

De outra maneira, você irá encontrá-la no lote da Warner Bros, onde fica sua produtora, mas apesar de todos os projetos em desenvolvimento, o que está a deixando motivada agora é seu desejo de fazer teatro. “Eu nunca fui para a escola de teatro e eu não fui para a faculdade. Eu realmente quero fazer teatro. A ideia me deixa completamente assustada, e eu amo isso.”

Determinação não é, tradicionalmente, considerada um traço feminino atraente. Mulheres são ditas para parecerem como um cisne: graciosas na aparência, nadando como loucas para a superfície. Margot Robbie é emocionante porque ela é feliz em sua própria determinação, feliz em deixar o mundo ver a beleza e o esforço. “Você não pode esperar, você tem que fazer,” ela diz, apertando minha mão firmemente.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie conversou com o Yahoo Movies UK durante a divulgação de Terminal e contou como foi filmar o longa em Budapeste, confira:

“Foi muito impressionante, nós tivemos as locações mais bonitas em Budapeste. E agora, por incrível que pareça, eu assisto filmes como Atômica ou Bladerunner e fico, “Nós filmamos lá primeiro! Meu Deus, nós achamos essa locação!” Tivemos tantas locações ótimas, a equipe era fantástica, e como eu disse, todo mundo fez o que queria fazer. Nosso diretor de fotografia fazia coisas loucas, como usar todas as cores primárias em um esquema de luzes. Você não vê alguém fazendo isso. Tudo sobre esse filme era fora do comum, como uma versão alterada da realidade. Foi legal, estranho e obscuro, eu amei.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil