Um novo teaser trailer de Barbie foi divulgado na última terça-feira (04) junto de novos pôsteres dos personagens, além do pôster oficial. Confira:

Barbie teve sua primeira exibição de teste na noite de quinta-feira (09) e o site World of Reel conseguiu alguns comentários exclusivos sobre o filme. Não é possível revelar muito, já que um contrato de confidencialidade é assinado antes da exibição, mas algumas pessoas que aceitaram comentar brevemente disseram que as reações foram muito positivas e que o público aplaudiu e torceu em alguns momentos. Confira abaixo os comentários traduzidos:

“Eu vi Barbie. Amei. Será um filme enorme. Feminista de uma maneira feroz e explosivamente histérico. É tão espalhafatoso e brilhante. Ganhará Oscars por Figurino e Cenário, são deliciosos. O filme descontrói a iconografia feminista da Barbie e a contextualiza novamente para a nova geração. Ele cria um forte comentário e uma justaposição. Já que é um filme de Greta Gerwig, há uma grande emoção no centro. Margot Robbie interpreta a Barbie com um sotaque do Valley, com interesse e vontade própria, enquanto ela questiona sua posição na Barbielândia e entra em conflito com o Ken sobre o patriarcado. Ryan Gosling é extraordinário como Ken, talvez sua melhor performance até agora. Ele rouba a cena, canta e dança. Provavelmente receberá uma indicação ao Oscar. Will Ferrell não é tão engraçado assim há anos, ele interpreta um CEO da Mattel superficial e espalhafatoso. Outros destaques incluem Rhea Pearlman e Michael Cera.”

“Eu gostei muito. É um dos melhores filmes de estúdio em anos e facilmente a melhor comédia de estúdio há muito tempo. Um prazer absoluto que se tornará uma nova obsessão favorita. Greta elevou o nível. Visualmente, é icônico. Os figurinos se destacam na tela e os cenários parecem animados e de brinquedo, como apropriado. Todas as performances estão no mesmo nível e entregam camp. Gosling é o craque do jogo e nunca esteve melhor. A performance dele se tornará um grande meme. Apesar na comédia geral ser exagerada e espinhosa (tem até uma cena de perseguição!), o filme permanece surpreendentemente emocionante, brincalhão e político de uma maneira alegre sem pesar a mão. A narrativa se move rapidamente, mas acerta as batidas. O monólogo de America Ferrera sobre os padrões duplos que as mulheres enfrentam ganhou aplausos. A classificação será +12, há piadas sexuais e palavrões.”

“Quanto ao enredo, escrever sobre ele corre o risco de dar muitos spoilers, é cheio de surpresas que não deveriam ser reveladas. Resumindo, o filme começa com a Barbie questionando seu lugar na Barbielândia e na sociedade depois de pensar sobre a morte. A Barbielândia é um lugar mágico em que as mulheres dominam o mundo, portanto, tais inseguranças são tidas como impuras. Enquanto isso, o Ken também questiona seu lugar na Barbielândia. Ele foi criado para venerar a Barbie, mas ela não é receptiva. O filme tem muitas participações especiais e reviravoltas, mas não é um peixe fora d’água.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Foi anunciado na tarde de domingo (29) que Margot Robbie produzirá a nova comédia do diretor Max Barbakow, que conta com Julia Roberts e Jennifer Aniston nos papeis principais. Saiba mais:

A Amazon Studios ganhou um leilão intenso entre quatro outros estúdios e streams pela comédia de Julia Roberts e Jennifer Aniston. O filme de comédia ainda sem título em que as duas trocam de corpos foi apresentada na semana passada por Max Barbakow, que escreverá e dirigirá o filme. A LuckyChap Entertainment, produtora de Margot Robbie, Tom Ackerley e Josey McNamara produzirá com Roberts e sua empresa, Red Om Films, a Echo Films de Aniston, e Barbakow. Ele é mais conhecido por dirigir Palm Springs, comédia de 2020 com Andy Samberg e Cristin Milioti.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

