Margot Robbie compareceu ao Oscar na noite passada, acompanhando seu parceiro na LuckyChap, Josey McNamara, que estava indicado na categoria de Melhor Filme com Bela Vingança. A atriz e produtora usou um vestido customizado da Chanel que demorou 205 horas para ser feito e apresentou um novo visual, provavelmente para seu próximo filme: Babylon, de Damien Chazelle! Confira as fotos na nossa galera:

Margot Robbie recebeu o prêmio RAD Impact por propostas inspiradoras e pôde compartilhar com uma pessoa. A escolhida foi Emily Dash e a instituição australiana sem fins lucrativos, Youngcare. Ela falou sobre a experiência com a revista PEOPLE e postou o vídeo do momento em que fala com Emily sobre o prêmio em seu Instagram. Confira abaixo:

Margot Robbie está apoiando jovens com alta necessidade de cuidados para que possam viver a vida de forma completa.

A atriz de 30 anos indicada ao Oscar conta para a PEOPLE o que significa compartilhar o primeiro RAD Impact Award com a instituição sem fins lucrativos Youngcare, a qual ela já fez parceria anteriormente e que constrói acomodações especializadas para pessoas com deficiências, oferece linhas de apoio gratuitas e concede fundos para jovens australianos com deficiências.

O prêmio RAD Impact, fundado pela Luxury Stores da Amazon, irá possibilitar que 15 jovens com deficiências vivam independentemente com os cuidados certos através dos serviços da Youngcare.

”É incrível. É muito incrível por várias razões”, disse a atriz de Era Uma Vez em Hollywood sobre ser uma das primeiras recebedoras do prêmio.

Robbie escolheu compartilhar o prêmio com a Youngcare e com uma de suas beneficiárias, Emily Dash, o que tornou a homenagem muito mais especial segundo a atriz.

”Um prêmio é sempre uma coisa legal, mas o fato de que posso compartilhar com outra pessoa, e sabendo o grande impacto para uma caridade que eu realmente me importo, só torna esse o prêmio mais especial que eu poderia receber.”

A atriz e produtora australiana também encontrou conexões pessoais com a organização, que é baseada em seu país de origem, e com o trabalho deles.

”Eu conhecia e ainda conheço jovens por volta da minha idade com alta necessidade de cuidados, e minha mãe trabalhou com crianças com deficiências durante minha vida inteira. Então, sempre tive muito conhecimento sobre isso”, ela diz.

A atriz de Eu, Tonya continua: “Pensar que existem pessoas da minha idade, mais jovens e mais velhas, que tiveram sua independência roubada por causa de alguma deficiência ou das necessidades que possuem… Eu não consigo imaginar.”

Robbie lembra de contar para Arianne Phillips, co-fundadora da RAD, que ela queria fazer mais, especialmente por ser uma pessoa com a plataforma para tal.

”Na posição que me encontro, tenho essa oportunidade incrível de não só fazer mais, mas de criar um impacto verdadeiro”, ela diz. “Então, estou muito ciente disso.”

Outros recebedores do prêmio são: Charlize Theron, Travis Scott, Priyanka Chopra Jonas e Laverne Cox. A antiga primeira-dama Michelle Obama será homenageada com o prêmio RAD ICON.

RAD (Redcarpet ADvocacy) é uma empresa social fundada por mulheres que cria campanhas de mobilização para destacar valores e gerar impacto para caridades.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Margot Robbie foi capa da edição francesa da revista ELLE nessa semana e falou sobre Bela Vingança, filme de Emerald Fennell indicado em Melhor Filme no Oscar e produção da LuckyChap, sobre sua parceria com a Chanel e uma pequena atualização sobre Barbie. Confira as fotos e a entrevista abaixo:

Você é atriz e produtora. O que você prefere?
É difícil dizer porque não me defino por um rótulo. Sinto que faço parte de um processo criativo atualmente no mundo dos filmes e da televisão. E, nos dois casos, eu me envolvo para ter certeza de que a visão do diretor será a mais fiel possível do que ele quer levar para a tela. Com atriz, faço um trabalho limitado. Como produtora, sigo todos os passos para trazer um projeto para a vida. Essas duas coisas são muito emocionantes.

O que você tinha em mente quando criou sua produtora, a LuckyChap Entertainment?
Foi muito simples. Comecei essa aventura com amigos próximos. Eu estava sendo guiada por um desejo recorrente. Cada vez que lia um roteiro, eu tinha a mesma conclusão. O único papel que eu queria em um filme era o masculino. Eu achava mais elaborado, mais rico, mais complexo, com uma dimensão humana que me tocava. Ao lado desses papéis, o feminino parecia mais triste, mais normal. Compartilhei isso com meu pequeno grupo e concordamos que tínhamos que procurar cenários onde as mulheres estariam interpretando os papéis mais interessantes. Isso significava que teríamos que dar chance aos novos roteiristas. Nosso objetivo é atuar como um trampolim para mulheres na frente e por trás das câmeras.

Como em Bela Vingança, de Emerald Fennell, o qual você produziu e ganhou quatro indicações ao Golden Globe e cinco indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme.
Exatamente. Isso prova que estávamos certos em confiar na Emerald, que queria dirigir seu primeiro filme. Seu projeto era óbvio para nós. Tínhamos que ajudá-la a tornar seu sonho uma realidade.

Bela Vingança conta a história de uma jovem mulher que está se vingando do assédio sexual sofrido por sua melhor amiga. Esse é um filme feminista?
Muitas pessoas dizem que esse filme nasceu do movimento #MeToo. Eu não vejo dessa forma. Isso me lembra de uma conversa que escutei entre duas mulheres. Uma delas perguntou: “Você é feminista?” e a outra respondeu: “Sou uma mulher. Como posso não abraçar a causa das mulheres?” Como todo mundo, quero igualdade em todas as áreas. Esse filme é dirigido por uma mulher, há uma perspectiva feminina e o papel principal é interpretado por uma atriz, Carey Mulligan.

Você observa as mudanças no ambiente do cinema?
Sou otimista por natureza! Esse problema vai além do mundo do cinema. Nesse período pós movimento #MeToo, vejo o começo da mudança. Certos comportamentos não são mais tolerados. As pessoas estão prestando atenção. Quando estão a ponto de dizer algo, eles pensam duas vezes, como se o cérebro estivesse dizendo: “Pausa!” Como resultado, sinto que ouço menos palavras inapropriadas contra mulheres. Mesmo que esses detalhes sejam mínimos, acho encorajador para o futuro.

Você esteve ao lado de Nicole Kidman e Charlize Theron no filme O Escândalo, que expôs o assédio sexual em uma emissora de televisão e foi uma notícia bombástica.
Quando cheguei na última página do roteiro, fiquei envergonhada. Em um estado de choque. Honestamente, não achei que tal coisa havia acontecido. Eu estudei, estou na frente de uma empresa onde refletimos o lugar das mulheres no mundo. Assédio sexual é inconcebível, não estava ciente disso. Sim, precisei fazer parte desse projeto e denunciar esse escândalo.

Como está o progredindo o projeto para o filme da Barbie? Ela vai ser uma heroína feminista?
Não posso falar sobre isso ainda, mas a produção está avançando. A ideia do filme fala por si própria…

Sua mãe te fez ciente da causa das mulheres?
Quando criança, eu não considerava minha mãe um exemplo de mulher, ela era apenas minha mãe. Somente com o tempo pude perceber o tanto que ela conquistou e todos os sacrifícios que ela fez… Pensei comigo mesma: “Que vida! Que mulher!” Minha mãe é uma mulher forte com uma grande noção de responsabilidade. Éramos quatro crianças e ela nos criou sozinha. Não foi fácil. Como muitas mães, ela precisou ser responsável. Eu nunca a vi se sentar em uma cadeira e sentir pena de seu sofrimento ou se parabenizar por ser uma supermãe e esperar elogios. Nunca. Autocongratulação não faz o estilo dela. Eu admiro sua persistência, sua determinação. Ela é o meu maior exemplo de mulher.

Você é embaixadora da grife Chanel. A moda sempre fez parte da sua vida?
O mundo da moda é novidade para mim, eu descubro com admiração. Estou ciente da oportunidade oferecida a mim pela Chanel e Virginie Viard (atual diretora artística de moda). O sentimento de fazer parte de uma família sempre esteve presente. Karl Lagerfeld era muito atencioso, ele sempre teve tempo de ser legal comigo, até mesmo durante os preparativos dos desfiles. Roupas sempre tiveram uma importância para mim. É um tipo de arte, uma forma formidável de expressão. Ainda mais se você é atriz. Me lembro dos dias em que me divertia fazendo peças de teatro com meus irmãos, eu gostava de vestí-los. É extraordinário usar as novas coleções, consultar os arquivos da herança da Chanel e ver a evolução dos materiais e formas. Quando subi os degraus de Cannes na estreia de Era Uma Vez em Hollywood ao lado de Leonardo DiCaprio e Brad Pitt, eu estava usando um magnífico vestido de alta costura da Chanel. Minha mãe estava presente e disse para mim: “Você está entendendo?”

A pandemia impede desfiles e tapetes vermelhos… Essas memórias excepcionais de Cannes possuem uma ressonância ainda maior?
Com certeza. Hoje em dia, não tenho outra escolha a não ser refletir sobre o que passamos. A abordagem é interessante. Muitas imagens de tempos felizes e loucos passam pela minha cabeça. Estou no meio da filmagem do novo filme de David O. Russell. Outro dia, todos os atores estavam com o figurino e estávamos observando uns aos outros. Era um sentimento estranho, um pouco surreal. Era como se estivéssemos voltado aos tempos antes do COVID. “Antes do COVID…” uma expressão magnífica. Todos estão ansiosos pelo retorno da normalidade.

Você é o símbolo do sonho americano?
Na Austrália, nós dizemos que somos da terra da sorte. Hoje, moro na América, a terra da oportunidade. A mistura da sorte com a oportunidade pode te dar uma vida incrível. A minha é.

ATENÇÃO: A entrevista foi feita em inglês, traduzida para o francês e então traduzida de volta para o inglês até chegar no português. Algumas frases podem ter perdido o sentido durante o processo.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Em uma entrevista para o podcast Awards Circuit, Margot Robbie comentou sobre o corte de David Ayer de Esquadrão Suicida. A atriz também falou sobre como foi produzir Bela Vingança e por que não foi indicada ao Oscar junto com outros produtores. Ouça abaixo:

Os produtores de Bela Vingança, Margot Robbie e Josey McNamara, acreditam que a escritora e diretora Emerald Fennell “pode fazer tudo”.

“A melhor coisa sobre Emerald como cineasta é que desde o primeiro momento em que ela nos apresentou o roteiro quando o entregou, ela sabia o filme inteiro em sua cabeça imediatamente”, McNamara conta para o podcast Variety’s Awards Circuit. “Ela falava claramente sobre ele”.

No episódio dessa semana, McNamara e Robbie falam sobre reconhecer os talentos de Emerald Fennell e a genialidade das estrelas Carey Mulligan e Bo Burnham em Bela Vingança. Os dois também discutem alguns dos desafios de fazer o filme, desde rápidos pivôs até trens aleatórios invadindo as filmagens. Ouça abaixo!

Também nesta edição, conversamos com Fennell e falamos sobre seu primeiro dia de filmagem, seu próximo passo na carreira de diretora, a vertigem de ser indicada para três Oscars e sobre ser somente a terceira mulher a conseguir tal coisa.

Bela Vingança conta a história de Cassandra (Mulligan), uma mulher que trancou a faculdade de medicina após uma tragédia pessoal e que vai para bares e finge estar bêbada para expor o comportamento ruim da espécie masculina.

Mulligan foi indicada na categoria Melhor Atriz no Oscar e capturando o segundo lugar na maioria das premiações críticas durante a temporada de premiações por sua interpretação deslumbrante. É sua primeira indicação desde “Educação” (2009) de Lone Scherfig, com muitas esnobadas no meio do caminho, particularmente “Shame” (2011), “Inside Llewyn Davis – Balada de Um Homem Comum” (2013) e “Vida Selvagem” (2018). Robbie reconhece seu talento e sua ausência no cenário de premiações durante a última década, compartilhando, “Para mim, Carey é como uma ‘Meryl [Streep]’ e deveria apenas ser indicada. Você nem precisa ver o filme. Só fique tranquilo, vai ser absolutamente impecável e brilhante”.

Para o produtor indicado ao Oscar, Josey McNamara, que co-fundou a LuckyChap Entertainment com Robbie, Tom Ackerley e Sophia Kerr, os dois ficaram em uma bolha em vários projetos, o que diz muito sobre seu forte relacionamento profissional e profunda amizade. “Como empresa, sempre procuramos por coisas que são ligeiramente subversivas”, ele diz. “Nós nos perguntamos: “É realmente surpreendente? Vai dar ao público algo que eles nunca experimentaram antes?” O que eu acho que Bela Vingança fez com todas as mudanças de tons e com o assunto”.

A Academia tem um limite de produtores indicados em Melhor Filme. Infelizmente, Robbie ainda não ganhou o mesmo destaque que Barbra Streisand, Oprah Winfrey e Frances McDormand como as únicas mulheres a serem indicadas por atuação e produção. Ela chegou perto com a sua primeira indicação ao Oscar por “Eu, Tonya” (2017) mas o filme não entrou na categoria. Ela seguiu aquela indicação por atuação com “O Escândalo” (2019) em Melhor Atriz Coadjuvante na cerimônia do ano passado. Levando tudo de forma calma, mesmo quando sua linda pitbull Belle invade a entrevista para alguns carinhos. Ela encerrou as gravações do próximo projeto de David O. Russell com um elenco cheio de estrelas incluindo Christian Bale, Robert DeNiro, Zoe Saldana e John David Washington e está se preparando para começar a trabalhar no próximo filme de Damien Chazelle, Babylon, com Brad Pitt e Jovan Adepo.

Com o burburinho de Liga da Justiça de Zack Snyder estreando no HBO Max em março após a hashtag ReleaseTheSnyderCut viralizar, começou uma conversa na internet sobre a vontade de ver uma versão mais longa de Esquadrão Suicida de David Ayer. Peguntei se existe um #AyerCut e Robbie responde, brincando: “Por razões pessoais, adoraria assistir um corte de cinco horas de qualquer filme que já fiz. Existe um corte de 20 horas de Era Uma Vez em… Hollywood que seria… Existe muita coisa que vocês não viram, coisas incríveis que filmamos, mas por um milhão de razões óbvias não entraram no corte final. Pelo o que sei, não existe um corte de David Ayer sendo trabalhado ou para ser lançado”.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil