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28.12.17
Margot Robbie explica por que preferiu manter I, Tonya fora dos estúdios

Após sua indicação ao Golden Globes, Margot Robbie conversou rapidamente com o site Deadline sobre seu novo filme I, Tonya e por que fez a decisão de manter o filme independente. Confira:

Como uma patinadora artística golpeando pelas Olimpíadas de Inverno, as três indicações ao Golden Globes para I, Tonya em Melhor Comédia, Atriz e Atriz Coadjuvante (Allison Janney) são elogios merecidos para Margot Robbie, que produziu e estrelou no filme sobre a patinadora campeã Tonya Harding.

Enquanto Robbie está esperando para ver qual grande filme entra em produção primeiro para ela, leia-se o projeto ainda sem título de Quentin Tarantino sobre Charles Manson, Esquadrão Suicida 2 ou Gotham Ctiy Sirens, ela foi pega pelo bichinho da produção e está ocupada com sua marca LuckyChap que recentemente vendeu duas séries de TV, está desenvolvendo 13 filmes, e está em pós produção com dois, Terminal e Dreamland.

Quando Robbie leu o roteiro de Steve Rogers para I, Tonya pela primeira vez e determinou para ele o produtor do projeto Bryan Unkeless que ela iria produzir e estrela, ela estava encantada com a história incomum do roteiro, e focou em manter a produção independente. Isso apesar do fato de Robbie ter tido grande sucesso em grandes filmes como Esquadrão Suicida, A Lenda de Tarzan e O Lobo de Wall Street e poderia passar I, Tonya para qualquer grande estúdio.

“Nós acabamos usando menos dinheiro para manter o controle criativo. Eu não acho que esse roteiro como um todo teria sobrevivido ao sistema dos estúdios,” diz Robbie.

“I, Tonya quebrou as regras com sua estrutura informal: era a paródia de um documentário, quebrou a quarta parede com narradores pouco confiáveis,” diz Robbie, que se transformou completamente em Harding com maquiagem exagerada e boca suca. “Quando o sistema dos estúdios tenta agradar as massas, há uma tendência de tentar cortar as partes mais duras. Mas a verdadeira beleza em I, Tonya são as partes duras. São como as pessoas do filmes.”

I, Tonya segue a ascensão de Harding da vida com renda baixa e mãe abusiva para sua glória como campeã de patinação e queda com o planejamento do ataque contra a rival Nancy Kerrigan. Harding foi a primeira mulher a conseguir fazer dois saltos triplos em uma competição, no entanto, a associação de patinação nunca a apreciou por seu comportamento franco e educação pobre. Robbie se preparou para o papel assistindo vídeos de Harding e tendo aulas de patinação. Ela decidiu encontrar Harding somente uma semana antes do início da produção.

“Eu amei a fala no filme: ‘Ela não se encaixa, ela se destaca.’ Isso resumiu sua rebeldia para mim: O que a associação queria que ela fosse, o que a sociedade queria que ela fosse, a vulnerabilidade de querer amor; ela era complicada. Todos os personagens são pessoas inferiores se forçando em uma posição onde eles não são bem vindos. Eu fiquei fascinada com isso,” disse Robbie.

Neon e 30 West adquiriram o filme juntos no Festival de Toronto por 5 milhões de dólares. O filme estreou recentemente em quatro locais em Nova York e Los Angeles com um ótimo total de 61 mil dólares e irá expandir conforme a temporada de premiações e Olimpíadas aquecem no ano novo.

Robbie diz, “É um desses filmes que as pessoas se relacionam de jeitos diferentes, seja porque eles lembram do incidente na época, ou suas frustrações com a sociedade hoje em dia com tudo o que está acontece, desde a privação dos direitos até a mídia e como nós consumimos isso. Há muitos problemas no filme.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas