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08.12.17
Margot Robbie sobre como a mídia tornou Tonya Harding uma vilã

Em entrevista com o site Entertainment Weekly, Margot Robbie comentou sobre a visão que o público possui de Tonya Harding baseado no incidente de 1994 com a patinadora Nancy Kerrigan. Confira:

Quando a patinadora Nancy Kerrigan, aposta das Olimpíadas, foi atingida no joelho em um treino em 1994, isso se tornou manchete ao redor do mundo – e todos os olhos rapidamente se viraram para sua rival Tonya Harding, que foi acusada de tramar o ataque com seu ex marido e guarda costas.

Mas Margot Robbie, que interpreta Harding no filme I, Tonya, diz que a reputação da patinadora foi formada pela cobertura frenética da mídia.

“Foi como uma brincadeira de telefone sem fio gigante onde 20 anos depois, as pessoas ainda lembram com absoluta certeza que Harding era a pessoa segurando o taco de baseball no joelho de Nancy Kerrigan,” Robbie disse para o EW em recente entrevista. “As pessoas falam, ‘Oh, eu lembro disso acontecer, eu lembro de vê-la bater em alguém com um taco de baseball,’… Isso não aconteceu! Não mesmo.”

Ela adicionou que Harding “foi tão feita de vilã pela mídia que as pessoas lembram do acontecido de um modo completamente diferente. E eles lembram com absoluta convicção, o que eu achei fascinante.”

Harding foi declarada como culpada por conspirar para esconder o ataque e foi banida da patinação para sempre, apesar de negar que ela teve envolvimento no plano.

A colega de cena de Robbie, Allison Janney, que interpreta a mãe de Harding, disse sobre o filme, “Você deixa o cinema com uma opinião diferente sobre Harding, eu acho. O público ainda vai decidir se ela estava envolvida ou não, mas eu acho que eles saem com mais empatia por ela.”

Fonte | Tradução e Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
07.12.17
Margot Robbie pretende ser uma força em patins como Tonya Harding em I, Tonya

Margot conversou com o USA Today durante os dias de imprensa para I, Tonya e falou sobre o novo filme e, claro, Harley Quinn. Ela também falou mais sobre como sua produtora ajudará mulheres no auge dos escândalos em Hollywood. Confira:

Enquanto Margot Robbie pode não patinar tão bem quanto Tonya Harding, mas as duas possuem uma coisa em comum: jovens meninas que são suas fãs.

Interpretada por Robbie na biografia de humor negro I, Tonya, Harding tem altos e baixos durante sua carreira, mas abre um sorriso enorme quando uma menina se aproxima dizendo que quer ser patinadora que nem ela.

Isso lembra Robbie, 27, da época que Esquadrão Suicida estreou ano passado e uma amiga mandou para ela uma foto de uma menina no metrô de Nova York lendo um dos quadrinhos da Harley Quinn, a colorida anti heroína de Robbie em Esquadrão.

“Os pés dela não estavam nem tocando ao chão, ela era tão pequena,” Robbie relembra. “E (minha amiga) ficou tipo, ‘Hey, cara, olha o que você está fazendo. Você está mudando o mundo ou algo assim.'”

Ela pode não estar mudando ainda, mas Robbie está construindo seu ninho com papéis transformativos como Harley, Tonya e Rainha Elizabeth I (em Mary, Queen of Scots, esperado para novembro de 2018) e sua produtora LuckyChap Entertainment (co-fundada com seu marido Tom Ackerley).

Não que ela se preocupa sobre isso tudo quando ela está usando aparelho como a estranha Tonya de 15 anos de idade ou tendo um colapso nervoso nas Olimpíadas de Inverno de 1994 como a Tonya de 23 anos. “Quando estou no set, eu esqueço que o mundo todo vai ver o que estamos fazendo,” Robbie diz.

A nativa de Gold Coast, na Austrália, estava mais apta a surfar do que patinar durante a infância, e seu treinamento para I, Tonya foi um “um rude despertar,” ela diz. Harding era o rosto da patinação mundial – e um rosto vilão seguido do famoso ataque ao joelho de Nancy Kerrigan – por isso Robbie passou muito tempo no gelo. (Dublês foram usados nas coreografias mais difíceis.)

“O que eu achei viciante foi ser boa o bastante para ser muito rápida, e quando você sabe que o seu corpo é forte para sustentar essa velocidade, você se sente invencível. E eu não estava nem fazendo os saltos triplos,” diz Robbie, que também conversou com Harding como parte do trabalho preparatório. A antiga patinadora mostrou apoio desde o começo, garantindo entrevistas para a atriz e cineastas e até compareceu a premiere em Los Angeles.

O Oscar ama quando uma atriz vive uma figura real com um ponto de vista, e Hollywood já notou, diz Dave Karger, correspondente especial para o IMDb. “É a melhor coisa que ela já fez e o próximo passo para seu triunfo meteórico.”

Um dos queridinhos do Toronto Film Festival em setembro, I, Tonya pode ser a força rebelde durante a temporada de premiações: É um cavalo negro da categoria de Melhor Filme, Allison Janney (como a mãe abusiva de Tonya) é certa na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante e Karger diz que Robbie está “nas conversas” para Melhor Atriz atriz de pesos como Meryl Streep (The Post) e Frances McDormand (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri).

Robbie está se divertindo com essa conversa de Oscar. “Eu nunca tive isso antes. Honestamente, eu não sabia que havia tantos eventos nessa época do ano,” ela diz. “Eu estou indo nas coisas o tempo todo, o que é adorável.”

Com sua nova produtora, Robbie está desenvolvendo um filme solo da Harley por si mesma (“Se eu não estiver balançando meu taco de baseball ano que vem, vou ficar devastada”) mas também vê uma oportunidade e responsabilidade em ajudar a fazer diferença em uma cidade coberta de escândalos de assédio sexual.

“É um negócio estranho onde não temos um HR Office – há muitas áreas cinzas e a atuação pode ser uma coisa muito íntima, e não há um perfil específico para qualquer trabalho ou papel,” Robbie diz. “Nós precisamos implementar algum tipo de ordem e sistema e ter certeza que as pessoas são respeitosas e criativas ao mesmo tempo e não tiram vantagem de suas posições de poder.”

Fonte | Tradução & Adaptação: Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas
06.12.17
VÍDEO: Margot Robbie é entrevistada por Chris Pratt no Jimmy Kimmel Live

Margot foi entrevistada pelo ator Chris Pratt no programa Jimmy Kimmel Live na última segunda feira. O apresentador está afastado por problemas de saúde de seu filho e o ator ficou no comando de uma entrevista hilária sobre a infância da Margot na Austrália, os trabalhos de sua adolescência e, claro, sobre seu novo filme I, Tonya. Confira com legenda em português abaixo:

postado por Mari na categoria Entrevistas
06.12.17
Margot Robbie é capa da revista Time Out New York e fala sobre I, Tonya em entrevista

Margot é capa e recheio da nova edição da revista Time Out New York e fala sobre seu novo filme, I, Tonya, que chega aos cinemas americanos nessa sexta feira. Ela também brinca de “Isso ou Aquilo” em um vídeo para a revista. Confira:

Energia, estilo, dureza: Qualquer pessoa que diga que atuação não é nada como fazer algum esporte não passou muito tempo atuando. Desde que aguentou um maníaco Leonardo DiCaprio em O Lobo de Wall Street, Margot Robbie não poderia ser confundida por nada menos do que uma competidora destemida. Mas sua performance mais recente levanta seriamente a aposta: Como a patinadora olímpica desacreditada Tonya Harding – marcada para sempre por sua associação ao ataque fora do gelo em 1994 em Nancy Kerrigan – a atriz de 27 anos saca um dos feitos mais ousados de empatia do ano. Dirigido por Craig Gillespie e coproduzido pela própria Robbie, I, Tonya é um filme de esportes com altos e baixos e um “Scorsesian” super mudado: brega, engraçado, devastador e com uma estrela principal que será muito falada durante a temporada de premiações. Nascida na Austrália antes de morar no Brooklyn, Londres e mais recentemente Los Angeles, Robbie chama a si mesma de cigana; “lar” é um conceito livre para ela. Durante um momento calmo antes do turbilhão do Oscar, nós nos encontramos com Robbie para falar sobre amarrar os patins durante 17 horas por dia, o escândalo Harvey Weinstein e o enigma no coração de seu mais recente triunfo.

Você sente falta de morar em Nova York?
Oh, meu Deus, está brincando? Eu sinto falta de Nova York o tempo todo. Eu vivi no sul de Williamsburg antes de ficar popular, e então eu morei em Bed-Stuy por um tempo também. Eu acho que Williamsburg está um pouco cheio para mim agora. Mas seis, sete anos atrás, era incrível. Eu sinto falta de tudo: os restaurantes, Brooklyn Bowl, Nitehawk Cinema – eu costumava ir lá o tempo todo.

Mas você ainda é fã dos New York Rangers?
Definitivamente. Eu acho que eu sempre vou ser fã dos Rangers.

Você jogou hóquei no gelo na infância, certo?
Não na infância, mas eu joguei quando me mudei para a América [em 2011]. Eu sou do litoral da Austrália, então esportes no gelo não são populares. Mas Nós Somos os Campeões eram, então eu queria fazer parte de um time. Eu amei.

Em que posição você jogou?
Wing direita, mas não se engane, eu não sou boa.

Ainda assim, a patinação deve ter ajudado você a fazer os saltos triplos em I, Tonya.
[Ironicamente] Sim, eu consigo totalmente fazer um salto triplo. Nós todos subestimamos o quão difícil seria. Quando começamos a planejar aquela cena, pensamos, “Oh, nós só temos que arrumar uma dublê para fazer isso.” E nossa coreógrafa ficou, “Ninguém consegue fazer um salto triplo, vocês sabem disso, certo?” Somente duas mulheres na América podiam fazer e as duas eram asiáticas, então nenhuma delas poderia ser dublê para mim. Nós acabamos fazendo CGI.

Estou arrasado. Entretanto, eu amo como o filme destaca os talentos de Harding, junto com sua rebeldia.
Ela não era de seguir as regras, ela era um pouco bruta, e sem essa mentalidade rebelde, ela não conseguiria ter uma conquista tão incrível no esporte: a primeira americana a fazer um salto triplo em competição. Quanto mais entendemos o mundo da patinação no gelo, mais nós valorizamos.

Há também uma sutil guerra de classes acontecendo com outras coisas e contra os jurados esnobes que ficaram chocados pelas coreografias com Sleeping Bag de ZZ Top.
Ela tinha uma disciplina incrível e motivação para chegar onde chegou, apesar de sua classe e circunstâncias. Patinação artística é um esporte muito caro. Ainda assim, ela conseguiu sobressair. Tonya não é necessariamente a imagem que eles queriam ter. Mas eu acho que é isso que eu gosto mais no filme.

Tudo o que nós lembramos sobre Harding principalmente é o “incidente”. Como alguém interpreta essa mentalidade? O filme é evasivo sobre sua culpa.
Eu acho que eu estava focando, no geral, na ideia que ela estava necessitada de amor e constantemente procurando por validação, seja do Jeff [Gillooly, ex marido de Harding], da sua mãe ou do público.

Você não parece querer julgá-la.
Essa história aconteceu antes do ciclo das notícias de 24 horas. Foi antes do O.J. Foi uma bola de neve fora de controle. As pessoas estavam alimentando demais isso. Como ela diz no filme, “Vocês também são todos meus agressores.” Nós podemos sentar aqui e julgar sua mãe ou o Jeff por abusarem dela, mas nós julgamos a Tonya tão rápido também. O público geral teve parte nisso. Em algum ponto do filme, nós queremos segurar um espelho para a sociedade e nos dar a chance de olhar para nós mesmos e questionar o quão rápido julgamos as pessoas sem pensar nas circunstâncias.

Tonya Harding foi, em um certo grau, uma mulher explorada tentando retomar o poder. Isso te lembra do escândalo Weinstein?
São dois incidentes isolados, mas o que ambos mostram é o quão incrivelmente resistentes são as mulheres. Elas irão se levantar e lutar.

Você tem algo a falar sobre as mulheres que estão tomando a frente e falando sobre o assunto?
Eu já falei um pouco sobre, mas para dar eco nesses sentimentos, eu acho que as mulheres que estão tomando a frente são incrivelmente corajosas. Eu acho que seria uma coisa difícil de fazer. E eu espero que conforte saber que ao fazer isso, elas estão tornando mais fácil para pessoas no futuro fazerem o mesmo. Nós podemos facilitar a mudança nessa indústria e muitas outras.

Seu filme, apesar de explorar o abuso físico e emocional de Tonya em grande parte, é muito empoderador e centrado nas mulheres. Até no sentido literal, a câmera está sempre no seu rosto, o tempo todo, capturando sua euforia.
Eu achei essa uma abordagem super legal. Nas Olimpíadas de Inverno, nós somos acostumados a ver essas tomadas estáticas com lentes longas, e parece gracioso e lindo. Mas o que você perde é esse poder que precisa para fazer esses saltos e movimentos. Então nós pedimos para nosso cameraman ficar de patins também, e ele estava apenas alguns pés de distância de mim, e nós fazíamos a coreografia juntos, como uma dança. Isso é algo que não vi antes. Craig realmente queria que nós vivêssemos os momentos altos da Tonya antes de viver os baixos.

I, Tonya tem muito burburinho de premiação. O quanto a conversa do Oscar aparece no seu pensamento?
É absolutamente a cereja do bolo. A coisa sobre os filmes independentes é esse milagre de conseguirem fazê-los. Eu estava tão preocupada com tentar fazer o filme sair do papel, então ser parte de uma conversa sobre o Oscar é muito modesto e extremamente surpreendente ao mesmo tempo. Para ser honesta, tudo o que eu queria era fazer um filme que as pessoas iriam gostar e ir assistir. Enquanto isso acontecer, eu estarei feliz.

Você conheceu a Tonya?
Sim. Não foi muito importante para a minha pesquisa porque há tantos vídeos dela na internet, e eu queria decidir como eu interpretaria essa personagem antes de conhecê-la como pessoa. Mas uma semana antes das filmagens, Craig e eu voamos para Portland e almoçamos com ela. Eu não queria examinar detalhadamente suas maneiras e ouvir seu dialeto. Digo, foi difícil não fazer isso, mas eu estava tentando. Eu queria conhecê-la para deixá-la ciente de que eu estaria lidando com sua história com respeito, mas ao mesmo tempo, é um filme. Eu não ia me segurar com essa personagem, e eu queria que ela entendesse isso.

Ela foi legal com isso?
Sim, ela foi ótima. Eu não imagino que eu teria a coragem de deixar alguém fazer um filme sobre a minha vida, quem dirá a parte mais traumática. Então, considerando tudo, ela foi incrivelmente compreensiva. Ela realmente se afastou e nos deixou fazer nosso trabalho. Ela não estava no set, ela não era consultora, ela não influenciou o roteiro. Como cortesia, obviamente, nós exibimos o filme para ela antes de alcançar o público.

E?
Eu acho que foi uma experiência complicada para ela, bem emocionante. Ela achou a frase “Chupa o meu p*u” que eu grito para os jurados hilária. Ela queria ter dito isso na época.

Fonte | Tradução & Adaptação: Equipe Margot Robbie Brasil

postado por Mari na categoria Entrevistas