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10.12.17
Elenco de I, Tonya fala sobre as cenas de violência doméstica no filme

Margot Robbie e Allison Janney foram questionadas pelo Metro US sobre o tom das cenas de violência doméstica apresentado no filme. O diretor Craig Gillespie também comentou sobre o assunto com o site. Confira:

Enquanto as críticas de I, Tonya tem sido positivas em sua maior parte, tanto que o filme atualmente possui uma nota de 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas houve descontentamento com a sua representação da violência doméstica.

Alguns críticos atacaram o filme por tentar dar um ar de comédia para o abuso que Tonya Harding recebe repetidamente, primeiramente por sua mãe LaVona (Allison Janney) e então seu marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan). Quando eu conversei com Craig Gillespie, Margot Robbie e Allison Janney para conversar sobre I, Tonya, os três admitiram que lidar com o assunto da maneira correta era de maior importância para eles.

“Foi o que eu mais estava preocupado,” Craig Gillespie admitiu. “Porque é tão abominável no filme. Mas lendo o roteiro e querendo conhecer a personagem de Tonya, eu sabia que não poderia ocultar isso. Precisa ser brutal porque realmente informa sobre as escolhas da vida dela. Grande parte da minha primeira conversa com a Margot foi, ‘Como essa interação entre eles deve acontecer? O quanto ela pode retrucar?’ Nós precisávamos achar o ator certo para interpretar o Jeff, para que então, pudéssemos ter acesso a ele, sentir empatia, tentar entender esse ciclo de, ‘Por que eles continuam voltando um para o outro?'”

“A violência doméstica é prevalente no roteiro, e nós estávamos muito conscientes sobre representar isso da forma certa,” Robbie, que produziu o filme e estrela como Tonya Harding adicionou. “Nós queríamos respeitar o problema, mas também não queríamos suavizá-lo. Foi um grande parte de sua vida e nós não podíamos fingir que não era. Não estaríamos fazendo justiça a história e nem a ela. O filme mostra a natureza abusiva repetitiva, para algumas pessoas, e o ciclo viciosa que pode se tornar.”

Um dos momentos chave das filmagens foi quando Craig Gillespie decidiu experimentar com Tonya falando diretamente com a câmera sobre ser atacada por Jeff.

“Nós tivemos a ideia de quebrar a quarta parede durante as filmagens para aquelas cenas violentas. Aquilo não estava no roteiro. Porque isso mostrava que ela estava tão acostumada com isso e estava anestesiada. Mostrava o quanto ela estava desconectada do que estava acontecendo na sua vida, tanto que ela consegue falar disso conosco. Então isso reforçou seu estado mental.”

“Ao quebrar a quarta parede, nós queríamos que o público soubesse que, de certo modo, ela está bem,” Robbie adicionou. “Que ela está desconectada emocionalmente. Isso tornou as coisas mais fáceis de serem feitas.”

“Há momentos que realmente confrontam. Eu estava preocupada que nós poderíamos ter ido longe demais e que nunca conseguiríamos que o público voltasse para Jeff e Tonya. Mas Craig fez um bom trabalho ao fazer as pessoas perdoarem o Jeff, e deste modo você pode entender o ciclo repetitivo desses relacionamentos.”

Allison Janney, que recebeu muitos elogios por sua performance como LaVona, tanto que ela é uma possível ganhadora para vários prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante, também admitiu que ela teve dificuldades de entender a mentalidade de sua personagem por causa de suas ações. Apesar de que de primeira ela estava animada para interpretar uma pessoa tão ruim.

“Eu passei por fases. De primeira eu fiquei tipo, ‘Mal posso esperar, isso é tão emocionante.’ E então eu fiquei, ‘Oh, merda, eu preciso fazer isso agora e entrar na mentalidade da personagem.’ Eu tive que tentar descobrir como justificar o que ela faz como mãe. Ela é uma mãe horrível. Mas eu encontrei um jeito ao ouvir as entrevistas e sabendo que tudo o que ela fez foi por sua filha. Para não torná-la frágil. Ela não estava tentando ser sua melhor amiga. Ela estava tentando fazer dela uma campeã. Eu consegui entender isso. E sabendo que essa mulher provavelmente veio de sua própria família abusiva. Abuso é cíclico. Se torna essa normalidade aterrorizante da vida.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Uncategorized
09.12.17
Margot Robbie e Craig Gillespie conversam sobre I, Tonya com a Rolling Stone

Margot e o diretor de I, Tonya, Craig Gillespie, conversaram sobre o filme com a revista Rolling Stone e falam sobre a violência doméstica sofrida por Tonya, a rivalidade feminina e mais. Confira:

Tonya Harding ainda é mais conhecida como a mulher que talvez, possivelmente, potencialmente teve parte – para constar, ela negou – no incidente onde sua rival na patinação Nancy Kerrigan foi atingida no joelho antes da Olimpíadas de 1994. Margot Robbie sabe disso – a atriz australiana passou meses estudando a triste história da vida de Harding em preparação para a biografia I, Tonya, e ela estava bem ciente da opinião do público sobre a patinadora. Mas quanto mais Robbie cavava, mais ela desenvolvia simpatia pela campeã. Quando foi a hora de finalmente conhecer seu assunto cara a cara, Robbie estava um pouco preocupada sobre como a antiga aficionada dos tablóides estava passando. O que aconteceu deixou ela em choque.

“Ela estava mais preocupada sobre como eu estava passando,” Robbie lembra, sentada em um quarto de hotel em Manhattan no mês passado. “‘Como você está lidando com a fama tão jovem? Como você está lidando com os treinos?’ Eu não esperava isso.”

Na época que Harding tinha 23, ela era a vilã da América, uma sensação por todas as razões erradas e uma piada fácil. Mas I, Tonya, dirigido por Craig Gillespie, reconta sua história como uma comédia de humor negro, uma que desafia a narrativa maldosa que seguiu a patinadora por anos. O filme traça seu começo como patinadora recordista e o tumulto após o incidente empregando uma estrutura estilo Rashomon, onde Tonya e seu antigo marido Jeff Gillooly (Sebastian Stan) dão suas versões ferozmente contraditórias do que aconteceu. O resultado é engraçado, sim, mas também de partir o coração como representa graficamente o abuso que Harding disse que aguentou nas mãos de Gillooly – que foi culpado no ataque e acusou sua ex mulher – e sua mãe, LaVona Golden (Allison Janney). “Eu queria que as pessoas se sentissem culpadas,” Gillespie diz. “Eu queria que você chegasse para assistir ao filme com um julgamento e então ter essa perspectiva mudada.”

Uma frase na abertura do filme revela que o que está por vir é baseado em entrevistas reais com Harding e Gillooly – graças ao roteirista Steven Rogers, que conseguiu infiltrar a vida dos dois quando estava se aprofundando no projeto como um possível roteiro. Em suas conversas separadas com o par, ele viu que suas perspectivas eram tão diferentes que Rogers simplesmente os deixou falar por si mesmos, se dirigindo diretamente ao público e deixando suas versões incompatíveis dos eventos competindo por tempo de tela. A audácia desse roteiro conseguiu a atenção de Robbie, que estava procurando por projetos liderados por mulheres para produzir com sua produtora LuckyChap Entertainment.

Nesse ponto, a australiana não conhecia a história de Harding, ou que as partes mais ridículas da trama – como o agressor de Kerrigan, Shane Stant, bater em uma porta de vidro trancada – foram tiradas da vida real. “Eu pensei, ‘Wow, esse roteirista tem uma criatividade louca para criar essas coisas bizarras,” Robbie diz. “Eu amo que ele escreveu em um estilo que parece uma paródia de documentário tipo [em aspas] uma história “real.” Ao saber que todos os aspectos mais ultrajantes eram 100 por cento reais, ela achou “incrível e cativante” e imediatamente quis entrar. “Havia muitos elementos assustadores: Pessoas reais que ainda estão vivas, lidar com violência doméstica, um tom muito específico que somente poucos diretores conseguiriam atingir. Então conseguir o cineasta certo foi uma grande parte,” Robbie diz, citando que ela também assinou para produzir: “Eu não estava preparada para deixar essas coisas nas mãos de outras pessoas. Eu fiquei tipo, ‘Desculpa, mas eu preciso ter minha palavra nisso.'”

Interpretar Tonya – que envelhece 29 anos no tempo do filme – precisou múltiplos tipos de transformação física para a atriz de Esquadrão Suicida. Primeiramente, Margot passou por um treinamento rigoroso de patinação com a coreógrafa Sarah Kawahara, que, em uma coincidência bizarra, trabalhou anteriormente com Kerrigan. “Eu senti que eu vivia em um rinque de patinação,” Robbie diz. “Toda vez que meu despertador tocava às cinco da manhã, eu ficava ‘Eu não posso fazer isso de novo hoje, eu ainda estou com machucados de ontem.'” Antes das filmagens, Gillespie coreografou as cenas de performance para que Robbie e as duas patinadoras substitutas pudessem trabalhar. A maioria das coreografias replicadas na tela são baseadas no programa verdadeiro de Harding – como quando ela se torna a primeira americana a fazer um salto triplo em competição durante o campeonato de 1991. Apesar de que, uma das coreografias saíram do sonho do diretor: Um número com Sleeping Bag da banda ZZ Top (uma música que Harding realmente usou) que ele vê como uma mistura de “todas as coisas que são únicas para a Tonya,” peculiaridade que desagradava os jurados conservadores que ela estava contra.

Como a produção independente não podia pagar protéticos extensivos, a equipe de maquiagem usou outros truques para incorporar o espírito de Tonya, como comprar produtos baratos que poderiam ser encontrados naquela época. Robbie falou sobre ajustar sua postura. “Nós lidamos com muitos problemas de classe e escrutínio da mídia,” ela diz. “Eu queria sentir como se o mundo estivesse apoiado nela. Eu queria seus ombros curvados, sua cabeça inclinada. Eu queria que ela sempre estivesse na defensiva – e quando ela estivesse sentada inclinada para frente, esperando por aprovação, como ela estava esperando por sua nota.” E, claro, Robbie estudou muito: “Eu assisti por seis meses cada coisa, cada vídeo de patinação, cada entrevista, cada documentário, eu escutava no meu iPod durante a noite… Eu tinha seu rosto pintado por dentro das minhas pálpebras e sua voz constantemente na minha cabeça.”

O resultado disso é a interpretação de uma mulher que é áspera e confiante enquanto está sendo continuamente tratada com desdém. Robbie diz que a última coisa que ela queria era ser exploradora, mas ela também não queria ocultar que Tonya foi vítima de violência. Na verdade, uma das primeiras perguntas que a atriz fez a Gillespie em sua primeira reunião foi como ele iria lidar com o abuso. “Quando ela me perguntou pela primeira vez, eu disse, ‘Eu acho que não podemos ocultar isso,'” ele diz. “Eu acho que precisa ser brutal porque nos informa quem ela realmente é como pessoa e por que ela fez aquelas escolhas. Então, eu realmente não queria suavizar porque eu senti o quanto sua vida foi difícil, e o jeito que ela vê o mundo é por causa da violência sendo tão central em sua vida. A parte difícil foi, como você muda disso para o humor em uma cena diferente?”

Os relacionamentos perigosos de Tonya com Gillooly e LaVona (interpretada por Janney como um monstro de boca suja e uma chaminé) estão no centro do palco em I, Tonya. Suas interações com Kerrigan, no entanto, foram deixadas de lado – algo que Robbie foi grata e disse ser intencional. “Não há nada que eu odeie mais do que ler um roteiro onde duas mulheres são colocadas contra a outra,” ela diz. “Não há nada que eu odeie mais do que ler um artigo onde eles estão tentando encontrar um escândalo do nada e fazer parecer como se só houvesse espaço para uma mulher no topo – então é melhor elas se odiarem.”

Ela ainda está vendo esse tipo de material já que pouco mudou desde que Kerrigan foi nomeada “Branca de Neve de patins” e Harding uma “rabugenta bruxa do gelo,” por um artigo do Los Angeles Times na época. Mesmo após 20 anos como vilã, Tonya pode estar finalmente sendo reavaliada como uma “mulher independente e forte,” por Gillespie – alguém que rejeitou a tradição e foi punido por isso. Para Robbie, o que quer que você pense de Harding, ela só espera que I, Tonya faça o público olhar através das manchetes de fofoca e ver a patinadora como um ser humano.

“Todo mundo queria resumi-la a essas pequenas entrevistas e manchetes chamativas,” ela diz. “E ainda fazemos isso hoje em dia. Mas não é tão simples assim.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
08.12.17
Margot Robbie conversa sobre Mary, Queen of Scots com o EW

O site Entertainment Weekly revelou o primeiro still da Margot em Mary, Queen of Scots onde ela interpreta a Rainha Elizabeth I e a atriz concedeu uma pequena entrevista sobre o filme. Confira:

A rivalidade do século 16 entre a Rainha da Escócia e a Rainha Virgem era pessoal – apesar de não precisar ser. “As duas estavam, com seus próprios jeitos, fazendo sacrifícios enormes para tentar operar nesse mundo dominado por homens,” explica Josie Rourke, uma diretora de teatro que estreia nos filmes com Mary, Queen of Scots, examina a desavença entre as duas jovens primas. “Não é uma contra a outra. As duas estão contra um ambiente particular que colocou uma contra a outra.”

Escrito pelo criador de House of Cards, Beau Willimon e baseado em uma biografia pelo historiador John Guy, o filme explora a vida das governantes após Mary Stuart (Saoirse Ronan) retorna para a Escócia como a antiga rainha da França e viúva. Sua chegada ameaça o trono Inglês – na posse de Elizabeth I (Margot Robbie) – e conduz um período político perigoso onde as coroas no duelo estão rodeadas de conselheiros manipuladores. “Todos manipulavam o relacionamento delas,” diz Robbie. “É complicado, trágico e bizarro. As únicas pessoas no mundo que podiam entender a posição em que elas estavam eram as duas.”

No set, Robbie sentiu o gosto dessa solidão. Interpretar uma monarca com varíola e cicatrizes significa camadas de protéticos e maquiagem tão grossa que ela se sentia “inumana,” o que muitas vezes levava a equipe a evitar seu olhar. “Não era intencional,” ela lembra, “mas eu podia ver que era desconfortável para eles, e quanto menos olhavam para mim, mais isolada eu me sentia.” “Rainha por um dia” de repente parece menos interessante.

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
08.12.17
Margot Robbie conversa sobre I, Tonya com o Huffpost

Durante seus dias em Nova York, Margot conversou com o site Huffpost sobre seu novo filme I, Tonya além de falar de seus papéis passados e futuros e de sua produtora, LuckyChap. Confira:

Quando Margot Robbie leu o roteiro de I, Tonya, ela pensou que era ficção.

“Eu nunca ouvi falar sobre o incidente. Nunca ouvi nenhum desses nomes,” ela contou ao HuffPost durante uma entrevista no Crosby Street Hotel em Nova York no começo do mês. “Foi escrito como uma paródia de documentário. E então eu descobri que era uma história real, completamente real, e eu fiquei chocada e fascinada por isso.”

Como Robbie perdeu a cobertura internacional da patinadora Tonya Harding – que foi acusada de estar envolvida em um ataque contra a patinadora Nancy Kerrigan nas Olimpíadas de Inverno de 1994 – é a dúvida de todos. Mas então, ela tinha 3 anos na época e morava em uma cidade pequena no sul de Queensland, Austrália. Isso explica o motivo do espanto com o enredo do novo filme.

A atriz e produtora está ganhando elogios por sua interpretação de Harding, que foi marcada como vilã após o incidente horrível em Detroit. I, Tonya relata o escândalo com Kerrigan, embora com o objetivo de mostrar ao público quem Harding realmente é e que tipo de vida ela levava durante o auge de sua carreira.

Robbie estava confortável em uma cadeira quando eu entrei em seu quarto de hotel no Crosby semana passada para discutir o filme de Craig Gillespie. Seus grandes olhos azuis me encararam para dizer olá antes de alertar calmamente sua publicista de uma ameaça em movimento.

“Tem um paparazzi tirando fotos lá em baixo,” ela disse, apontando para a janela do quarto que ia do chão ao teto. Eu olhei para fora com o grupo, e, de fato, um paparazzi estava espiando de uma escada do outro lado da rua. Nós fechamos as cortinas e movemos as cadeiras para o outro lado do quarto, onde Robbie não podia ser capturada por longas lentes.

“Meu amigos não andam comigo em aeroportos,” ela disse quando sentamos para nossa conversa. “Você pode enxergá-los de longe. Eu posso estar andando em algum lugar e tem um paparazzi atrás de um árvore, e todo mundo fica, ‘Não, não tem.’ E eu digo, ‘Confia em mim.'”

Robbie aguenta esse tipo de atenção desde que se mudou da Austrália para Nova York após conseguir um papel na série da ABC, Pan Am, em 2011. Ela já era uma celebridade da TV em seu país, estrelando como Donna em Neighbours por três anos, então ela pensou que sabia o que estava esperando por ela na Grande Maçã. Ela estava errada.

“Pan Am foi meu primeiro trabalhos nos Estados Unidos, e foi muito diferente de como operamos a TV na Austrália.” Ela lembra de ficar particularmente chocada com a “segregação entre o elenco e equipe da série” e o fato de que os atores tinham seus próprios trailers.

Em Neighbours, “nós tínhamos uma grande sala verde para os 30 membros do elenco. Ficávamos juntos nessa sala 17 horas por dia, noite e dia, o ano inteiro. Nós fazíamos nosso chá onde a equipe fazia o chá deles. Eu fazia chá para a equipe. Nunca tinha ninguém perguntando, ‘O que posso trazer para você?’ E de repente nos Estados Unidos eu tinha um chefe que fazia omelete e uma cadeira com o meu nome. Eu ficava, ‘Não quero sentar sozinha. Quero sentar com todo mundo!'”

Depois do cancelamento de Pan Am, Robbie foi de teste em teste, até conseguir uma reunião com Martin Scorsese para seu filme de 2013, O Lobo de Wall Street. Ela conseguiu o papel “por dar um tapa no rosto de Leonardo DiCaprio Scorsese contou a Time sobre Robbie, que interpretou a esposa cheia de energia de DiCaprio nas telas. “Foi uma improvisação que deslumbrou todos nós.”

“Eu estava obviamente tentando entrar no mundo dos filmes, e eu nunca fui para um teste achando que eu ia conseguir o papel,” Robbie me disse. “Eu nem gostava da Naomi [Lapaglia] como pessoa quando fiz o teste para a personagem – eu não a entendia. Ela era um pouco bidimensional no roteiro. Ela foi escrita para ser uma interesseira brutal. Quando eu realmente consegui o papel e olhei para essa personagem de verdade como alguém para interpretar e alguém que eu precisava me relacionar, havia muito trabalho a ser feito.”

Na dinâmica de interpretação, mulheres complicadas como Naomi é o forte de Robbie. Tome Harley Quinn como exemplo. Sua interpretação da super vilã de Esquadrão Suicida foi brilhante em um filme chamativo que, bom, fracassou. “Apesar de ter alguns grandes espaços que eu tive que preencher por mim mesma, também havia muito material para olhar, e ela já era bem multifacetada e multidimensional,” ela disse sobre a personagem.

Antes de interpretar Harding em I, Tonya, Robbie escolheu se afundar em filmagens antigas, livros e documentários sobre a atleta de Portland, Oregon, para conseguir achar um novo ângulo em uma história que o público geral pensou que já tinha entendido.

“Eu tive uma quantidade incrível de informação para começar, mas tudo parecia ser visto de um ponto bem específico. O desafio dessa história era tentar virar e ver o outro lado. Eu estava de um lado do espelho vendo tudo o que eu não fazia ideia do que estava do outro lado. Ninguém parecia estar questionando isso.”

Em janeiro de 1994, o ex marido de Harding, Jeff Gillooly (interpretado por Sebastian Stan) conspirou com seu amigo Shawn Eckardt (Paul Walter Hauser), que contratou Derrick Smith e Shane Stant para “eliminar” Kerrigan da competição. Dois dias antes das provas das Olimpíadas, Stant usou um bastão para atingir Kerrigan no joelho fora da pista de patinação. Nos meses seguintes, Gillooly foi acusado de crime organizado e Eckardt, Smith e Stant foram acusados de conspiração para cometer um ataque de segundo grau, e foram presos. Enquanto isso, o juiz de Oregon Donald H. Londer cobrou Harding 160 mil dólares em multas, doações e custos especiais por dificultar a investigação. Ela também recebeu 500 horas de serviço comunitário, foi condenada a três anos de condicional e forçada a se demitir da Associação Americana de Patinação Artística aos 23 anos.

Com isso em mente, I, Tonya vai fundo nos dias pré-escândalo de Harding. A história abrange dos 15 aos 44 anos.

Robbie encontrou Harding uma semana antes das filmagens começarem, e a atriz fez questão de reiterar que a personagem que ela criou não tinha a intenção de imitar ou deteriorá-la. “Ela entendeu muito bem isso,” Robbie disse. Estranhamente, Harding estava mais preocupada com o bem estar da atriz, perguntando sobre seu treinamento e como ela estava lidando com a fama em uma idade tão jovem.

“Ver essa pessoa de repente na minha frente foi bizarro. Foi surreal. Eu passei seis meses me preparando para essa personagem. Eu não fiz nada além de pensar em tonya. Eu assisti cada entrevista, cada documentário cem vezes. Eu escutava ela no meu iPod constantemente. Eu tinha a voz dela na minha cabeça 24 horas por dia.”

Robbie diz que Harding eventualmente deu o selo de aprovação para o filme, mas sua mãe afastada, Lavona, interpretada maravilhosamente por Allison Janney, não deu.

A relação mãe e filha apresentada no filme destaca o abuso que Harding sofreu durante sua vida e carreira nas mãos de LaVona. Quando eu perguntei para Robbie se LaVona já viu ou compartilhou seus pensamentos sobre I, Tonya, Robbie revelou que os produtores não sabiam se a mãe de Harding estava viva até recentemente.

“Nós não conseguimos achá-la e Tonya não sabia se ela ainda estava viva,” a atriz disse, adicionando que a interpretação de LaVona foi baseada nas próprias memórias e experiências de Harding. “Desde então, a mãe de Tonya apareceu na TV recentemente e está fazendo entrevistas e então percebemos que ela está bem viva. Mas, não, eu ainda não a conheci e não tive nenhum contato com ela.”

O filme não é gentil com LaVona ou o jeito que ela tratou sua filha. Não é necessariamente gentil com nenhum dos personagens.

“Nós passamos por vários diretores,” Robbie disse. “Nós colocamos os olhos em Craig por causa de A Garota Ideal e ele realmente alcançou um tom específico nesse filme – essa comédia de humor negro que faz você se importar.”

Para referência, A Garota Ideal segue um jovem homem (Ryan Gosling) que está em um relacionamento fora do comum com uma boneca que ele encontra na internet.

“Ele nunca abordou os personagens no filme como bobos ou tentou fazer piada com eles, mesmo quando eles estavam fazendo algo que, para nós, parecia louco. Isso foi importante,” Robbie adicionou, “que alguém abordou esses personagens como pessoas reais e sem julgar.”

I, Tonya já ganhou elogios dos críticos e a performance de Robbie continuará a ser comemorada durante a temporada de premiações. Quando perguntei o que ela achar de todo o burburinho, a atriz foi tão calma quanto os que vão chegando.

“Eu só quero que as pessoas assistam ao filme e quero saber o que eles acham. Mesmo que não gostem. Se eles entendem o que estamos fazendo, então fico feliz e fico feliz que fizemos isso. Se os faz pensar, se os faz questionar suas atitudes, então é tudo o que importa. Mas, realmente, o resto eu só tento absorver com uma pitada de sal.”

O objetivo principal de Robbie agora é achar, produzir e distribuir filmes sobre mulheres, para mulheres, estrelando mulheres e criados por mulheres. Sua produtora, LuckyChap Entertainment, também foca em promover diretores de primeira e segunda viagem, com homens na equação também.

Seguindo I, Tonya, Robbie está produzindo e estrelando em Terminal e Dreamland, ambos com estreias marcadas para 2018. Ela também está aparecendo ao lado da queridinha das premiações (por quem ela tem “a maior paixonite”) Saoirse Ronan em Mary, Queen of Scots, onde Robbie interpreta a Rainha Elizabeth I.

“Eu estava preocupada com interpretar a Rainha Elizabeth recentemente também, porque, novamente, é uma pessoa real, alguém que todo mundo conhece e já foi interpretada por tantas atrizes. Eu estava apavorada,” ela disse.

Felizmente, alguém deu a ela o conselho que ela precisava: “Supera,” eles disseram. “Isso não é sobre você. Você é um veículo para essa personagem.”

“Isso é o que você tem que fazer,” ela me disse.

Robbie quer compartilhar esse tipo de lição com os novatos tentando fazer seu ninho na indústria. Por meio da LuckyChap, ela está conhecendo atrizes mais novas, sondando quais histórias elas querem contar.

“Você não precisa esperar até estar trabalhando durante 20 anos para fazer um filme você mesma. Eu tenho 27. Faça. Ninguém vai te impedir.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

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