Durante uma entrevista com o site Entertainment Weekly, Margot Robbie contou sobre sua preparação para sua personagem em Babilônia, Nellie LaRoy, e como testou 31 sotaques diferentes com o diretor Damien Chazelle. Ela também conta como conseguiu o papel no filme e muito mais. Confira:

ENTERTAINMENT WEEKLY: Houve algum filme do Damien que você assistiu e pensou: “Quero trabalhar com esse cara”?
Whiplash: Em Buscas da Perfeição
foi o primeiro que vi e fiquei tão maravilhada com a técnica. Sempre que você ouve falar sobre um diretor ou diretora que parece tão realizado em seu próprio estilo e ponto de vista, e depois você descobre a idade dele ou dela, você fica: “O que? É como saber quantos anos Paul Thomas Anderson tinha quando fez Boogie Nights [Anderson tinha 26 anos]. Você pensa: “Ah, esse será um dos melhores da geração.”
Definitivamente senti isso quando assisti Whiplash pela primeira vez, e depois ele nos impressionou de novo com La La Land e com a técnica em O Primeiro Homem. Toda vez, sinto que ele arrasa. E Babilônia é, com certeza, a maior tacada dele de muitas maneiras. E eu acho que ele acerta.

Como foram as primeiras conversas entre vocês?
Eu li o roteiro, não foi uma oferta feita a mim. Mas, de repente, o papel ficou disponível, e eu disse: “Preciso falar com ele imediatamente.”
Fiquei tão obcecada com a ideia de ser a Nellie. E acho que essa energia deve ter passado para mim de uma maneira bem Nellie, porque eu parecia uma maníaca durante a conversa. Eu estava tão animada, apaixonada e desesperada para fazer parte desse filme que provavelmente o convenci de que era a pessoa certa para a Nellie só pela pura energia que estava despejando nele.
Então, acho que era fim de semana e eu não ouvi resposta por alguns dias e, naquele momento, comecei a surtar. Lembro-me de ligar para minha equipe 10 vezes por dia, perguntando: “Já temos resposta? O que eu faço para conseguir esse papel? Devo ir até a casa dele para convencê-lo?” E eles respondiam: “Não, só espera.”

Isso é interessante porque, aqui está você, já com duas indicações ao Oscar, mas ainda sentindo a necessidade de correr atrás.
Ainda acontece. Ainda há situações em que precisa convencer outra pessoa quando você tem instinto. Não dá para perder o gingado.

Você acabou de usar a palavra “maníaca” para descrever a Nellie. Ela é meio que uma bagunça. Como você trabalhou para capturar essa mania e apresentá-la de uma maneira que não parecesse totalmente fora de controle?
Quando somos apresentados à Nellie, estamos em uma das maiores festas, e uma das mais loucas, que você verá, e ela precisa ser a pessoa em destaque. É assim que você consegue um trabalho. Esse é o começo do filme e precisamos intensificar a partir daí. Ela sabe o que possui e o que não possui, e ela joga com suas forças. Ela pensa: “Sim, eu vim do nada. Vou aparecer usando nada, conseguir sua atenção e vou ser a pessoa chocante que você pensa que não é culta, mas que também não consegue desviar o olhar.”

Obviamente a Nellie é muito ambiciosa. Você se relaciona com esse lado dela?
Sim, definitivamente me relaciono com essa vontade de fazer acontecer. Digo, é algo que você esconde, óbvio, e faz parece que isso tudo acabou de acontecer e que foi um belo acidente, porque é mais fácil para as pessoas ouvirem. É um pouco rude usar essa pura ambição de maneira tão óbvia.
Mas, não, eu sempre tive essa ânsia. Ainda tenho. Lembro, especialmente quando estava na Austrália, do sentimento de: preciso chegar lá. Como chego até a porta? Como vou até os Estados Unidos? Como consigo uma passagem de avião? Era uma coceira constante, apenas tentando chegar no próximo passo.
Você precisa querer muito. Precisa amar muito e querer demais. No fim do dia, precisa querer mais do que todo mundo.

Li que você tentou 31 sotaques diferentes para a Nellie — existe mesmo 31 sotaques diferentes? Quais foram os que quase foram escolhidos?
Estávamos tentando encontrar como ela soaria, o que é importante para a história porque, assim que os filmes falados começam, todo mundo diz: “Ugh, odeio sua voz.” A rota óbvia seria um tom de voz agudo e nasal, mas então você entra no caricato de Cantando na Chuva, o que também é estranhamente próximo da Harley Quinn para mim.
Então, comecei a procurar por pessoas como Fran Drescher e por aquela voz rouca, porque eu assisti muitos episódios de Jersey Shore. Todos que iam para muitas festas aos 20 anos de idade tinham aquela voz rouca. Eu tinha a voz quando festejava demais quando era mais nova. É um sinal tão claro de alguém que está vivendo sem se cuidar, não está dormindo, está bebendo demais, todas essas coisas que eu queria que as pessoas entendessem sobre a Nellie sem ter que mostrar demais.
Quando eu digo 31 sotaques, não estou exagerando. Poderia abrir as notas de voz do meu celular e mostrar minha imitação do Joe Pesci e da Snooki. Eu percorria por todas as variações e enviava para o Damien, e ele respondia: “Tá bom, você pode misturar a Drita de Esposas da Máfia com a Snooki de Jersey Shore? Coloque um pouco da Fran também. Ok, não, não gostei.”

Como você acha que se sairia na era dos filmes mudos?
Eu pensei muito nisso. Será que estaria melhor do que agora? Não sei. Eu sou uma daquelas pessoas nostálgicas que romantizam o passado. Então, definitivamente sinto que uma grande parte de mim pensa que gostaria de estar viva naquela época, porque o cinema parecia tão diferente, maluco e sem regras.
Eu amo os filmes da década de 1930. Apenas amo aquele período em que era atuação da cabeça aos pés em todas as cenas. Sou uma atriz um tanto técnica, e eu amo coreografias e atuar com o corpo todo em vez de só com o rosto.

Trabalhar com alguém como Damien fez você aumentar um pouco o seu nível?
Damien, a busca dele por sua visão — não quero dizer busca pela perfeição porque ele não quer que as coisas sejam perfeitas na tela… “Bom o bastante” nunca é o suficiente para o Damien, e é isso que eu amo. É o que acho inspirador em um diretor. Um diretor que diz: “Não, ainda não conseguimos. Faça de novo.” Eu amo.
Eu amo uma pessoa que não vai se contentar com nada menos do que o melhor que imaginou. É por isso que só trabalho com diretores com os quais eu acredito. Eu farei qualquer coisa que me pedirem. Farei qualquer coisa, irei para qualquer lugar, darei absolutamente tudo o que eu tenho.

Alguma coisa que você faz em Babilônia foi assustadora ou aterrorizante?
Tanta coisa. Lendo o roteiro, de verdade, teve a cena do choro, a luta com a cascavel e a festa em que ela vomita em todo mundo. Foram as três coisas que me fizeram pensar: “Hmm, acho que não podemos fazer isso.” E, especialmente com a cena da cascavel e a do vômito, eu pensei: “Na verdade, não sei nem por onde começar com isso. Estou com medo de pegar esse papel por conta dessas cenas.”
E geralmente quando estou com medo é quando mergulho de cabeça. Precisa ser absurdo e exagerado, mas verdadeiro e te atingir de uma maneira emocional.

Brad Pitt é uma pessoa que está trabalhando há décadas, atingiu o auge, tem Oscar, já fez de tudo. Trabalhar com ele é inspirador para você?
Me deixa muito feliz porque ele faz isso há mais tempo do que eu. Eu ainda chego em cada set de filmagem como se fosse uma manhã de Natal. E sempre digo para mim mesma que no dia que eu não entrar em um set me sentindo assim, então tenho que parar e deixar que outra pessoa assuma o papel, porque muitas pessoas querem estar em um set e não têm a chance.
Nada me deixa mais triste do que trabalhar com pessoas que não querem estar lá tanto assim, ou não estão mais animadas. Tipo, então vá fazer outra coisa. Deixe outra pessoa tentar.
Brad não é essa pessoa. Temos sorte. Isso é muito bom.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil