No início da semana, o THR noticiou que Chad Stahelski irá ajudar Cathy Yan nas refilmagens de Birds of Prey e isso causou uma confusão nas redes sociais pelo histórico não muito bom da Warner Bros. de mudar a visão dos diretores. Na tarde de hoje, o mesmo site resolveu fazer um artigo para acalmar o coração (e nervos) dos fãs e resolvemos traduzir. Embora não sejam nossas palavras, é tudo o que gostaríamos de dizer. Boa leitura!

As Aves de Rapina estão aumentando a ação. Semana passada, o The Hollywood Reporter ficou sabendo que a adaptação de Cathy Yan de Aves de Rapina (E a Fantabulosa Emancipação da Harley Quinn) da DC Comics irá receber apoio do diretor da trilogia de John Wick, Chad Stahelski. A empresa de dublês de ação de Stahelski, 87 Eleven, já estava trabalhando no filme desde que a produção começou. Enquanto a fotografia adicional está a caminho, o coordenador de ação e cineasta estará se juntando à equipe em um papel não creditado como diretor de segunda unidade para construir mais cenas de ação para o filme. Enquanto fãs esperam pelo primeiro trailer para finalmente verem Harley Quinn (Margot Robbie, Caçadora (Mary Elizabeth Winstead), Canário Negro (Jurnee Smollett-Bell), Renee Montoya (Rosie Perez) e Cassandra Cain (Ella Jay Basco) em ação, a longa espera pelas cenas devem ser porque a Warner Bros. quer mostrar as elegantes sequências de ação do filme para causar uma boa primeira impressão. Embora tenha havido algumas reservas expressadas nas redes sociais, um aumento nas sequências de ação para um filme de super-heróis de rua para maiores só pode ser coisa boa.

É claro, filmagens novas são geralmente recebidos com preocupação, apesar de ser uma parte normal para a maioria das produções de estúdio. O maior filme do mundo, Avengers:Endgame, teve duas refilmagens agendadas para o outono de 2018 e primavera de 2019 e ninguém piscou um olho. Sem dúvidas, um pouco dessa preocupação se origina de como a Warner Bros. lidou com Esquadrão Suicida (2016) e Liga da Justiça (2017), resultando em cortes muito diferentes do que foi inicialmente comercializado. Mas as coisas mudaram na Warner Bros desde então, e a reestruturação do estúdio levou a algumas transições de poder que está prometendo evitar os tropeços anteriores. Embora haja, talvez, uma certa quantidade de confiança a ser conquistada pelo estúdio quando se trata das propriedades da DC, isto é, como se as visões direcionais de sucesso de Aquaman e Shazam (2019) não fossem o bastante, Aves de Rapina parece estar em mãos capazes e seguras.

O breve teaser anunciando o começo da produção de Aves de Rapina no começo do ano mostrou o estilo de Yan para o filme e algumas das escolhas cosméticas para os personagens. A estética pop-punk, com um toque de neon, não está muito longe do visual dos filmes de John Wick. Embora seja difícil saber exatamente qual o estilo e voz de Yan, seu primeiro filme, Dead Pigs ainda não recebeu distribuição nacional, há pouca dúvida que a fotografia adicional de Stahelski irá resultar em um filme com aparência coesa. O que é fundamental para acalmar alguns dos medos associados com as refilmagens, e com esse filme em particular, é que um diretor de segunda unidade é exatamente o que o título sugere, e não uma arma contratada para refazer ou refilmar o filme de Yan. Nós não temos outra situação Liga da Justiça-Joss Whedon nas nossas mãos aqui, o que parece ser a preocupação principal nas redes sociais. Stahelski tem uma longa história como diretor de segunda unidade em filmes que incluem: Capitão América: Guerra Civil (2016), Jogos Vorazes (2012) e Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (2011). E com o filme mais recente de John Wick, Parabellum, o que mostra o melhor trabalho de Stahelski até agora, ele é um visionário quando se trata de construir cenas de ação complicadas e consistentemente envolventes que não economizam uma gota de sangue.

Não é incomum com esses filmes de super-herói para um diretor que nunca focou em uma cena de ação antes precisar de uma ajudinha para socar certos lugares. Até mesmo Christopher Nolan, um diretor tão extraordinário quanto ele provou ser, mostrou dificuldade com as cenas mais rápidas em Batman Begins (2005). Mas com Aves de Rapina, 15 anos afastado do interesse renovado da Warner pela DC Comics, as expectativas do público em termos do que eles esperam e querem ver quando se trata de adaptação de quadrinhos estão mais elevadas do que nunca. Há uma escassez de combate de super-herói, e independentemente de o quão interessante sejam os personagens, há um desejo de deixar o público satisfeito ao trazer uma ação nos estilos do quadrinhos.

A inclusão de Stahelski praticamente garante que Aves de Rapina irá mostrar coisas que nunca vimos antes. John Wick matou um homem com um livro neste mesmo ano – eu apenas imagino o que as Aves de Rapina irão realizar com seus próprios dispositivos.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie é capa da edição mais importante do ano da VOGUE Austrália e foi entrevistada pelo diretor de seu novo filme, Era Uma Vez em Hollywood, Quentin Tarantino, para o recheio da entrevista. Confira a tradução e as fotos:

Aos 29 anos, Margot Robbie construiu uma das carreiras mais impressionantes da ne tela, graças aos filmes como O Lobo de Wall Street, Esquadrão Suicida e, mais recentemente, Eu, Tonya, que ela também produziu. Mas seu novo papel como a atriz Sharon Tate, que foi morta nos assassinatos comandados por Charles Manson em 1969, irá colocá-la em lugares ainda mais altos. No nono e penúltimo filme de Quentin Tarantino, Era Uma Vez Em… Hollywood, Robbie está tão hipnotizante e enérgica oposta a seu vizinho que é estrela de cinema, Rick Dalton (interpretado por Leonardo DiCaprio) e seu dublê Cliff Booth (Brad Pitt), que estão se prendendo aos últimos dias da era de ouro do cinema.

Em uma recente sexta feira em Los Angeles, Tarantino, o diretor vencedor do Oscar, Globo de Ouro e BAFTA, sentou com Robbie para discutir seu próprio conto de fadas em Hollywood e como o destino interpretou seu papel trazendo o encontro dos dois.

Quentin Tarantino: Então, Margot, estou perguntando isso fora da minha edificação: Estou muito curioso. Como alguém que tem uma carreira estabilizada de atriz em outro país, na Austrália no seu caso, decide se mudar para a América e tentar possivelmente trabalhar em Hollywood? Porque isso é muito difícil. Você é cidadã americana?

Margot Robbie: Eu tenho um visto de trabalho e sou residente americana. Mas me deixa espantada. Não é algo que eu sempre sonhei em fazer, porque era muito irreal.

QT: Eu não sei para você, mas para mim, no minuto que eu consegui remotamente viver como roteirista em Hollywood, foi tipo: “Oh meu Deus, isso é um sonho virando realidade!” [Risos]

MR: Eu definitivamente tive esse momento. Eu entrei para Neighbours e pensei que isso era a maior coisa que ia acontecer comigo. Eu lembro de olhar pela sala verde com 30 membros do elenco e perguntar para todo mundo durante as primeiras semanas se eles tinham outros trabalhos, e eles ficavam: ”Esse é o único trabalho que eu tenho.” E eu fiquei tipo: ”Mas você tem filhos, né? Você pode colocá-los em uma escola e comprar uma casa só com a atuação?” Esse foi um momento crucial onde fiquei tipo: ”Ok, eu posso viver disso.” Então alguns meses depois de estar em Neighbours, eu vi alguns colegas de elenco da minha idade fazerem essa transição para Los Angeles antes de terminarem seus contratos. Eu lembro de pensar: ”Ok, agora que eu tenho conhecimento do território eu tenho três opções. Um, eu sou demitida porque não sou boa o bastante. Dois, eu sou boa o bastante e fico em Neighbours por 20 anos e que vida incrível essa seria. Ou três, eu arrisco e pulo para a América e tento minha sorte em Hollywood.” Então seis meses depois eu tomei a decisão e comecei a guardar dinheiro e a aprender o dialeto americano. Você me conheceu com meu sotaque australiano agora, mas o meu sotaque era muito, muito australiano.

QT: Um sotaque australiano quádruplo! [Risos]

MR: Eu sou de Queensland, e meu sotaque era tão australiano que o pessoal em Neighbours contratou um professor de dialeto para me fazer soar menos australiana. Então isso fez parte do processo de me mudar para a América. Antes da ideia de estar em Hollywood, eu pensava que você tinha que nascer aqui ou tinha que conhecer alguém na indústria.

QT: A série Pan Am foi o primeiro: ”Oh, uau, acho que consegui alguma coisa?”

MR: Sim. Durante meus três anos em Neighbours, eu consegui um agente adequado, Aran Michael, e ele começou a me ajudar quando eu disse que queria me mudar. Todo ano eu dizia: ”Aran, eu preciso ir para a América, estou ficando muito velha. Vou perder minha chance.” Eu tinha 18 anos. Por alguma razão, Dakota Fanning era o padrão na minha cabeça. Eu dizia: ”Você sabe quantos filmes a Dakota Fanning já fez até agora? E ela é mais nova do que eu!” E ele ficava: ”Não, nós temos que cronometrar isso para você chegar lá antes da temporada de pilotos, conhecer agentes americanos, e então voltar em janeiro para começar.” Você só recebe a chance de ser uma pessoa nova uma vez, então cinco dias depois de 22 de outubro, que foi quando meu contrato em Neighbours terminou, eu vim para cá.

QT: Então você conseguiu um piloto de primeira?

MR: Bom, enquanto eu estava conhecendo agentes, me pediam para fazer um teste rápido, porque alguém estava refazendo As Panteras para a TV. Eu não estava pronta para fazer testes até janeiro, então fiquei um pouco abalada, mas eu fiz e então voltei para a Austrália. Eles me pediram para fazer outro teste em janeiro e eu não consegui o papel, mas eles disseram que tinham outra série chamada Pan Am que eles pensaram que seria melhor para mim.

QT: Então literalmente nessa primeira chance, antes mesmo do primeiro piloto – desde aquele pequeno teste você conseguiu sua primeira série?

MR: Sim. Então de repente eu estava filmando um piloto em Nova York. Você tem que se lembrar que eu estava vivendo em Gold Coast, então eu pensei que eu estava vivendo em uma cidade. Quando eu via minha família que mora em Dalby [interior de Queensland] eles me chamavam de garota da cidade. Quando eu me mudei para Melbourne para fazer Neighbours, eu fiquei tipo: ”Whoa, isso é uma cidade.” Então quando eu cheguei em Nova York, fiquei: ”Eu estava totalmente errada, isso é como é uma cidade.”

QT: Você era uma pequena Crocodilo Dundee andando por Nova York.

MR: Sim… ”Isso não é uma faca.” Tudo era tão louco. Antes que eu percebesse tínhamos filmado o piloto de Pan Am e havia um pôster na Times Square. E eu mal tinha completado seis meses lá.

QT: Mas essa cidade é assim. Com algumas pessoas levam 12 anos para ter algum tipo de movimento; outras levam apenas seis meses. Ou algumas vezes as pessoas conseguem em seis meses e então demora 12 anos para chegarem no próximo passo.

MR: Não existe uma linha do tempo específica, eu acho, e você está certo, essa é a mágica de Hollywood. Tudo pode mudar tão rapidamente. As pessoas sempre me perguntam qual é a melhor parte. Eu não consigo dizer que O Lobo de Wall Street foi melhor do que minha época em Neighbours, e eu não consigo dizer que Os Últimos na Terra não é tão importante para mim quanto Tarzan. Tudo é muito emocionante.

QT: Eu tenho que encontrar um jeito certo de perguntar isso para não soar como se estivesse procurando por um elogio, mas aqui está a situação – Eu estive escrevendo o roteiro de Era Uma Vez Em… Hollywood por muito tempo. Eu estava terminando e especulando como louco quem seria Cliff e quem seria Rick [papéis que foram para Pitt e DiCaprio] mas não estou pensando nem um pouco em quem seria a Sharon, porque para mim não havia segunda opção – era você. Você a sugeriu de tantas maneiras diferentes e você consegue mais do que segurar seu próprio peso nesse triângulo gigante que eu estou tentando carregar com três personagens principais para contar a história. Mas esse foi o ano que você explodiu e era a atriz mais popular na cidade. Foi algo tipo duas semanas do término do roteiro, digitei tudo, e então do nada eu recebo uma carta na minha casa e vinha de você. Fiquei tipo: ”O que?! Em um minuto estou pensando sobre você e então eu recebo essa carta. Nela você expressava que era fã do meu trabalho por um longo tempo – você e toda sua família – e você diz: ”Eu só quero que você saiba que se precisar de mim para alguma coisa, pode me falar.” A carta foi escrita de um jeito quase romântico porque era ótima. É exatamente o que eu queria ouvir. Eu não conseguia acreditar na casualidade de tudo isso. Em menos de uma semana nós nos encontramos e começamos a conversar. Então, o que te motivou a escrever essa carta?

MR: Eu queria escrever essa carta por anos e anos e anos. Porque eu ouvi falar que você só iria fazer 10 filmes e eu não conseguia suportar o pensamento de que eu perderia o barco e nunca veria como era um de seus sets de filmagem. Eu precisava achar um jeito de ir no set. Talvez eu pudesse segurar a porta no fundo de uma cena. [Risos.] Mas ao mesmo tempo, eu não estava na posição de chegar para Quentin Tarantino e dizer: ”Oi, meu nome é Margot e eu poderia visitar um de seus sets?”

QT: [Risos]

MR: Então eu sabia que ainda não estava nessa posição e cada vez que alguma coisa emocionante na minha carreira acontecia e me colocava no mapa um pouquinho mais, eu pensava: ”Ok, eu sinto que estou me estabilizando mais e talvez agora seja a hora.” Não foi até fazer Eu, Tonya que eu pensei: ”Agora estou feliz com a minha atuação. Eu sinto que eu cheguei em um nível onde o meu trabalho vai mostrar para as pessoas o que posso fazer como atriz. Agora estou pronta para conversar com Quentin Tarantino e escrever aquela carta.” Eu lembro de ficar agonizando sobre tudo – o papel, a caneta, como eu ia escrever – letra grande, pequena, com espaços. Então, é claro, eu pensei que você talvez nem recebesse a carta, então eu deveria parar de surtar tanto, e então eu só escrevi logo e rezei para que chegasse até você, e chegou. Algumas semanas depois eu lembro de receber a ligação dizendo: ”Quentin recebeu sua carta e ele gostaria de encontrar você.” Eu não queria me adiantar, mas quando nós sentamos – eu lembro que você pediu um chá gelado com adoçante – eu senti que era a reunião mais emocionante da minha vida. Eu lembro que você disse: ”Você sabe quem é Sharon Tate?” E eu disse: ”Sim, eu sei,” porque, por mais engraçado que seja, depois que eu me mudei para Los Angeles, outro ator australiano (Rhys Wakefield) e eu costumávamos dirigir até Cielo Drive [onde aconteceram os assassinatos] e líamos Helter Skelter [um livro escrito sobre os assassinatos] em voz alta.

QT: Está brincando. Sério?

MR: Sim, sério, era nossa coisa. Nós íamos no meio da noite e líamos Helter Skelter em voz alta para nos assustar.

QT: Você nunca me contou isso.

MR: Eu sei. Existem tantas histórias de Hollywood e tantas histórias na história de Hollywood e essa é uma das que se destacam. Então, se eu conhecia Sharon Tate? Bom, eu sabia tudo sobre sua morte. Mas eu nunca olhei nada de sua vida e não foi até ler o roteiro que de repente eu fiquei: ”Oh meu Deus, eu só sei sobre a morte dessa mulher.” Eu nunca tirei um segundo para apreciar sua vida, e isso que foi tão incrível e tocante sobre seu roteiro. Ela se tornou tão viva nas páginas e na minha imaginação. Eu posso vê-la fazendo todas as coisas que você escreveu, andando pela cidade ou dançando no quarto, o que for. E então fiz toda a pesquisa e assisti seus filmes e entrevistas – foi realmente um presente lindo focar em sua vida.

QT: Havia uma coisa muito encantadora sobre fazer esse filme com você. Brad e Leo estão trabalhando por quase tanto tempo quanto eu – estou quase em 30 anos. Eu ainda estou muito animado de estar fazendo esse filme mas estou chegando em uma idade onde é o que é, e foi tão encantador trabalhar com você: alguém que não estava indiferente sobre tudo. Você é o oposto de saciada. Você era a tomada que de tempo em tempo eu ia me ligar. Eu ficava tipo: ”Eu estou gostando disso, mas não estou gostando tanto quanto a Margot, e eu preciso.”

MR: Você é o diretor mais feliz que eu já vi em um set, você fica tão animado, e era assim que eu me sentia.

QT: Bom, eu sou assim. Mas de qualquer jeito você era meu pacote de energia e entusiasmo.

MR: Mas não importa em quantos sets eu já estive, não é o mesmo que nesse. Pouca imaginação foi utilizada, porque estava tudo lá [como se fosse em 1969], até a música tocando – os carros, a mobília, tudo estava lá na nossa frente e era palpável e real. Ficar sem celular significava que eu nunca seria lembrada durante o dia que estávamos em 2019 – podíamos existir nessa outra era. Eu não consigo lembrar de algum set onde eu não tive que usar minha imaginação para me transportar. É como se você tivesse tirado esse trabalho de nossas mãos completamente. Tudo veio de um lugar tão pessoal e foi como entrar em suas próprias memórias. Foi diferente de todos os outros sets que eu já estive antes e a experiência inteira foi incrível.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Em entrevista para o Telegraph, Margot Robbie fala sobre sua rotina de beleza e mais ao divulgar a nova fragrância da Chanel, Essence, a qual ela é garota propaganda. Confira:

Margot Robbie está tendo um momento e tanto. No próximo mês, estreia o esperado filme de Tarantino, Era Uma Vez em… Hollywood, onde ela estrela ao lado de Brad Pitt e Leonardo DiCaprio como a estrela falecida Sharon Tate.

O filme foi recebido com críticas excitantes quando estreou em Cannes em maio, onde a atriz australiana também foi anunciada como embaixadora da nova fragrância da Chanel. Margot se junta a um clube exclusivo – membros anteriores incluem Catherine Deneuve, Nicole Kidman e Keira Knigthley.

”Eu cresci sabendo sobre a Chanel durante toda minha vida,” ela diz. ”Estou trabalhando com eles por um tempo agora, parece família.”

