Margot Robbie e Allison Janney foram questionadas pelo Metro US sobre o tom das cenas de violência doméstica apresentado no filme. O diretor Craig Gillespie também comentou sobre o assunto com o site. Confira:

Enquanto as críticas de I, Tonya tem sido positivas em sua maior parte, tanto que o filme atualmente possui uma nota de 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas houve descontentamento com a sua representação da violência doméstica.

Alguns críticos atacaram o filme por tentar dar um ar de comédia para o abuso que Tonya Harding recebe repetidamente, primeiramente por sua mãe LaVona (Allison Janney) e então seu marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan). Quando eu conversei com Craig Gillespie, Margot Robbie e Allison Janney para conversar sobre I, Tonya, os três admitiram que lidar com o assunto da maneira correta era de maior importância para eles.

“Foi o que eu mais estava preocupado,” Craig Gillespie admitiu. “Porque é tão abominável no filme. Mas lendo o roteiro e querendo conhecer a personagem de Tonya, eu sabia que não poderia ocultar isso. Precisa ser brutal porque realmente informa sobre as escolhas da vida dela. Grande parte da minha primeira conversa com a Margot foi, ‘Como essa interação entre eles deve acontecer? O quanto ela pode retrucar?’ Nós precisávamos achar o ator certo para interpretar o Jeff, para que então, pudéssemos ter acesso a ele, sentir empatia, tentar entender esse ciclo de, ‘Por que eles continuam voltando um para o outro?'”

“A violência doméstica é prevalente no roteiro, e nós estávamos muito conscientes sobre representar isso da forma certa,” Robbie, que produziu o filme e estrela como Tonya Harding adicionou. “Nós queríamos respeitar o problema, mas também não queríamos suavizá-lo. Foi um grande parte de sua vida e nós não podíamos fingir que não era. Não estaríamos fazendo justiça a história e nem a ela. O filme mostra a natureza abusiva repetitiva, para algumas pessoas, e o ciclo viciosa que pode se tornar.”

Um dos momentos chave das filmagens foi quando Craig Gillespie decidiu experimentar com Tonya falando diretamente com a câmera sobre ser atacada por Jeff.

“Nós tivemos a ideia de quebrar a quarta parede durante as filmagens para aquelas cenas violentas. Aquilo não estava no roteiro. Porque isso mostrava que ela estava tão acostumada com isso e estava anestesiada. Mostrava o quanto ela estava desconectada do que estava acontecendo na sua vida, tanto que ela consegue falar disso conosco. Então isso reforçou seu estado mental.”

“Ao quebrar a quarta parede, nós queríamos que o público soubesse que, de certo modo, ela está bem,” Robbie adicionou. “Que ela está desconectada emocionalmente. Isso tornou as coisas mais fáceis de serem feitas.”

“Há momentos que realmente confrontam. Eu estava preocupada que nós poderíamos ter ido longe demais e que nunca conseguiríamos que o público voltasse para Jeff e Tonya. Mas Craig fez um bom trabalho ao fazer as pessoas perdoarem o Jeff, e deste modo você pode entender o ciclo repetitivo desses relacionamentos.”

Allison Janney, que recebeu muitos elogios por sua performance como LaVona, tanto que ela é uma possível ganhadora para vários prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante, também admitiu que ela teve dificuldades de entender a mentalidade de sua personagem por causa de suas ações. Apesar de que de primeira ela estava animada para interpretar uma pessoa tão ruim.

“Eu passei por fases. De primeira eu fiquei tipo, ‘Mal posso esperar, isso é tão emocionante.’ E então eu fiquei, ‘Oh, merda, eu preciso fazer isso agora e entrar na mentalidade da personagem.’ Eu tive que tentar descobrir como justificar o que ela faz como mãe. Ela é uma mãe horrível. Mas eu encontrei um jeito ao ouvir as entrevistas e sabendo que tudo o que ela fez foi por sua filha. Para não torná-la frágil. Ela não estava tentando ser sua melhor amiga. Ela estava tentando fazer dela uma campeã. Eu consegui entender isso. E sabendo que essa mulher provavelmente veio de sua própria família abusiva. Abuso é cíclico. Se torna essa normalidade aterrorizante da vida.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Hoje dia 25.09, Margot foi fotografada deixando a boate Embargo em Londres. Confira as fotos em nossa galeria:

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Confiram uma nova entrevista da Margot para o The Cut, onde ela fala sobre os aromas de suas personagens, o anúncio para a Calvin Klein e muito mais:

Você interpretou um personagem específico na filmagem de Euphoria?
Essa foi a parte difícil. Com qualquer tipo de sessão de fotos ou campanha, eles querem que você seja você mesma, mas o que eu faço no trabalho é interpretar outra pessoa. Sessões de fotos são assustadoras. Os fotógrafos ficam tipo, “Me mostre você!” e eu fico, “Oh, eu? Eu não estaria fazendo isso. Eu estaria jogada no sofá desse jeito. E estaria de moletom.”

Mas Francis Lawrence, um diretor de filmes, fez a campanha, então foi muito mais fácil para ele sentar comigo e dizer, “Okay, aqui está o conceito. Aqui é onde você está. Isso é o que você está pensando.” Nós estamos borrando as linhas entre fantasia e realidade, então você pode associar as coisas com suas próprias experiências e você pode fabricar o mundo em que você está ao mesmo tempo.

Qual a sua memória do seu primeiro aroma?
Eu me lembro de ser uma criança e ver os perfumes da minha mãe organizados no balcão do banheiro. Eu sabia que mulheres mais velhas – mulheres adultas – usavam perfume. Eu ficava tão animada com a ideia de que eu ia crescer e usar perfume, também. Sempre que eu cheiro a minha mãe, eu me sinto como uma criança novamente.

Seu colega de elenco, Jared Leto, disse para a Glamour que você criou um aroma para ele como o Coringa. Qual tipo de aroma você acabou criando?
Eu escolho um aroma para cada personagem que interpreto. Ao interpretar Jane, em ‘Tarzan’, eu usei puro óleo de rosas. Eu pensei que seria um pouco mais com aroma da terra – ainda feminino, mas de um jeito mais maduro. Cada personagem tem sido diferente.

No caso da Harley, ela tinha uma obsessão tão grande com o Coringa que eu pensei que ela poderia querer seu cheiro do jeito que ele quisesse. Eu perguntei para eles quais os tipos de aroma que ele gostava para eu poder basear minha escolha de perfume. Mas ele me deu uma resposta louca e eu fiquei tipo, “Okay, bom, eu devo fazer algo um pouco diferente.”

Eu li que ele disse que o Coringa ia ter cheiro de cérebro, meias sujas e peixe morto.
Essa foi a resposta dele, e eu fiquei, “Okay, não é realmente o que eu estava buscando, mas, um, isso é ótimo!” Eu provavelmente não vou esfregar peixe morto em mim todo dia, então eu busquei o que eu pensava que a Harley ia gostar sendo o oposto do que o Coringa ia gostar.

Eu decidi que queria que ela cheirasse um pouco doce. Eu não queria um aroma sutil, eu queria um que fazia você ter muita consciência de que ela estava usando. Eu fui em uma farmácia em um shopping e comprei um perfume muito fofo e brega que era tão doce que ia te dar dor de dente. Para mim, parecia muito com a Harley. Era doce, era fofo, era sem remorso.

E para a Naomi de ‘O Lobo da Wall Street’?
No passado, eu tinha um perfume que os homens sempre comentavam sempre que eu usava. Eles sempre diziam, “Você cheira tão bem!” Já que Naomi era tão consciente do efeito que ela tinha nos homens, esse seria o perfume que ela usaria. No momento, eu estou interpretando uma personagem de 1920 e eu achei um perfume lindo em um frasco de 1920. Ironicamente, no último filme que eu fiz, ‘Terminal’, eu estava interpretando essa personagem um pouco mulher fatal e eu percebi que já tinha o perfume. Euphoria era perfeito. É feminino, sensual, perigoso, provocante, mas ainda sutil o bastante que você não percebe que está perto.

Eu ouvi dizer que você é uma grande fã de Harry Potter. Você já fez algum daqueles quizzes para dizer de qual casa você é?
Eu fiz, mas eu acho que manipulei as respostas porque eu queria muito estar em Gryffindor. Agora, eu nunca vou saber qual eu teria tirado. Mas já que o Chapéu Seletor leva em conta a casa que você quer estar, talvez eu teria terminado em Gryffindor de qualquer jeito.

Eu tirei Ravenclaw, o que eu acho que não é ruim.
Não é tão ruim. Eu ficaria feliz com Ravenclaw ou Hufflepuff.

Um dos meus amigos tirou Slytherin.
Como ela é para tirar Slytherin? [Risos.]

Ela disse que mostra que você tem muita habilidade mas possui as qualidades de Gryffindor. Eu fiquei tipo, “Eu não sei sobre isso.” Tirando o Professor Snape.
Não. É por isso que somos verdadeiros Gryffindors, porque não iríamos concordar com isso. Apesar de que o Professor Snape era muito corajoso. Sim, ele era muito corajoso.

Como você acha que seria o cheiro de Hogwarts?
Bom, eu sempre amei as partes onde eles descrevem o que estão comendo no Salão Principal, quando eles estão jantando. Eu acho que iria ter cheiro de comida o tempo todo. Ou poderia cheirar como pinho na época de Natal quando Hagrid está trazendo as árvores. Então acho que fogueira de lenha, pinho, e todos aqueles cheiros reconfortantes de mágica.

Você tem sido o assunto de alguns perfis interessantes de alguns escritores, como o da Vanity Fair que teve muita atenção. O que você tira das experiências de ser entrevistada por um jornalista?
Bom, um dos artigos que foi escrito sobre mim que foi bastante contundente foi escrito por uma mulher. Era uma jornalista jovem que eu achei muito legal. Eu realmente gostei dela e pensei que, na vida real, talvez nós seríamos amigas. Então eu li o artigo que ela escreveu e pensei, “Uau, isso é um pouco malvado.” Nada me deixa mais chateada do que mulher colocando outra mulher pra baixo. Eu fiquei tipo, “Cara, ergam umas a outras. Não façam isso.” Você pode esperar isso de homens, algumas vezes, mas você quer que outra mulher te levante um pouco. Isso me deixou mais chateada do que o artigo da Vanity Fair, ou qualquer outra coisa que li sobre mim.

Por outro lado, eu já vi jornalistas homens que eu adorei e pensei que foram muito justos e precisos em suas análises. Você nunca sabe o que vai conseguir, de verdade.

Por que você acha que a jornalista escreveu a estória de um jeito tão inesperado?
Eu realmente não sei. Eu adoraria sentar com ela e conversar. É fácil tomar por esse ângulo algumas vezes. É mais fácil ser contundente e julgar quando você está escrevendo um artigo e precisa encontrar um ângulo e um ponto de vista. Algumas vezes, é mais provocante ser negativo.

Você mencionou antes que você não encontra nada pior do que mulheres tentando colocar outras mulheres para baixo. O que você acha da citação “há um lugar especial no inferno para mulheres que não apoiam outras mulheres”?
É a mesma coisa, mas um pouco mais extremo [Risos]. Embora eu não iria tão longe e falaria que há um lugar especial no inferno para elas. Para tomar uma posição mais positiva nisso, eu sou sempre muito grata e aprecio muito todas as mulheres na minha vida que me apoiam. E, da mesma forma, eu quero dar tanto apoio e força positiva para outras mulheres em minha vida.

O que você pensa sobre o jeito que você tem sido retratada ou vista pelos olhos masculinos?
Isso meio que muda de acordo com cada papel que interpreto. ‘O Lobo da Wall Street’ foi o papel que me colocou no mapa e o que as pessoas sabem sobre você é baseado no seu papel. É uma má interpretação porque eu não sou como a Naomi. Mas quanto mais papéis eu interpreto, mais as pessoas param de me ver como um personagem em particular. Eu espero que as pessoas sintam que conhecem meus personagens muito bem, mas não a mim – porque se eles me vêem no papel, eu não estou fazendo um bom trabalho atuando.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

O diretor de Esquadrão Suicida, David Ayer, tem concedido bastantes entrevistas já que a estréia do filme está próxima. Logicamente, David fala não só de sua obra que logo será visto no cinema como também do seu elenco. Em uma de suas entrevistas, ele falou da dedicação da Margot para o filme. Confiram o trecho da matéria aqui:

O Diretor David Ayer revelou que ele queria que o elenco fizesse quantas cenas de ações fossem possível. Embora Margot Robbie, que interpreta Harley Quinn, tivesse uma dublê no set de gravações, a atriz fez a maior parte do trabalho sozinha. “Eu não conheço ninguém no mundo dos negócios que teria a resistência, vontade e talento para fazer o que Margot fez.” disse Ayer. “Quando você vê o filme, você vai vê-la fazendo sua própria luta, suas próprias cenas de ação. Nós tinhamos uma dublê, mas acho que ela estava no Craft Services comendo.”

Fonte: IMDb | Tradução: Equipe MRBR