O acordo entre a Warner Bros. e a Mattel foi finalmente fechado e junto com isso tivemos o anúncio oficial de que Margot Robbie dará vida para a boneca Barbie no aguardado live action. Confira:

Warner Bros. e Mattel fecharam parceria para trazer a renomada franquia da Barbie para os cinemas no primeiro live-action, estrelando a atriz indicada ao Oscar, Margot Robbie, como a personagem titular.

”Esse projeto é um ótimo começo para nossa parceria com a Ynon e Mattel Films,” disse Toby Emmerich, presidente da Warner Bros. Pictures Group. ”E Margot é a produtora e atriz ideal para trazer a Barbie para a vida nas telas de um jeito novo e relevante para o público dos dias atuais.”

Robbie também irá co-produzir o filme por meio da LuckyChap Entertainment, ao lado de Tom Ackerley e Josey McNama. ”Brincar com Barbies promove confiança, curiosidade e comunicação durante a jornada de autodescobrimento de uma criança. Durante os quase 60 anos da marca, a Barbie permitiu que as crianças se imaginassem em papéis ambiciosos desde uma princesa à uma presidente,” disse Robbie. ”Estou honrada em interpretar esse papel e produzir um filme em que acredito que terá um impacto tremendamente positivo nas crianças e no público mundial. Eu não poderia imaginar parceiros melhores do que a Warner Bros e a Mattel para trazerem esse filme para as grandes telas.”

A adaptação da Barbie marca o primeiro anúncio da Mattel Films, liderada pelo produtor Robbie Brenner, e também a primeira colaboração entre a Mattel e a Warner Bros. Pictures.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie e Michael B. Jordan fazem parte de uma das capas da edição especial da W Magazine que homenageia as melhores performances do ano e em uma entrevista muito descontraída os dois falaram sobre seus vilões, Harley Quinn e Killmonger, seus primeiros beijos, endereços de email e muito mais. Confira:

Margot Robbie e Michael B. Jordan parecem preencher todas as caixas de estrelas de filmes sem esforços: Um charme de megawatts? Checa (aqueles sorrisos!). Influência como atores? Sem problemas (ter Martin Scorsese e Ryan Coogle lançando suas respectivas carreiras não deve fazer mal.) Franquias lucrativas? Sim, isso também (Robbie em Esquadrão Suicida e Jordan em Creed, com um desvio memorável para Wakanda). Então, acontece que, eles tem muito para falar – e não só sobre fama e boa sorte. Aqui, como parte do portfólio anual de Melhores Performances, Robbie, que estrelou no recente drama de época Mary Queen of Scots, e Jordan, que retornou em Creed 2 e dominou as telas em Pantera Negra no ano passado, sentaram com a editora chefe da W, Lynn Hirschberg, para compartilhar não somente como foi fazer vilões de moralidade questionáveis como Harley Quinn e Killmonger em anti heróis, mas também seus primeiros emails totalmente vergonhosos, seus maiores erros no tapete vermelho, e suas histórias incríveis de primeiro beijo.

Michael, qual foi o primeiro álbum que você comprou?
Michael B. Jordan:
Primeiro álbum? Ah, cara, esse é bom.
Margot Robbie: Oh, esse é bom.
Jordan: Foi em fita cassete… My Way, do Usher.
Robbie: Boa resposta.
Jordan: Você está me lembrando. Eu fui de bicicleta até a loja de música que era, tipo, na esquina.

Qual foi o primeiro álbum que você comprou, Margot?
Robbie:
Eu acho que foi Sing the Sorrow do AFI. Eu estava em uma fase heavy metal. Mas eu acho que o primeiro single que eu comprei foi All the Small Things, do Blink 182.
Jordan: Okay. Então, sobre o heavy metal. Você ainda está nessa fase ou passou?
Robbie: Ocasionalmente.
Jordan: Ocasionalmente?
Robbie: Ocasionalmente.

Você já passou por uma fase heavy metal, Michael?
Jordan: Não.
Robbie: [Risos]
Jordan: Mas solos de guitarra imaginários são minha coisa. Tipo, eu amo os Ernie Isleys do mundo, o solo de Who’s That Lady é incrível. Dirty Diana do Michael Jackson é muito boa.

Você toca guitarra imaginária?

Jordan: Guitarra imaginária? O dia inteiro. [Risos]
Robbie: Eu posso tocar guitarra imaginária. Isso é o máximo que meu talento para música chega, na verdade.

Michael, você lutava boxe antes de Creed?

Jordan: Eu nunca lutei oficialmente, mas karatê, artes marciais, e coisas assim. E então eu meio que segui para o boxe.

E você, Margot, já lutou boxe?

Robbie: Eu já fiz um pouco de boxe, sim – principalmente para preparar para treinamentos com luta, tipo para filmes. E eu realmente gosto. Eu tenho braços estupidamente longos, eles são longos demais para o meu corpo. Então, é legal quando estou lutando boxe.
Jordan: O alcance é incrível.
Robbie: Um alcance extra longo. E fica bom na câmera. Ter membros longos fazem seus socos parecerem –
Jordan: Seu soco é um pouco maior, sim, sim, sim. Ela sabe do que está falando.

O que eu amo sobre suas performances em filmes diferentes é que apesar de interpretarem super heróis em Esquadrão Suicida e Pantera Negra, vocês também são anti heróis ao mesmo tempo. Existe uma divisão nos personagens.

Robbie: Um vilão amável.
Jordan: É verdade. Eu gosto disso. Então, esses são os personagens mais interessantes para mim, algumas vezes, como quando estou assistindo filmes assim, na tela, são esses personagens que você consegue sentir empatia. Tipo, eles querem que você torça contra eles. Eles querem que você não goste deles. Mas, de algum jeito, você ainda consegue entender de onde estão vindo e isso é importante.

Você tem um vilão favorito? Sem ser o Killmonger.

Jordan: Sim, porque ele é forte. Quero dizer, honestamente, está entre o Magneto do Michael Fassbender e o Coringa de Heath Ledger. Sinceramente. Esses dois estão no topo pra mim. [Para Robbie] E você?
Robbie: Estou totalmente roubando a resposta de outra pessoa. Eu ouvi alguém falar isso, mas eu realmente acho que é um vilão incrível: HAL de 2001: Uma Odisséia no Espaço.
Jordan: Ohhh. Cara.
Robbie: É um vilão tão legal. Isso foi inteligente.

Mas também é meio que estranhamente compreensível.
Robbie: Totalmente. Os melhores vilões são compreensíveis.

Com esses dois personagens, vocês atuam com pouca roupa. É difícil atuar praticamente nu?
Robbie:
Uh…
Jordan: Estou sempre nu, na verdade.
Robbie: Honestamente, para mim, com a Harley pelo menos, quanto mais pele sendo mostrada significava mais tempo de cabelo e maquiagem porque ela tem, você sabe, pele branca e milhões de tatuagens. Então qualquer coisa fora… Deus, as cenas onde eu estou somente sem a jaqueta, já significava mais 20 minutos no trailer de maquiagem.
Jordan: Sim, o mesmo para mim. Killmonger, ele tinha todas as cicatrizes e essas coisas, e demorava muito tempo para colocar a maquiagem e prostéticos.
Robbie: Sim, você quer estar mais coberto.

Então, Michael, qual foi a primeira coisa que você fez teste?
Jordan: Ooh.
Robbie: Hmm. Estou tentando lembrar do meu primeiro teste.

Vamos dizer o primeiro que você conseguiu.
Jordan: The Sopranos. Eu não sei em qual temporada, mas Tony [Soprano] estava tendo um flashback. E eu interpretei um valentão na sua infância que implicava com ele na calçada enquanto ele ia para casa um dia.

Sério?
Jordan: Sim. Eu era o Valentão #2, eu acho.

Era um papel com falas?
Jordan: Era, mas eu estava apenas gritando um monte de merda para ele. Eu não sei. Eu estava improvisando, na verdade. Estava vivendo o momento.
Robbie: [Risos] Estava tão presente que agora não consegue lembrar.
Jordan: Eu estava focado no Valentão #2

E Margot, qual foi o seu primeiro teste?
Robbie: Meu primeiro teste foi para um filme independente que eu fiz na Austrália. E eu consegui o trabalho, mas o filme nunca foi lançado. Uh, eu nunca nem vi…

Você nunca viu o filme?
Robbie: Não, nunca vi.
Jordan: Agora temos que achá-lo.
Robbie: Não, realmente não precisa.
Jordan: [Risos] Qual era o nome mesmo?
Robbie: Não… Eu não vou nem falar. Não vou falar.

O que você interpretou?
Robbie: Eu interpretei uma adolescente angustiada. O que era o que eu era na época, de qualquer jeito. Foi divertido.
Jordan: Cara, eu tenho dever de casa agora.
Robbie: [Risos] Não, você não tem. Não. Sério. Não precisa ir tão longe.

E o que você fez depois do filme que não aconteceu?
Robbie: Eu fiz outro filme independente que também não foi lançado. Após isso, eu fiz teste para uma série chamada The Elephant Princess. Eu fiquei entre as três para o papel principal, e não consegui. Mas eles lembraram do meu teste e me convidaram para uma participação depois. E essa participação me levou até Melbourne. Desde então, foi quando eu consegui trabalhar consistentemente e comecei a ser paga. Foi um grande passo no mundo.

Você não foi paga pelos dois primeiros?
Robbie:
Não, eu fiz muitos trabalhos não remunerados naquela época, porque eu queria trabalhar.
Jordan: Isso é horrível.
Robbie: Sempre leva para alguma outra coisa, de qualquer jeito. Um fato engraçado, Liam Hemsworth também estava em The Elephant Princess.
Jordan: Mal posso esperar para implicar com ele.

Michael, qual foi seu primeiro endereço de email?
Robbie: Oh, boa pergunta.
Jordan: Oh, você chegou nisso? Cara.
Robbie: [Risos] Mal posso esperar para ouvir isso.
Jordan: [Risos] Era do AOL. Era, uh, bilnem, b-i-l-n-e-m, e significava “Basketball Is Life and Nothing Else Matters” (Basketball é vida e nada mais importa). Era @AOL.com.
Robbie: Isso é ótimo. Poderia ser mais vergonhoso. É legal, na verdade.
Jordan: Sim. Basketball era tudo pra mim.
Robbie: Era vida.
Jordan: Eu ia para a NBA.
Robbie: E nada mais importava. Na época. [Risos] Você ainda tem acesso, não é?
Jordan: Não. Não. Não, já foi. Já foi. Foi embora logo depois que a internet discada acabou, eu acho. [Risos].

Margot, qual era seu email?
Robbie: O meu também era relacionado a esporte. É muito vergonhoso: sweetsurfer02@hotmail.com (docesurfista02)
Jordan:Robbie: Na Austrália era assim. Não era AOL.

Você tinha que adicionar o 02 porque tinha tantas doces surfistas.
Robbie: Sim, sweetsurfer estava sendo usado. Eu tive que adicionar o número.
Jordan: Pergunta aleatória. O American Online era só na América?
Robbie: AOL? Não sei. Mas nós tínhamos MSN. Era tudo o que você fazia depois da escola, entrava no MSN para conversar em grupo.

Qual foi o seu primeiro look no tapete vermelho, Michael?
Jordan: Estamos falando da época do Valentão #2 ou homem adulto?

Você foi no tapete vermelho por Valentão #2? [Risos]
Robbie:
[Risos]
Jordan: Não, eu acho que não foi por um projeto meu, mas eu acho que eu já entrei de penetra em tapetes vermelhos. Algumas vezes, os fã sites fazem essa montagem com pequenos clipes estranhos e eu fico tipo, “Eu nem lembro disso.”
Robbie: Oh, sim. Deus abençoe a internet.
Jordan: De qualquer jeito, eu lembro de usar um cardigã, mas eu estava com esses jeans extremamente largos. Era coisa do momento na moda. Mas os jeans eram enormes.

Tipo Kris-Kross?
Jordan: Não. Não. Não era tão ruim assim. Não era Kris-Kross. Mas eram largos com esse cardigã combinando. Eu estava usando um rosário, que também devia estar na moda. Eu acho que eu tinha 13 ou 14 anos.
Robbie: Eu quero ver essa roupa.
Jordan: É muito ruim. Não existe mais, na verdade.
Robbie: Claro, claro.
Jordan: Eu mandei tirar da internet.
Robbie: Eu vou achar isso.

Margot, qual foi sua grande primeira escolha no tapete vermelho?
Robbie:
As pessoas falam desse assunto frequentemente, porque foi uma escolha e tanto, eu diria. [Risos]. Eu não sei se foi uma boa escolha. Mas eu tinha 18 anos, e estava no meu primeiro tapete vermelho. A premiação equivalente ao Emmy na Austrália se chama Logies. Eu estava trabalhando em uma série de TV e fui indicada a um Logie, e era o meu grande momento no tapete vermelho. Eu honestamente pensei que a maior coisa que aconteceria comigo seria ser indicada para o Logies. Então, eu entrei de cabeça no vestido. Era muito curto na frente, longo atrás. Muitas camadas, cores vibrantes, tecido brilhoso…
Jordan: Que tipo de cores estamos falando?
Robbie: Tipo, o laranja mais vibrante que você pode pensar, intercalado com o tecido preto mais brilhante também. Então, é tipo laranja, preto, laranja, preto, com um grande laço nas costas.

Grande laço?
Robbie: Cabelo tipo de stripper. Eu estava obviamente muito bronzeada na época porque ainda estava vivendo na Austrália. Foi um look. Mas quer saber? Eu não me arrependo, porque toda vez alguém pergunta se eu queria apagar e eu digo “Não.” Eu tinha 18 anos. Eu estava me divertindo. Eu posso me vestir de um jeito tedioso pelo resto da minha vida. Eu entrei de cabeça, tanto faz.
Jordan: Eu amei.

Eu acho ótimo. Okay, Michael. Onde foi seu primeiro beijo?
Jordan: Hmm. Estranhamente, eu me lembro da menina. É engraçado. Eu estava na escola, e o refeitório era no andar de baixo, então era no porão que tinha o refeitório e coisas assim. No meio, na escada indo para baixo, foi bem no meio, tipo no degrau. Então, você não estava no porão e você não estava no primeiro andar. Era um ponto cego ou qualquer coisa. E ela estava indo para o almoço, e eu estava indo para minha outra aula, e… ela me beijou, na verdade.

É claro.
Jordan:
Yep. Ela foi meio agressiva.
Robbie: Ela deu o primeiro passo.
Jordan: Ela deu. Eu não relutei.

Você ficou surpreso?
Jordan: Não, eu não relutei.
Robbie: [Risos.] Oh, que difícil. Vou beijar na boca.
Jordan: Sim. Mas realmente quando você é jovem, tudo é planejado. Tipo, “Vamos fazer isso nessa hora e nessa hora.”
Robbie: Sim, sim.

Então, você sabia que estava acontecendo?
Jordan: Sim, eu sabia. Mas, novamente, eu sabia que ia acontecer? Não. Mas…
Robbie: Você andou com a postura melhor depois?
Jordan: Oh, com certeza. Eu arrumei minha gravata, sabe o que estou dizendo? Melhorei a postura. Eu lembro de sentir borboletas no estômago, com certeza.

Oh, que fofo.
Robbie:
Muito doce.

Margot, você precisa contar o seu porque é uma boa história.
Robbie: É muito romântico. Foi. Eu estava em uma ilha… Eu sei, um cenário de pintura. Era uma ilha que não é muito longe de Queensland. Você apenas pega um barco, não é tão exótica, mas é muito bonita. Se chama Great Keppel Island. E era meia noite e tínhamos nos conhecido na praia mais cedo nas férias. Era férias em família. E nós planejamos isso, normalmente. Todo mundo estava, “Vocês deveriam se beijar.” E ficamos tipo, “Okay.” Então, planejamos nos encontrar meia noite. E ele foi embora no dia seguinte e nunca mais nos vimos.
Jordan: Wow. Isso é trágico.
Robbie: E foi um ótimo primeiro beijo. Foi ótimo, perfeito. Tipo, realmente, não foi estranho. Foi como um beijo de filme, meia noite em uma ilha. Eu voltei para casa e contei para minha prima que eu conheci esse garoto e nos beijamos e foi incrível. E ela ficou tipo, “Você pegou o número do telefone dele?” O que era, naquela época, o número do telefone da casa dele. Eu disse que não, então nós procuramos na lista telefônica.

Ai meu Deus.
Jordan:
Wow. Essa é uma história.
Robbie: Eu procurei pelo nome dele na lista telefônica e liguei para cada um. E, nenhum era ele. Eu nunca o encontrei. E então, depois de anos e anos, eu estava em uma festa e nos encontramos.
Jordan: Ele lembra dessa história?
Robbie: Lembra. Nós dois olhamos e ficamos, “O que?!”
Jordan: Meia noite?
Robbie: Sim.
Jordan: É você, meia noite?
Robbie: É você?
Jordan: Aquele era você? [Risos.]
Robbie: Sim. Foi muito engraçado.
Jordan: Isso é incrível. O nível de dedicação dos jovens tentando conseguir um beijo… É incrível. Procurando em uma lista telefônica inteira.
Robbie: Meu Deus, as crianças de hoje em dia não iriam entender.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

As estrelas de Mary Queen of Scots, Margot Robbie e Saoirse Ronan, falaram com o site The Advocate sobre os temas do filme. Confira:

Muito barulho tem sido feito sobre a precisão história do novo filme Mary Queen of Scots, que retrata as rainhas do século 16 Mary Stuart e Elizabeth I como tendo um grande respeito uma pela outra, explorando a ideia de que em diferentes circunstâncias, as mulheres seriam amigas. Ao mesmo tempo, o filme crítica os homens fracos. Ele destaca o medo da alteridade como algo que alimenta o patriarcado e é uma linha direta do período elizabetano com o clima político atual, onde as mulheres no poder são um “flagelo”, como colocado por um personagem tóxico no filme, e onde homens sexualmente fluidos da corte encontram um fim horrível.

”Eu sei que seu coração possui mais dentro do que os homens que a aconselham,” Mary Stuart, de Saoirse Ronan, fala para a Elizabeth de Margot Robbie quando elas finalmente se conhecem no filme (o que não aconteceu na vida real). A fala resume a noção que as mulheres no filme da renomada diretora de teatro Josie Rourke devem se juntar e superar seus conselheiros desastrados, ou então irão cair em suas armadilhas gananciosas.

”Naquela época, não tinha uma balança. Ser homem desbancava tudo. Você poderia ter direito ao trono desde o nascimento, mas você é uma mulher,” Robbie conta para o The Advocate sobre o tema do filme. ”Você não é está segura nessa posição.”

”Na verdade, seus conselheiros e o público geral está apenas esperando para você casar com um cara para que eles possam ter um rei, e tudo ficar estável,” Robbie continua. ”Eles realmente procuram por essa estabilidade, e eles veem estabilidade em um governante masculino.”

Mary Queen of Scots, com as poderosas Ronan (Lady Bird, Brooklyn) e Robbie (I, Tonya; The Wolf of Wall Street) liderando o elenco, oferece um olhar raro em Mary, que é na maioria das vezes mostrada como coadjuvante para Elizabeth na cultura pop.

Como a história de Mary é mostrada realmente, ela passou muito da sua juventude na França, se tornando rainha aos 16 anos antes de voltar para a Escócia para governar após a morte de seu marido aos 18 anos. A mudança colocou Mary, uma católica, em conflito com a governante protestante, Elizabeth. Mary eventualmente casou com seu primo Lord Darnley e produziu um herdeiro homem para o trono, o que o filme prova ser sua destruição. Ela fugiu para a Inglaterra e foi aprisionada até ser decapitada 19 anos depois, quando Elizabeth assinou sua sentença de morte.

O historiador britânico John Guy escreve no prólogo da biografia Queen of Scots: A Verdadeira Vida de Mary Stuart (na qual o filme foi baseado) que sua proposta ao escrever o livro foi chegar na verdade sobre ela, em parte voltando ao passado e pesquisando cartas e relatos apócrifos, alguns que não foram examinados desde o século 19.

A intenção de Guy era ”não vê-la meramente como um monte de estereótipos ou como uma série de mitos convenientes e tenuamente ligados, mas como uma mulher completa cujas escolhas se somavam e decisões faziam sentido,” ele explica no prólogo.

Enquanto uma recontagem feminista da figura histórica que foi diminuída pela de Elizabeth intrigou Ronan, ela também estava ansiosa para fazer justiça à heroína escocesa, ela diz.

”Já existiram algumas versões da Mary, mas tirando a de Vanessa Redgrave alguns anos atrás (Mary Queen of Scots de 1971), não existe um filme definitivo da Rainha da Escócia. E ela é um ídolo escocês. Ela é muito importante para a Escócia,” Ronan conta ao The Advocate. ”Ela é completamente amada, e o fato de que sua história não foi contada por completo antes é absurdo. Por ser da Irlanda e nosso país ter uma história similar com a da Escócia, me pareceu uma coisa pessoal.”

Ao longo de exuberante filme de Rourke que enfatiza a distância física entre elas, Mary e Elizabeth trocam cartas onde falam sobre sua irmandade, suas experiências únicas sobre serem mulheres no poder que poderiam entender uma a outra.

”Elas [Mary e Elizabeth] seguraram seu poder com tudo o que tinham, porque sabiam que poderia ser tirado delas a qualquer ponto, o que significa que o entendimento profundo entre elas era muito forte,” Ronan diz. ”Não havia outra mulher em sua posição nas Ilhas Britânicas e na Europa. Ninguém mais entenderia isso.”

Enquanto as duas foram indicadas ao Oscar de Melhor Atriz no ano passado, Robbie e Ronan estão longe de serem as rivais que suas personagens são forçadas a se tornar nas mãos dos homens ao seu redor. As atrizes mostram grande admiração uma pela outra e uma fácil sintonia enquanto discutem o filme. Robbie, imitando os laços de irmandade do filme, fala que a oportunidade de trabalhar com mulheres, especialmente Ronan, foi uma das coisas que mais a atraiu para o filme.

”Eu quis trabalhar com ela [Ronan] por anos e anos,” Robbie diz, adicionando que ela também ficou tocada pelo roteiro de Beau Willimon e por Rourke no controle.

Em adição a explorar a experiência única das mulheres no poder em 1545, outro aspecto do filme que fascinou as duas atrizes é a noção de liderança feminina (ou falta de) e seu lado contrário, o policiamento dos corpos femininos em termos de valorização apenas para a viabilidade de seus órgãos reprodutivos para produzir um herdeiro masculino. Não muito longe da história, esse também é o ponto central da série atual The Handmaid’s Tale.

”Mary casou e teve um bebê, e Elizabeth incorporou a personalidade da rainha virgem e, em sua mente, evitou qualquer pergunta sobre casamento ao fazer isso,” Robbie diz. ”As duas, eu acho, foram decisões conscientes e definitivamente reacionários ao conhecimento de que elas estavam em uma posição vulnerável, mesmo sendo governantes. Elas estavam em posições vulneráveis porque eram mulheres em uma sociedade dominada por homens.”

”Não importa o quão politicamente astutas, inteligentes e gentis elas fossem, era seus corpos que o Estado queria. Queriam que elas casassem, e na noite do casamento, colocavam um bebê nelas. É isso, e então elas iam embora,” disse Ronan sobre a situação das mulheres na linhagem real. ”Elizabeth foi inteligente o bastante para saber disso. E assim que Mary teve seu filho, ela foi embora. Todo seu poder, todo o seu direito por Deus e dever foi embora. E foi dado para uma criança porque ele tinha mais poder e estava mais acima na cadeia alimentar do que ela. E isso diz tudo.”

Além de retratar a veneração de Mary e Elizabeth uma pela outra, Mary Queen of Scots foge das normas patriarcais na medida em que eleva vários tipos de relacionamentos românticos tradicionais, sexuais e heterossexuais.

Como é bem documentado na história, Elizabeth se envolve em um longo e duradouro caso de amor com Robert Dudley (Joe Alwyn) fora do casamento. Ela também é cuidada com grande proteção e ternura por sua dama de companhia Bess (Gemma Chan). Enquanto isso, Mary é retratada como tendo amizades íntimas com suas suas damas de companhia e também com seu secretário pessoal queer e com não conformidade de gênero, Rizzio (Ismael Cruz Cordova). É esse relacionamento que é usado para quebrar e destronar uma grávida Mary quando ela é acusada de ter um caso sexual com ele, apesar de ser seu marido, Darnley, que vai para a cama com Rizzio no filme.

Historicamente, os dois homens foram eliminados de formas terríveis nas mãos dos homens que queriam expulsar Mary. Há uma discussão se eles eram realmente homens queer, apesar de Guy ter chegado à conclusão de que sim em sua pesquisa para a biografia.

Ainda assim, o tratamento de fluidez no amor e amizade, sexual ou de outro jeito, é muito moderno e também verdadeiro naquele período, Ronan e Robbie concordam.

“A coisa incrível sobre isso é que as pessoas dormiam com quem quisessem naquela época porque era o Renascimento. Especialmente na corte francesa e pela Europa, todo mundo dormia com todo mundo. E não havia nenhuma apreensão se era homem ou mulher,” Ronan diz. “Mary meio que levou isso com ela quando voltou para a Escócia, o que os deixous chocados. Nesse estágio, o puritanismo, o presbiterianismo e o protestantismo eram muito estóicos. Havia um modo calvinista de ensinar religião e cotidiano. Era tudo sobre a Bíblia e era muito rigoroso.”

Adicionando aos comentários de Ronan, Robbie fala sobre a ideia de rótulos que é tão agarrada e evitada hoje em dia.

“É um pensamento muito moderno rotular a sexualidade, e era, de fato, muito mais liberal naquela época. Por todos os relatos históricos, havia muitos governantes que eram notoriamente bissexuais. Eles nunca foram rotulados bissexuais. Nunca foram rotulados gay, bissexuais, héteros, ou qualquer outra coisa,” Robbie diz. “Era mais fluído. Eu acho que é uma coisa moderna, em geral, colocar um rótulo em tudo.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

O site The Hollywood Reporter entrevistou as estrelas de Mary Queen of Scots, Margot Robbie e Saoirse Ronan, junto com a diretora Josie Rourke e os produtores da Working Title sobre os bastidores do filme. Confira:

Margot Robbie e Saoirse Ronan passaram a maior parte do tempo no set de Mary Queen of Scots se evitando como praga.

Na verdade, as estrelas do filme de época de U$ 25 milhões da Focus Features sobre a rivalidade do século 16 entre as primas Mary Stuart e Rainha Elizabeth I foram tão extremas para se manterem afastadas até a única cena juntas, que seus assistentes tinham que ter certeza que as atrizes entravam e saiam do set por portas diferentes. A ideia era que quando as mulheres se encontrassem para o clímax do filme, como Al Pacino e Robert De Niro no que a diretora Josie Rourke descreve como “uma versão renascentista de Fogo Contra Fogo, suas reações fossem espontâneas e verdadeiras. Ou pelo menos tão espontâneas e verdadeiras possíveis enquanto usavam golas no pescoço e pinturas com um centímetro de espessura no rosto.

“Foi um momento incrível onde a vida meio que encontrou a arte,” diz Ronan, de 24 anos, sobre a cena. Robbie, de 28 anos, adiciona, “Nós estávamos chorando o tempo todo.”

É claro que Mary e Elizabeth já apareceram nas telas antes. Katherine Hepburn e Florence Eldridge interpretaram os papéis em Mary of Scotland de 1963, e Vanessa Redgrave e Glenda Jackson fizeram sua interpretação em Mary, Queen of Scots em 1971. Mais recentemente, Samantha Morton e Cate Blanchett interpretaram as monarcas em Elizabeth: The Golden Age em 2007. Foi nessa época que o produtor Tim Bevan, que também produziu a primeira vez que Blanchett foi rainha em Elizabeth em 1998, teve a ideia de fazer um filme focado no relacionamento disfuncional das primas. “Havia um negócio inacabado,” o co-chair da Working Title diz.

O projeto continuou inacabado por vários anos, enquanto Bevan e sua co-produtora, antiga presidente da Working Title Debra Hayward, gradualmente pegaram vários elementos da produção. O primeiro projeto, em 2012, mesmo antes de ter um roteiro, já tinha assinado com Ronan para interpretar a personagem títular. Na época, a atriz era conhecida por interpretar a irmã mais nova de Keira Knightley no drama de 2007, Desejo e Reparação (e por conseguir uma indicação ao Oscar por isso. ”Nós a conhecíamos desde que ela era criança,” diz Bevan. ”E temos muita sorte. Demorou mais quatro anos para organizar Mary Queen of Scots, então ela estava na idade perfeita quando conseguimos”

Em algum ponto durante esses quatro anos, Bevan e Hayward foram ao teatro em Londres assistir Ligações Perigosas e escolheram o próximo pedaço – a diretora da peça. Inicialmente, eles falaram com Rourke, de 42 anos, sobre fazer uma adaptação de A Megera Domada, mas quando isso não se concretizou, eles escolheram Mary Queen of Scots. Rourke, que nunca dirigiu para o cinema antes, amou a ideia e rapidamente ligou para seu amigo roteirista Beau Willimon, que sabia uma coisa ou outra sobre drama político por escrever House of Cards. Rourke e Willimon viram o filme como uma oportunidade para corrigir algumas ideia erradas de longa data sobre as primas. Mary, diz Rourke, foi ”pintada como má pela história”, sendo incompetente e sem experiência uma ”grande campanha desinformada sobre ela que durou até esse filme.” Elizabeth, diz Willimon, é popularmente imaginada como essa ”face armada de uma monarca, mais simbólica do que humana.”

Por contar sua versão da história, Rourke e Willimon humanizaram as duas mulheres, focando em sete anos, desde 1561 até 1568, após o retorno de Mary para a Escócia e o começo de sua guerra com Elizabeth pelos direitos do trono britânico que começou com uma batalha que envolveu palácios cheios de homens manipuladores (Jack Lowden como o vaidoso e alcoólico Lord Darnley; David Tennant como o fanático padre protestante John Knox) e terminou com Mary decapitada.

Em 2016, um rascunho do roteiro foi finalizado e Ronan, agora com 22 anos, estava realmente na idade perfeita para o papel de Mary (e tinha conseguido sua segunda indicação no Oscar por Brooklyn em 2015). O que estava faltando era uma Elizabeth. Foi Rourke que sugeriu Robbie, uma escolha que levantou as sobrancelhas na Working Title. ”Nenhum de nós tínhamos visto I, Tonya naquela época e pensamos, ‘Oh, isso é interessante,’” admitiu Bevan. Mas Rourke ficou impressionada com o rosto novo que ela viu em O Lobo de Wall Street. ”Eu pensei que ela era mais velha do que a idade que eu descobri na época porque sua performance tinha tanta maturidade,” diz a diretora. ”Eu a achei completamente fascinante.”

Robbie, no entanto, não queria ser rainha, pelo menos de primeira. ”Eu me lembro de pensar inicialmente, ‘Absolutamente não, eu não posso interpretar a Rainha Elizabeth,’” diz a atriz. ”Minha equipe ficou, ‘Qual o problema? O roteiro?’ E eu fiquei, ‘Não, o roteiro é incrível.’ ‘É a diretora?’ ‘Não, ela é incrível.’ ‘O que é?’ ‘Sou eu, eu não sou boa o suficiente!’” Em uma reunião em L.A, Rourke tentou seu melhor para convencer a jovem estrela de que ela era boa o bastante, até escreveu uma carta para Robbie explicando por que ela era a “pessoa essencial” para interpretar Elizabeth. Eventualmente, Robbie foi convencida.

Se ela soubesse o quão envolvida sua transformação seria, Robbie teria ficado com sua opinião. Ao contrário de Mary, que usa uma aparência inspirada nos franceses durante o filme, Elizabeth aparece com cabelo e maquiagem que é praticamente um efeito especial sozinho. Marcada pela varíola aos 20 anos, Elizabeth usava uma pintura branca no rosto e cobria seus fios finos com uma peruca vermelha e cacheada. Robbie passou horas na cadeira de maquiagem enquanto a maquiadora Jenny Shircore meticulosamente desenhava cicatrizes e cobria com pintura de rosto, só para Robbie saber que elas estavam lá. ”Maquiagem de método,” é como Shircore chama.

Enquanto isso, a estilista Alexandra Byrne, que trabalhou nos dois filmes de Blanchett sobre Elizabeth, foi descobrindo o guarda roupa, usando o tecido menos historicamente preciso imaginável – jeans. ”Os Elizabethanos teriam suado, molhado e secado em suas roupas, que ficavam moldadas em seus corpos,” Byrne explica. ”O jeans faz isso.” E também é barato, então Byrne conseguiu desenhar para a alegria do seu coração. Ainda assim, foi um pouco confuso para os atores. Quando Ronan viu o mood board de Byrne, cheio de fotos de pessoas usando jeans, ela pensou que tinha entrado no set errado. ”Eu fiquei, ‘Er, o que estou fazendo?’” ela lembra. ”E Alexandra apenas disse, ‘Confia em mim, isso vai funcionar.’”

Seguindo as duas semanas de ensaio, as filmagens de oito semanas começaram – em agosto de 2017 – no interior da Inglaterra, em terras antigas como Hardwick Hall em Derbyshire e a Catedral Gloucester do século 17, antes de mudarem para a Escócia. Durante as três primeiras semanas de filmagens, onde a maior parte das cenas de Robbie na Inglaterra foram filmadas e as de Ronan na Escócia estavam prestes a começar, as duas atrizes se encontraram em um celeiro em Buckinghamshire para filmar sua aguardada cena juntas.

Elas deliberadamente evitaram qualquer comunicação uma com a outra durante as semanas que levaram até aquele momento. Mesmo durante o dia da filmagem, quando elas estavam no mesmo lugar, elas ficaram fora de vista uma da outra se escondendo por trás de lençóis brancos pendurados sob vigas. Quando finalmente chegou a hora de ficarem frente a frente, elas estavam se vendo pela primeira vez.

”Foi uma animação pessoal porque ficamos separadas desde o começo,” observa Ronan. ”Fez a cena que tínhamos juntas ficar ainda mais poderosa.”

No entanto, uma coisa não é historicamente precisa. Como qualquer fã de história inglesa pode te contar, Mary e Elizabeth nunca se conheceram na vida real. Nem mesmo uma vez. No que diz respeito a Bevan, porém, a história não importa. ”Não ia funcionar se elas não tivessem se conhecido,” ele diz. ”Você se sentiria interrompido porque não teria o desfecho. Se não fizéssemos o encontro, teríamos que adicionar drama filmando alguma enorme cena de batalha. Mas filmar uma cena com Margot e Saoirse discutindo – uma cena escrita por Beau Willimon – isso é suculento. E consideravelmente mais barato.”

Willimon coloca o problema em termos mais filosóficos. ”Existem verdades históricas e verdades essenciais,” ele diz, ”e algumas vezes você precisa tomar algumas liberdades.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil