Margot Robbie abriu as portas de seu quarto de hotel em Los Angeles para a VOGUE documentar todo o seu preparativo para a noite mais importante do cinema. Embaixadora da Chanel, a atriz usou um vestido da alta costura, além de acessórios, maquiagem e perfume da grife! Confira os detalhes:

Os momentos de beleza de Margot Robbie são geralmente um estudo sobre glamour no estilo dos deuses e que parece caber em todas as ocasiões. Seu visual no Oscar desta noite – onde ela compareceu ao lado do produtor de Bela Vingança, Josey McNamara, indicado e parceiro de Robbie na LuckyChap Entertainment – não foi exceção, comunicando uma sensação suave de sereia. Esse era o objetivo da maquiadora Pati Dubroff, afinal: para equilibrar o drama marcante do vestido Chanel de alta costura da produtora, uma silhueta de sereia adornada com flores pratas, selecionado após Robbie avistou um tecido similar no desfile da Alta Costura Outono-Inverno 2019/20 em Paris.

“Era realmente sobre não fazer algo difícil ou marcado”, diz Dubroff, que ajudou Robbie a se arrumar no hotel Edition West Hollywood. “Eu só pensava em ‘otimismo e dias ensolarados’. E Margot é como um raio de rol, então me dirigi a isso.” Junto com um corte novo de franjas e um rabo de cavalo dourado baixo e frouxo (executado pelo cabeleireiro Bryce Scarlett), o visual naturalmente romântico de Robbie foi definido por um conjunto, com Dubroff dependendo pesadamente na Paleta Essentielle em Caramelo. “É uma paleta de tudo – e é o que usei em suas bochechas, como um bronzer, contorno leve e ao redor de seus olhos”, disse Dubroff, que sugeriu usar o mesmo tom bronze quente nas bochechas e olhos para aqueles que desejam uma harmonia similar em suas próprias estéticas banhadas pelo sol.

Uma camada de definir o olhar com o rímel Inimitable ofereceu uma pequena elevação, junto com uma aplicação disfarçada de delineador para uma profundidade adicional. Mas, no final, o visual acima do pescoço foi um caso resumido. “Realmente era sobre beleza pura – apenas sobre manter a simplicidade”, disse Dubroff. “Penso que talvez isso seja o que apreciamos mais nesses tempos: simplicidade.”

Aqui, Robbie fala sobre alguns detalhes de sua preparação pré-Oscars: “Escolhi esse vestido porque, ao olhar para ele, você consegue ver toda o artesanato e o luxo, mas ao mesmo tempo parece fácil e essencial. O tecido é deslumbrante e seu brilho realmente pareceu perfeito para o Oscar. Amei o tecido quando o vi pela primeira vez no desfile de Alta Costura Outono-Inverno 19/20 em Paris, onde estive como convidada em julho de 2019. Aprendi muito sobre a Alta Costura e fiquei muito impressionada com a habilidade das artesãs. O fato de que cada ponto é feito por mãos humanas é realmente inspirador. Virginie Viard também está trazendo uma sensibilidade super feminina e moderna em suas coleções. Sempre me sinto especial quando uso Chanel, mas me sinto ainda mais especial nesta noite porque finalmente poderemos ver todos do nosso filme, Bela Vingança, pessoalmente!”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie foi capa da edição francesa da revista ELLE nessa semana e falou sobre Bela Vingança, filme de Emerald Fennell indicado em Melhor Filme no Oscar e produção da LuckyChap, sobre sua parceria com a Chanel e uma pequena atualização sobre Barbie. Confira as fotos e a entrevista abaixo:

Você é atriz e produtora. O que você prefere?
É difícil dizer porque não me defino por um rótulo. Sinto que faço parte de um processo criativo atualmente no mundo dos filmes e da televisão. E, nos dois casos, eu me envolvo para ter certeza de que a visão do diretor será a mais fiel possível do que ele quer levar para a tela. Com atriz, faço um trabalho limitado. Como produtora, sigo todos os passos para trazer um projeto para a vida. Essas duas coisas são muito emocionantes.

O que você tinha em mente quando criou sua produtora, a LuckyChap Entertainment?
Foi muito simples. Comecei essa aventura com amigos próximos. Eu estava sendo guiada por um desejo recorrente. Cada vez que lia um roteiro, eu tinha a mesma conclusão. O único papel que eu queria em um filme era o masculino. Eu achava mais elaborado, mais rico, mais complexo, com uma dimensão humana que me tocava. Ao lado desses papéis, o feminino parecia mais triste, mais normal. Compartilhei isso com meu pequeno grupo e concordamos que tínhamos que procurar cenários onde as mulheres estariam interpretando os papéis mais interessantes. Isso significava que teríamos que dar chance aos novos roteiristas. Nosso objetivo é atuar como um trampolim para mulheres na frente e por trás das câmeras.

Como em Bela Vingança, de Emerald Fennell, o qual você produziu e ganhou quatro indicações ao Golden Globe e cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme.
Exatamente. Isso prova que estávamos certos em confiar na Emerald, que queria dirigir seu primeiro filme. Seu projeto era óbvio para nós. Tínhamos que ajudá-la a tornar seu sonho uma realidade.

Bela Vingança conta a história de uma jovem mulher que está se vingando do assédio sexual sofrido por sua melhor amiga. Esse é um filme feminista?
Muitas pessoas dizem que esse filme nasceu do movimento #MeToo. Eu não vejo dessa forma. Isso me lembra de uma conversa que escutei entre duas mulheres. Uma delas perguntou: “Você é feminista?” e a outra respondeu: “Sou uma mulher. Como posso não abraçar a causa das mulheres?” Como todo mundo, quero igualdade em todas as áreas. Esse filme é dirigido por uma mulher, há uma perspectiva feminina e o papel principal é interpretado por uma atriz, Carey Mulligan.

Você observa as mudanças no ambiente do cinema?
Sou otimista por natureza! Esse problema vai além do mundo do cinema. Nesse período pós movimento #MeToo, vejo o começo da mudança. Certos comportamentos não são mais tolerados. As pessoas estão prestando atenção. Quando estão a ponto de dizer algo, eles pensam duas vezes, como se o cérebro estivesse dizendo: “Pausa!” Como resultado, sinto que ouço menos palavras inapropriadas contra mulheres. Mesmo que esses detalhes sejam mínimos, acho encorajador para o futuro.

Você esteve ao lado de Nicole Kidman e Charlize Theron no filme O Escândalo, que expôs o assédio sexual em uma emissora de televisão e foi uma notícia bombástica.
Quando cheguei na última página do roteiro, fiquei envergonhada. Em um estado de choque. Honestamente, não achei que tal coisa havia acontecido. Eu estudei, estou na frente de uma empresa onde refletimos o lugar das mulheres no mundo. Assédio sexual é inconcebível, não estava ciente disso. Sim, precisei fazer parte desse projeto e denunciar esse escândalo.

Como está o progredindo o projeto para o filme da Barbie? Ela vai ser uma heroína feminista?
Não posso falar sobre isso ainda, mas a produção está avançando. A ideia do filme fala por si própria…

Sua mãe te fez ciente da causa das mulheres?
Quando criança, eu não considerava minha mãe um exemplo de mulher, ela era apenas minha mãe. Somente com o tempo pude perceber o tanto que ela conquistou e todos os sacrifícios que ela fez… Pensei comigo mesma: “Que vida! Que mulher!” Minha mãe é uma mulher forte com uma grande noção de responsabilidade. Éramos quatro crianças e ela nos criou sozinha. Não foi fácil. Como muitas mães, ela precisou ser responsável. Eu nunca a vi se sentar em uma cadeira e sentir pena de seu sofrimento ou se parabenizar por ser uma supermãe e esperar elogios. Nunca. Autocongratulação não faz o estilo dela. Eu admiro sua persistência, sua determinação. Ela é o meu maior exemplo de mulher.

Você é embaixadora da grife Chanel. A moda sempre fez parte da sua vida?
O mundo da moda é novidade para mim, eu descubro com admiração. Estou ciente da oportunidade oferecida a mim pela Chanel e Virginie Viard (atual diretora artística de moda). O sentimento de fazer parte de uma família sempre esteve presente. Karl Lagerfeld era muito atencioso, ele sempre teve tempo de ser legal comigo, até mesmo durante os preparativos dos desfiles. Roupas sempre tiveram uma importância para mim. É um tipo de arte, uma forma formidável de expressão. Ainda mais se você é atriz. Me lembro dos dias em que me divertia fazendo peças de teatro com meus irmãos, eu gostava de vestí-los. É extraordinário usar as novas coleções, consultar os arquivos da herança da Chanel e ver a evolução dos materiais e formas. Quando subi os degraus de Cannes na estreia de Era Uma Vez em Hollywood ao lado de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, eu estava usando um magnífico vestido de alta costura da Chanel. Minha mãe estava presente e disse para mim: “Você está entendendo?”

A pandemia impede desfiles e tapetes vermelhos… Essas memórias excepcionais de Cannes possuem uma ressonância ainda maior?
Com certeza. Hoje em dia, não tenho outra escolha a não ser refletir sobre o que passamos. A abordagem é interessante. Muitas imagens de tempos felizes e loucos passam pela minha cabeça. Estou no meio da filmagem do novo filme de David O. Russell. Outro dia, todos os atores estavam com o figurino e estávamos observando uns aos outros. Era um sentimento estranho, um pouco surreal. Era como se estivéssemos voltado aos tempos antes do COVID. “Antes do COVID…” uma expressão magnífica. Todos estão ansiosos pelo retorno da normalidade.

Você é o símbolo do sonho americano?
Na Austrália, nós dizemos que somos da terra da sorte. Hoje, moro na América, a terra da oportunidade. A mistura da sorte com a oportunidade pode te dar uma vida incrível. A minha é.

ATENÇÃO: A entrevista foi feita em inglês, traduzida para o francês e então traduzida de volta para o inglês até chegar no português. Algumas frases podem ter perdido o sentido durante o processo.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie estampa a nova edição especial da V Magazine em parceria com a Chanel. A edição funciona como um livro de arte e se chama The Chanel Book, custando 110 dólares no site oficial da revista. Outras capas do livro incluem Lily Rose-Depp e Jennie Kim, do girlgroup Blackpink, ambas também embaixadoras da grife. Confira a capa em alta definição na nossa galeria:

Margot Robbie é capa da primeira edição da década da V Magazine e escolheu Charlize Theron para entrevistá-la. As duas falam sobre a infância na Austrália, o começo da carreira e O Escândalo. Confira as fotos e a entrevista traduzida abaixo:

Não é de admirar que, para Margot Robbie e Charlize Theron, o fandom seja mútuo. As duas deixaram seus países de origem para se tornarem realeza em Hollywood, e recentemente estrelaram juntas em O Escândalo como âncoras batalhando contra o padrão sexista (ou pior que isso) no local de trabalho. Uma vez estereotipada como a “namorada interesseira,” a Robbie pré-fama poderia ter empatia com sua personagem fictícia, a produtora da Fox News Kayla Pospisil. Mas, é claro, a carreira de Robbie rapidamente ultrapassou as expectativas de qualquer pessoa (incluindo ela mesma), como os créditos da atriz e produtora continuam a provar. Seu próximo filme, Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa será o maior filme de sua produtora LuckyChap até agora.

Margot Robbie: Charlize, obrigada por fazer isso! Quer compartilhar um picles? Eu geralmente não como muito picles, mas ultimamente tenho gostado deles…

Charlize Theron: Sim, eu quero compartilhar um picles com você! Como eu poderia dizer não?
MR: Eu acabei de aprender, tipo anos atrás, que picles são realmente pepinos.

CT: [Risos] Isso é incrível para mim. Minha filha acha que pepinos são picles. Ela chama pepinos de picles. Eu fico tipo, isso não é um picles… Falando nisso, vamos falar da sua infância. Eu imagino você fazendo pesca subaquática para o jantar em Gold Coast aos 12 anos.

MR: Literalmente, sim [risos] Então, na verdade eu tive uma experiência australiana rural. Quando eu era mais nova, nos mudamos para o interior, que faz parte da Gold Coast. Nós morávamos na área cultivada, então era definitivamente de acordo com uma certa imagem da Austrália. As pessoas nos Estados Unidos ficam tipo, ‘Tinha cangurus e coalas na janela do seu quarto?’ E eu digo, ‘Bem, sim, existiam, mas isso não é necessariamente uma coisa normal na Austrália!’ Eu acho que eu realmente tive todo o melhor da Austrália.

CT: Então, quando você descobriu os filmes?

MR: Nós tínhamos uma coleção limitada e eclética de fitas VHS, que eu assistia mais de cem vezes. Eu falava as frases na cozinha, e minha mãe ficava, ‘Como você lembra disso tudo? Está inventando?’ E mesmo assim, eu nunca disse que ia ser atriz. Eu acho que provavelmente foi uma coisa semelhante à quando você estava crescendo na África do Sul…

CT: Sim, é como falar sobre um unicórnio. Não existe.

MR: Sim, não é um trabalho de verdade. E mesmo depois que eu estava trabalhando 17 horas seguidas em Neighbours, minha família ficava, ‘Então… qual o seu plano? O que você vai fazer de trabalho e carreira?’

CT: Você precisou convencer seus pais? O que eles queriam que você fizesse?

MR: Eu não sei! Eu acho que o melhor cenário seria ir para a universidade.

CT: Cara, como eles estavam errados [risos]

MR: Eu nunca fui para a universidade! Mas eu fui para todas as festas de calouros das universidades dos meus amigos.

CT: Esperta! É a melhor parte! Então, qual foi o próximo passo depois de trabalhar em Neighbours?

MR: Para começar, eu fiquei tão feliz de não ter sido despedida. Mas depois disso, parecia haver apenas duas opções disponíveis: Uma, ficar em Neighbours; muitos dos meus colegas de elenco trabalharam lá por 30 anos e eu poderia ter uma vida muito confortável e legal fazendo isso. Mas eu sabia que eu não queria. A outra opção era me arriscar nos Estados Unidos. E eu tinha visto alguns colegas de elenco tentarem a sorte em Los Angeles. Então, eu passei os próximos três anos economizando e trabalhando na dicção, porque eu não conseguia fazer um sotaque americano por nada no mundo, e eu fui para a porta número dois.

CT: Uau… Quando você começou, você teve medo de ser estereotipada?

MR: Não foi até depois de O Lobo de Wall Street que muitos papéis semelhantes começaram a aparecer. Eu percebi que precisava fazer algo muito diferente para deixar as pessoas cientes de que eu não ia interpretar a esposa interesseira para sempre. E não é que eu não quero nunca mais interpretar uma esposa interesseira, eu me diverti muito interpretando a Naomi. Mas eu já exercitei esse músculo, já a tinha entendido. E eu queria ler um personagem e pensar, ‘Não faço ideia de como fazer isso.’ Eu sempre quero me sentir um pouco assustada quando escolho um papel e me desafiando de algum jeito. Mas, antes disso, eu só queria qualquer trabalho. Meu primeiro papel de verdade foi em uma série chamada Pan Am, e eu filmei por um ano em Nova York. Eu estava interpretando uma jovem muito doce e inocente vendo o mundo pela primeira vez e se divertindo muito. E talvez eu não fosse tão inocente quanto ela, mas definitivamente estava sentindo a mesma coisa; tipo, uau, o mundo é tão grande e incrível, e eu estou em Nova York, isso é tão louco… Na minha primeira vez em um set, eu queria saber o que todo mundo estava fazendo e por quê. Eu ficava perguntando para o diretor de fotografia, ‘Que lentes você está usando e por quê?’ Eventualmente ele comprou um livro pra mim e ficou tipo, ‘Leia isso, tem todas as respostas!’ Foi tão gentil, e eu ainda tenho o livro. Foi uma leitura interessante e respondia todas as minhas perguntas, então eu parei de perturbar ele…

CT: Talvez tenha sido isso, mas em que ponto você sentiu que queria produzir seus próprios filmes?

MR: É engraçado… Eu falei sobre isso com algumas outras atrizes. A fama é uma coisa estranha. Tem esse jeito de aparecer muito rápido, e eu me senti muito livre disso. Eu estava procurando por jeitos diferentes de tomar o controle da minha vida, de chegar onde eu queria chegar. Como produtora, você faz parte de tudo. E não somente no set, mas nos anos até chegar naquele ponto. Eu gosto de exercitar essa parte do meu cérebro mais experiente em negócios – mesmo fazendo aquela merda de incentivo fiscal.

CT: Quanto tempo levou para Eu, Tonya aparecer?

MR: Esse foi o segundo filme que produzimos na LuckyChap. Nós nos demos um manifesto para começar, e foi de contar histórias sobre mulheres e de trabalhar com o máximo de diretores de primeira e segunda viagem que pudéssemos.

CT: O que nesse projeto fez você dizer, ‘Preciso fazer isso’? Você sabia sobre ela?

MR: Não, eu nunca tinha ouvido o nome dela. E eu achava que era uma história fictícia. Tipo, okay, isso fica um pouco absurdo em algumas partes, as pessoas vão achar que estamos de brincadeira agora. Mas as partes mais absurdas eram realmente verdade.

CT: É tão interessante que você não sabia nada sobre ela. Para mim, ela é tipo o Elvis. E eu imagino, se o papel tivesse vindo para mim, que seria assim que eu iria olhar para ele. Eu acho que talvez essa seja a chave para o fato de que você tocou em um aspecto da personagem que não parecia sensacionalista. Você tocou na história emocional dessa mulher que estava lutando com muita coisa. E ela fez umas coisas terríveis, mas suas circunstâncias não eram boas.

MR: Sim! Foi perfeito que eu não sabia sobre isso porque eu não tinha noções pré concebidas. Como atriz, a primeira coisa é tentar entender o ponto de vista dela. Eu li falas como, ‘A Nancy apanha uma vez e o mundo inteiro surta. Comigo isso acontece todo dia.’ Eu lia isso e pensava, sim, eu concordo! Por que todo mundo é tão duro com você? Eu não entendo! Então eu fiquei muito feliz que eu não sabia nada. Ficou muito mais fácil de entendê-la.

CT: Você lembra da primeira vez que nos conhecemos?

MR: Sim! Em uma sessão de fotos, alguns anos atrás. Você estava praticamente nua.

CT: Tinha muita coisa acontecendo. “Ela está usando um lençol, tem uma criança pequena gritando e está elogiando uma atriz que ela quer trabalhar junto…” O quão estranho é que, três anos depois, eu te chamei para O Escândalo?

MR: Já que estamos nesse assunto… Por que você pensou em mim para esse papel? Nunca perguntei…

CT: Primeira, meu Deus, você é louca? Foi muito fácil, Margot Robbie. Mas segundamente, esse é um elenco de grupo; não tem muito tempo para você alongar sua personagem. Precisávamos de uma atriz que pudesse tocar em todas essas emoções de modo econômico e efetivo. E você fez isso inquestionavelmente. E desde o momento que você concordou em fazer o projeto, você ficou tão comprometida. Você estava fazendo com a gente. O que tornou isso tão claro pra você?

MR: Eu poderia repetir tudo o que você disse, porque foi muito fácil. A oportunidade de trabalhar com você… Eu secretamente só queria a oportunidade de te ver produzir. Tipo, eu não sei se estou fazendo isso certo – lidando com a produção, atuação e com a vida. Seria muito legal assistir outra pessoa fazer isso. Mas mais do que tudo, eu queria ser parte dessa história, e eu queria que as pessoas tivessem a experiência da Kayla, que, como você vê em uma cena, é muito difícil de definir. Ele abusa dela sem nem mesmo levantar de sua cadeira. Eu achei que isso era algo que as pessoas precisavam ver.

CT: Margot. Eu te amo.

MR: Eu também te amo. Você é uma ótima repórter.

CT: Quanto vão me pagar por isso?

MR: Você vai ganhar uma jarra de picles.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil