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17.10.17
Margot Robbie em entrevista para a edição de novembro da ELLE Magazine

Margot Robbie é capa da edição de novembro da ELLE Magazine, junto com outras atrizes, em uma edição feita para celebrar mulheres poderosas de Hollywood. Confira abaixo a entrevista traduzida:

Tudo começou com um salto agulha. Especificamente, um vermelho, afundando no rosto de Leonardo DiCaprio, na obra de 2013 indicada ao Oscar de Martin Scorsese, O Lobo de Wall Street. Na cena essencial, o corretor de DiCaprio, Jordan Belfort, engatinha pelo carpete em direção a sua esposa, Naomi, humilhando-se por perdão pela sua infidelidade. Mas Naomi, interpretada para empoderar a perfeição do sexo por Margot Robbie, não está tolerando.

“Eu não recebi muita direção de Marty durante a filmagem toda,” diz Robbie, 27, que fez sua estreia na atuação quando era adolescente, na novela australiana Neighbours, antes de se mudar para Los Angeles e quase instantaneamente conseguir o papel principal no drama de 2011 da ABC, Pan Am. “Nosso trabalho era encontrar o personagem e levantá-lo na ocasião. Se não fizéssemos, nós não estaríamos muito no filme.”

E ela levantou: Aquele “Quem é essa garota? ecoando pela America rapidamente se tornou, “Agora sim uma estrela do cinema,” quando Robbie conseguiu um papel atrás do outro com determinação, humor e uma dose saudável de sensualidade. Após O Lobo, ela provou que glamour não era seu único jeito com o filme independente de 2015, Os Últimos na Terra, interpretando Ann, uma inocente menina da fazenda cujo a vida pós-apocalipse é desarrumada quando dois homens misteriosos (Chiwetel Ejiofor e Chris Pine) entram em seu mundo. Nesse mesmo ano, Golpe Duplo viu Robbie libertar sua mulher fatal interior como uma golpista acompanhando Will Smith. Em 2016, Uma Repórter em Apuros levou ela, e sua co-star Tina Fey, para o Afeganistão como jornalistas de guerra. E os críticos concordaram que, se há um razão para assistir Esquadrão Suicida, é para ver Robbie trazendo a vilã louca mas muito engraçada dos quadrinhos, Harley Quinn, que possivelmente terá seu próprio filme com o Coringa de Jared Leto.

A estreia deste mês, Goodbye Christopher Robin, no entanto, leva Robbie ao que ela chama de “o extremo oposto do espectro da Harley”. O filme segue a vida do autor A. A. Milne (Domhnall Gleeson) enquanto ele cria o livro infantil O Ursinho Pooh na Inglaterra pós-Primeira Guerra Mundial. Robbie interpreta Daphne, a esposa elegante de Milne, que se recusa a ministrar as necessidades emocionais de seu marido, que sofre de Estresse Pós-Traumático ou de seu filho, o verdadeiro Christopher Robin, enquanto ele se torna uma celebridade. “Você precisa entender as circunstâncias que a Daphne nasceu,” diz Robbie. “Ela é uma mulher britânica com expectativas de como agir e criar um filho na aristocracia, e ela está fazendo isso em um tempo bem horrível para estar vivo.”

“Margot nunca pediu desculpas por ela,” Gleeson diz. “Ela encontrou a razão pela sua atitude e ela caminhou com isso. Essa é uma das coisas que aprendi com ela: Procure papéis que não esperam que você interprete. E a outra é, se ninguém está oferecendo esses papéis, crie-os.”

Agora, Robbie está com essa missão direta. “Eu nunca pensei que eu ia querer ser produtora,” ela diz, se referindo a LuckyChap Entertainment, produtora que ela começou em 2015 com seu marido, Tom Ackerley. “Eu sempre quis dirigir e produzir, mas eu cheguei em um ponto como atriz onde eu senti que era a marionete de todo mundo. Eu pensei, por que não posso decidir sobre a arte que estou fazendo?

O projeto de estreia de Robbie é Terminal, um suspense noir sobre cinco pessoas (Robbie interpreta uma garçonete com uma fascinação estranha com a morte) cujas vidas se cruzam em um mundo futuro distópico. Adicione produzir e estrelar em uma biografia que já está sendo falada: I, Tonya, na qual Robbie, em uma poderosa performance, domina a patinação no gelo (depois de treinar por três meses), as roupas e, sim, o cabelo engraçado de Tonya Harding. A comédia de humor negro, do diretor de Lars and the Real Girl, Craig Gillespie, fala sobre a anti heroína da pobre Portland que se torna atleta campeã e figura pública desonrada após ser ligada ao ataque em Nancy Kerrigan no Campeonato de Patinação Artística dos EUA em 1994.

“Uma pessoa tão bonita como a Margot pode ser estereotipada,” diz Allison Janney, que interpreta a mãe de Harding, LaVona Golden. “Mas ela fez algo fora do que ela costuma fazer, e eu tenho um respeito enorme por isso.” Sebastian Stan, que interpreta o marido de Harding, Jeff Gillooly, encontrou-se “apaixonado por seu talento enorme tanto quanto atriz como produtora,” ele diz, se referindo aos dias de filmagem de 12 horas. “Mas eu nunca tive que ajudá-la em nada do seu malabarismo, e isso é um sinal de que você está fazendo bem.”

E enquanto Robbie pode ter parado de tentar fazer axels triplos, o céu é o limite: LuckyChap tem meia dúzia de filmes em desenvolvimento e irá molhar o pé na televisão em breve. Ela também se tornará Rainha Elizabeth I, contracenando com Saoirse Ronanr em Mary Queen of Scots, do ano que vem. “Minha vida não parou desde que eu coloquei os pés na Times Square, vi meu rosto em um anúncio de Pan Am, e eu disse, ‘Puta merda,'” diz Robbie. “Eu tenho que continuar, seja interpretando ou criando personagens intrigantes em roteiros não convencionais. É assim que você consegue longevidade. E eu espero que eu fique por aqui por muito tempo.”

O Lobo de Wall Street, 2013: “Martin sempre falou comigo como igual, tipo, “Você sabe aquele filme? E eu ficava tipo, “Não, eu nunca ouvi falar desse filme obscuro da Alemanha em 1920, mas continue!”

Esquadrão Suicida, 2016: “Eu posso fazer qualquer coisa em uma cena com a Harley. Eu poderia matar alguém ou beijá-lo, mentir ou ser completamente honesta. Tudo isso funciona para a personagem.”

Goodbye Christopher Robin, 2017: “Movimento constante no rosto do horror era como as pessoas lidavam com a guerra. Se a Daphne parar e olhar em volta, ela vai cair e nunca mais se levantar.”

Terminal, 2018: “Sou eu, uma professora de escola com uma doença terminal, dois gangsters, e um zelador bizarro. Um filme muito legal e estranho sobre nossos caminhos se cruzando.”

I, Tonya, 2017: “Quando eu vejo toda a filmagem, após a jornada de interpretá-la, eu apenas desejo que ela tivesse boas pessoas ao redor dela. Faria uma diferença enorme.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas