Margot Robbie é capa e recheio da revista australiana The New York Times Style! A atriz conversa sobre sua abordagem de trabalho, seus projetos na LuckyChap e mais. Confira uma prévia da entrevista liberada pela revista:

Em uma chamada de vídeo de sua casa em Los Angeles, Margot Robbie está falando sobre os filmes de sua produtora: Bela Vingança (2020) e Eu, Tonya (2017). Então, ela pausa e se mexe para levantar-se. ”Vou só fechar a porta porque meu marido está fazendo muito barulho”, ela diz. Esse seria o britânico Thomas Ackerley, diretor-assistente e agora produtor, quem ela conheceu no set de Suíte Francesa (2014).

Essa é a vida de uma estrela de Hollywood nessa época de pandemia. Há roteiros e orçamentos para aprovar, além de chamadas no Zoom e uma turnê de divulgação no sofá para seu próximo filme, O Esquadrão Suicida, enquanto seu marido faz barulho no cômodo ao lado. Com a COVID-19 adiando estreias em 2020, a atriz australiana irá aparecer em vários filmes esse ano, cada um exigindo publicidade. E no meio de tudo, a produtora que ela comanda com Ackerley e alguns amigos, LuckyChap Entertainment, está administrando o lançamento de duas séries de TV: Maid, da Netflix, inspirada em uma biografia com o mesmo nome, e a segunda temporada de Dollface, uma história sobre se reconectar com amizades antigas.

Embora Robbie tenha atraído aclamação para seus trabalhos como produtora durante os últimos quatro anos, ela ainda é mais conhecida por seus papéis como atriz, onde rouba a cena de Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street (2013), assume o papel titular em Eu, Tonya e entrega performances excelentes como a deliciosamente depravada Harley Quinn nos filmes de Esquadrão Suicida. Quando discutimos sua abordagem à arte, Robbie é equilibrada e animada. ”Você precisa se comprometer”, ela diz. ”Não pode fazer nada meia-boca. Esse é meu lema quando estou no set. Você precisa se comprometer 120 por cento – qualquer coisa menos que isso acaba parecendo estúpido.”

Como atriz, ela é famosa por sua versatilidade, mas a amplitude dos papéis às vezes é difícil de lidar? Ela confessa que nem sempre é fácil: ”Cada personagem que interpreto requer algo diferente. Algumas sinto que posso entrar na pele um pouco mais fácil do que outras.” Entre as mais difíceis, Robbie aponta para a falecida Sharon Tate, quem interpretou em Era Uma Vez em… Hollywood (2019) de Quentin Tarantino. ”Sharon Tate não foi uma personagem onde senti que estava pronta e que seria fácil”, diz Robbie. ”Era mais sobre o que ela simbolizava: todas as coisas boas do mundo. Leveza e luz foram as coisas com que mais trabalhei: como me sentir leve, como exalar luz. Como você interpreta alguém se o jeito com que ela precisa ser interpretada é com pureza, inocência e charme?”

Papéis mais barulhentos e ásperos são mais fáceis, ela diz. ”Eu prefiro gritar, chorar, berrar. Alguém fez algo ruim para você e você está com raiva – posso chegar nesse ponto bem mais rápido.”

Robbie sente falta de casa, estando longe da Austrália por mais tempo do que planejava. ”Está chegando em dois anos”, ela diz. ”Houve a pandemia e antes disso eu estava fazendo um ou dois filmes. Estou com muita saudade de casa.” A atriz de 31 anos é de Gold Coast, onde ela foi criada por sua mãe, Sarie Kessler, uma psicoterapeuta. Respondendo sobre as origens de sua conexão visceral com o cinema, Robbie diz: ”Eu não sei como explicar. Minha mãe me pergunta o tempo todo: “O que é isso? De onde surgiu? Não veio da nossa família!” E sua ambição, de onde vem? ”Eu não sei. Não sei!” Robbie protesta. ”Queria que tivesse uma história legal.”

Ela se lembra de assistir vídeos e DVDs na sala de sua casa suburbana. ”Eu assisti Clube da Luta quando provavelmente era nova demais para assistir Clube da Luta”, ela diz sobre a ardente desconstrução da masculinidade tóxica no filme de David Fincher estrelando Brad Pitt. ”Eu não parei de pensar nisso por dias e dias depois.” Ela reconhece que isso pode ter estimulado sua preferência por filmes provocantes.

Robbie era estudante do colégio Somerset no interior de Gold Coast e foi escalada para filmes independentes locais quando ainda estava na escola. Aos 17 anos, ela se mudou para Melbourne e brevemente trabalhou em uma série de televisão infantil, The Elephant Princess, ao lado de um desconhecido Liam Hemsworth. Então, ela conseguiu um papel em Neighbours. Era pequeno no começo, uma estudante do ensino médio (seu nome aparecia no final dos créditos finais, antes dos treinadores de animais), mas ela rapidamente subiu na escala e ficou na série por dois anos e meio. Enquanto isso, ela estava amolando suas habilidades e trabalhando com um fonoaudiólogo para aperfeiçoar seu sotaque americano.

Ao deixar a novela em 2010, Robbie se mudou para os Estados Unidos, chegando a tempo para a temporada de pilotos. Lá, ela imediatamente conseguiu um papel em uma série de TV – muito falada na época – sobre comissárias de bordo trabalhando para a Pan American nos anos 60. Pan Am foi cancelada após uma temporada, mas foi o bastante para dar para Robbie sua grande oportunidade. Isso seria um filme de Martin Scorsese sobre um golpista ostentoso de Wall Street, interpretado por um exagerado DiCaprio. Robbie, com e sem roupas, se iguala a ele cena por cena enquanto faz um sotaque estrondoso do Brooklyn. Como ela conseguiu fazer essa performance sensacional? Novamente, ela aponta para o comprometimento. ”Eu sou intensa”, ela diz. ”Tenho que pensar grande para conseguir fazer.” Desde então, Robbie considerou suas possibilidades e gradualmente escolheu papéis mais difíceis, interpretando uma inteligente golpista ao lado de Will Smith no filme Golpe Duplo (2015) e a Rainha Elizabeth I em Duas Rainhas (2018) com Saoirse Ronan.

Nem todo filme foi um hit. O produtor Jerry Weintraub escolheu Robbie para interpretar Jane Clayton em seu último filme, o tão sonhado reboot de Tarzan, com Alexander Skarsgård. Lançado em 2016, A Lenda de Tarzan não foi exatamente um fracasso, mas não encontrou público para justificar seu grande orçamento.

Em 2019, seu melhor ano até agora, Robbie estrelou Era Uma Vez em… Hollywood com DiCaprio e Pitt e o filme se tornou um dos mais elogiados no ano. Meses depois, ela interpretou uma confusa produtora ao lado de Charlize Theron e Nicole Kidman em O Escândalo, um filme sobre os casos de assédio sexual na Fox News que te deixa sem piscar. Por esse, Robbie recebeu sua segunda indicação ao Oscar, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante.

Robbie é conhecida por seu talento e beleza (o último rendendo para ela várias campanhas publicitárias lucrativas), mas enquanto ninguém estava olhando, ela também se tornou uma séria jogadora na indústria de produções de Hollywood. ”Para ser honesta,” Robbie diz sobre seu trabalho com a LuckyChap, ”os projetos que nos animam são os que nos assustam – muito. Encontro isso nos papéis que procuro como atriz e nos projetos que procuramos como produtores.”

Tudo começou como uma diversão, um projeto de impulso que ela sonhou em 2014 com seu atual marido e Josey McNamara, ambos aspirantes a produtores na época, e uma amiga da Austrália, Sophia Kerr. O objetivo era colaborar com diretoras e roteiristas para contar histórias difíceis sobre mulheres. ”Eles são provocantes, são desafiadores de muitos jeitos”, Robbie diz sobre os filmes e séries da LuckyChap, os quais ela aborda com a simples pergunta: ”Como você mantém as pessoas interessadas e continua a empurrar a conversa para um local onde elas não possuem uma resposta rápida e fácil?” A ideia, ela diz, é fazer as pessoas pensarem.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Realizando um dos seus maiores sonhos, Margot Robbie estrelará o novo filme do diretor Wes Anderson. Ela se junta ao elenco que já conta com grandes nomes como Tom Hanks e Tilda Swinton! Saiba mais:

Margot Robbie agora é a mais nova participante do filme de Wes Anderson.

A atriz, atualmente nos cinemas como Harley Quinn em O Esquadrão Suicida, juntou-se ao elenco do próximo projeto do aclamado artista, um filme ainda sem título que começará a ser filmado na Espanha no fim de agosto.

Os detalhes do enredo estão sendo mantidos em segredo. A natureza de seu papel também não é clara, apesar de fontes revelarem ao The Hollywood Reporter que ela será coadjuvante.

O projeto, escrito e dirigido por Anderson, possui seu grupo de artistas de costume, Adrien Brody, Bill Murray e Tilda Swinton, entre eles. Um dos novatos no filme é Tom Hanks.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Em entrevista ao Game Spot, o diretor de O Esquadrão Suicida, James Gunn, falou sobre a Harley Quinn em seu filme e o motivo pelo qual acha que Margot Robbie é uma das melhores atrizes com quem já trabalhou. Leia:

A Harley Quinn se tornou algo como uma linha de produção para os filmes da DC, se é que existe tal coisa. A icônica versão de Margot Robbie apareceu em diversos filmes, incluindo Esquadrão Suicida de David Ayer, Aves de Rapina de Cathy Yan e agora O Esquadrão Suicida de James Gunn. Em todos esses elencos, ela roubou a cena. E em uma sessão de perguntas e respostas após o filme, Gunn disse que Robbie é a melhor atriz com quem já trabalhou.

”Fui até a Margot e conversamos sobre o roteiro quando ela terminou de ler”, disse Gunn. ”E quando dissemos algo sobre a Harley, ela sempre ficava: “É, mas você sabe mais sobre ela do que eu.” Porque eu li todos os quadrinhos em que a Harley aparece e vi todos os filmes animados. Margot não tem ego, por isso ela é provavelmente uma das melhores atrizes com quem já trabalhei – não porque ela diz que sei mais do que ela, mas porque ela aborda de um jeito onde está disposta a ir o mais longe possível com a personagem.”

“E ela é incrivelmente preparada, disciplinada, consegue fazer as cenas de ação, comédia, drama. Ela é uma atriz incrivelmente completa.”

Continuando no assunto, Gunn apontou que os personagens de quadrinho que geralmente adapta para seus filmes, incluindo O Esquadrão Suicida e Guardiões da Galáxia, tendem a ser menos famosos nas páginas do que os típicos super-heróis e vilões.

”Geralmente quando estou escrevendo a maioria dos personagens, estou meio que os recriando para o cinema”, disse o diretor. ”Provavelmente é o motivo pelo qual sou atraído por personagens que estiveram em poucos quadrinhos, ou personagens como o Senhor das Estrelas, que nunca teve uma personalidade bem definida… Digo, o Sanguinário, por exemplo, não é especialmente bem definido ou bem conhecido.”

Obviamente, esse não é o caso com a Harley Quinn, uma personagem que Gunn elogia muito mesmo assim. ”Uma das razões pelas quais as pessoas ficaram tão atraídas por Margot no papel desde o começo é porque ela incorporou perfeitamente o personagem, que é um dos mais bem escritos na história dos quadrinhos, desde sua primeira aparição em Batman: A Série Animada com Paul Dini (criador da Harley Quinn)”, ele diz. ”Então, é realmente sobre a personagem inicial de Paul Dini e sobre ser fiel à ela.”

Apesar da variedade de roteiristas e diretores envolvidos nos filmes em que Robbie interpretou Quinn até agora, parece que a personagem teve um arco, desde sua tumultuosa relação com o Coringa de Jared Leto em Esquadrão Suicida, até as consequências do rompimento em Aves de Rapina, e em O Esquadrão Suicida, que não menciona o Coringa em nenhum momento.

”Também senti que havia coisas que poderíamos trazer para esse filme que não vimos tanto nos outros dois. Ela é uma agente do caos”, Gunn diz. ”E para mim, Harley Quinn está na mesma parede do Batman, Homem-Aranha, Mulher-Maravilha, Super-Homem e Hulk quando se fala sobre os maiores super-heróis de todos os tempos – ou algo assim, ela não é uma super-heroína, mas, sabe, personagem de quadrinhos. Ela está lá em cima e merece estar lá, então dar a ela uma vida completamente caótica nas telas era um grande objetivo.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Em mais um vídeo para a British VOGUE, Margot Robbie mostrou todos os itens que leva dentro de sua bolsa. Além dos itens básicos como celular, máscara e álcool para as mãos, ela também leva fósforos e bolsinhas de chá. Veja mais: