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21.09.16
Margot Robbie fala sobre perfumes, Harry Potter e feminismo com o The Cut

Confiram uma nova entrevista da Margot para o The Cut, onde ela fala sobre os aromas de suas personagens, o anúncio para a Calvin Klein e muito mais:

Você interpretou um personagem específico na filmagem de Euphoria?
Essa foi a parte difícil. Com qualquer tipo de sessão de fotos ou campanha, eles querem que você seja você mesma, mas o que eu faço no trabalho é interpretar outra pessoa. Sessões de fotos são assustadoras. Os fotógrafos ficam tipo, “Me mostre você!” e eu fico, “Oh, eu? Eu não estaria fazendo isso. Eu estaria jogada no sofá desse jeito. E estaria de moletom.”

Mas Francis Lawrence, um diretor de filmes, fez a campanha, então foi muito mais fácil para ele sentar comigo e dizer, “Okay, aqui está o conceito. Aqui é onde você está. Isso é o que você está pensando.” Nós estamos borrando as linhas entre fantasia e realidade, então você pode associar as coisas com suas próprias experiências e você pode fabricar o mundo em que você está ao mesmo tempo.

Qual a sua memória do seu primeiro aroma?
Eu me lembro de ser uma criança e ver os perfumes da minha mãe organizados no balcão do banheiro. Eu sabia que mulheres mais velhas – mulheres adultas – usavam perfume. Eu ficava tão animada com a ideia de que eu ia crescer e usar perfume, também. Sempre que eu cheiro a minha mãe, eu me sinto como uma criança novamente.

Seu colega de elenco, Jared Leto, disse para a Glamour que você criou um aroma para ele como o Coringa. Qual tipo de aroma você acabou criando?
Eu escolho um aroma para cada personagem que interpreto. Ao interpretar Jane, em ‘Tarzan’, eu usei puro óleo de rosas. Eu pensei que seria um pouco mais com aroma da terra – ainda feminino, mas de um jeito mais maduro. Cada personagem tem sido diferente.

No caso da Harley, ela tinha uma obsessão tão grande com o Coringa que eu pensei que ela poderia querer seu cheiro do jeito que ele quisesse. Eu perguntei para eles quais os tipos de aroma que ele gostava para eu poder basear minha escolha de perfume. Mas ele me deu uma resposta louca e eu fiquei tipo, “Okay, bom, eu devo fazer algo um pouco diferente.”

Eu li que ele disse que o Coringa ia ter cheiro de cérebro, meias sujas e peixe morto.
Essa foi a resposta dele, e eu fiquei, “Okay, não é realmente o que eu estava buscando, mas, um, isso é ótimo!” Eu provavelmente não vou esfregar peixe morto em mim todo dia, então eu busquei o que eu pensava que a Harley ia gostar sendo o oposto do que o Coringa ia gostar.

Eu decidi que queria que ela cheirasse um pouco doce. Eu não queria um aroma sutil, eu queria um que fazia você ter muita consciência de que ela estava usando. Eu fui em uma farmácia em um shopping e comprei um perfume muito fofo e brega que era tão doce que ia te dar dor de dente. Para mim, parecia muito com a Harley. Era doce, era fofo, era sem remorso.

E para a Naomi de ‘O Lobo da Wall Street’?
No passado, eu tinha um perfume que os homens sempre comentavam sempre que eu usava. Eles sempre diziam, “Você cheira tão bem!” Já que Naomi era tão consciente do efeito que ela tinha nos homens, esse seria o perfume que ela usaria. No momento, eu estou interpretando uma personagem de 1920 e eu achei um perfume lindo em um frasco de 1920. Ironicamente, no último filme que eu fiz, ‘Terminal’, eu estava interpretando essa personagem um pouco mulher fatal e eu percebi que já tinha o perfume. Euphoria era perfeito. É feminino, sensual, perigoso, provocante, mas ainda sutil o bastante que você não percebe que está perto.

Eu ouvi dizer que você é uma grande fã de Harry Potter. Você já fez algum daqueles quizzes para dizer de qual casa você é?
Eu fiz, mas eu acho que manipulei as respostas porque eu queria muito estar em Gryffindor. Agora, eu nunca vou saber qual eu teria tirado. Mas já que o Chapéu Seletor leva em conta a casa que você quer estar, talvez eu teria terminado em Gryffindor de qualquer jeito.

Eu tirei Ravenclaw, o que eu acho que não é ruim.
Não é tão ruim. Eu ficaria feliz com Ravenclaw ou Hufflepuff.

Um dos meus amigos tirou Slytherin.
Como ela é para tirar Slytherin? [Risos.]

Ela disse que mostra que você tem muita habilidade mas possui as qualidades de Gryffindor. Eu fiquei tipo, “Eu não sei sobre isso.” Tirando o Professor Snape.
Não. É por isso que somos verdadeiros Gryffindors, porque não iríamos concordar com isso. Apesar de que o Professor Snape era muito corajoso. Sim, ele era muito corajoso.

Como você acha que seria o cheiro de Hogwarts?
Bom, eu sempre amei as partes onde eles descrevem o que estão comendo no Salão Principal, quando eles estão jantando. Eu acho que iria ter cheiro de comida o tempo todo. Ou poderia cheirar como pinho na época de Natal quando Hagrid está trazendo as árvores. Então acho que fogueira de lenha, pinho, e todos aqueles cheiros reconfortantes de mágica.

Você tem sido o assunto de alguns perfis interessantes de alguns escritores, como o da Vanity Fair que teve muita atenção. O que você tira das experiências de ser entrevistada por um jornalista?
Bom, um dos artigos que foi escrito sobre mim que foi bastante contundente foi escrito por uma mulher. Era uma jornalista jovem que eu achei muito legal. Eu realmente gostei dela e pensei que, na vida real, talvez nós seríamos amigas. Então eu li o artigo que ela escreveu e pensei, “Uau, isso é um pouco malvado.” Nada me deixa mais chateada do que mulher colocando outra mulher pra baixo. Eu fiquei tipo, “Cara, ergam umas a outras. Não façam isso.” Você pode esperar isso de homens, algumas vezes, mas você quer que outra mulher te levante um pouco. Isso me deixou mais chateada do que o artigo da Vanity Fair, ou qualquer outra coisa que li sobre mim.

Por outro lado, eu já vi jornalistas homens que eu adorei e pensei que foram muito justos e precisos em suas análises. Você nunca sabe o que vai conseguir, de verdade.

Por que você acha que a jornalista escreveu a estória de um jeito tão inesperado?
Eu realmente não sei. Eu adoraria sentar com ela e conversar. É fácil tomar por esse ângulo algumas vezes. É mais fácil ser contundente e julgar quando você está escrevendo um artigo e precisa encontrar um ângulo e um ponto de vista. Algumas vezes, é mais provocante ser negativo.

Você mencionou antes que você não encontra nada pior do que mulheres tentando colocar outras mulheres para baixo. O que você acha da citação “há um lugar especial no inferno para mulheres que não apoiam outras mulheres”?
É a mesma coisa, mas um pouco mais extremo [Risos]. Embora eu não iria tão longe e falaria que há um lugar especial no inferno para elas. Para tomar uma posição mais positiva nisso, eu sou sempre muito grata e aprecio muito todas as mulheres na minha vida que me apoiam. E, da mesma forma, eu quero dar tanto apoio e força positiva para outras mulheres em minha vida.

O que você pensa sobre o jeito que você tem sido retratada ou vista pelos olhos masculinos?
Isso meio que muda de acordo com cada papel que interpreto. ‘O Lobo da Wall Street’ foi o papel que me colocou no mapa e o que as pessoas sabem sobre você é baseado no seu papel. É uma má interpretação porque eu não sou como a Naomi. Mas quanto mais papéis eu interpreto, mais as pessoas param de me ver como um personagem em particular. Eu espero que as pessoas sintam que conhecem meus personagens muito bem, mas não a mim – porque se eles me vêem no papel, eu não estou fazendo um bom trabalho atuando.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Uncategorized