A grife criou seu vestido magistral para o Oscar de 2018, onde ela foi indicada por seu papel em Eu, Tonya, um filme sobre a problemática patinadora Tonya Harding, que ela também produziu.

Apenas aos 29 anos, Margot cresceu de Neighbours para o topo da lista A, provando sua versatilidade em papéis variados como a esposa ultra glamurosa do corretor de ações de DiCaprio em O Lobo de Wall Street em 2013, e Elizabeth I em Duas Rainhas no ano passado.

Uma beleza clássica com muita atitude, ela é perfeita para representar a nova fragrância da lendária grife, Gabrielle Chanel Essence, uma interpretação mais profunda e mais ousada de sua antecessora, Gabrielle. As duas foram nomeadas e inspiradas pela fundadora da marca, Gabrielle ‘Coco’ Chanel.

”Eu acho que esse perfume se encaixa onde estamos no mundo,” diz Margot. ”Estamos entrando em uma época onde as pessoas estão abraçando a ideia de que feminilidade representa força – e eles deveriam. Mulheres são fortes, e características distintamente femininas também são características distintamente fortes. Ser feminina não é mais uma fraqueza.”

A Hollywood de Margot – após o #MeToo e o Time’s Up – fica em um contraste forte com o mundo retratado em seu novo filme, ambientado no final dos anos 60. ”Agora, mais do que nunca, as pessoas estão associando a palavra “feminina” com poder. Não estamos mais no estado em que as mulheres estão presas no mundo dos homens e precisam ser notoriamente masculinas para tentarem compensar.”

Perfume, como Margot entende bem, é diferente de qualquer outro produto de beleza. O cheiro e a memória estão tão ligados que a fragrância geralmente possui uma camada emocional.

”Minhas primeiras memórias de quando eu era pequena eram de sentir o cheiro do perfume da minha mãe quando ela me dava um abraço,” ela lembra. ”Eu mal podia esperar para crescer e poder usar. Minha adolescência foi repleta de aromas doces, almiscarados, e nos meus 20 anos eu experimentei fragrâncias mais masculinas e picantes.

Eu estava tentando entender quem eu era. Eu tentei todos os cortes de cabelo e cores, também. E então, eventualmente, você chega a um ponto onde você sabe o que funciona para você, o que é onde estou agora. Hoje, eu gosto de aromas mais femininos e florais, como Gabrielle Chanel Essence.”

Ela explica que em Essence, uma fragrância floral branca com jasmim e tuberosa no foco, ”as notas florais, particularmente a tuberosa, aparecem mais, mas de um jeito caloroso. Existe algo leve e cremoso sobre o aroma, também.”

Calorosa e amigável desde o início, Margot mantém uma natureza realista. Quando questionava sobre como lida com o envelhecimento e saúde, por exemplo, ela reconhece que é parte do seu trabalho ficar em forma, mas adiciona, ”é tudo o que sabíamos desde sempre: use filtro solar, beba muita água, durma o bastante.

Nós continuamos a tentar achar esses segredos para a juventude – esse creme ou aquele, essa dieta ou aquela. E é tudo o que você sabia desde o começo mas estava tentando achar uma saída. No final, você percebe ‘Oh, sim, eu realmente fico melhor quando tenho 10 horas de sono e bebo um litro de água.’ São as coisas simples que funcionam.”

E sobre suas maquiagens favoritas, ela parece surpresa que as pessoas parecem se importar. ’É muito básico, nada muito emocionante,” ela anuncia, antes de olhar sua bolsa de maquiagem para confirmar que ela usa nada mais do que um lápis de sobrancelha, rímel, hidratante labial, blush em creme e uma base leve, que ela mistura com ”um pouco de hidratante e filtro solar.”

Ainda assim, ela fica animada quando perguntamos sobre sua rotina de cuidados com a pele. ”Uma pele boa é uma pele com uma boa preparação,” ela insiste, descrevendo sem fôlego um aparelho que ela está ”obcecada. Eu estou usando esse dispositivo micro chamado Ziip, o que me deu resultados notáveis. Eu não sou paga pela marca nem nada do tipo, é muito, muito bom,” ela ri. Margot também jura por aquecer sua pele e relaxar seus músculos faciais com um rolador ReFa antes de aplicar uma máscara facial. ”A máscara Rose Gold da 111Skin é inacreditável.”

No entanto, fica claro que sua ideia de beleza não vem de nenhum produto. ”Algo que eu tenho falado com as minhas amigas ultimamente é que nós todas estamos no nosso melhor quando estamos rindo e nos divertindo – quando eu pego as pessoas nesse momento em que estão rindo de verdade, é quando elas estão brilhando e deslumbrantes. Eu acho que se divertir e ser livre é a coisa mais atraente… fazer o que te faz se sentir bem para que você possa mostrar suas melhores qualidades para o mundo.”

Então como ela mantém a balança a pressão de manter a forma com uma atitude corporal positiva?

”Eu amo comida, eu amo vinho e eu amo passar um bom tempo com meus amigos. Mas eu também não amo o sentimento de que não estou no meu melhor,” ela diz. ”Eu sempre vou estar andando na linha entre me divertir o máximo possível e continuar a tomar conta de mim mesma. Comer bem e me exercitar precisam ser prevalentes na minha vida para que eu possa me sentir no meu melhor, mas eu não quero ficar obcecada com isso.”

Margot dá créditos para o Pilates por mantê-la forte e flexível. ”Se estou fazendo um esforço consciente de me exercitar, trabalho com um treinador de Pilates em um aparelho de reformer, e isso é o melhor para mim e meu corpo. Mas eu gosto de jogar tênis, correr no parque ou fazer uma aula de dança com minhas amigas. Disfarçar o exercício nas suas atividades do dia a dia é o modo mais divertido de fazê-los, na minha opinião.”

E isso a resume bem: divertida, de espírito livre e incrivelmente trabalhadora – não muito diferente da própria Coco Chanel.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie é capa da revista Stellar Magazine e falou sobre seu novo filme, Era Uma Vez em Hollywood, e sobre o foco de suas entrevistas geralmente serem sua aparência. Confira:

Então, não vamos fazer uma descrição do que ela está vestindo e nem falar as marcas. E também não haverá discussão de como seu cabelo está arrumado, nenhuma hipérbole sobre como o sol da Califórnia entrando pela janela está refletindo em seus olhos azuis. E é assim que Robbie prefere.

”Na verdade, eu realmente gosto de falar sobre aparência quando é relacionado aos personagens que interpreto,” ela conta. ”Cabelo, maquiagem e figurino são grandes aspectos, e cabeleireiros e maquiadores, assim como figurinistas, possuem um talento que é fascinante de assistir e apreciar. E eu não odeio de vez em quando aparecer em uma revista de beleza para falar sobre meus looks no tapete vermelho. Isso é interessante.”

“Eu só não gosto quando os looks são o foco quando há tantas outras coisas para discutir. Para mim, é uma oportunidade perdida. Algumas vezes eu sento, alguém faz uma pergunta – não necessariamente relacionada aos looks – e eu penso comigo mesma, ‘Eu trabalhei com tantas pessoas interessantes. Você não quer ouvir uma história sobre Martin Scorsese?’ Se eu estivesse no lugar deles, estaria perguntando algo diferente.”
Isso confirma o que muitos colegas e colaboradores de Robbie disseram sobre ela ao longo dos anos: ela é muito questionadora, ansiosa para se envolver e sempre curiosa sobre todos os aspectos do processo do cinema.

Era Uma Vez… Em Hollywood é o nono filme de Tarantino, e permanece um mistério – aqueles que viram na estreia em Cannes em maio foram pedidos para manter as revelações do enredo para si.

É também, provavelmente, a estreia mais aguardada de 2019, se vangloriando como o primeiro filme que junta Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, que interpretam uma estrela decadente de TV e seu dublê de longa data, respectivamente.

E como se passa em Los Angeles durante 1969, nos últimos dias da era de ouro de Hollywood, há uma grande especulação sobre como Tarantino captura o momento.

”Sinto que estou tão animada quanto todo mundo para a estreia,” diz Robbie, lembrando do dia que ela e seus colegas se reuniram para a primeira mesa de leitura. ”Eu não posso nem falar o quão surreal era olhar para o lado e ficar tipo, ‘Oh meu Deus… ali está o Leo. E o Brad. E a Dakota Fanning.’ Tantas pessoas que eu nunca sonhei que conseguiria trabalhar junto, quanto mais em um elenco. Há uma antecipação louca nisso.”

Robbie não lembra da primeira vez em que viu um filme do Tarantino.

”Eu acho que foi,” ela diz. ”Ou talvez não. Cães de Aluguel. Eu só lembro de pensar, ‘Eu sou jovem demais para estar assistindo isso,’ mas ao mesmo tempo estava amando. Eu não entendia o motivo naquela idade. Mas eu nunca parei de amar seus filmes, ele nunca desaponta.”

Isso continuou sendo verdade quando Robbie apareceu para o trabalho. No mês passado, o também australiano Damon Herriman, que aparece no filme como o líder do culto Charles Manson – contou para a Stellar que Tarantino conduzia um set sem ego.

”Não poderia concordar mais,” diz Robbie. ”Não existe hierarquia. Parecia como uma família ou amigos antigos. Não interessa se é um assistente ou supervisor de roteiro que ele trabalha desde o começo, Quentin ri e brinca e fica com todos da mesma forma. Você pode errar e tentar coisas diferentes, e você não vai entrar em problema, o que é muito divertido.”

Uma atmosfera leve foi sem dúvidas crucial dada a angustiante história real da personagem que Robbie interpreta no filme: a antiga atriz Sharon Tate, que estava grávida de oito meses e meio quando ela foi assassinada á facadas por quatro seguidores de Manson em um assassinato em massa em agosto de 1969. Tarantino observou a semelhança entre Tate e sua atriz principal, notando como ”ela transmite a pureza e inocência de Sharon.”

A visão de Robbie é que ”você não pode imitar uma pessoa esteticamente, e eu também não quero imitar uma personalidade. Eu meio que preciso da liberdade de desassociar a pessoa da vida real do personagem para conseguir atuar. Para mim, era mais sobre transmitir seu espírito de um jeito que parecesse real. E de um jeito que vá além da estética.”

Além disso, ela nota com uma risada auto depreciativa: ”Tentar e colocar esse tipo de pressão em si mesma ou no departamento de cabelo e maquiagem provavelmente não é tão útil.”

Robbie e Tarantino garantiram que tinham a aprovação final de Debra Tate, irmã mais nova de Sharon, antes das filmagens. ”Eu passei um tempinho com ela,” diz Robbie. ”Ela foi generosa o bastante de me dar esse tempo. E saber que Quentin teve sua benção fez toda a diferença.”

Se um dos legados de Tate é sua beleza física, outra é que ela permanece implacavelmente ligada à maneira brutal em que sua vida foi terminada. Robbie está interessada em mudar isso.

”Antes disso, toda vez que eu ouvia o nome Sharon Tate, eu imediatamente pensava sobre sua morte,” diz Robbie. ”Eu não pensava sobre sua vida. E então isso se tornou tudo o que eu pensava: como injetar o máximo de vida e pulsação nessa personagem. Eu queria trazer as melhores partes de mim para fora e transmitir todas as características que as pessoas mencionavam quando falavam sobre ela – angelical, generosa, gentil e maravilhosa. Parece tão banal associar uma pessoa que vivia com tanta vida com um final tão abominável e horrível.”

Robbie fez algo similar com a comédia satírica sobre a patinadora americana Tonya Harding em que ela produziu e também estrelou, onde o objetivo era reconsiderar a fama da patinadora na história.

”Exatamente,” ela se entusiasma. ”Sharon tinha muito pela frente. Eu me pergunto geralmente qual papel ela teria feito depois porque ela estava no topo, encontrando sua onda como atriz.”

O potencial não alcançado de Tate está em contraste gritante com tudo o que Robbie conquistou desde que chegou em Hollywood quase uma década atrás.

Na Austrália, ela foi indicada duas vezes ao Logie com 327 episódios de Neighbours em seus créditos, mas em salas de espera de audições cheias de tensão ou escritórios luxuosos de agentes por toda a cidade, ela era ninguém. Antes de sair da novela e do país, Robbie pediu para os produtores matarem Donna Freedman, a personagem que ela interpretava.

”Geralmente quando digo que vou fazer algo, mantenho a decisão e não volto atrás,” admite Robbie. ”Em parte, foi por isso que pedi para matarem a Donna em Neighbours. É difícil e assustador ir para um novo aspecto de sua carreira quando você não sabe o que vai acontecer. Você passa muito tempo pensando, ‘Oh meu Deus, será que eu cometi um erro terrível?’ Eu não queria ter a opção de ouvir minha dúvida e voltar atrás.”

Robbie diz que ela achou as primeiras chamadas de elenco em Los Angeles ”liberadoras… Eu lembro de entrar em salas de testes no começo com tanta coisa para provar e isso me motivava. Eu queria que as pessoas sentassem com postura ereta e parassem de olhar para seus papéis ou celulares e olhassem para mim. Era incrível. Me dava a motivação que eu precisava.”

Em 2011, não muito tempo depois de sair da Austrália, ela conseguiu um papel como uma aeromoça em Panam, sobre aviação nos anos 60 – um papel não muito diferente dos que Tate conseguia. Dois anos depois, ela conseguiu o papel em O Lobo de Wall Street. Era somente seu segundo papel em um filme, mas ela já estava jogando nos times grandes: DiCaprio era seu co-star e parceiro, Scorsese seu diretor.

Ironicamente, ela diz, ”Eu achei muito mais difícil depois que eu fiz Wolf porque todos esperavam um certo nível. Foi aí que eu comecei a me sentir muito nervosa antes das audições: ‘Oh, Deus… E se eu não conseguir ser o que eles querem que eu seja?’ Estranhamente, era mais fácil quando não esperavam nada.”

Após o #MeToo, Robbie diz que ela não tem histórias de terror sobre o teste do sofá para contar, mas que o movimento refletiu no que ela considerava assédio sexual.

”O problema não está resolvido,” ela começa. ”E não vai ser um conserto rápido. É contínuo, e temos um longo caminho pela frente – não só entre os sexos, mas entre raças, classes… tudo. Mas estamos em um lugar muito melhor agora do que 20 ou 50 anos atrás.”

“Você escuta histórias sobre atores trabalhando durante a era de ouro de Hollywood, histórias sobre Marilyn Monroe e você fica horrorizada e com o coração partido. E então você assiste seus filmes e elas estão sendo altamente sexualizadas ou humilhadas de um jeito disfarçado de comédia. Tenho certeza que todos pensaram que era adorável ou engraçado na época, mas algumas vezes eu assisto esses filmes e me sinto extremamente grata que posso ter meu tempo agora.”

Ansiosa para fazer mudanças no sistema, Robbie co-fundou a produtora LuckyChap Entertainment junto de dois amigos em 2014. Um deles, o diretor assistente britânico Tom Ackerley, se tornaria em breve seu parceiro romântico, também. Os dois casaram em Byron Bay no final de 2016.

Juntos, a dupla e seus amigos colocam a maquinaria da empresa para funcionar com o objetivo de contar histórias com personagens femininas fortes. E a extensa lista de produções está fervendo – tudo desde um live-action da Barbie até Aves de Rapina, um spin off de Esquadrão Suicida focado na personagem de Robbie, ou Shakespeare Now, uma série em 10 parte em desenvolvimento na ABC que será baseada em obras famosas do Bard atualizadas e contadas da perspectiva feminina – se encaixa na proposta. Dentro e fora das telas, Robbie quer falar sobre como as mulheres são comentadas, retratadas, tratadas e percebidas.

Além de fugir de discussões sobre sua aparência, Robbie também está tomando uma posição pelas mulheres que são esperadas que compartilhem quando e se elas planejam engravidar. ”Fico com muita raiva que existe esse contrato social,” ela disse para o Radio Times no começo do ano. ”Não presuma.”

Então, a Stellar se pergunta: essas perguntas finalmente pararam?

”Eu não pensei sobre isso,” ela responde. ”Mas acho que você está certa, não me perguntam regularmente.”

E ainda assim ela é a primeira a admitir que – como muitos de nós – é culpada de perguntar para recém casados sobre seus planos reprodutivos. ”Eu honestamente me sinto com uma grande hipócrita,” ela diz.

”Eu sei que eu já disse para amigos: ‘Oh, uau… quando vocês vão pensar sobre a coisa do bebê?’ E eu me pego pensando: Como isso saiu da minha boca? Por que essa é a minha primeira reação? Então, eu não estou apontando dedos. Mas é bom fazer uma auto avaliação.”

Por agora, Robbie preenche o quociente da família retornando para a Austrália sempre que pode. Em maio, ela deu de presente para a irmã mais velha, Anya, uma viagem no The Ghan e uma visita em Uluru, uma experiência que ela diz ser ”muito espetacular.”

Ela também quer filmar uma produção aqui ”assim que for humanamente possível.”

Até lá, como a Queenslander mais famosa na lista A de Hollywood, Robbie está feliz de levantar a bandeira por seu amado estado.. e carrega o peso de algumas piadas.

”Eu vou dizer que eu não sabia que faziam piadas com a gente até que me mudei para Victoria e comecei a ouvir essas piadas. Eu fiquei tipo, ‘O que? A Austrália estava rindo da gente e eu não percebi?’” Ela ri. ”Mas eu tenho muito orgulho de onde eu venho e falo sobre isso infinitamente com todos ao redor do mundo. Toda vez que eu volto, nada mudou. Me sinto a mesma pessoa que eu era quando vivia lá.”

Mesmo assim, o capítulo que começou quando ela se mudou para o exterior agora está chegando ao auge quando Robbie faz parte de um filme com dois dos maiores atores da era, um deles sendo seu primeiro colega no cinema. A natureza tortuosa de tudo isso não está perdida nela.

”Eu lembro de ver o Leo em um evento,” ela conta. ”’Me diz que você está fazendo esse filme e que vamos trabalhar juntos novamente.’ Obviamente tive mais cenas com ele em Wolf, uma grande oportunidade bem cedo de assistir alguém naquele nível e ver como eles fazem. Ajudou muito.”

“Então, eu sinto que completei um círculo completo ao trabalhar com Leo novamente. É um lembrete adorável da jornada que eu tive até agora em Hollywood. E não só ele – muitas pessoas nesse filme me inspiram. Eles são inacreditáveis, e é emocionante. Faz você querer continuar.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil