Margot e seu parceiro de cena em I, Tonya, Sebastian Stan, falaram com o Entertainment Weekly sobre seus encontros com Tonya Harding e Jeff Gillooly. O roteirista Steven Rogers também fala como Tonya recebeu o filme. Confira:

Margot Robbie não quis conhecer Tonya Harding até decidir como ela iria interpretá-la em I, Tonya. Quando ela finalmente decidiu, ela estava lá para apenas uma coisa: ver se a patinadora estava bem, 23 anos depois de Harding ser acusada de ajudar a planejar um ataque na rival Nancy Kerrigan e viu sua carreira ser arruinada como consequência.

“Mais do que tudo, eu só queria checar se ela estava bem,” Robbie diz. “Eu senti que, com todas as filmagens que eu vi online, não pareceu que a história dela teve resolução. Ninguém me garantiu em nenhum desses documentários que ela está bem agora, e depois de passar todo esse tempo tentando ver as coisas do ponto de vista dela, eu tenho sentimentos por ela.”

E acontece que, Harding está mais do que bem, pelo menos de acordo com a atriz. “Conhecê-la foi incrível porque ela evidentemente ama seu marido e seu filho, e vê-la falar deles como se ela tivesse encontrado consolo na vida antiga, me tranquilizou,” ela explica. “Eu me senti muito melhor sabendo que ela encontrou seu lugar agora e se tornou uma boa mãe, o que é claramente importante para ela.”

Mas se Robbie teve um encontro prazeroso com sua personagem na vida real, Sebastian Stan relembra um encontro mais brincalhão e argumentador entre ele e Jeff Gillooly, o ex marido de Harding e o homem que Stan interpreta no filme. “Vou te contar, eu estava fazendo xixi nas calças,” o ator diz, rindo.

Essa reação não era por medo, Stan diz, mas sobre Gillooly o questionar por que ele queria estar em um filme sobre o assunto. “Ele escolheu o restaurante, então nós fomos lá, sentamos, e a primeira coisa que ele disse para mim foi, ‘Então… por que você quer fazer isso? Por que você quer estar nesse filme?'” Stan lembra. “Eu fiquei tipo, ‘Oh! Bom, uhh, você sabe, o roteiro era muito bom e é uma história louca,’ e então eu lembro dele dizer algo tipo, ‘Sim, mas ninguém vai querer assistir isso. Ninguém vai prestar atenção.'” Stan ri novamente. “Eu fiquei tipo, ‘Oh, eu não seeeeeeei!'”

Mesmo assim, Gillooly parece ter aceitado a ideia de uma adaptação cinematográfica de um tempo da sua vida há mais de duas décadas atrás de algum jeito. Ou, pelo menos é assim que Stan vê. “Eu acho que ele viu uma foto minha com o bigode, e ele escreveu para mim e disse algo como, ‘Bom, bigode legal! Você pode trazer isso para a moda, algo que eu nunca poderia ter feito,'” Stan diz. “Foi engraçado.”

E quando o filme ficou completo, o roteirista Steven Rogers diz que Harding foi a uma exibição com seu marido e deu uma crítica positiva o bastante. “Eu estava muito nervoso com ela assistindo,” ele diz. “Ela me mandou email duas vezes desde então, apenas para me agradecer. Ela disse que riu e chorou. Ela disse que algumas coisas ela não gostou, mas eu acho normal.”

“Olha,” ele adiciona. “Eu não poderia assistir um filme de duas horas sobre a minha vida, entende o que eu digo? Tipo, como você faz isso? Como você assiste outra pessoa interpretar o tempo que você estava nesse mundo em duas horas? É uma tarefa impossível.” Mas novamente, tendo sobrevivido a notoriedade, Harding parece acostumada com lidar com tarefas difíceis.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil